Arquivo de abril, 2011

Os pequenos negócios na Copa 2014

terça-feira, 26 de abril, 2011

Humberto Araújo, do livro Rindo na Copa

*Oswaldo Ramos

As oportunidades para os pequenos negócios associadas a realização da Copa de 2014 em nosso Estado reflete a dinâmica positiva e o crescimento econômico que acontece em Pernambuco.

A realização da Copa do Mundo em um país gera efeitos multiplicadores, que bem aproveitados pelos nossos empresários, viabilizar oportunidades e acesso a mercados competitivos.

A copa por si só é o maior evento midiático do mundo. Transmitida para mais de 210 países e assistida por 45% da população mundial, torna-se instrumento fundamental para consolidação da imagem do Brasil como grande potência mundial, a partir da exposição massiva de sua cultura, belezas naturais, infraestrutura, hospitalidade de seu povo e seu potencial econômico.

Especificamente para Pernambuco, para atender as exigências da FIFA, patrocinadora da Copa 2014, o Estado precisa antecipar e/ou complementar alguns investimentos em diversos setores tais como construção da arena, projeto de acessibilidade, ampliação da capacidade do aeroporto, implantação do terminal marítimo de passageiros, obras de saneamento, melhoria das áreas de segurança, saúde e tecnologia da informação e comunicação, entre outras ações.

A expectativa de receber um grande fluxo de turistas estrangeiros incrementará a entrada de divisas Em nosso país. Também será significativa a movimentação de brasileiros de outras regiões, aumentando as demandas internas dos 12 estados sedes.

O projeto de Pernambuco também aponta para a criação de um novo centro urbano na Região Metropolitana do Recife, através da implantação da cidade da copa, grande empreendimento habitacional e de oferta de bens e serviços para a futura população residente Sem dúvidas, a conjunção desses fatos influenciará o surgimento de muitas oportunidades para os pequenos negócios.

Neste sentido o Sebrae em Pernambuco concluirá, no próximo mês de junho, estudo de mapeamento de oportunidades de negócios para Copa 2014, através da Fundação Getúlio Vargas, com objetivo de disseminar as oportunidades de negócios, considerando as fases do “antes”, “durante” e “depois” do período de realização da Copa 2014.

Em paralelo, o Sebrae vai desenvolver um conjunto de ações específicas, visando elevar o patamar de competitividade das micro e pequenas empresas, garantindo dessa forma a melhoria da qualidade dos produtos e excelência de nossos serviços, além da divulgação, promoção e efetivação de negócios por parte das empresas pernambucanas.

Oswaldo Ramos é Estatístico, pós-graduado em Gestão e Planejamento Organizacional e Gestor do Programa Sebrae Pernambuco Copa 2014

É dono de bar ou restaurante e tem música ambiente no seu estabelecimento? Estas dicas são para você!

segunda-feira, 25 de abril, 2011
som em bares e restaurantes

Flávio Costa/Divulgação

*Cleto Mendes da Paixão

Caros amigos, há alguns dias fui ao meu restaurante favorito e observei que ele havia adotado música ambiente. Música agradável,  gostei muito. Mas a curiosidade não me deixou ficar quieto: fui ao gerente e perguntei se ele havia pago ao Ecad e quase cai par trás, quando ele, surpreso, nem sabia do que se tratava.

Ecad significa “Escritório Central de Arrecadação e Distribuição” e é o órgão brasileiro responsável, como o próprio nome diz, pela a arrecadação e distribuição dos direitos autorais das obras musicais, assim como pela fiscalização dessa arrecadação.

Expliquei tudo a ele que buscou, de pronto, a regularização. E para vocês, amigos,  não terem  problemas com essa fiscalização, fique atento às dicas elaboradas pelo Sebrae em Santa Catarina:

MÚSICA: DIREITO AUTORAL & ECAD – NORMAS EM VIGOR

São quatro os órgãos com os quais estará envolvido quem pretender oferecer, em seu estabelecimento, música ao vivo:

1 ) Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – ECAD;
2) Ordem dos Músicos do Brasil – OMB – Conselho Regional do Distrito Federal;
3) Sindicato dos Músicos do seu estado;
4) Delegacia Regional do Trabalho – DRT.

