Venezuela: aplicativo que mostra onde tem papel higiênico para vender

Celular aplicativoImagine a cena. Você pega o seu celular, entra no aplicativo e procura onde estão vendendo papel higiênico, farinha, açúcar. E não é onde estão vendendo mais barato não. É onde estão vendendo mesmo. Parece surreal? Não na Venezuela, que enfrenta uma crise de desabastecimento.

José Augusto Montiel, estudante de engenharia química, desenvolveu o “Abastéceme”, uma rede social na qual os usuários trocam informações sobre onde estão disponíveis os produtos mais procurados pelos consumidores.

O aplicativo aponta em um mapa os lugares onde um usuário encontrou, por exemplo, um pacote de café ou o cobiçado papel higiênico.

A criação de José Augusto já tem mais de 4 mil usuários ativos, a maioria na capital, Caracas. Atualmente ela só está disponível para smartphones com sistema Android. Ele pretende lançar uma versão específica para Blackberry.

Difícil vai ser desenvolver a versão para o iPhone. O universitário contou para a BBC que ele precisaria de um computador Mac, da Apple, mas não tem grana. Por enquanto.

* Com informações da BBC

Água e sabão ou “Não faz mal, não faz, limpa com jornal”

Papel Higiênico. Crédito: Giftexpress/Divulgação.O novo governo da Venezuela nem amadureceu (trocadilho inevitável com Nicolás) e já está numa saia justíssima. Produtos básicos estão sumindo das prateleiras dos mercados. Um deles é o papel higiênico.

O governo diz que a culpa é da oposição, que incentivou a população a sair comprando enlouquecidamente. A oposição afirma que o controle do câmbio vem afugentando os investimentos e impactando na produção.

Pois bem. O governo vai importar o equivalente a 50 milhões de rolos de papel higiênico. O ministro do Comércio, Alejandro Fleming, declarou à agência estatal de notícias AVN que a importação é “para que o nosso povo fique tranquilo e compreenda que não deve deixar-se manipular pela campanha mediática que afirma que há falta de papel higiénico na Venezuela”.

Oxente. Se não há falta, por que importar? De acordo com o jornal espanhol El País, o ministro afirmou que não há quebra na produção. O que está acontecendo é “uma procura fora do normal”. Ainda segundo ele, os venezuelanos consomem 125 milhões de rolos por mês. Mas agora que procura aumentou, são necessários 40 milhões rolos extras.

O governo não informou de onde vai importar o pepel higiêncio extra. O candidato derrotado nas eleições, o oposicionista Henrique Capriles, aproveitou para, mais uma vez, bater de frente no governo. Ele mandou recado pelo Twitter.

Twitter Capriles

Loucura verde e amarela

Cilios Vertix

Na hora de torcer para o Brasil na Copa do Mundo, a camisa (oficial ou não) continua em alta. Mas divide espaço com um monte de produtos diferentes. Todos querendo faturar em cima da paixão nacional pelo futebol. De cílio postiço a papel higiênico. De cadeiras e mesas a cadeados. Bebidas, guloseimas, cornetas, buzinas, bandeiras não podem faltar na lista verde e amarela.

Procurando o toque final depois de combinar a saia verde papagaio com o baby look amarelo ovo, usar colar havaiano e pintar as unhas e o rosto com as cores do Brasil? A empresa Vertix lançou uma edição limitada de cílios postiços para a Copa. Agora, sim. O visual árvore de Natal em pleno São João ficará completo. Só não esqueça de comprar a peruca no vuco-vuco.

Para quem não abre mão de torcer pela Seleção em qualquer lugar, aqui vão duas sugestões. A marca Bom Ar resolveu investir R$ 2 milhões na edição especial do Air Wick FreshMatic Cheiro de Gol. Vem com aparelho, refil e adesivo. Custa R$ 24,99. Ainda na seção de higiene, a empresa Kimberly-Clark lançou o papel higiênico Neve (12 rolos 30 metros) que traz como brinde uma lata exclusiva nas cores do Brasil.

