Taxa Robin Hood para financiar a solidariedade

Robin Hood

Ele já teve os rostos (e que rostos) de Errol Flynn, Sean Connery, Kevin Costner e Russell Crowe. Mas pode ganhar o rosto de todos nós. Isso se vingar a ideia da Taxa Robin Hood. A Taxa sobre Transações Financeiras (TTF) – este o nome oficial dela – tem o mesmo espírito do sujeito que rouba dos ricos para dar aos pobres. Um imposto solidário para conseguir recursos para combater a pobreza, a Aids, os impactos das mudanças climáticas. A discussão começou no Reino Unido e ganhou o mundo. Se aprovada pelos governos, em conjunto, pode gerar uma arrecadação global de cerca de US$ 400 bilhões (R$ 800 bilhões) por ano.

A TTF teria uma taxa variando entre 0,005% e 0,05% sobre as operações do mercado financeiro internacional, principalmente ações, derivativos e câmbio. A adoção desse imposto solidário está sendo discutida pelo G20, grupo de países com as 20 maiores economias do planeta. “As taxas internacionais poderiam ajudar a financiar os grandes fundos globais. Esses fundos já existem para o combate à pobreza, a habitação”, diz Alessandra Nilo, coordenadora da ONG pernambucana Gestos, responsável pelo seminário Taxas sobre Transações Financeiras e o Brasil, que acontece hoje e amanhã no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem.

Para quem já está fazendo cara feia, imaginando um novo imposto nas costas, Alessandra lembra que ele já existe no Brasil. É o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que pagamos, por exemplo, ao usarmos nosso cartão de crédito em compras no exterior. O IOF também entrou no pacote de estímulo ao crédito anunciado ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A coordenadora da Gestos lembra que grande parte desses recursos vai para o pagamento do serviço da dívida brasileira. A ideia é pegar um pedacinho desse IOF já pago para repassar ao fundo global. …Continue lendo…