Se você oferecer apenas música ambiente, as suas providências vão se limitar ao ECAD. Veja como funciona:

Música ambiente (mecânica)

Se você pretende apenas retransmitir música através de toca-fitas, toca-discos, CD, rádio ou qualquer outro processo, há de se dirigir ao Ecad – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Este é o órgão responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais advindos da execução pública, por qualquer meio ou processo, de obras musicais, lítero-musicais e de fonogramas e videofonogramas.

O Ecad providenciará o cadastramento da sua empresa e fixará o valor mensal a ser cobrado, após visita ao estabelecimento e medição da área em que será utilizada música. Estipulado este valor, você deverá aguardar o recebimento da Guia de Pagamento que, quitada, servirá de comprovante junto àquele órgão em caso de fiscalização. Lembre-se de que o pagamento ao Ecad é mensal.

Caso o empreendimento não obtenha a autorização prévia, estará sujeito à lavratura de um auto de comprovação de violação de direito autoral, ao pagamento do preço previsto em tabela da Ecad, mais uma multa de 20% sobre esse valor, atualização monetária e juros de 12% ao ano.

Música ao vivo

Assim como para a música “mecânica”, a utilização de música ao vivo exige que o alvará de funcionamento do estabelecimento mencione expressamente esse fato. As providências junto ao Ecad são as mesmas que devem ser tomadas para a música “mecânica”. O que varia, neste caso, é o valor a ser cobrado por aquela organização. Mas é preciso estar atento para cumprir as seguintes exigências ou verificar se elas foram cumpridas:

a) Os músicos que serão contratados devem estar devidamente habilitados junto à Ordem dos Músicos e em dia com o pagamento do Imposto Sindical de sua categoria. A habilitação se comprova através da apresentação de carteira profissional ou provisória da entidade.

b) A contratação deverá ser formalizada através de um dos seguintes instrumentos:  “Contrato de Trabalho” (que pode ser por prazo determinado ou indeterminado) ou “Nota Contratual” (criada especialmente para regular a prestação de serviço caracteristicamente eventual do músico). No segundo caso,  não é possível ultrapassar o prazo de sete dias consecutivos e é vedado ao profissional trabalhar no mesmo estabelecimento nos 30 dias subsequentes.

c) É de responsabilidade da empresa contratante a obtenção do visto da Ordem dos Músicos do Brasil.

d) Após visados, estes documentos contratuais deverão ser entregues na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, de acordo com os seguintes prazos:
Contrato de Trabalho: até o décimo dia do mês subsequente àquele em que foi firmado; Nota Contratual: até a véspera do início de sua vigência .

Segurança Pública: exploração de música & sossego alheio e venda de bebidas alcoólicas

É bom que você tenha conhecimento também das principais normas que regem alguns aspectos da segurança pública relacionados com restaurantes, bares e lanchonetes.

Música (mecânica ou ao vivo)

Acabamos de falar sobre as obrigações para com a ECAD, Ordem dos Músicos e Sindicato dos Músicos.
Além dessas obrigações, a exploração de música nos bares, restaurantes e lanchonetes, deverá obedecer às seguintes normas de Segurança Pública, sob pena de interdição do estabelecimento e sanções previstas na Lei de Contravenções Penais:

