Você acha que se veste bem para ir ao trabalho? Sim? Será mesmo? Estou perguntando isso porque um levantamento feito pela consultoria de recrutamento Robert Half mostra que os executivos das empresas consideram que as roupas influenciam em uma promoção. E normalmente são eles que podem lhe promover.
A pesquisa foi feita com 1.775 diretores de recursos humanos de 19 países (do Brasil também). Segundo 22% dos brasileiros pesquisados, não adequar o guarda-roupa corporativo influencia muito no crescimento da carreira. Já 45% disseram que as roupas têm uma impoartância significante para a promoção.
Também foi perguntado aos executivos se eles achavam que os funcionários se vestiam bem ou mal para o trabalho. E 54% dos diretores disseram que percebem “repetidas vezes” que os empregados não trabalhar com roupas inadequadas. Já 22% disseram que viram os colegas malvestidos com muita frequência.
Melhor procurar se informar qual é a “cultura” da empresa antes de abrir o guarda-roupa. As empresas são diferentes. O que se usa tranquilamente em uma pode não ser legal em outra. Não custa se informar, não é mesmo?
O site norte-americano Career Builder divulgou um ranking com as profissões que mais engordam os profissionais. Segundo o site, as profissões com elevado nível de estresse e longas jornadas de trabalho são as que têm mais trabalhadores com sobrepeso.
O estresse não é única e execlusivamente o culpado. Para 56% dos entrevistados, ficar sentado o dia de trabalho inteirinho é o pior vilão da balança. Já 26% disseram não ter refeições em horários regulares. E 17% disseram que pulam regularmente as refeições.
O pessoal do site entrevistou 3,6 mil pessoas. Estranhamente (para mim, pelo menos) os jornalistas não aparecem na lista. Vai ver que o site não entrevistou nenhum. Enfim, vamos ao ranking:
Ok, ok. Seu emprego é uma droga. você ganhal mal, o chefe não lhe reconhece, seus colegas são uns malas. Mas poderia ser pior.
A revista norte-americana Lapham’s Quarterly fez uma listinha com as piores profissões criadas pela humanidade ao longo da história. Vamos ver seis exemplos exemplos:
Servente em banquetes
No ano 50 D.C, em Roma, o cidadão tinha como função limpar o vômito dos convidados. E não era só isso. Tinha também de segurar os penicos para eles urinarem. Ecaaaaaaaaaa!
Colecionador de ovos
No ano 900, na Escócia, este profissional tinha de escalar penhascos para roubar ovos de aves marinhas para alimentação. Calma! Ele tinha equipamento de produção: cordas feitas de urtiga. Afe!
Produtor de Lã
No ano 1100, em Flanders (Bélgica), o produtor precisava tirar a gordura e as impurezas da lã da ovelha por várias horas. A lã ficava em um tonel. Cheio de urina.
Provador de comida
Em 1520, em Agra (Índia), este trabalhador tinha a função de experimentar a comida do imperador. Era para comprovar que não havia veneno. Se o imperador consumisse algo contaminado, o provador era espancado até a morte
Ressuscitador
Em 1827, na cidade de Edimburgo (Escócia), o cidadão desenterrava – ilegalmente – os cadáveres de túmulos para vender a estudantes de medicina para dissecação.
Caçador de sanguessuga
Em 1835, na França, os caçadores de sanguessugas entravam em lagos para recolher os bichos. Como? Simplesmente permitindo que elas grudassem em suas pernas, para depois retirá-las.
Sim, eles estão pelados. Não, eles não são modelos. Trabalham em uma empresa de design de Nova York, a Sagmeister & Walsh. Por que estão sem roupa? Porque a empresa achou legal fazer uma campanha de divulgação diferente.
De acordo com o que foi publicado no site Business Insider, a agência quis divulgar a “influência criativa” dos trabalhos da empresa. E todo mundo foi clicado sem roupa.
Todo mundo mesmo. Dos sócios – Stefan Sagmeister e Jessica Walsh (como vocês conferem abaixo) – aos estagiários. Claro que as fotos bombaram na internet e devem ajudar a empresa a ganhar mais clientes.
A Sagmeister & Walsh (que antes se chamava Sagmeister Inc) já fez projetos para grandes empresas, como Red Bull e BMW. Essa não é a primeira vez que Stefan Sagmeister embarca numa publicidade pouco usual.
Dezenove anos atrás, quando decidiu sair de uma grande agência e montar a própria empresa, ele enviou a foto própria, usando apenas meias (e uma barra para cobrir as partes), anunciando a mudança.
