Na novela Fina estampa, a socialite Tereza Cristina (Christiane Torloni) inferniza a vida da nova rica Griselda (Lília Cabral). Para ela, é um absurdo que a “ex-bigoduda” more no mesmo condomínio – ou até mesmo respire o mesmo ar – que gente “verdadeiramente” sofisticada. Histórias de novela à parte, também é possível observar situações parecidas no nosso dia a dia. É que o estrondoso crescimento da nova classe média anda incomodando os representantes da classe média tradicional (classe B). Tem gente sofrendo com a síndrome de Tereza Cristina.
O incômodo está registrado na pesquisa Dez anos da nova classe média, produzida pela consultoria Data Popular. Foram entrevistadas 18.365 pessoas de todo o país no segundo trimestre de 2011. Para 48,4% da antiga classe média, a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população. Já 55,3% disseram que os produtos deveriam ter versões para ricos e pobres. O aumento das filas no cinema incomoda 62,8% dos entrevistados. “Há ainda muito preconceito com o crescimento dessa nova classe média”, reconhece Wagner Sarnelli, sócio da Data Popular. …Continue lendo…
