Arquivo de junho, 2011

O crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil

segunda-feira, 27 de junho, 2011

 

Fausto Muniz

* Isabel Noblat

Quais as mulheres que são consideradas as mais empreendedoras e as que mais abrem negócios no planeta? As mulheres brasileiras! Sim, recente pesquisa internacional mostra que a mulher brasileira está à frente no empreendedorismo do mundo, segundo os dados da Consultoria Grant Thornton.

A pesquisa ouviu mais de 11 mil empresas em 39 economias, e o Brasil apresenta uma taxa de 12% de empreendedoras contra a média mundial que é de 4%, publicada na revista Isto É desta semana.

Mas, por que as mulheres são mais empreendedoras? Elas têm a seu favor muitas qualidades. A principal delas é a multifuncionalidade, pois conseguem realizar várias ações simultaneamente, sem perder a visão do todo e a exigência com qualidade.

São donas de casa, esposas, mães, profissionais que administram seu próprio negócio de forma planejada, organizada, sem perder a sensibilidade, conseguindo equilibrar vida pessoal com a vida profissional. As histórias dessas mulheres que batalham no mercado são muitas. Elas dão duro o dia todo e buscam o sucesso de sua empresa e daqueles que com ela trabalham.

Quando essas empresárias decidem pelo empreendimento, são determinadas. E isso já se revela na categoria de Empreendedor Individual. Somente em Pernambuco, mais de 17 mil desses são mulheres, como a cabeleireira Márcia Maria da Silva (foto).

Características dessas empreendedoras de sucesso:

  • Acreditam nos seus sonhos e no seu potencial
  • Buscam informações
  • Têm conhecimento do mercado
  • São mais preparadas e estáveis
  • Têm objetivos definidos
  • Estabelecem metas de curto, médio e longo prazo
  • Planejam e monitoram suas ações
  • São mais criativas
  • Equilibram melhor vida pessoal e profissional
  • Controlam melhor os gastos do capital
  • Demonstram um estilo de gerenciamento mais participativo 
  • Importam-se mais com seus empregados e clientes.

* Isabel Noblat é psicóloga, especialista em planejamento e administração de recursos humanos e gestora do Programa Sebrae Mais para Empresas Avançadas

Cultura empresarial: como intervir?

segunda-feira, 20 de junho, 2011

 

Janete Lopes

*Conceição Moraes

A cultura empresarial é conceituada como um sistema de atitudes, códigos de vestir, valores e crenças compartilhadas pelos membros de uma organização.

A cultura norteia o sentimento de identidade aos empregados, criando ou fortalecendo mecanismos de controle que conduzem à obediência as normas e regras de condutas.

Em uma pequena empresa tudo começa nas crenças, valores, princípios e hábito dos proprietários que vão marcando a empresa, propagando essas variáveis, modelando o cerne da empresa quanto à sua forma de ver e de se relacionar com os clientes, com os funcionários e com a sociedade.

Diante desse contexto, qualquer motivação de mudança na empresa que venha interferir na suas rotinas, condutas de trabalho e abordagem de relacionamento com clientes, funcionários e sociedade, faz-se necessário começar pelo dono do empreendimento.

Refletir sobre sua postura e o que o rege nas suas decisões que precisam ser realinhadas, mesmo que a iniciativa de mudança surja do mesmo.

Muitas dessas iniciativas surgem do que os empresários ouviram falar, ou leram algo ou presenciaram situações de outras empresas de sucesso. A partir daí, surge a vontade de implantar em seus empreendimentos aquela regra de conduta, política ou valores para atingirem o mesmo resultado ou sucesso.

  • A grande questão é para que esse mesmo empresário esteja ciente da profundidade dessa mudança, geradora de transformação ou desconstrução de determinadas crenças e que precisam ser revistas, primeiramente, por si e consequentemente, em toda empresa.
  • Depois, começar a realizar reuniões com os funcionários para que possam também refletir sobre o mesmo prisma e como poderão modificar as regras de conduta e valores que determinam a abordagem de atuação da empresa.

Essa ação conjunta: empresários e funcionários, faz com que a empresa inicie seu processo de mudança e de transformação cultural. E, assim, que ambos possam ter comportamentos, discursos e novas regras de trabalho coerentes com as mudanças propostas.

 *Conceição Moraes é administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócios, e gestora de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco. 

