Arquivo da categoria ‘Valor Sustentável’

A favor das domésticas, contra o FGTS

terça-feira, 2 de abril, 2013

Embora venha, aqui, celebrar a conquista dos empregados domésticos, no que concerne a igualdade de direitos, minha satisfação não foi completa… porque o “direito” adquirido não é dos melhores. Justificando essa opinião, aqui vai uma listinha, do tipo “Você sabia que…”:

(1) O FGTS foi criado em 1966, em plena ditadura militar, quando se retirava dos contratos privados de trabalho a garantia à estabilidade;

(2) A realização de depósitos em nome do empregado, sob administração estatal, é obrigatória; pressupõe que o trabalhador seja incapaz de tomar decisões de poupança e planejamento – e, portanto, obrigatoriamente tutelado pelo Estado;

(3) O trabalhador não tem voz ativa, real, na decisão de como SEUS recursos serão aplicados… quais seriam os riscos desta ou daquela aplicação? Qual é a rentabilidade esperada?

(4) A taxa de retorno das aplicações em contas do FGTS é sistematicamente menor que a inflação, o que faz com que o beneficiário PERCA parte expressiva dos recursos, ao longo do tempo; essa perda se reverte em pseudo-tributação, já que o governo aplica os recursos e recebe taxas de juros maiores que aquelas pagas ao trabalhador;

(5) O trabalhador que vai comprar imóvel próprio – ou que passe por circunstâncias muito especiais – pode utilizar os recursos do FGTS. Mas um trabalhador demitido por justa causa, ou que apenas não mais seja contratado no regime CLT, tem que esperar pelo menos TRÊS anos para acessar SEUS PRÓPRIOS recursos… enquanto a inflação “corrói” o valor.

“Tudo bem”, o leitor poderia dizer… “mas, sem o FGTS, não seria pior”? Particulamente, creio que o Brasil precisa chegar ao século XXI(!), seguir os exemplos difundidos no mundo todo, oferecer arranjos institucionais flexíveis, com alternativas e que não tratem o trabalhador como incapaz… ou idiota.

O carro é japonês, mas a concessionária…

domingo, 27 de janeiro, 2013

Há mais de um ano, registramos aqui que muitos brasileiros – bem como americanos, alemães, entre outros – estariam optando por automóveis de tecnologias alemãs e japonesas, por reconhecê-los mais duráveis. A lógica financeira dizia: menores gastos com manutenção mais que compensam pelo preço elevado, na aquisição – ao longo de 6 a 8 anos.

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Eu mesmo pensava assim… agora, tenho dúvidas!

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Transcrevo abaixo o desagradável diálogo telefônico que tive com o mecânico da concessionária (japonesa), por ocasião da última revisão – programada para cada 10 mil Km´s:

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- E então, como vai indo a revisão? Verificaram a suspensão?

- Sim, as buchas do braço de suspensão dianteira estão acabadas.

- Vamos substituí-las, então?

- Bom, só trabalhamos com a troca de todo o braço da suspensão…

- Sei… e isso é caro?

- Aproximadamente R$ 180,00… cada… além da mão-de-obra.

- Deixe isso de lado, então. E o quê mais?

- Verificamos que o ventilador do radiador não está operando normalmente…

- Ok, mas isso deve ser fácil de consertar, não?

- Na verdade, não… a peça é blindada. Teremos que substituí-la.

- E quanto custa?

- Aproximadamente R$ 900,00. 

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Recusei os serviços, levei meu carro em um mecânico não autorizado e todos os consertos não me custaram R$ 500,00. As políticas de serviços na concessionária mostraram-se nada japonesas… tampouco sustentáveis!

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Resoluções de fim de ano… que funcionam?

sábado, 29 de dezembro, 2012

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Lá vamos nós, de novo(!): ele diz que vai poupar mais, ela diz que vai gastar menos… uma diz que vai malhar mais, o outro diz que vai comer menos… retomar os estudos para um concurso público, talvez? Visitar e conviver mais de perto com os pais (ou com os filhos)? E tem aqueles ainda que vão, finalmente, ultrapassar o nível básico de inglês! Será… dessa vez?

