O que fazer se o voo atrasar ou for cancelado

Aeroporto de Brasília. Crédito: Renato Araújo/Agência Brasil

Atenção, atenção!

O Procon de São Paulo autuou hoje a TAM e GOL depois de realizar uma fiscalização no Aeroporto de Congonhas. O órgão de defesa do consumidor queria saber se os direitos dos consumidores estavam sendo respeitados, no caso de atraso e cancelamento de voos. As multas variam entre R$ 400 e R$ 6 milhões. As empresas responderão a processos administrativos e têm 15 dias para apresentar defesa.

Durante o dia de hoje houve atrasos provocados pela paralisação de trabalhadores da TAM, já encerrada. Mas a situação pode complicar mais amanhã. Enquanto os aeronautas (trabalhadores dos voos) aceitaram a proposta das empresas e desistiram de fazer greve a partir das 23h de hoje, os aeroviários (que trabalham em solo) não aceitaram a proposta. Agora ninguém sabe se a greve começa logo mais ou não.

Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, disse que a greve deve atingir os aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro), Cofins (Belo Horizonte), Brasília e Fortaleza.

Mas o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (Fntta), Uébio José da Silva, descartou a greve antes de segunda-feira (26). O motivo? As condições impostas pelo Tribunal Regional do Trabalho. Em caso de paralisação, o sindicato deverá informar o início da greve com 72h de antecedência e manter, ao menos 80%, dos funcionários trabalhando.

Agora é esperar. Ainda assim, atrasos e cancelamentos devem acontecer. Para quem vai viajar ou conhece alguém que vai, seguem as regras para o atendimento nos casos de atraso e cancelamento. Elas começaram a valer no ano passado. Quem se sentir desrespeitado deve procurar a Agência Nacional de Aviação (Civil) ou um órgão de defesa do consumidor. Se a situação não for resolvida, o caminho é a Justiça.

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Teste pra cardíaco

CoraçãoViajar de avião no período das festas de fim de ano e nos primeiros dias de janeiro é, como diria o poeta Galvão Bueno, “teste pra cardíaco”. Mesmo sem a prometida greve dos aeroviários e aeronautas, foi preciso ter muita paciência, fazer meditação ou tomar remédio de tarja preta para aguentar o estresse.

Não sei se vocês viajaram nos últimos dias. Eu viajei. E, embora meus voos praticamente não tenham atrasado, vi muita gente tomando chá de cadeira nos aeroportos. Uma família que veio de São Paulo para o Recife foi feita de ´João Bobo` pela companhia das cores vermelha e branca na última terça-feira.

O pai, a mãe e o casal de filhos (a menina adolescente e o menino com cinco anos) chegaram cedo ao aeroporto de Guarulhos para embarcar no voo das 21h10. Na hora de fazer o check in, surpresa: “Como os voos estavam atrasados, eles tiveram que colocar outras pessoas nos nossos lugares”, contou a adolescente.

Resultado: a família foi remanejada para o voo das 23h05. Era o meu. Sabem o que a companhia fez? Colocoutodos eles em assentos bem distantes uns dos outros, inclusive o garoto de cinco anos. Outras famílias também passaram pelo mesmo aperreio. Aí começou o troca-troca. Você vem para cá, você vai pra lá.

Para acomodar a adolescente junto da mãe e do irmão e um casal de idosos que estava feito barata tonta pelos corredores, saí da fila 33 e fui parar na 20. Tudo bem. O importante era que o avião decolasse logo. Depois de três horas voando pelos céus do Brasil, finalmente os mais de 200 passageiros chegaram ao Recife.

Reencontrei a adolescente no saguão enquanto esperava pelas bagagens. Ela estava com cara de alívio, depois de levar praticamente sete horas para chegar à capital pernambucana. Eu também estava aliviada. Mas ainda me lembro do desabafo que ouvi de uma passageira logo que entrei no avião. “Está assim hoje. Imagina só na Copa de 2014″.