Desenvolvimento sustentável: uma perspectiva holística e as Pequenas Empresas

quinta-feira, 16 de junho, 2011

Ilustração/Clipart CDR

*Flávio Valdez Martins da Silva

Quase sempre as referências sobre sustentabilidade referem-se a formas de administrar considerando-se os aspectos socioambientais e programas de Responsabilidade Social desenvolvidos pelas organizações empresariais.

Gostaria de adicionar um ingrediente estratégico no contexto dos processos voltados para a sustentabilidade empresarial, considerando uma visão integrada das partes que fazem a organização especificamente: os seres humanos, os recursos econômicos e a cultura organizacional.

No padrão atual, a sustentabilidade empresarial, apesar de considerar os aspectos socioambientais e a responsabilidade social, ainda tem forte base clássica atuando de forma mecanicista e tradicional.

Nesse sentido, para uma mudança de paradigma é necessário mais que investimentos financeiros em processos de gestão ambiental e em processos de redução de perdas, é necessário mudança de cultura organizacional.

Para a mudança da cultura organizacional é necessário:

• a incorporação de novos conceitos ao processo de aprendizagem da organização, buscando-se compreender e internalizar práticas integradas que possam transpor as barreiras e as resistências estabelecidas pelo cotidiano predominante.

• ter uma visão holística da organização. Entendendo-se por holismo, a concepção de que os elementos de um sistema quer sejam seres Humanos ou outros, não podem ser entendidos apenas pela soma de seus componentes, que já em Aristóteles se definia como: “O inteiro é mais do que a simples soma de suas partes”.

• é necessária uma revisão conceitual incorporada a uma nova prática que altere os rumos da estratégia empresarial no sentido da sustentabilidade com base holística.

• Ou seja, uma nova atitude empreendedora que compreenda a necessidade de integração num mesmo plano estratégica e operacional de elementos: ecologicamente corretos, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso.

Considerando-se a flexibilidade e a capacidade de adaptação como características mais presentes nas organizações de pequeno porte, podemos ter a certeza que as Micro e Pequenas Empresas são espaços capazes de liderar os procesos de desenvolvimento com sustentabilidade numa perspectiva holística.

Flávio Valdez Martins da Silva é economista, mestre em Desenvolvimento Local Sustentável, professor de Adminstração e Economia e analista do Sebrae em Pernambuco

Como avaliar um ponto comercial: primeiros passos…

segunda-feira, 13 de junho, 2011

 

Ilustração|ZdiZain

*Conceição Moraes

É fundamental a escolha e análise do ponto comercial de um empreendimento, para a abordagem de sua comercialização presencial. De tão fundamental, pode-se considerar como um dos principais fatores para o sucesso de uma empresa.

Um dos primeiros passos dessa avaliação é identificar o ponto comercial e a característica do seu entorno, quanto à presença predominante de bairro residencial ou comercial e se há volume de pessoas circulando. Essa caracterização irá definir a abordagem de análise, de acordo do direcionamento da empresa.

Se a localização do ponto comercial tiver uma predominância de residências, será importante analisar o perfil dos residentes:

  • Quanto à renda
  • Composição familiar
  • Infraestrutura residencial
  • Estilo de vida
  • Faixa etária
  • Se o bairro é considerado “dormitório” ou não
  • E outras questões peculiares do local 

Se a localização do ponto comercial tiver uma predominância de empreendimentos comerciais:

  • Deve-se analisar o perfil de negócios existentes quanto à atividade econômica
  • Infraestrutura
  • Sinalização
  • E qual o perfil do público que mais frequenta a área

A avaliação deverá ser feita através de dados secundários e primários. Considero aqui dados secundários, todas as informações que você poderá obter a partir de pesquisas realizadas ou, através de instituições e dados primários. Todas as informações que você poderá obter presencialmente no ponto comercial. Também, junto às pessoas que circulam nas redondezas.

