Poupança versus Títulos de Capitalização

terça-feira, 15 de maio, 2012 por Luiz Maia às 3:00 pm

 

 

Reportagem interessantíssima do Portal Exame, sobre estudo da Fractal (clique aqui), revela hábitos espantosos na escolha de investimentos.

Os títulos de capitalização, que tipicamente oferecem retornos abaixo da inflação em troca de uma participação em loteria, são mais adquiridos por indivíduos que ganham acima de R$ 4.000,00 do que pelos que ganham entre R$ 800,00 e R$ 4.000,00.

A constatação é espantosa porque costumamos pensar que cidadãos mais ricos são mais bem informados e, consequentemente, sabem melhor proteger seu patrimônio da inflação… não é isso?

Calma lá, diria o economista…

Desinformação não é a única explicação para o fenômeno! Uma outra hipótese, bastante razoável, é que pessoas com maiores rendimentos são mais propensas ao risco e, portanto, optam pela loteria. Outra possibilidade é estarem entrando nessas “roubadas” para receberem outros benefícios dos bancos, como taxas de juros mais favoráveis ou descontos em prêmios de seguros (a chamada reciprocidade).

Seja como for, só espero que saibam que estão comprando alguns dos bilhetes de loteria mais caros do mundo…

 

ps1: Obrigado ao meu aluno Adalberto Lima, pela dica!

ps2: Quer ver, na prática, por que os títulos de capitalização são considerados uma tremenda “roubada”, o Blog do Investidor mostra, na ponta do lápis (clique aqui).





Olha a inflação aí, gente!

quinta-feira, 10 de maio, 2012 por Marcelo Barros às 6:54 pm

O resultado da inflação oficial do governo (IPCA), no mês de abril/12 foi de 0,64%, levando a inflação acumulada no ano para 1,87%. Diante do atual cenário de queda na taxa de juros e da mudança no cálculo da caderneta de poupança, esse aumento na inflação nos faz colocar nossas barbas de molho. Mas, onde o nosso bolso mais sentiu o aumento dos preços?

 

Os setores que mais subiram de preço, no acumulado de 2012, foram educação (6,64%), despesas pessoais (4,43%), habitação (2,43%) e saúde e cuidados pessoais (2,36%), com Recife sendo a terceira região metropolitana onde os preços mais cresceram. Os serviços continuam a pressionar a inflação.

 

Pode piorar? Bom, o cenário da inflação vai depender de como o mercado vai se comportar a partir dos estímulos que o governo vem dando na economia (queda de juros). Se os brasileiros forem às compras, e a economia girar mais rápido, estará garantido o nosso crescimento. Mas (infelizmente sempre aparece um “mas”), haverá uma forte pressão para subir os preços.     

 

Crescer mais rápido ou manter os preços estáveis? Eis o grande dilema da política econômica. Os últimos movimentos do Banco Central apontam que o governo irá aceitar uma inflação mais alta, para manter a economia crescendo. Os empregos e a onda consumista agradecem. Porém, para manter o dragão da inflação calminho, é preciso cautela e responsabilidade. Olho vivo, nos índices de preços que serão divulgados nos próximos meses.  





O dragão da inflação e o porquinho da poupança, parte III: quebraram as pernas do porquinho…

quarta-feira, 9 de maio, 2012 por Luiz Maia às 6:00 pm

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Há exatos 12 meses atrás, neste mesmo blog, discutíamos a difícil luta do porquinho da poupança contra o famigerado dragão da inflação (clique aqui para relembrar)… Com as mudanças que o governo Dilma realizou no rendimento da caderneta, o cidadão hoje se pergunta: e agora? Como posso me proteger da inflação?

 

Bom, como vimos, a caderneta de poupança já não protegia integralmente o nosso patrimônio há algum tempo. Agora, a perspectiva de perdas substantivas se tornou mais provável. Por quê? Porque o Banco Central está convencido de que pode seguir reduzindo a taxa básica de juros (Selic), ainda que a inflação permaneça acima da meta, os tais 4,5% ao ano. Com isso, a nova regra pode ser inaugurada ainda neste semestre – com retornos menores para os poupadores.

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Qual a saída, então?

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A saída é uma só: EDUCAÇÃO FINANCEIRA! Precisamos conhecer melhor os produtos que nossos bancos oferecem, solicitar simulações de aplicações aos nossos gerentes, discutir a taxa de remuneração de nossos bancos e, assim, tomarmos decisões mais complexas.

 

Em outras palavras: não foi só a taxa de rendimento da poupança que mudou… mudou o custo de não investirmos na aquisição de informações e não assumirmos, nós mesmos, a vigilância sobre nosso patrimônio e nosso futuro!

