Deseducando o cidadão

domingo, 19 de maio, 2013 por Luiz Maia às 12:40 pm

 

 

Engraçado: eu achava que o saldo da minha conta corrente estava ali na casa dos R$500,00… mas, quando fui ver, tinha R$1.800,00! “Bora gastar?”

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É cada vez mais comum os bancos oferecerem cartilhas de educação financeira. Alguns, tanto públicos como privados, vão além e disponibilizam gratuitamente programas de planejamento financeiro… Mas práticas como a destacada acima revelam uma estratégia: fazer com que o cidadão “incorpore” a disponibilidade de crédito à sua renda disponível.

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Isto é deseducação financeira. Pura e simples.

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O endividamento é contagioso, mas a poupança não é contagiante…

terça-feira, 14 de maio, 2013 por Luiz Maia às 7:37 pm

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Quase todo mundo sabe que optar por uma entrada pequena e financiar a maior parte da compra é a melhor receita para enriquecer… os banqueiros! Pois então, lá vai o cidadão, guardando todo mês uma parte de seu suado dinheirinho, já pensando em trocar de carro sem se endividar… e eis que surge(m):

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- Uma cunhada grávida, sem saber quem é o pai, precisando de uma ajuda?

- Um irmão/primo/sobrinho precisando pagar pelo curso que, agora sim, revolucionará sua carreira e sua vida?

- Um defeito mecânico no carro do filho/filha/enteada, que precisa do automóvel para trabalhar, ou para levar seus netos/netas/afilhados à escola?

- Um tio/tia/amiga/vizinho que já está devendo ao agiota, e começa a sofrer ameaças pelo atraso na quitação da dívida?

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Quem já passou por situação parecida sabe o quanto é frustrante, ver seus sacrifícios por uma condição financeira mais estável irem por água abaixo. É como se a imprevidência, os deslizes e os infortúnios financeiros fossem contagiosos! E pior: quanto mais conservador e prudente o indivíduo, mais sujeito ao contágio ele estaria!

Temendo serem alcançadas por essas redes de dívidas, verdadeira gripe espanhola financeira, as pessoas acabam guardando a sete chaves qualquer informação sobre suas boas práticas de poupança e prudência. Resultado: parece que quase ninguém pensa no futuro!

Não fossem as captações recordes da caderneta de poupança (mesmo perdendo para a inflação), a popularidade do Tesouro de Direto, o crescente número de programas e aplicativos de finanças pessoais e a propagação de blogs como este… Deus-me-livre, pensaria que o Brasil está “pra se acabar”!

 

 





Como investir na bolsa em período de juros baixos

segunda-feira, 8 de abril, 2013 por economia às 7:12 pm

Com a taxa de juros básica da economia menor, em 7,25% ao ano, o investidor vem se perguntando se a diversificação da sua carteira de investimentos com a compra de ações na bolsa não é a solução para driblar os rendimentos minguados da renda fixa. No videopost de hoje, o economista Marcelo Barros dá dicas sobre o assunto:





A favor das domésticas, contra o FGTS

terça-feira, 2 de abril, 2013 por Luiz Maia às 1:49 pm

Embora venha, aqui, celebrar a conquista dos empregados domésticos, no que concerne a igualdade de direitos, minha satisfação não foi completa… porque o “direito” adquirido não é dos melhores. Justificando essa opinião, aqui vai uma listinha, do tipo “Você sabia que…”:

(1) O FGTS foi criado em 1966, em plena ditadura militar, quando se retirava dos contratos privados de trabalho a garantia à estabilidade;

(2) A realização de depósitos em nome do empregado, sob administração estatal, é obrigatória; pressupõe que o trabalhador seja incapaz de tomar decisões de poupança e planejamento – e, portanto, obrigatoriamente tutelado pelo Estado;

(3) O trabalhador não tem voz ativa, real, na decisão de como SEUS recursos serão aplicados… quais seriam os riscos desta ou daquela aplicação? Qual é a rentabilidade esperada?

(4) A taxa de retorno das aplicações em contas do FGTS é sistematicamente menor que a inflação, o que faz com que o beneficiário PERCA parte expressiva dos recursos, ao longo do tempo; essa perda se reverte em pseudo-tributação, já que o governo aplica os recursos e recebe taxas de juros maiores que aquelas pagas ao trabalhador;

(5) O trabalhador que vai comprar imóvel próprio – ou que passe por circunstâncias muito especiais – pode utilizar os recursos do FGTS. Mas um trabalhador demitido por justa causa, ou que apenas não mais seja contratado no regime CLT, tem que esperar pelo menos TRÊS anos para acessar SEUS PRÓPRIOS recursos… enquanto a inflação “corrói” o valor.