Chega ser um hábito: todo santo ano fazemos ótimos planos que dificilmente sobrevivem aos primeiros 30 dias de execução! Por quê?

A chave está em uma palavra mencionada logo ali, acima: Hábito! 

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Charles Duhigg é o autor de um excelente livro, chamado O Poder do Hábito, Editora Objetiva. No vídeo de divulgação (legendado, clique aqui), ele explica que uma boa parte de nossas ações segue lógica própria, capaz de se impor e de resistir às nossas melhores intenções de mudá-las.

Ao mergulhar na neurociência de funcionamento de nossos hábitos, Duhigg dá excelentes dicas de como reconhecê-los, como mudá-los e, principalmente, como trabalhar para consolidar novos e positivos hábitos. O livro traz exemplos de sucesso e de fracasso, envolvendo transformações pessoais, profissionais e empresariais. Ah! … ainda tem um blog (em inglês, clique aqui)!

Uma grande dica: novos hábitos ganham força na medida em que são compartilhados com pessoas queridas e admiradas!

Com essa dica, aproveito para tornar pública a minha resolução deste final de ano: identificar e ler mais livros que não sejam de economia, história ou finanças… e que, mesmo assim, façam aquelas cocegazinhas… no cérebro! Tenho muita de que – desta vez – conseguirei. Vamos juntos?

Um 2013 pleno de novos e bons hábitos para todos!

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Negocie o produto e deposite seu voto!

quarta-feira, 10 de outubro, 2012

 

Não!!!!!! Não estamos falando de compra de votos… prática terrível que ainda se vê em nosso país tão carente de cidadania verdadeira. O assunto aqui é a nossa ida diária ao supermercado, em busca dos produtos elementares para nossa sobrevivência.

Você já se angustiou ao passar por um caminhão transportando animais para o abate? Já pensou sobre o sofrimento causado a esses animais, ou como a maioria de nós é totalmente desinformada em relação ao assunto? Essa desinformação, infelizmente, não é acidental.

 

Vejamos, então…

 

Essa reação é muito semelhante à que temos ao adquirir produtos chineses no comércio informal. Nos pegamos cogitando se aquele produto não estaria chegando tão barato às nossas mãos por causa da exploração do trabalho infantil, da poluição acelerada de rios e lençóis freáticos, etc… (Sim, está!)

O fato é que cada hábito de consumo, consciente ou não, é como um voto depositado na urna da economia global! Concorrem dois candidatos, nessa grande eleição: a falsa eficiência que, a qualquer custo, destrói recursos insubstituíveis e lança uma enorme “conta a pagar” para nossos filhos e netos; e a eficiência verdadeira, que deveria reconhecer todos os custos de produção – incluindo os “humanitários” no manejo de animais, por exemplo – e oferecer produtos advindos de uma relação mais harmônica com a natureza, com nossas comunidades mais próximas e com as gerações futuras.

 

Advinhe só, qual candidato “se dá bem” com nossa desinformação?

 

Indo direto ao ponto: você pagaria 10 ou 20% a mais pelo quilo de carne comprada no supermercado, se lhe dessem plena garantia de que o gado não fora submetido a crueldades e procedimentos dolorosos no manejo? Ou de que houve plena obediência à lei, na manutenção de matas ciliares da fazenda? A urna está ligada, esperando seu voto! Para reconhecê-la, muitas vezes basta ler com mais cuidado o rótulo do produto que você adquire.

 

ps: Gostou do tema? Conheça uma das poucas empresas brasileiras que já está aguardando ansiosamente o resultado dessa grande eleição pela sustentabilidade, a Korin: http://www.korin.com.br/frangos.aspx

 

 

 

 

O que há de errado com os bancos?

sexta-feira, 6 de julho, 2012

Já perceberam como os bancos estão no centro dos debates econômicos, aqui no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa? O que estaria acontecendo? Seriam eles os grandes responsáveis pela crise financeira que vivemos? Vejamos…

A atividade bancária e o crédito têm papéis fundamentais na geração de valor e na prosperidade econômica dos países, não há dúvida. Mas ao fazer a intermediação de recursos entre poupadores e tomadores de empréstimo, os bancos muitas vezes dispõem de informações “privilegiadas”, sobre as potencialidades e os verdadeiros riscos de cada projeto.