 

Quer começar? Duas dicas:

- Conheça melhor o Tesouro Direto (aqui);

- Entenda melhor o Mercado de Ações (aqui).

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Por que Dilma mexeu na poupança?

sexta-feira, 4 de maio, 2012 por Marcelo Barros às 3:06 am

 

Para muitas pessoas, mudanças na tradicional caderneta de poupança faz ressurgir tenebrosas lembranças do famigerado Plano Collor. Em 1990, o Presidente Collor deixou os brasileiros em pânico, quando anunciou o “confisco da poupança”. Valores superiores a 50 mil cruzeiros seriam bloqueados por doze meses, e só seriam devolvidos em dezoito suaves prestações.  A mais tradicional e segura forma de juntar dinheiro para os brasileiros havia perdido sua credibilidade.  Que pesadelo!

Vinte e dois anos depois, Dona Dilma vai mexer na poupança? Calma. A situação agora é muito diferente daqueles anos coloridos. Na verdade, a mudança agora é necessária e precisa ser feita. Por quê? A remuneração da caderneta de poupança é fixada pela Lei nº 8.177/91 em 6,17% ao ano mais a variação da TR (taxa referencial). No ano de 2011, a remuneração da poupança foi de 7,5%, percentual líquido já que a poupança é isenta de imposto de renda.

Sob esta regra, a taxa que remunera a poupança passa a ser um piso mínimo para os juros no Brasil. E isso não é bom? A princípio, parece que sim. Mas, se analisarmos um pouquinho mais em detalhes, a resposta é não. Na verdade, a regra atual da poupança funciona como um obstáculo para a continuidade da queda da taxa básica de juros da economia brasileira, chamada de SELIC.

A SELIC é a taxa de juros que remunera os títulos do governo que são vendidos no mercado para ajudar a pagar a dívida pública, pois o governo brasileiro, gasta mais do que arrecada. Assim, com uma SELIC em queda, os investidores migrariam suas aplicações para a poupança que além de ter uma remuneração mais alta é isenta de pagar imposto de renda. E aí, só restaria ao governo duas alternativas: emitir moeda (gerando uma baita inflação) ou aumentar ainda mais os tributos (não, não, não!).

O que devemos ter em mente é que vamos receber um pouquinho menos de juros da poupança, mas com uma taxa SELIC mais baixa, haverá mais crescimento, emprego e renda. E mais empreendedores irão aparecer para investir em negócios, em produção, gerando mais e mais riquezas. Que tal, você aproveitar este novo momento e se tornar um empreendedor?

“A vida faz a riqueza depender fundamentalmente de duas palavras: trabalho e poupança.” (Benjamin Franklin).





Falsas economias, mesmo com juros em queda…

segunda-feira, 30 de abril, 2012 por Luiz Maia às 3:51 pm

Charge do Sinfrônio ( humornanet.com )

 

Excelente o último episódio do TV Educação Financeira (clique aqui). Ali são discutidas as diversas maneiras em que o consumidor é induzido a comprar aquilo que não quer, em quantidades maiores do que as necessárias e, muitas vezes, levando produtos de qualidade inferior.

 

Na mesma linha, aqui vão quatro dicas:

 

(1) Verifique preços dos produtos desejados na internet, visite as lojas para conhecê-los… e negocie! Quanto mais informação você tiver, maior sua capacidade de “arrancar” um desconto substantivo.

 

(2) Recuse-se a comprar em lojas que não negociam preço e condições, ou que oferecem apenas “o mesmo preço à vista, ou dividido em 10 vezes”… neste último caso, há, na verdade, uma venda casada: para comprar o bem, você é forçado a tirar um empréstimo…

 

…tanto é assim que se cobra IOF na operação! E o governo leva a parte dele!

 

(3) Compre bens à vista, exija desconto e – se o nível de segurança do bairro ou da região permitir – use dinheiro ao invés de cartão de crédito. Estudos revelam que somos muito menos cuidadosos com nossas economias ao utilizarmos os cartões de crédito e de débito.

 

(4) Com juros em queda, essa é a melhor hora de comprar? NÃÃÃÃÕOOOOO!!!!!!! Significa que é hora de esperar, porque as condições financeiras da compra tendem a melhorar mais e mais…

 

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Olá a todos

quarta-feira, 25 de abril, 2012 por Marcelo Barros às 1:52 am

 

 

A partir de agora estarei colaborando com o blog Educação de Bolso, juntamente com o Prof. Luiz Maia. Vamos conversar sobre o fascinante mundo da Economia e os efeitos no seu bolso e em sua vida. Pois, cada vez mais, as pessoas buscam informações para entender melhor para onde sopram os ventos da economia neste mundo em constante transformação.