Agora o nome foi mudado para Sagmeister & Walsh, já que Jessica virou sócia. O que vocês acharam? Estariam dispostos a tirar a roupa para “vestir a camisa” da empresa?
Detalhe: as fotos publicadas no Business Insider mostram tudo.
O quinto mês do ano está chegando ao fim. Parabéns! A partir de amanhã, você já pode começar a trabalhar para si mesmo. Pois é. Até hoje, o brasileiro trabalhou única e exclusivamente para pagar impostos.
Segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), atualmente é preciso trabalhar, em média, 150 dias para pagar os tributos cobrados pelos governos federal, estadual e municipal.
O estudo Dias trabalhados para pagar tributos considera a tributação incidente sobre rendimentos (Imposto de Renda, contribuições previdenciárias e sindicais). A tributação sobre o consumo de produtos e serviços, como PIS, COFINS, ICMS, também entra na conta.
O levantamento considera ainda a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA) e as taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuições (iluminação pública).
A quantidade de dias trabalhados para pagar tributos no país vem subindo. Na década de 1970, eram necessários 76 dias para quitar os impostos. Na década de 1980, o número de dias subiu para 77. E na década de 1990, passou para 102 dias.
A quantidade não é a mesma para todas as faixas de renda. Vamos a elas:
Entre R$ 3 mil e R$ 10 mil…………………………………..160 dias
Acima de R$ 10 mil……………………………………153 dias
Até R$ 3 mil……………………………….142 dias
Ainda de acordo com o IBPT, O número de dias necessários no Brasil para pagar os tributos é superior ao de países como França (149 dias), Espanha (137 dias), Estados Unidos (102 dias), Argentina (97), Chile (92 dias) e México (91).
Segundo o estudo do IBPT, a quantidade de dias do Brasil só não é maior que a da Suécia. No país escandinavo é preciso trabalhar 185 dias. Mas a gente não pode comprar a qualidade dos serviços oferecidos, pode?
Marinete Veloso tinha três anos quando saiu do Recife com os pais em direção a São Paulo. Seu Jose era fotógrafo lambe-lambe, nascido em Pesqueira. Dona Francisca era de uma família tradicional da Paraíba.
Seu José foi trabalhar como garçom. Depois acabou abrindo uma loja de tecidos, tendo a mulher como “cabeça” do negócio. Marinete fez o curso de letras e começou a dar aulas. Casou-se com um médico cearense e foi morar no Crato por dois anos.
O marido não queria que ela trabalhasse. Ela bateu o pé. Foi dar aulas na universidade e depois começou a cursar jornalismo. Durante oito anos, era professora pela manhã e jornalista à tarde.
Até que foi chamada pela Renault do Brasil para trabalhar na assessoria de imprensa, em 1996. Depois virou gerente, diretora-adjunta de comunicação e, enfim, diretora de comunicação da empresa.
Aposentou-se no ano passado. Foi a primeira aposentada da Renault do Brasil. Marinete trabalhou até às 19h de uma sexta-feira. E então a ficha caiu. E agora?
Foi para falar da experiência do imediatamente antes, do durante e do depois que ela foi convidada a dar palestra de abertura da sexta edição da Expo Money Recife. Para Marinete, as empresas deveriam cuidar mais dos trabalhadores que estão perto da aposentadoria.
Mas elas não cuidam. Então o melhor a fazer é se preparar por conta própria. “Há vários tipos: aquela em que a pessoa para de vez, a que a pessoa abre depois um negócio, a que vai trabalhar em outra coisa”, diz Marinete.
Para ela, que teve de se aposentar compulsoriamente, a solução foi buscar outras coisas para fazer (palestras, resenhas de livros). Parar de vez não estava nos planos de Marinete. E não deveria estar nos planos de nenhum brasileiro, por conta do aumento da longevidade.
Vale trabalho voluntário também. Mas ela acredita que o brasileiro precisa se preparar para se autosustentar, especialmente se for trabalhador de empresa privada, que terá de se virar com o benefício do INSS.
“Felizmente hoje você tem mais acesso à informação. Antes não havia isso. Pode fazer previdência privada, outro tipo de investimento. Mas não é uma questão só de finanças. É de cabeça também.”
Tenho duas perguntas para quem está em busca de um emprego para chamar de seu, mas quem já está empregado também pode responder. A primeira: qual é a sua prioridade na busca? A segunda: quais são os maiores problemas encontrados? Enquanto você pensa, vou mostrar uns dados da pesquisa da Page Personnel, empresa global de recrutamento.
Entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano, a equipe entrevistou gente de todo o país. Errou quem pensa que o salário é tudo (ao menos para os profissionais entrevistados). Aqui no Nordeste, o ambiente de trabalho aparece no topo da lista de prioridades dos candidatos: 73,9%. Depois vêm o salário (56,5%) e as chances de crescimento profissional (52,2%).
O pódio por aqui é um pouco diferente daquele que foi encontrado nas regiões Sul e Sudeste. No Sul, a possibilidade de crescimento profissional vem em primeiro lugar (80,4%), acompanhado pelo salário (73,9%) e o ambiente de trabalho (56,5%). A ordem é a mesma no Sudeste: chance de crescimento (74,7%), salário (73,9%) e ambiente de trabalho (65,5%).
Na hora de falar sobre os problemas, aí sim o salário apareceu como primeira preocupação. No Nordeste, o baixo salário foi apontado por 65,2% dos entrevistados. No Sul, o problema foi citado por 56,5%. Entre os trabalhadores do Sudeste, 52,6% reclamaram dos pagamentos. Ainda entre os nordestinos, 52,2% apontaram a falta de um plano de carreira e 39,1% citaram a o pagamento de benefícios inadequados.
Mas a Page Personnel também ouviu os representantes das empresas e perguntou quais os principais problemas apresentados pelos profissionais. No Nordeste, os executivos apontaram a falta de conhecimento técnico (70,8%), de proatividade (37,5%) e de comunicação/postura (33,3%) como maiores deficiências técnicas e comportamentais dos trabalhadores. Hum…
Era o eldorado. Já não é assim a última Coca-Cola do deserto. Profissionais estão desistindo de trabalhar em Suape, mesmo ganhando ótimos salários, por causa do caos da (i)mobilidade urbana. Conversei com quem desistiu, com quem ainda trabalha no complexo e enfrenta o tráfego pesado, com consultores. A matéria completa está no caderno de Economia do Diario de Pernambuco deste domingo (12). Aqui você confere o primeiro texto e o vídeo da rotina de Patrícia Uchôa, gerente de RH da Iberdrola, que gentilmente nos deu uma carona solidária para nos mostrar a ida e volta de um dia de trabalho. O vídeo é de Blenda Souto Maior, com edição de Roberta Cardoso e Eduardo Travassos. Ficou bem legal.
Três dias. E acabou. Não deu para a publicitária Ludmilla Menezes, 33. O salário era muito bom. O trabalho de marketing que ela iria desenvolver na Refinaria Abreu e Lima, interessante. Mas ficar três horas no trânsito para voltar ao Recife e perder as reuniões no Grupo Espírita Transformação Consciente, no Cordeiro, foi demais. Há 20 anos ela faz trabalho voluntário lá. Os pais questionaram a decisão. Não valia a pena tentar? Não. “Isso não iria mudar e estava interferindo na minha vida pessoal.” Na saúde também. A hérnia de disco reclamou. E Ludmilla entrou para a lista de profissionais que desistem de Suape, o eldorado do mercado de trabalho de Pernambuco que pena com os problemas de mobilidade urbana.
O consultor de recursos humanos Carlos Alberto Valença, sócio da Acting Solution no Recife, seleciona executivos. Conta que recebe ligações de profissionais que dizem estar bem em seus empregos, ganham muito bem, mas… Se aparecer alguma coisa boa fora de Suape… “Eles reclamam muito do tempo que levam para ir e voltar. Há profissionais que, se tiverem de escolher entre uma empresa em Suape e outra no Recife, preferem a da capital.” Mesmo com a empresa pagando o combustível e dando outras bonificações. O ponto crucial é a qualidade de vida. Ou melhor, a falta dela. Como foi o caso de Ludmilla, que já havia trabalhado em Suape entre 2003 e 2006. Era uma época diferente.
Sete anos atrás, havia 6,6 mil empregados no complexo. Hoje são 75 mil, incluindo aí 50 mil que atuam nas obras de construção civil de empreendimentos, como a própria Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape. Mais de 10 mil veículos acessam o local todos os dias. A esse volume somam-se os congestionamentos do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, do Cabo de Santo Agostinho. Quando desistiu do emprego na refinaria, em 2012, Ludmilla ficou sem trabalhar alguns meses. Mas conseguiu se recolocar. Montou uma empresa que presta consultoria em mídias sociais. Tem um escritório em Campo Grande, visita clientes, resolve os problemas usando o iPad, o celular. De vez em quando, recebe propostas para Suape.