Além de utilizar essas informações privilegiadas em benefício próprio, muitas vezes de forma contrária ao interesse de acionistas ou do público em geral, certos banqueiros – pouco vigiados – podem assumir e, ao mesmo tempo, expor seus clientes a riscos muito maiores do que deveriam. Na prática, muitos deles vendem gato por lebre, negociam produtos tóxicos, se organizam para elevar conjuntamente os preços dos seus serviços e, em alguns casos, omitem informações e mentem sobre seus negócios.

 

Sendo assim, a resposta à pergunta do primeiro parágrafo parece ser SIM: bancos mal geridos e mal vigiados são o grande problema…

 

Espere, ainda tem mais(!): por trabalharem como “redes” de empréstimos e dívidas, os bancos de portes médio e grande não podem quebrar! Se quebrassem, desencadeariam uma espécie de efeito-dominó de quebradeiras, capaz de provocar um estrago enorme na economia mundial. E sabendo que, mais cedo ou mais tarde, são socorridos, muitos executivos de bancos ficam ainda mais ousados, e expõem o sistema bancário ainda mais!

A solução, ao contrário do que pensam alguns, não é acabarmos com os bancos… da mesma forma que o risco de sermos atropelados por um motorista maluco não nos impede de sairmos de casa todos os dias para trabalhar! O que precisamos é de regras claras e objetivas e monitoramento eficaz – precisamente como no tráfego urbano.

 

Bolso Sustentável: a Rio+20 e o Hiperconsumismo

terça-feira, 26 de junho, 2012

 

Aquecimento global, efeito estufa, matrizes energéticas, biodiversidade e responsabilidade socioambiental. Todos esses temas estiveram em discussão na mídia ao longo das últimas semanas, graças à Rio+20. No entanto, muitos de nós ainda os consideram algo distantes do nosso dia-a-dia. É como se, na prática, a teoria fosse outra…  será mesmo?

Bom, um ilustre participante da Rio+20 pensa que não: o presidente mais pobre do mundo, José Mujica (Uruguai). Em seu discurso (clique aqui), “Pepe” alerta para o fato de que a felicidade humana, em última instância, é quem deve orientar os esforços pelo desenvolvimento: “O que temos que rever é a nossa forma de viver!”

Simples? Sabemos que não, tendo em vista a complexidade das relações sociais de produção, consumo e descarte a que nos habituamos há décadas… Em todo caso, Mujica sugere que a mudança começa a partir da reflexão individual e, possivelmente, na livre adoção de padrões mais conscientes de consumo.

Vejamos, na prática, o que isso significa:

 

  • Somos induzidos a trocar de automóveis com alta frequência, enquanto os engarrafamentos se intensificam e se multiplicam;
  • Consumimos bebidas alcoólicas – e outras drogas, legais ou ilegais – em um número cada vez maior de ocasiões sociais;
  • Acumulamos livros (e poeira!) em nossas estantes, sem nos darmos conta da escassez de bibliotecas públicas e das limitações em seus acervos;
  • Trocamos peças de vestuário a cada ano, para não ficarmos fora de moda (?);
  • Compramos equipamentos eletrônicos – cada vez mais baratos, é verdade – que estragam ou se tornam totalmente ociosos em poucos meses!
  • Compramos e descartamos produtos sem qualquer informação acerca dos impactos ambientais na sua produção, ou da maior ou menor facilidade de serem reciclados, posteriormente;
  • Nos tornamos cada vez mais dependentes de medicamentos para lidar com a insônia, a ansiedade, a depressão… causadas, em boa medida, pelas pressões para seguirmos esse mesmo padrão irrefletido de consumo.