Mudança. Esta é a palavra que melhor resume o sentimento sobre o futuro da economia mundial. Um mundo onde o fluxo de riqueza está migrando dos países ricos (endividados e com pouca expectativa de crescimento), em direção aos países pobres (emergentes), hoje a bola da vez segundo os analistas internacionais. Será mesmo? Será que o eixo econômico do mundo está indo para baixo da linha do Equador?

Bom, alguns sinais parecem indicar este movimento. Países como Grécia, Portugal, Espanha e Itália não fizeram seus deveres de casa e para manterem os status quo de elevado padrão de vida de suas populações, não hesitaram em se endividar e jogar para frente os ajustes que mais cedo ou mais tarde teriam que fazer.  A hora chegou! E a conta é pesada.

Por outro lado, a maioria dos países emergentes, e aí entra o Brasil, passaram por muito sufoco nas décadas de oitenta e noventa. Hiperinflação, baixo crescimento econômico e alto desemprego, eis as palavras mais escritas nessa época. Mas aí, as coisas foram evoluindo. No caso do Brasil, tivemos o Plano Real (que conseguiu domar o dragão da inflação), a Lei da Responsabilidade Fiscal (acabando a gastança sem limite do setor público), as privatizações, a política de renda mínima, etc. Pouco a pouco fomos fazendo o nosso dever de casa. E agora somos os queridinhos do mundo. Mas, nem tudo são flores. Problemas na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura ainda são os nossos gargalos. Ainda temos muito que avançar nestas áreas.

Assim, neste mundo em transformação, começo a minha participação no blog Educação de Bolso procurando, juntamente com o Prof. Luiz Maia, trazer informações, comentários e análises dos principais fatos econômicos para que você possa gerenciar melhor o seu rico dinheirinho.

Até a próxima!

 





Tiradentes e os Impostos

sábado, 21 de abril, 2012 por Luiz Maia às 8:52 pm

 

Dia 21 de abril, Feriado de Tiradentes… e não podíamos deixar de falar sobre uma das maiores mazelas do nosso país: a relação insustentável do fisco com o cidadão e com as empresas no Brasil.

Para quem acha que a expressão “insustentável”, no parágrafo acima, é exagerada, vale contextualizar:

- A carga tributária no Brasil ultrapassa os 35% de toda riqueza produzida anualmente; não há país no mundo com o mesmo nível de renda média que cobre tanto imposto;

- Como aproximadamente 20% da nossa economia ainda é informal – seja por empreendimentos irregulares, seja pela prática tão difundida do caixa-dois -, a estrutura tributária está montada para arrecadar, na verdade, mais de 40% da riqueza! É esse ônus que sofrem os cidadãos e as empresas cumpridoras da lei;

- Um dos maiores empresários do Brasil declarou recentemente, em evento público e diante de importantes autoridades, que obtém mais ganhos financeiros na contratação de um experiente consultor tributário do que no trabalho de um excelente engenheiro de produção;

- Uma empresa nacional de tamanho médio “gasta” mais de 2.500 horas de trabalho anuais para cumprir suas obrigações tributárias; esse custo é repassado para o cidadão nos preços dos produtos;

- A carga tributária no Brasil incide mais pesadamente sobre os pobres do que sobre os ricos: metade do que paga um beneficiário do bolsa família na compra de seu sustento é tributo! Isso mesmo, a carga tributária sobre a renda das famílias que ganham até dois salários mínimos é de 50%.

- Os governos se esmeram no desenvolvimento de novos recursos arrecadatórios, e se arrastam na correção das inúmeras distorções.

 

Sendo assim, sugiro os links abaixo para reflexões:

1. Um belo resgate da história de Tiradentes (clique aqui)

2. Projeto de Lei, Código Nacional de Defesa do Contribuinte (clique aqui)

3. Discussão crítica sobre o Projeto de Lei, sugerindo sua insuficiência (clique aqui)

 

Liberdade… ainda que tardia!!!

 

 





Juros: cartão de loja x cartão de crédito

terça-feira, 17 de abril, 2012 por Luiz Maia às 4:03 pm

 

 

Parece difícil de acreditar, mas há quem cobre juros

ainda maiores do que os rotativos no cartão de crédito!

 

… e não(!), não estamos falando do agiota lá do seu bairro, ou aquele que circula comprando cheques e oferecendo empréstimos na feira que você frequenta. A bola da vez é o cartão de loja – ao que tudo indica, uma das maiores roubadas em que o cidadão pode entrar.