“Tudo bem”, o leitor poderia dizer… “mas, sem o FGTS, não seria pior”? Particulamente, creio que o Brasil precisa chegar ao século XXI(!), seguir os exemplos difundidos no mundo todo, oferecer arranjos institucionais flexíveis, com alternativas e que não tratem o trabalhador como incapaz… ou idiota.





Como está o mercado de câmbio?

segunda-feira, 18 de março, 2013 por economia às 3:32 pm

Quem vai viajar no curto prazo deve ficar atento ao comportamento do dólar. Veja abaixo o videopost sobre o mercado do câmbio com o economista Marcelo Barros.





Dia Mundial do Consumidor

domingo, 17 de março, 2013 por Luiz Maia às 9:59 am

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Na semana passada, o dia 15 de março não passou em branco: entre tantas iniciativas, o Governo Federal anunciou o lançamento do Plano Nacional de Consumo e Cidadania – proposta louvável e muito bem-vinda (clique aqui para saber mais).

Mas como há uma grande distância entre os anúncios dos governos e as efetivas melhorias desejadas por todos, evitaremos aqui fazer “propaganda enganosa”… optando por homenagear algumas instituições que já têm uma longa lista de serviços prestados em defesa do consumidor.

Convidamos cada leitor a acessar pelo menos um dos links abaixo e conhecer mais do trabalho dessas pessoas e instituições que lutam há anos para que os benefícios do livre mercado sejam alcançados por todos.

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Reclame Aqui: já se perguntou sobre a credibilidade de uma empresa antes de adquirir um produto ou serviço? Essa página (link) lhe permite pesquisar pelo nome da empresa ou mesmo pelas especificações do produto. Extremamente útil!

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Proteste: página da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor,  entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e empresas, que atua na defesa e no fortalecimento dos direitos dos consumidores.

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Procon-PE: clicando aqui, você pode acessar as listas anuais de empresas e serviços com maiores números de reclamações… e, quem sabe, evitar entrar em grandes enrascadas.





Como explicar o pibinho de 2012

domingo, 3 de março, 2013 por Marcelo Barros às 1:26 pm

Caio Gomez/CB/D.A Press

Marcelo Barros e Luiz Maia

Em 2012, o Brasil produziu R$ 4,402 trilhões em bens e serviços, conforme anunciado recentemente pelo IBGE. Comparado com o ano de 2011, o crescimento do PIB foi de apenas 0,9%, ou seja, uma taxa ridícula para um país que almeja se transformar em uma potência econômica. Mas, o que aconteceu?

Os números descortinaram uma realidade na qual o setor de serviços é o puxador da orquestra do crescimento em um samba de uma nota só, na medida em que, as demais notas – os setores agropecuário e industrial – não conseguiram a cadência adequada e terminaram com queda de -2,3% e -0,8 respectivamente.

As famílias brasileiras aumentaram seu consumo em 3,1%, completando o nono ano consecutivo de expansão. A conjugação de um mercado de trabalho aquecido (ainda), elevação da renda real, farto crédito e turbinado por politicas de transferências de renda e do salário mínimo permitiram que os brasileiros continuassem a surfar na onda consumista (ainda bem que não viraram marolinhas).

Todavia, entra em cena um espantalho, os investimentos. Os atores produtivos da economia brasileira reduziram com força seus gastos em investimentos em capital físico (máquinas, equipamentos, estradas etc). A queda de 4% nesta rubrica levou a chamada taxa de investimento (relação entre o investimento total e o PIB) a 18,1%, um taxa muito aquém as necessidades da economia brasileira. O cerne do resultado do pibinho de 2012 reside justamente na queda dos investimentos. Mas por quê?

A capacidade futura de produzir bens e serviços depende do nível de investimento do presente. Se os empresários percebem o futuro de forma pessimista, reduzem ou adiam suas tomadas de decisões sobre novas fabricas ou ampliações das existentes. Nesse contexto, o futuro produtivo da economia fica comprometido. Por outro lado, se a oferta não acompanha o crescimento da demanda, a consequência será um nível de inflação mais alto.

