Presentes e impostos para as mães

BuqueTributariamente falando, sabe qual é o melhor presente para a sua mãe no próximo domingo? Dou dez segundos pra você pensar.

Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um. Bum!!!

A resposta é um simples (ou não) buquê. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), ele tem 17,71% de impostos. É o menor percentual na lista de 30 opções de presentes que o IBPT pesquisou.

A lista inclui até carro. Mas não é ele que tem o maior imposto. É o perfume importado: 78,3%. Por isso o povo enlouquece quando viaja ao exterior. A diferença de preço é gritante.

Completam o ranking de maiores cargas tributárias o perfume nacional (69,13%) e a maquiagem importada (69,04%).

“Os diversos processos de industrialização e o fato de serem considerados bens supérfluos fazem com que esses itens tenham uma tributação elevada”, diz o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Na parte inferior do quadro, além do buquê, a passagem aérea (22,32%) e o computador de até R$ 3 mil (24,30%) são os itens com as menores cargas.

Confira o ranking completo:

1º Perfume importado    78,43%
2º Perfume nacional    69,13%
3º Maquiagem importada    69,04%
4º Relógio            53,14%
5º Maquiagem Nacional    51,04%
6º Joias             50,44%
7º Aparelho MP3 ou iPod     49,45%
8º Televisor         44,94%
9º Câmera fotográfica     44,75%
10º DVD (cartucho)         44,20%
11º Óculos de sol        44,18%
12º Porta-retrato        43,47%
13º Bolsa de Couro        41,52%
14º Toyota Corolla 2.0    41,12%
15º Ingressos (tickets)    40,85%
16º iPad – Tablet        39,12%
17º Calça Jeans        38,53%
18º CD            37,88%
19º Bombons            37,61%
20º Celta 1.0        36,82%
21º Sapatos            36,17%
22º Bota            36,17%
23º Camisa            34,67%
24º Casaco de couro/moleton    34,67%
25º Telefone celular    33,08%
26º Almoço ou jantar em restaurante    32,31%
27º Teatro e cinema        30,25%
28º Computador até R$ 3.000    24,30%
29º Passagem aérea        22,32%
30º Buquê de flores        17,71%

Na falta de um São Jorge

Já que o ministro da Fazenda, Guido  Mantega, não tem o porte de um São Jorge, muito menos uma lança para chamar de sua, o jeito é a presidente Dilma usar outras armas para tentar segurar a inflação neste ano. Em janeiro, o IPCA (índice oficial) ficou em 0,86% e o acumulado dos últimos 12 meses bateu em 6,15%, muito perto do teto da meta de inflação estipulado pelo Banco Central, que é de 6,5%. O remédio da vez para combater o dragão é desonerar tributos.

Interessante, não? A gente sempre reclamou da alta carga tributária do país. Pois depois de anunciar a redução nas tarifas de energia, Dilma vai retirar os tributos dos produtos da cesta básica. O pedido é antigo e vai ajudar bastante as famílias, principalmente aquelas que vivem com menos dinheiro e gastam tanto para se alimentar. O corte de impostos na cesta básica deve rolar até junho. Pode reduzir os preços em quase 7% e ter um impacto de 0,3 ponto percentual da inflação.

Os alimentos são vilões do recente aumento do apetite do dragão. Basta ir ao supermercado ou à feira para sentir na pele e no bolso. No Recife, segundo o Dieese, a cesta terminou 2012 custando R$ 248,95. Teve um aumento de 15,26% ao longo do ano, o terceiro maior do país, atrás apenas de Fortaleza (17,46%) e João Pessoa (16,47%). A farinha, o tomate e o feijão foram os produtos que mais subiram no Recife no ano passado. As altas foram, respectivamente, de 53,82%, 37,36% e 36,23%.

Já que a presidente está tão boazinha, poderia aproveitar e ampliar o quantidade itens que integram a cesta básica, hoje formada apenas por 13 produtos: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. A própria Dilma afirmou que o “conceito de cesta básica está um pouco ultrapassado”. A lista tem décadas de vida e não contempla, por exemplo, creme dental e sabonete. Ficar limpo e cheiroso é básico, não é mesmo?

Carnaval de tributos

Olha o carnaval aí, gente! Chora, imposto! O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) fez o tradicional levantamento da carga tributária nos produtos do carnaval. Eles variam de 18,75% a 76,66%.

As bebidas lideram o ranking (caipirinha, chope, cerveja): 76,66%, 62,20% e 55,60%, respectivamente. “Por não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira, esses produtos têm uma elevada carga tributária”, explica o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Sabe qual item tem a menor carga? A camisinha. Interessante, não? Mais um incentivo ao sexo seguro.