Duas boas reportagens recentes apontam nesta direção: A primeira (clique aqui), dava conta de que os juros nos cartões emitidos pelos estabelecimentos comerciais podem chegar a 600% ao ano!

Na segunda reportagem (clique aqui), a boa notícia: o cidadão está percebendo a diferença e, na medida em que vê sua renda crescer e tem acesso a novos produtos financeiros, tende a fugir dessa enrascada. A participação dos cartões próprios nas vendas de grandes cadeias varejistas caiu em torno de 5% entre 2010 e 2011.

Em todo caso, vale a ressalva: pular da panela quente com juros de 600% no cartão de loja e cair no fogo dos 180% do cartão de crédito pode não dar grande alento ao leitor… mas é o começo!

É pelo mercado, caros leitores, que faremos cair os juros no Brasil. É tarefa de cada um de nós – não apenas do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.





Taxas de juros no BB e na CEF

terça-feira, 10 de abril, 2012 por Luiz Maia às 8:11 pm

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Na semana passada, anúncios de que os dois maiores bancos públicos do país reduziriam significativamente suas taxas de juros trouxeram novo destaque para a questão – que já vinha sendo muito discutida aqui.

No post Juros caíram, foi? Nem notei… mostrávamos como era lento o repasse de cortes na Taxa Selic para as taxas de empréstimos nos bancos públicos. Já no 10 justificativas para juros insustentáveis, explicávamos: “O setor bancário brasileiro é bastante concentrado, e a concorrência é muito limitada – apesar da forte participação de bancos públicos no volume total de crédito. Alguns bancos sob controle do governo batem recordes de lucratividade, praticando taxas tão absurdas quanto às dos demais agentes do setor.”

 

E então, não está feliz, blogueiro?

 

Sim, estou muito satisfeito de o governo ter se percebido parte do problema, demonstrando vontade em atenuá-lo. Mas vou ficar mais feliz ainda se…:

(1) … os cortes foram, de fato, expressivos (não apenas “cosméticos”);

(2) … os bancos públicos não recorrerem a aumentos nas tarifas bancárias para compensação pela taxas de juros mais baixas. Senão, seria como trocar seis por meia-dúzia!

Vale lembrar que as referidas tarifas  sobem – há anos – em ritmo muito maior que o dos demais preços da economia.

 

Quem viver, verá!

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Cerveja Verde?

quarta-feira, 4 de abril, 2012 por Luiz Maia às 12:57 pm

 

 

Não, não se trata de um novo produto, importado ou nacional… o título acima refere-se aos cuidados com o meio ambiente, com a economia de recursos e com a sustentabilidade. Eles já influenciam o hábito tão caro ao brasileiro: a cervejinha nossa de cada fim-de-semana!

Antigamente – há milhares de feriados atrás – nós, os apreciadores da boa cerveja, levávamos grades de garrafas ao supermercado às vésperas de qualquer churrasco ou comemoração.

Talvez sem perceber, participávamos de um sistema de distribuição bastante eficiente e sustentável, uma vez que as mesmas garrafas eram reutilizadas várias vezes.

Hoje, o sistema é outro: poucos supermercados recolhem o vasilhame de vidro e a maioria do consumo se dá em recipientes não retornáveis. Com isso, a responsabilidade do consumidor/bebedor se altera: ao invés de apenas cuidarmos bem do vasilhame, para reutilizá-lo, nossa participação se dá na escolha entre garrafas e latas – e, consequentemente, na opção por um dos dois sistemas distintos de reciclagem.

Não vamos discutir aqui o sabor ou a qualidade da cerveja em cada um dos recipientes. Deixaremos esse aspecto por conta dos experts. Mas dois fatos parecem sugerir que a opção por lata é mais “verde”:

1. As latas de alumínio são melhores condutores térmicos; ao dissiparem o calor mais rapidamente, ficam geladas com menor consumo de energia;

2. O Brasil é campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio. Estima-se que mais de 97% das latinhas retornem às fábricas para serem reutilizadas.

Assim, enquanto a coleta seletiva de lixo não se tornar uma realidade para a maioria dos Recifenses – sonho ainda muito distante – e enquanto for tão difícil achar pontos de coleta de garrafas de vidro, a latinha permanecerá imbatível!

 

ps1: Repararam que eu nem mencionei a comparação de preços da cerveja em lata ou em garrafa? Pois é, a ordem de prioridades se inverte, amigo!

ps2: A sustentabilidade na produção de cerveja é outro aspecto interessante. Segundo estudos (clique aqui, por exemplo), o consumo de água na produção de cada litro de cerveja vem caindo de 5 para algo em torno de 3 litros, ao longo da década… putz, deu sêde!




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