Já que não foi por bem, foi a pulso mesmo. Para o alívio dos usuários de telefonia móvel do país, a Anatel finalmente resolveu tomar uma atitude e suspender a venda de novos chips da TIM (19 estados, incluindo Pernambuco), Oi (cinco estados) e Claro (três estados) por até 30 dias. A Vivo escapou, por um triz.
Enquanto os usuários desabafaram nas redes sociais – no Facebook, rebatizaram as operadoras como FIM, Tchau e Apagão –, as empresas se disseram “surpresas” com a punição, pediram desculpas e garantiram que estão trabalhando e investindo. Tadinhas. Quase fiquei com pena.
Anteontem, um dia após a decisão da Anatel, a TIM enviou a seguinte mensagem, por SMS, aos seus usuários: “Sobre notícias recentes, informamos que continuamos investindo para garantir a qualidade dos serviços e sua satisfação. Obrigado por ser cliente TIM.”
Obviamente, a mensagem foi motivo de piada entre os clientes da operadora. Muitos lembraram que, se a empresa estivesse mesmo garantindo a qualidade, nem teria sido punida. Verdade. “O serviço tá tão bom que euzinha, usuária desde 1994, não recebi a mensagem”, disse uma cliente da TIM no Face.
O presidente da Claro, Carlos Zenteno, tentou mostrar um pouco de humildade. “Eu queria pedir desculpas aos nossos clientes. A Claro está trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”, disse o executivo. Ainda assim, a empresa ganhou uma série de esculachos online.
“A #Claro me tratou feito um idiota, depois de eu ter sido um cliente fiel por mais de 10 anos. A suspensão desses trambiqueiros foi justa!”, comentou um ex-cliente no Twitter.
A nota divulgada pela Oi para rebater a punição na Anatel começa dizendo que a empresa “está comprometida com o desenvolvimento do setor de telecomunicações e com o crescimento do Brasil”. Não é o que os usuários pensam. A hashtag #OiFail é bóia no Twiter. “Alguém viu o sinal da Oi? #OiFail”, perguntava uma usuária.
Com todo o atraso na punição – os usuários sofrem com a péssima qualidade dos serviços há tempos – a decisão da Anatel não deixa de ser um alento para nós, usuários. Quem sabe as outras agências reguladoras comecem a decidir pensando nos consumidores. Só para variar um pouco.