Vamos ao ranking:

Caipirinha 76,66%

Chope 62,20%

Cerveja (lata ou garrafa) 55,60%

Bronzeador 49,08%

Refrigerante (lata) 46,47%

Colar havaiano 45,96%

Refrigerante (garrafa) 44,55%

Água mineral 44,55%

Confete/Serpentina 43,83%

Biquini com lantejoulas 42,19%

Mascara de Lantejoulas 42,71%

Fantasia (roupa tecido) 36,41%

Água de coco 34,13%

Fantasia (roupa com arame) 33,91%

Preservativo 18,75%

A caminho de um novo recorde

Impostômetro. Reprodução/InternetSeria bom se todos os tributos que a gente paga fossem realmente revertidos para investimentos e a prestação de bons serviços para a sociedade brasileira.

Enquanto isso não ocorre, vamos falando mal da quantidade de impostos nas nossas costas. Nesta sexta, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai atingir a marca de R$ 1,5 trilhão.

Esse valor é referente aos tributos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano.

Em 2011, essa marca foi atingida em 29 de dezembro, um dia depois. Mesmo com os benefícios de impostos dados pelo governo para incentivar o consumo das famílias e fazer a economia rodar, o Impostômetro caminha para o novo recorde de arrecadação de tributos.

À meia-noite do dia 31, os tributos devem alcançar R$ 1,55 trilhão.

O aumento será de 2,91% na comparação com 2011, quando o Impostômetro marcou R$ 1,51 trilhão.

Papai Noel com o saco cheio

Papai Noel inflação. Crédito: J.Cesar/DB/D.A PressO Impostômetro, aquele marcador que mostra o quanto pagamos de impostos e tributos durante o ano, chegou ontem a R$ 1,4 trilhão. Dinheiro que só. Daria para comprar 52 milhões de carros populares. Ou 1,1 bilhão de notebooks. Ou dar um fim mais nobre ao dinheiro plantando 280 bilhões de árvores. No ano passado, a gente chegou a esse número no dia 13 de dezembro. Ou seja, vamos pagar mais impostos neste ano. De novo.

Um pedaço dessa montanha tributária será pago agora nas compras de Natal. Ou vocês acham que o peru, o espumante e os presentes saem ilesos da enxurrada de letrinhas? O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou o já tradicional levantamento natalino, apontando o percentual de tributos no valor dos produtos mais consumidos nesta época. As bebidas são os itens mais tributados no carrinho.

Como notícia ruim nunca vem só, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgou que a cesta de produtos de Natal está 18,6% mais cara em relação ao ano passado. A tal cesta traz 18 itens – como arroz, bacalhau, lombo suíno, batata-inglesa, vinho, abacaxi. A alta superou em muito a inflação média de 5,77% registrada entre dezembro do ano passado e novembro deste ano.

Papai Noel estará com o saco cheio neste ano…de preços altos e impostos. Vamos à listinha do IBPT:

Espumante……………………………………………………………………………………………………………..59,49%
Cerveja (lata)…………………………………………………………………………………………………55,60%
Cerveja garrafa………………………………………………………………………………………………55,60%
Cosméticos……………………………………………………………………………………………54,88%
Joias…………………………………………………………………………………………….50,44%
Aparelho de DVD…………………………………………………………………………50,39%
MP3 ou iPod…………………………………………………………………………49,45%
Sidra……………………………………………………………………………… 48,24%
Enfeites de Natal………………………………………………………..48,02%
Bicicleta…………………………………………………………….45,93%
Câmera fotográfica…………………………………………44,75%
DVD……………………………………………………………44,20%
Bacalhau importado………………………………..43,78%
Celular……………………………………………39,80%
Brinquedos………………………………….39,70%
Árvore de Natal………………………..39,23%
Nozes…………………………………….36,45%
Roupas………………………………34,67%
Panetone………………………..34,63%
Chester/Perú/Pernil…..29,32%

Olha o feirão

Feirão do ImpostoNo próximo sábado (15) vai rolar mais um Feirão do Imposto no país. Desta vez, 15 estados e o Distrito Federal vão receber a ação da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). A ideia, mais uma vez, é revelar o peso dos impostos em produtos e serviços e convocar consumidores a fiscalizar o destino dos tributos.

O coordenador do Feirão, Tiago Coelho, diz que a proposta é “criar um ambiente para discutir a reforma tributária e provocar os consumidores a fiscalizarem a cobrança de tributos e a correta aplicação por parte do governo”.

Espero que aconteça isso mesmo. Em Fortaleza, por exemplo, serão vendidos 4 mil litros de combustível sem impostos. No Distrito Federal, 15 restaurantes vão vender um prato sem os impostos. Já em Belém, está rolando um concurso e os vencedores terão direito a comprar um carro zero sem os tributos.

Essa história do carro já aconteceu por aqui. Desta vez, segundo a Conaje, será montada uma tenda do Feirão do Imposto na Avenida Boa Viagem. Entre os produtos que serão exibidos com os valores sem os impostos estão eletrodomésticos e um carro. E o pessoal aposta que muita gente vai passar por lá. É que no sábado a Av. Boa Viagem será palco da Marcha para Jesus, com um público estimado em mais de 40 mil.