Assim, o resultado bisonho do PIB brasileiro em 2012, completa o terceiro ano de baixo crescimento. A despeito de todas as medidas de estímulos proporcionadas pelo governo federal, a economia não respondeu a contento. Desse modo, é possível afirmar que o ciclo de crescimento baseado apenas no consumo não é mais factível para a situação atual. A nova canção de estímulo à economia passa em despertar o “espírito animal” dos empresários, recolocando o nível de investimento na trilha do crescimento econômico.

Pibão nordestino? Não é bem assim…

Em que pesem os volumes nada desprezíveis de investimentos públicos e privados nos últimos anos, em Pernambuco e no Nordeste, a expectativa de que a economia regional pudesse seguir dinâmica própria e superior à do resto do país parece não se sustentar.

Ainda aguardamos os números do PIB estadual em 2012, mas já se sabe que a economia pernambucana teve também um ano de desaceleração, em diversos setores – e de queda forte, no caso da produção agrícola.

A seca derrubou a produção de feijão e milho em 70% e 80%, respectivamente. A nossa lavoura mais importante, a cana-de-açúcar, registrou queda em torno de 5% em relação a 2011 – segundo dados divulgados pelo Boletim Regional do Banco Central do Brasil.

Na indústria pernambucana, o crescimento de 12% da Metalurgia Básica contrasta com as quedas na produção de setores como Alimentos e Bebidas (-3%) e Química (-2,5%) – na comparação dos 12 meses terminados em novembro/2012, em relação ao período imediatamente anterior.

Como no resto do país, o consumo das famílias e o comércio varejista pernambucano foram determinantes para impedir que o desempenho fraco em diversos setores produtivos caracterizassem uma recessão.

Com a estabilização da taxa de desemprego aberto em torno de 6%, após anos em declínio, a Região Metropolitana de Recife dificilmente estará livre do desafio que as demais capitais brasileiras enfrentam: manter os ganhos de emprego e renda dos últimos anos num cenário de desaceleração econômica e elevação no custo de vida.





Ganhe dinheiro com a inflação em alta

segunda-feira, 18 de fevereiro, 2013 por Marcelo Barros às 9:31 pm

Em janeiro, o dragão da inflação voltou a lançar fumaça. O IPCA fechou o mês com alta de 0,86%, a maior alta em dez anos para o mês de janeiro. Calculada de forma anualizada a inflação oficial já chega a 6,15%, muito próximo do teto da meta que é de 6,5%. O resultado é muito preocupante na medida em que a economia brasileira ainda encontra-se em um ritmo de crescimento muito aquém do ideal. O raciocínio é o seguinte: mesmo com a economia desaquecida a inflação está aumentando, o que vai acontecer quando a economia começar a girar mais rápido?

Diante deste cenário, a dúvida agora é saber quando o Banco Central vai dar à mão a palmatória é elevar a SELIC para reduzir o ímpeto dos aumentos dos preços. Para os poupadores que apostam neste quadro, a dica é elevar suas aplicações em títulos pós-fixado que acompanham a subida da taxa de juros. Para o grupo que acha que o Banco Central não irá aumentar os juros de forma imediata, a sugestão é aproveitar o aumento da inflação para ganhar uma remuneração mais elevada através dos títulos indexados à inflação como as NTN-B e NTN-B Principal, cujos rendimentos são atrelados ao IPCA.

Nos próximos meses saberemos qual o grupo de poupadores que acertaram suas apostas.





“TelequisFri” não é fraude, mas é esquema…

domingo, 3 de fevereiro, 2013 por Luiz Maia às 4:02 pm

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O Blog Meu dinheiro em Casa (clique aqui) faz uma detalhada análise de mais esse esquema supostamente fácil e garantido para se ganhar dinheiro na internet. Muito sucintamente, você compra um serviço, se compromete a divulgá-lo e, quanto mais publicidade você faz, mais acumula créditos – periodicamente convertidos em pagamentos em dinheiro ou serviços.

Acho que a maioria dos meus leitores vão logo reconhecer que, como quase todo esquema do tipo, esse também não se sustenta: na medida em que o número de novos adeptos começa a cair, o fluxo de remuneração tende a “secar”.

Infelizes dos incautos – a maioria – que entrarem no final…

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Os CDBs ainda são um bom negócio?

domingo, 3 de fevereiro, 2013 por Marcelo Barros às 11:41 am

Os certificados de depósitos bancários (CDB) podem ser uma ótima oportunidade de investimento em um cenário de baixa taxa de juros. Aprenda no video, dicas de como aplicar em CDB.




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