Atualmente, o acesso à internet vem a contribuir para captar dados secundários sobre o bairro e o ponto, especificamente.  Poderá fazer uso dos seguintes sites:

  • Google mapa – para avaliar a presença de atividades econômicas mais próximas do ponto comercial e potenciais concorrentes, outras informações. http://maps.google.com.br/maps
  • Bússola Sebrae – para identificar o perfil dos residentes, infraestrutura residencial, renda predominante do entorno do ponto comercial e identificar o grau de densidade populacional e outras atividades econômicas presentes. http://www.nettool.com.br/bussola20/
  • No site da prefeitura local. Muitos municípios possuem o perfil dos bairros e legislação para funcionamento de pontos comerciais.
  • E outros sites correlacionados com atividade econômica que você pretende atuar.

Após essas informações, você deverá realizar a pesquisa primária que seria in loco, para averiguar as informações previamente levantadas. E visitar o bairro (ponto), em dias e horários diferentes, para identificar o volume de pessoas que circulam na localidade, o que poderá corresponder com o publico que você pretende trabalhar.

De acordo com essa realidade, faça uma pesquisa formal com essas pessoas que circulam, para obter as respostas de questões não identificadas que venham validar a sua escolha.

 *Conceição Moraes é administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócios, e gestora de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco. 

Inovação, o que é isso mesmo?

quinta-feira, 9 de junho, 2011

 

João Bosco Netto

 

* Por Thyago Velozo

O que é inovação? Para que serve? Como inovar? Vai me custar muito caro? De tanto se falar em inovação, estas são algumas perguntas que os empresários fazem a si mesmo quando o tema é INOVAÇÃO. Vamos, então, tentar esclarecer sobre o assunto a empresários e empreendedores. Esperamos que eles possam refletir e decidir se vale investir tempo e esforço para que a suas empresas inovem.
O que é inovação?

A inovação no meio empresarial é a exploração de novas idéias para melhorar os negócios, criando vantagens competitivas e gerando sucesso no mercado. Ou seja, é a busca por melhorar a empresa. Seja de forma individual ou em parceria com um grupo de empresários, ou também adaptando ideias já utilizadas por outras empresas.

O Manual de Oslo, define a inovação como a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.

Assim, percebemos que a inovação não está restrita às grandes empresas ou empresas de serviços tecnológicos. Nota-se que, por este conceito, todas as empresas podem inovar desde que coloquem em prática ideias e métodos diferentes, que resultem em novos produtos e processos inovadores.

Inovação pode ser algo bastante simples, o importante é trazer melhoria para a empresa.

Para que serve?
A inovação é uma forma pela qual a empresa pode manter-se cada vez mais competitiva, buscando se diferenciar da concorrência e se manter no mercado. Para as micro e pequenas empresas isso é fundamental.
Como inovar?
As possibilidades de inovação no meio empresarial são muitas. E estão presentes em vários setores das empresas. Assim, a inovação pode ser:
o Em Produtos (bens ou serviços) – quando há o desenvolvimento de novos produtos e ou serviços, que não existiam, ou quando há o melhoramento significativo de produtos já existentes, atendendo melhor às necessidades do mercado. Exemplo: a venda por internet em comparação à venda direta na loja.
o Em Processos – quando há mudança no como se faz, aprimorando ou desenvolvendo novas formas de fabricação ou de distribuição de bens e novos meios de prestação de serviços. Exemplo: processo de aproveitamento de resíduos de produtos usados e devolvidos pelo cliente, para fabricação do mesmo produto totalmente novo.
o Organizacional – quando são adotados ou desenvolvidos novos métodos de organização e gestão, seja no local de trabalho, seja nas relações da empresa com o mercado, fornecedores ou distribuidores. Exemplo: mudanças no processo de produção, tornando-a “mais enxuta”.
o Em Marketing– quando são adotadas novas formas de divulgação e de venda, em sua promoção ou na fixação de preços. Exemplo: venda de água de coco em copos, utilização de novos meios para divulgação do produto.

A seguir, uma reportagem da TV Sebrae apresenta, a partir de um caso de Pernambuco, como a inovação pode gerar até novos negócios ou encontram-se respostas para problemas que parecem sem solução.

Faça Diferente – Lavanderia Mamute

Percebemos que a inovação pode estar no tipo de produto ou servido oferecido, na forma de produzi-lo, na forma de divulgar, no processo de produção, no relacionamento com as empresas parceiras ou com os clientes e na forma de organização do trabalho e nos métodos de gestão.

Vai custar muito caro?

As inovações, mesmo aquelas muito simples podem envolver alguns custos, sejam relacionados a recursos financeiros ou, pelo menos, à mobilização de recursos humanos e organizacionais. Sendo assim, faz-se necessário uma análise de investimentos e resultados esperados.