a) o alvará de funcionamento do estabelecimento comercial deverá conter, expressamente, menção à utilização de música mecânica ou ao vivo;
b) a instalação dos equipamentos de som não poderá ser efetivada em área pública, nem tampouco os alto-falantes poderão ser instalados irradiando para logradouros públicos;
c) os estabelecimentos comerciais deverão estar dotados de proteção acústica para conter a propagação do som;
d) Os níveis sonoros máximos, em ambientes externos aos bares e restaurantes, deverão estar de acordo com a tipologia urbana onde estes estabelecimentos estejam situados, de acordo com os seguintes critérios, válidos para  o período compreendido entre 6h e 22h :
I- 45db (decibéis) – quando localizados em área hospitalar;
II- 55 db (decibéis) – quando localizados em área de uso misto, com característica predominantemente residencial;
III- 65 db (decibéis) – quando localizados em área com característica predominantemente comercial;
IV- 70 db (decibéis) – quando localizados em área predominantemente industrial.
Entre 22h e 6h, os limites, em ambiente externo, reduzem-se, respectivamente, para: I- 40 db; II- 45 db ;III- 55 db e IV- 60 db.

*Cleto Mendes da Paixão é contador, especialista em Tecnologia da Informação e gerente da Unidade de Auditoria do Sebrae em Pernambuco.

O empreendedor poderia ser um judoca?

segunda-feira, 18 de abril, 2011

 

Imagem Clipart

 

*Cleto Mendes da Paixão

Durante alguns anos lutando judô e lendo livros que falam desse tema, verifiquei que um bom empreendedor poderia ser, sim, um bom judoca. Afinal, as estratégias usadas nos treinos e competições de judô podem ser comparadas à forma com que os empreendedores buscam sucesso em seus negócios, veja algumas delas:

Quem teme perder já está vencido. O empreendedor é aquele que não tem medo do insucesso, busca de todas as formas mitigá-lo, mas sabe que ganhar ou perder, principalmente no mundo dos negócios, é consequência do trabalho e da sua preparação;

O adversário é um parceiro necessário ao progresso. A vida baseia-se neste princípio. O empreendedor sabe que o concorrente não deve ser tratado como um inimigo, e sim como um parceiro que o instiga a buscar melhoria de estratégia no progresso do seu empreendimento;

Um judoca que tem apenas um golpe, quando bloqueado, perde o seu potencial e será apenas um mero lutador. O empreendedor sabe que deve ter várias estratégias de atuação, em todos os níveis da sua empresa. Da captação do cliente, passando pela venda, até o que chamamos de pós-venda. Com isso, a cada bloqueio da concorrência, o empreendedor busca novo golpe, vencendo assim todas as disputas;

Para se ter sucesso na contenda o judoca deve se movimentar e manter o seu equilíbrio. O empreendedor busca sempre novidades, atualizações e inovações, sabe que se manter estático em um mundo competitivo significa ser derrotado pelo concorrente, que se mostra mais ágil e suscetível a mudanças. Ele também tem conhecimento de que essa agilidade deve ser associada a um equilíbrio forte. Esse equilíbrio é obtido com capacitação, treinamento e experiência;

Desta forma, acredito que ser empreendedor é muitas vezes utilizar-se de técnicas de combate – mesmo que inconscientemente – desenvolvidas através de treinamento, vivência e força de espírito. Ressalto ainda que esse empreendedor busca se aprimorar constantemente, não apenas na parte técnica, mas em várias áreas que ultrapassam os limites das palavras e atos materiais.  Isso faz com que o empresário lute pelo seu intento, aceitando com naturalidade que lucro e prejuízo são, unicamente, consequências de suas reais condições, pois se não fosse assim ele estaria contra o fluxo natural da vida empresarial.

Como nem sempre entramos no tatame e saímos vencedores, no mundo do empreendedorismo os resultados mensais nem sempre são lucros.

 

*Cleto Mendes da Paixão é contador, especialista em Tecnologia da Informação e gerente da Unidade de Auditoria do Sebrae em Pernambuco.

