Quando voltei das férias, li a reportagem da colega Mirella Falcão sobre a conclusão das obras das primeiras centrais de energia eólica de Pernambuco. São 12 turbinas “plantadas” nos municípios de Gravatá e Pombos. Agora em abril, mais três desses ventiladores gigantes devem entrar em operação em Macaparana, a terra da banana. Já não era sem tempo.
A energia eólica, renovável, é considerada uma das mais limpas do planeta. Isso se não for a mais limpa. Ela não é perfeita, claro. Tem lá alguns problemas (ruído, mudanças na migração de aves). Mas em comparação com as tradicionais, compensa. Vejam o caso de Portugal. Estive lá no começo de março e pude conferir em um rápido deslocamento de carro de Lisboa até Fátima como o país investe na energia que vem do vento.
São verdadeiras plantações de ventiladores avistadas ao longo da rodovia. “Essa energia veio para substituir as térmicas a carvão. Elas poluem muito”, ensina o simpaticíssimo João Moreira, misto de taxista, guia turístico e gastronômico. O primeiro parque eólico português foi construído na Ilha da Madeira, em 1986. Dez anos depois, entrou em operação o primeiro parque no continente.
Hoje, já são mais de 3,5 mil megawatts (MW) de potência instalada. É o equivalente ao que todo o Brasil almeja ter depois de 2015 (atualmente são apenas 600 MW). Ano passado, 15% da energia consumida em Portugal era eólica. Os portugueses já contam com quase 2 mil turbinas. Não custa lembrar: a população de Portugal é de 10,5 milhões de habitantes. Só em Pernambuco, somos quase 9 milhões. Está mais do que na hora de investirmos na plantação de ventiladores.


* Cabeça de Burro
* Chaminé
* Periquita