Arquivo de janeiro, 2012

Já planejou o próximo réveillon?

quarta-feira, 18 de janeiro, 2012

Você deve estar se perguntando: o blogueiro enlouqueceu? Planejar o réveillon com 11 meses de antecedência? Tem gente ainda de ressaca do último dia 31…

Bom, antes de fazer o meu check in no Hospital da Tamarineira, “escute” só. Uma das mais importantes técnicas de planejamento que existe é chamada de recursiva. Ela funciona mais ou menos assim:

a) Quero fazer uma viagem ao Rio de Janeiro daqui a 11 meses, para ver de perto os fogos de artifício em Copacabana; para isso, planejo gastar R$ 800 em passagens áereas, R$ 1.200 em diárias de hotel e R$ 500 em despesas diversas – totalizando R$ 2.500;

b) Para adquirir passagens e diárias de hotel a preços mais acessíveis, farei a compra ao fim do primeiro semestre, digamos, dia 30 de junho;

c) Se eu quero ter R$ 2.000 disponíveis em junho, preciso somar R$ 1.000 aos outros R$ 1.000 que já tenho guardados na poupança. Isso me obriga a reter pouco menos de R$ 200 por mês, nesses cinco primeiros meses de 2012 – que acumularão juros bem modestos na poupança, como tem ocorrido há anos;

d) Sendo assim, é hora de ser cuidadoso e evitar gastos demasiados em restaurantes, bares etc. Chamar amigos para jantar em casa costuma ser bem mais econômico do que a ida a um bom restaurante…

Não sejamos inocentes: a técnica recursiva não garante que meu planejamento funcionará.

Riscos e oportunidades têm essa mania incorrigível de aparecerem quando menos se espera.

São gastos familiares emergenciais, convites imperdíveis para outros passeios, oportunidades favoráveis de se trocar um automóvel… Seja como for, o planejamento me dará maior flexibilidade para “navegar esses mares” tão imprevisíveis – sem ter que passar perto do famigerado cheque especial!

O valor do silêncio

terça-feira, 10 de janeiro, 2012

Você já reparou como os anúncios na televisão – aberta ou à cabo – estão ficando cada vez mais estridentes? Talvez os mais paradigmáticos sejam os das Casas Bahia, em que atores se revezam em apresentações aceleradas de “ofertas imperdíveis”. O pior de tudo é serem apresentados em volume claramente mais elevados que os dos programas, e se repetirem em frequência quase insuportável…

Mas será que táticas tão irritantes como essa geram, de fato, resultados positivos? A deduzir pela sua rápida disseminação, infelizmente, sim!

Algo muito semelhante acontece nas transmissões de rádio, em certas páginas gratuitas da internet e até mesmo nos sistemas de áudio de lojas e de shopping centers. Ao acessar serviços aparentemente gratuitos, na verdade, nos submetemos a um verdadeiro bombardeio de peças publicitárias que – em última instância – financiam a provisão daqueles serviços.

O resultado é que hoje acabamos pagando um preço muito alto em cada uma dessas circunstâncias – preço esse traduzido em ansiedade, impulsividade e tomada de decisões sub-ótimas, para se dizer o mínimo.

Tudo bem, não existe almoço grátis… mas será que o silêncio e o nosso sossego não estão sendo vendidos barato demais?