Alerta vermelho em Brasília. O IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, divulgado agora pela manhã pelo IBGE, estourou o teto da meta de inflação, de 6,5% ao ano. Fechou em 6,59% em março no acumulado dos últimos 12 meses.
Não é por nada não, mas aqui cabe bem a megalomania pernambucana. O nosso estouro é bem maior do a média do Brasil. O IPCA da Região Metropolitana do Recife já vem com o teto estourado desde o segundo semestre do ano passado. Sabe em quanto ficou no acumulado dos últimos 12 meses até março? Ficou em 7,33%.
Medalha de bronze pra gente. Ficamos atrás apenas das regiões metropolitanas de Belém (9,19%) e de Fortaleza (8,11%).
Se pode servir de consolo, deixamos de ter o maior aumento mensal entre as regiões pesquisadas. Em fevereiro, bombamos com 0,98%. Em março foi “só” 0,37%, a terceira menor alta.
Para variar (é só ironia, viu?), o grupo alimentos e bebidas continua como o motor da inflação. Na RMR subiu 0,79% em março e já acumula um aumento de 16,61% em 12 meses. Mais que o dobro da inflação geral para a região.
O maior aumento mensal foi o de Belém (0,79%), por conta da alta do açaí (18,31%), que, junto com a farinha de mandioca (3,10%), tiveram impacto de 0,26 ponto percentual. Os dois produtos respondem por 33% do índice da região. Não está fácil pra ninguém.
No próximo post vou falar sobre o nosso grande vilão. E não é o tomate.