Conta reduzida para o EI

sábado, 16 de abril, 2011

Foto: Fausto Muniz

 

*Luiz Nogueira

O que já estava bom ficou melhor ainda. Na última sexta-feira (8),  foi publicada no Diário Oficial da União a medida provisória que trata da redução da alíquota do INSS para o Empreendedor Individual (EI), que a partir de maio deste ano passa de 11% para 5%. Desta forma, os valores ficarão da  seguinte forma:

  • Atividade de Comércio e Indústria = R$ 27,25 + R$ 1,00 = R$ 28,25;
  • Atividade de Prestação de Serviços = R$ 27,25 + R$ 5,00 = R$ 32,25;
  • Atividade de Comércio e Indústria e Prestação de Serviços = R$ 27,25 + R$ 1,00 + R$ 5,00 = R$ 33,25

Os novos valores só começam a valer a partir da competência maio, que será recolhida em 20 de junho.

Lembramos ainda aos empreendedores que já imprimiram o seu carnê para todo o ano de 2011 que eles devem ser reimpressos  com os novos valores. Isso pode ser feito pelo site www.portaldoempreendedor.gov.br ou nos pontos de atendimento do Sebrae. Informe-se pelo número de discagem gratuita 0800-570-0800, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

* Luiz Nogueira é contador e gestor do Empreendedor Individual no Sebrae em Pernambuco

O que é empreendedorismo e quem é um empreendedor de sucesso?

segunda-feira, 11 de abril, 2011

Crédito: Juliana LeitaoDP/D.A Press



*Isabel Noblat

Quando comecei a trabalhar no Sebrae, há 23 anos, as pessoas pouco sabiam o que significava empreendedorismo – esta palavra tão grande -, quem era e o que fazia um empreendedor. Hoje, a palavra é amplamente conhecida e utilizada, e o seu conceito vem sofrendo ampliações à luz de vários aspectos.

Muitas são as definições sobre o empreendedorismo. Para Schumpeter, “é o agente do processo de destruição criativa. É o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos mercados e, implacavelmente, sobrepondo-se aos antigos métodos menos eficientes e mais caros”.

Em 1961, David McClelland identificou nos empreendedores de sucesso um elemento psicológico crítico, denominado por ele de “motivação da realização” ou “impulso para melhorar”. Anos depois, Peter Drucker(1979) ampliaria a definição para focá-la em oportunidade. Empreender não é apenas criar um negócio, mas fazê-lo em função de uma verdadeira oportunidade.

Já Louis Jacques Filion(1986) define o empreendedor como sendo uma pessoa que “concebe, desenvolve e realiza visões”. Na década seguinte, Fernando Dolabela(1993) difundiria o empreendedorismo no Brasil como uma forma de ser. São também empreendedores os autônomos e os intraempreendedores.

O ponto em comum em todas as definições é que este espírito empreendedor tem como mola propulsora a força na qual a pessoa encontra em algo que dê significado a sua vida, que o motiva para a AÇÃO!

Para empreender, algumas questões devem ser levadas em consideração. Por que ser empresário? Quais os motivos que os levam a abrir seu próprio negócio?

O empreendedor é motivado pela auto-realização, desejo de assumir responsabilidades e independência. Para se tornar um empreendedor de sucesso é preciso reunir imaginação, determinação, habilidade de organizar, liderar pessoas e de conhecer tecnicamente etapas e processos.

Muito se tem estudado sobre como se comporta o empreendedor e como ele alcança sucesso naquilo que faz. Estes são os comportamentos que você, que todas as segundas-feiras acompanhará as novidades do Blog do Empreendedor no site diariodepernambuco.com.br, precisa potencializar se já os possuir ou desenvolver, caso não os tenha:

  • Busca de oportunidades e iniciativa;
  • Correr riscos calculados;
  • Exigência de qualidade e eficiência;
  • Persistência;
  • Comprometimento
  • Busca de informações;
  • Estabelecimento de metas;
  • Planejamento e monitoramento sistemáticos;
  • Persuasão e redes de contatos;
  • Independência e autoconfiança

* Isabel Noblat é psicóloga, especialista em planejamento e administração de recursos humanos e gestora do Programa Sebrae Mais para Empresas Avançadas