Na hora de fechar o portão dá para torcer? A Papaiz acredita que sim. Tanto que lançou uma edição de cadeados com a marca da Copa do Mundo. O cliente pode escolher entre dois modelos: um que faz homenagem aos anos em que o Brasil foi campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e outro com as cores da bandeira em desenhos irregulares, meio cubista. Forçando a barra, dá até para pensar no Picasso.

Também dá para mudar a decoração da casa com objetos nacionalistas. A empresa Arte em Cadeiras criou uma linha de cadeiras dobráveis com bandeirinhas do Brasil. Pena que, dependendo do derrière de quem senta, o detalhe nem apareça. Interessado (a) em entrar na onda obsessiva-consumista verde e amarela? Vá em frente. O dinheiro é seu mesmo. Eu vou ficar com o chapeuzinho que minha mãe me deu. Tá bom demais.

Papel higiênico com nome de chocolate

papel_higienicoSerá que Freud explica os últimos posts se referirem tanto a papel higiênico e caca? Foi assim no post das “obras” de Fernando Collor e da promoção “traga a vasilha”, sobre um hotel de San Diego (EUA). Enfim…

Hoje, o Diario publica uma matéria da colega Micheline Batista sobre os novos investimentos e lançamentos da companhia pernambucana Ondunorte. Um deles é o papel higiênico voltado para as classes A e B. Chamado de, vejam só, Alpino.

Na minha cabeça de pessoa com excesso de fofura só vem a imagem do chocolate homônimo.

Vai ver que a ideia que ele sirva de consolação para quem está de dieta. :-)

Segue o início do texto:

Depois de 45 anos no mercado atendendo às classes C e D, a pernambucana Ondunorte – Companhia de Papel e Papelão Ondulado do Norte está lançando no mercado dois novos produtos, desta vez focando as classes A e B. São papéis do tipo premium, até então fabricados apenas no Sul e Sudeste do país. O papel toalha Leve Mais e o papel higiênico Alpino, ambos de folha dupla, estão sendo apresentados ao público durante a 29ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor e Sweet Brazil International (Abad 2009), evento que segue até amanhã no Centro de Convenções de Pernambuco.

A ampliação do portfólio da Ondunorte tornou-se possível depois que o grupo adquiriu novo maquinário de origem italiana, francesa, alemã e brasileira para atender à expectativa dos consumidores. A fábrica em Igarassu vem sendo ampliada e já trabalha em regime de soft open, pois a inauguração oficial só acontecerá em novembro. A produção vai passar de 80 para 160 toneladas por dia num prazo de seis meses, gerando 250 novos empregos diretos e 300 indiretos. Hoje, a indústria emprega 1,3 mil pessoas.

Clique aqui e leia a matéria completa.

Você mediu o seu papel higiênico hoje?

Papel HigiênicoA pergunta acima não é tão ridícula assim como parece. É que, lá em São Paulo, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) divulgou o resultado dos testes feitos no ano. Entre os chamados produtos pré-medidos (aqueles que trazem na embalagem as informações sobre o peso ou volume), o papel higiênico foi o que apresentou o maior índice de reprovação: 32,5%. E olha que o Ipem testou 77 produtos. A média de reprovação foi de 4%.

O principal problema encontrado nas amostras de papel higiênico foi no tamanho. Os rolos estavam menores que os divulgados nas embalagens. As empresas que vendem menos papel do que anunciam podem ser multadas em até R$ 50 mil. Por isso, se estiver desconfiado de que o papel anda acabando antes do tempo (e ninguém da sua família pegou uma virose ou teve intoxicação alimentar nos últimos dias), a orienteção do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é a de que você primeiro entre em contato com o SAC da empresa e depois vá reclamar no Procon.

Em 2001, o papel higiênico esteve no centro de uma polêmica: a maquiagem de produtos. Naquele ano, o Ministério da Justiça processou e multou os três maiores fabricantes do país — Klabin/Kimberly, Santher e Melhoramentos — em R$ 2 milhões. As empresas reduziram a metragem dos rolos de 40 para 30 metros sem informar os consumidores. Pior. Não reduziram os preços.

Como diria minha avó, a gente não pode nem mais ir ao “quartinho” em paz.