Ele foi embora. Foi fazer mais um monte de gente feliz lá em Floripa. Mas deixou os 90 mil felizardos que assistiram aos shows do sábado e do domingo, no Recife, em estado de graça. Eu pelo menos fiquei.
Fui aos dois espetáculos (porque é um espetáculo) e saí do estádio do Arruda agradecendo a sir Paul McCartney por me mostrar que, mesmo depois de tantos anos, você pode ser feliz fazendo o que gosta no trabalho.
O homem está com quase 70 anos (o aniversário dele é em 18 de junho), tem mais de 50 de carreira e se mostra no show com a empolgação de um estagiário querendo agradar o chefe para conseguir a vaga depois de formado.
Na teoria, ele não precisa disso. Se chegasse e cantasse/tocasse no automático, o povo iria delirar de qualquer jeito. Mas Paul fez/faz questão de mostrar como é um superprofissional. E mostra isso a todo momento.
Sir Paul começa a apresentação na hora. Entrega um show de quase três horas sem perder o pique (com dois bis). Interage com a plateia o tempo inteiro (“povo arretado”, “oxente”, “cabra da peste” e “recifianos” já viraram clássicos). Deixa os fãs (escolhidos) subirem ao palco. Parece estar realmente se divertindo com o que faz.
Claro que a gente não vai ganhar nunca o que ele ganha. E várias vezes vai ter de engolir um monte de sapo no trabalho. Mas pode, sim, aproveitar o exemplo de Paul para dar um upgrade na nossa vida profissional. Ao menos na forma de agir no ambiente de trabalho. Que tal?
Dá resultado, viu? Olha só o que a minha colega Aline Moura, repórter de Política, postou no Face dela: “Puxa vida. O que a música não faz. Todo mundo no trabalho está bem mais leve, hoje, com o coração ainda embargado de emoção, sorriso de lado a lado, pensando ‘Paul forever’. Estou feliz só de sentir a energia.”
Ah, Aline. Eu também estou. Viva Paul!