 

Essa foi a mensagem mais importante que tirei da Rio+20: a satisfação alcançada a partir de padrões irrefletidos de consumo é uma perigosa ilusão. Ela nos permitiu acumular riquezas e elevar o padrão de vida de uma boa parte da humanidade, verdade seja dita. Mas, assim como na infância e na adolescência construímos as bases para uma vida adulta muito diferente, é hora de a humanidade seguir adiante, dar o próximo passo… amadurecer!

Tiradentes e os Impostos

sábado, 21 de abril, 2012

 

Dia 21 de abril, Feriado de Tiradentes… e não podíamos deixar de falar sobre uma das maiores mazelas do nosso país: a relação insustentável do fisco com o cidadão e com as empresas no Brasil.

Para quem acha que a expressão “insustentável”, no parágrafo acima, é exagerada, vale contextualizar:

- A carga tributária no Brasil ultrapassa os 35% de toda riqueza produzida anualmente; não há país no mundo com o mesmo nível de renda média que cobre tanto imposto;

- Como aproximadamente 20% da nossa economia ainda é informal – seja por empreendimentos irregulares, seja pela prática tão difundida do caixa-dois -, a estrutura tributária está montada para arrecadar, na verdade, mais de 40% da riqueza! É esse ônus que sofrem os cidadãos e as empresas cumpridoras da lei;

- Um dos maiores empresários do Brasil declarou recentemente, em evento público e diante de importantes autoridades, que obtém mais ganhos financeiros na contratação de um experiente consultor tributário do que no trabalho de um excelente engenheiro de produção;

- Uma empresa nacional de tamanho médio “gasta” mais de 2.500 horas de trabalho anuais para cumprir suas obrigações tributárias; esse custo é repassado para o cidadão nos preços dos produtos;

- A carga tributária no Brasil incide mais pesadamente sobre os pobres do que sobre os ricos: metade do que paga um beneficiário do bolsa família na compra de seu sustento é tributo! Isso mesmo, a carga tributária sobre a renda das famílias que ganham até dois salários mínimos é de 50%.

- Os governos se esmeram no desenvolvimento de novos recursos arrecadatórios, e se arrastam na correção das inúmeras distorções.

 

Sendo assim, sugiro os links abaixo para reflexões:

1. Um belo resgate da história de Tiradentes (clique aqui)

2. Projeto de Lei, Código Nacional de Defesa do Contribuinte (clique aqui)

3. Discussão crítica sobre o Projeto de Lei, sugerindo sua insuficiência (clique aqui)

 

Liberdade… ainda que tardia!!!

 

 

Cerveja Verde?

quarta-feira, 4 de abril, 2012

 

 

Não, não se trata de um novo produto, importado ou nacional… o título acima refere-se aos cuidados com o meio ambiente, com a economia de recursos e com a sustentabilidade. Eles já influenciam o hábito tão caro ao brasileiro: a cervejinha nossa de cada fim-de-semana!

Antigamente – há milhares de feriados atrás – nós, os apreciadores da boa cerveja, levávamos grades de garrafas ao supermercado às vésperas de qualquer churrasco ou comemoração.

Talvez sem perceber, participávamos de um sistema de distribuição bastante eficiente e sustentável, uma vez que as mesmas garrafas eram reutilizadas várias vezes.

Hoje, o sistema é outro: poucos supermercados recolhem o vasilhame de vidro e a maioria do consumo se dá em recipientes não retornáveis. Com isso, a responsabilidade do consumidor/bebedor se altera: ao invés de apenas cuidarmos bem do vasilhame, para reutilizá-lo, nossa participação se dá na escolha entre garrafas e latas – e, consequentemente, na opção por um dos dois sistemas distintos de reciclagem.

Não vamos discutir aqui o sabor ou a qualidade da cerveja em cada um dos recipientes. Deixaremos esse aspecto por conta dos experts. Mas dois fatos parecem sugerir que a opção por lata é mais “verde”:

1. As latas de alumínio são melhores condutores térmicos; ao dissiparem o calor mais rapidamente, ficam geladas com menor consumo de energia;

2. O Brasil é campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio. Estima-se que mais de 97% das latinhas retornem às fábricas para serem reutilizadas.