Antes de dizer “amém”, não custa lembrar que os brasileiros já pagaram em 2012 mais de R$ 1 trilhão em impostos e tributos federais, estaduais e municipais. A marca foi atingida no último dia 29 de agosto. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mantém o Impostômetro, calcula que, até o fim do ano, devemos alcançar a marca de R$ 1,6 trilhão.

A fogueira está queimando. E os impostos também estão

fogueiraTem jeito não. Os impostos estão presentes em tudo o que compramos.

Não seria diferente, portanto, com os artigos juninos.

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou o tradicional levantamento com o impacto dos impostos no produtos de São João.

Alguns não são tradicionais por aqui, como o pinhão. Mas a maioria é.

Então vamos ao ranking:

Fogos de artifício………………………………………………………………………………………………..61,56%
Quentão………………………………………………………………………………………………………………61,56%
Vinho………………………………………………………………………………………………………54,73%
Refrigerante (lata)……………………………………………………………………………46,47%
Viola……………………………………………………………………………………….39,65%
Violão………………………………………………………………………………38,77%
Pé de Moleque…………………………………………………………36,54%
Amendoim……………………………………………………………….36,54%
Cocada……………………………………………………………………36,54%
Paçoca……………………………………………………………………36,54%
Fantasia – roupa tecido………………………………….36,41%
Canjica…………………………………………….……….35,38%
Pipoca………………………………………………34,99%
Chapéu de Palha……………………….33,95%
Pinhão………………………………..24,07%
Milho cozido………………..18,75%
Cachorro quente…..15,28%

R$ 700 bilhões em ação, pra frente Brasil

Impostômetro rumo aos R$ 700 bilhões

O que é, o que é? Nunca para de funcionar e sempre está em crescimento?

O Impostômetro, claro. Ele mede os tributos federais, estaduais e municipais pagos desde 1º de janeiro.

Hoje à noite ele vai bater na casa dos R$ 700 bilhões.

Pra variar (ironia mode on), a marca está sendo alcançada neste ano mais cedo. Em 2011, os R$ 700 bilhões foram batidos em 27 de junho.

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, enviou nota à imprensa comentando o desempenho da nossa arrecadação tributária.

“Apesar de a crise mundial continuar ameaçando o desempenho da economia global, de as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) recuarem este ano e dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo, como redução do IPI (Imposto para Produtos Industrializados) para manter as vendas de alguns setores produtivos específicos, a carga tributária brasileira não diminui.”

O que irrita nem é tanto o crescimento, mas saber que o dinheiro que a gente paga poderia (e deveria) estar sendo melhor empregado.

O Impostômetro também mostra em quanto está a arrecadação por estados e municípios.

Aqui em Pernambuco, até o meio de hoje já pagamos R$ 5,87 bilhões.

A participação do Recife neste bolo tributário é de R$ 1,38 bilhão.

Quem quiser acompanhar do Impostômetro em tempo real é só clicar aqui.

Solte o grito

gritoSem querer lhe deixar p da vida, mas já deixando, sabia que a grana do seu trabalho em 2012 ainda não ficou com você?

Isso só vai acontecer no prórimo dia 30.

É. Até o dia 29, todo o seu trabalho será para pagar impostos, taxas e contribuições para o governo (federal, estadual e municipal).

A má notícia foi dada hoje pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que divulgou o tradicional estudo anual sobre trabalho e imposto.

Em 2012, os brasileiros vão trabalhar 150 dias só para pagar os impostos. Um dia a mais que em 2011. Ao menos a labuta tributária não aumentou tanto.

Mas segundo o presidente executivo do Instituto, João Eloi Olenike, a quantidade de dias dobrou em relação a década de 1970. Naquela época era preciso trabalhar 76 dias para bancar os impostos.

Nada mudou

Moeda comidaSegunda-feira, por volta das 16h30, um novo recorde será quebrado. Pela primeira vez, os brasileiros terão pago R$ 200 bilhões de tributos federais, estaduais e municipais num dia 13 de fevereiro. A marca será atingida nove dias antes do registrado no ano passado.

De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), criadores do Impostômetro, isso mostra que a arrecadação tributária no país continua tomando fermento.

“Em seis anos, a arrecadação de impostos no Brasil duplicou, mas o crescimento do País não dobrou. É passada a hora de o brasileiro se enxergar como pagador de impostos e não como mero contribuinte. Somente com a consciência de cidadãos é que vamos nos mobilizar para cobrar uma melhor utilização do dinheiro público”, afirma o presidente da ACSP, Rogério Amato.

Em 2011 foram arrecadados R$ 1,5 trilhão, um aumento de 15% com relação a 2010. Quem quiser acompanhar o Impostômetro em tempo real pode acessar o site.