Quando o trabalho é curto e a proposta é muito boa, ela até aceita. “Mas trabalhar lá direto não me interessa. Nem por um ótimo salário. Teria de abrir mão de outras coisas que são muito importantes para mim”, afirma a publicitária. O engenheiro João Carlos Gomes, 47, já trabalhou duas vezes em Suape. A última foi entre 2006 e 2011. Saiu para fazer um curso no Canadá. Algo que ele jamais conseguiria fazer enquanto estivesse empregado no complexo. O MBA que João Carlos já tinha foi da época em que trabalhava em uma empresa no Curado. Ele mora nos Aflitos. São 49 quilômetros até Suape. Tinha de sair às 6h30 para chegar às 8h. Deixava para sair da fábrica depois das 20h para gastar só uma hora na volta.
Tarde? Se saía mais cedo, às vezes João Carlos chegava a gastar quatro horas até finalmente chegar em casa. Havia uma Agamenon Magalhães no meio do caminho. A mulher dizia que ele fazia a casa de hotel, com uma boa dose de razão. “Você não tem qualidade de vida nenhuma. Não consegue fazer nenhum curso, se deslocar para a universidade. Temos essa tendência de crescimento do estado e a estrutura que tem para lá é terrível. É um desrespeito.” A perda não é apenas de bons profissionais. O consultor Carlos Alberto Valença conta que uma empresa (ele prefere não citar o nome) veio fazer um estudo para se implantar em Suape e desistiu depois que a equipe levou duas horas até chegar lá.
Você adora a empresa/repartição onde trabalha. Veste a camisa e tal. Mas estaria disposto (a) a tatuar a logomarca do local na própria pele? Empregados de uma imobiliária de Nova York toparam. E estão ganhando em troca 15% de aumento no salário. Polêmico? Pois é…
Os 40 empregados da Rapid Realty que já fizeram a tatuagem não acharam, não. A primeira tattoo nem teve essa intenção. Um dos agentes decidiu fazer por conta própria, sem ganhar nada por isso, depois que procurou um espaço comercial para um tatuador. Isso aconteceu um ano e meio atrás.
Anthony Lolli, dono da Rapid Realty, ficou sabendo e adorou a ideia (naturalmente). E lançou a proposta para os outros empregados, com o adicional dos 15% (ele também deu o aumento para o tatuado pioneiro). A tatuagem custa cerca de US$ 300 e a empresa paga por ela.
As tatuagens estão em todos os tipos de lugares no corpo. Mas ficam principalmente nos braços, tornozelos e costas. Detalhe importante: os 15% de aumento não são só para quem se tatua. Quem atua em programas de caridade ou vira mentor de um funcionário novato também pode receber o benefício.
Trabalho e vida pessoal. Você consegue equilibrar os dois? Ou anda torcendo, pedindo, enviando mensagens telepáticas para que o seu chefe se toque que vai fazer 125 anos que a Lei Áurea foi assinada? Pois é… Mas não é só com você que isso acontece.
Uma pesquisa mundial divulgada nesta semana pela consultoria Hay Group mostra que um em cada quatro profissionais pretende sair da empresa onde trabalha em até dois anos. Por quê? Porque não consegue equilibrar a vida em casa com a escravidão…Ops, vida no trabalho.
O levantamento foi feito no ano passado com cinco milhões de profissionais de mais de 400 empresas. Vamos aos resultados:
39% disseram que não conseguem contrabalançar o trabalho e a vida particular. Em 2011, eram 32%
36% dos brasileiros estavam insatisfeitos. Em 2011, eram 30%
O problema, segundo a pesquisa da Hay Group, é a falta de incentivo ao equilíbrio por parte das empresas. E isso reflete na satisfação com o salário e com os colegas. Quer dizer, na insatisfação. Nas empresas malvadas, só 36% dos trabalhadores dizem receber um salário justo. Nas mais legais, 58% estão tranquilos com a remuneração.
A pesquisa também aborda a questão das horas extras intermináveis para garantir que todo o trabalho seja feito. Elas acontecem porque as empresas querem o máximo com menos. Menos trabalhadores. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados disseram que não há a quantidade de gente necessária para fazer todo o trabalho. No Brasil, foram 51%.
Daqui a pouco vamos começar a ver gente mostrando cartazes ou usando camisetas com a seguinte frase: “A Princesa Isabel não me representa”.