Assim, enquanto a coleta seletiva de lixo não se tornar uma realidade para a maioria dos Recifenses – sonho ainda muito distante – e enquanto for tão difícil achar pontos de coleta de garrafas de vidro, a latinha permanecerá imbatível!

 

ps1: Repararam que eu nem mencionei a comparação de preços da cerveja em lata ou em garrafa? Pois é, a ordem de prioridades se inverte, amigo!

ps2: A sustentabilidade na produção de cerveja é outro aspecto interessante. Segundo estudos (clique aqui, por exemplo), o consumo de água na produção de cada litro de cerveja vem caindo de 5 para algo em torno de 3 litros, ao longo da década… putz, deu sêde!

Que lâmpada usar? Difícil escolha, para o bolso e para o ambiente

segunda-feira, 26 de março, 2012

 

 

Todo mundo sabe que as lâmpadas fluorescentes (como a da esquerda, na foto acima) consomem menos energia, certo? Além disso, quase todo mundo já ouviu falar que elas têm vida útil mais longa, operando por milhares de horas, não é mesmo? Então, a conclusão deveria ser que, ao adotá-las, fazemos a escolha certa para o nosso bolso e para o meio ambiente, ok? Infelizmente, a coisa é mais complicada.

Do ponto de vista do bolso, a lâmpada fluorescente pode significar muita economia se for utilizada para um fim específico: se mantida ligada por longas horas, sem interrupção (liga-desliga) muito frequente. No entanto, se utilizada em um banheiro residencial, por exemplo, a economia no uso diário pode ir por água abaixo, já que as muitas interrupções em um dia qualquer reduzem sua vida útil - em alguns casos, elas queimam em poucos meses.

Outro problema é o perfil de variação de tensão. Em áreas rurais, em que a tensão da rede varia muito, as fluorescentes se revelam menos resistentes que as incandescentes - dentro de certos limites.

E ainda tem a questão ambiental(!): as lâmpadas fluorescentes queimadas não devem ser descartadas com o lixo comum residencial. Por conterem mercúrio e fósforo, essas lâmpadas podem contaminar o solo, lençóis freáticos, o ar...

E então? Será que devemos voltar ao padrão antigo?

Creio que não. A solução, em nossa modesta opinião, passa por adotar as lâmpadas mais econômicas na maior parte dos casos, e utilizar as incandescentes somente para as circunstâncias em que o liga-desliga é inevitável... ah! vale lembrar: lâmpadas fluorescentes são recicláveis! Procure saber, na sua cidade, onde ficam os pontos de coleta.

 

 

 

 

 

Páscoa, chocolate… e a terrível publicidade infantil!

quarta-feira, 21 de março, 2012

Sempre que se aproximam datas como Páscoa, Dia das Crianças e Natal, os apelos publicitários voltados para o público infantil parecem ficar ainda mais abusivos e manipuladores. É o que revela o Blog Consumismo e Infância (clique aqui).

Além de truques realmente levianos, como elevar o volume de áudio nos intervalos comerciais, as emissoras de televisão ajudam a promover verdadeiras lavagens cerebrais em nossas crianças, ao exibirem comerciais que utilizam técnicas publicitárias condenadas na maior parte do mundo.

A tática mais repugnante, na minha modesta opinião, envolve apresentadores (crianças, muitas vezes) avalizando produtos dos anunciantes e, com isso, traindo a confiança de um público incapaz de reconhecer a natureza comercial daquele apelo.

Mais que o orçamento familiar, está em jogo a capacidade de nossos filhos e netos desenvolverem uma postura sadia em relação ao dinheiro e à estabilidade financeira. Além disso, num país em que tantas crianças são negligenciadas pelos seus pais e pela sociedade, a frustração diante desses desejos inalcançáveis de consumo é semente de revolta e violência.

Detalhe: nesse aspecto, tv´s abertas e canais de tv a cabo parecem igualmente apostar na passividade do cidadão brasileiro e na letargia de nossas autoridades. Quero crer que é, como muitos outros, comportamento míope, capaz – hoje – de levar a ruína empresas de grande sucesso no passado.