Porém, como atualmente as empresas estão em um ambiente cada vez mais competitivo, o maior risco do investimento em inovações é o de não fazê-lo. E perder mercado para outras empresas mais inovativas.

Para auxiliar as empresas na identificação de oportunidades de inovação e criação de um ambiente propício à inovação nas empresas, o Sebrae criou a solução educacional: Gestão da Inovação – Inovar para Competir. Trata-se de um curso que abrange 15 horas de capacitação e mais três horas de consultoria em cada empresa.

Mais informações: www.pe.sebrae.com.br e procure informações sobre o Sebrae Mais, programa que oferece soluções para pequenas empresas que querem continuar crescendo.

Fonte/consulta: Manual de Inovação (MBC, 2008)

*Thyago Velozo é administrador de empresas, turismólogo e analista trainee do Sebrae em Pernambuco.

O Empreendedor Individual pode fazer sua complementação ao INSS?

segunda-feira, 6 de junho, 2011
 

Ilustração Clipart/CDR

 

 *Cleto Mendes Paixão

Com a publicação da Medida Provisória 529 de 07 de abril de 2011 que reduziu para 5% a contribuição previdenciária do Microempreendedor Individual (MEI) aumentaram ainda mais a dúvida quanto à questão “O Empreendedor Individual pode complementar sua contribuição mensal ao INSS, caso deseje?”

Ao contribuir com 11% (onze por cento) sobre o valor do salário mínimo mensal, o EI está abrindo mão de obter aposentadoria por tempo de contribuição, podendo aposentar-se apenas por idade. A partir de 1º de maio de 2011, data em que a Medida Provisória passa a produzir efeitos, o EI passa a contribuir com apenas 5% (cinco por cento) sobre o valor do salário mínimo mensal, que corresponde a R$ 27,25, com variações a depender do setor, levando à contribuição final de até R$ 33,25.

A resposta a essa pergunta é sim. O Empreendedor Individual pode complementar seus recolhimentos para fins de aposentadoria por tempo de contribuição.

A complementação deve se dar por meio de aplicação da diferença entre o percentual pago e o percentual de 20% (vinte por cento) sobre o valor do salário mínimo.

Em caso de atraso, o valor será acrescido de juros.

Assim, a alíquota de complementação será:

  • De 9% (nove por cento) para as contribuições recolhidas até abril de 2011 (20%-11%)
  • De 15% (quinze por cento) para os meses posteriores (20%-5%).

É importante ressaltar que o Empreendedor Individual que não recolheu essas diferenças pode fazê-las agora, porém deve ser acrescido de juros do período até abril de 2011.

Para esses recolhimentos os códigos da GPS são:

  • Competência de abril/2011 é 1295.
  • A partir da competência de maio/2011, o código é 1910.

*Cleto Mendes da Paixão é contador, especialista em Tecnologia da Informação e gerente da Unidade de Auditoria do Sebrae em Pernambuco.

Inovação e diferencial competitivo: o exemplo que vem da praia

sexta-feira, 3 de junho, 2011

  

Flávio Costa

*João Paulo Andrade

 O ambiente de negócios atual é bem diferente daquele de 15 anos atrás. Principalmente, no que diz respeito à mudança no comportamento do consumidor. O cliente de hoje está mais bem informado. Isto significa mais dificuldade para as empresas em persuadí-lo e fidelizá-lo. Mas não é só. Se antes, produtos concorrentes eram bem distintos uns dos outros, hoje, esta diferença é cada vez menos perceptível. A consequência da convergência destes fatores é um cenário muito mais acirrado.

 Assim, a capacidade de inovar desponta como a arma mais significativa para garantir a sobrevivência, competitividade, perenidade e evolução das empresas no mercado. O exemplo a seguir, visa desmistificar o errôneo conceito que muitos empresários têm de inovação acessível apenas às grandes empresas e associado a significativas mudanças tecnológicas.

Ao longo das praias de Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem, no Recife, os 61 quiosques presentes no calçadão eram tradicionalmente fornecedores de coco. No decorrer dos anos, no entanto, estes estabelecimentos ficaram mais sofisticados, associando outros produtos ao negócio e transformando-se em verdadeiras lanchonetes. A recente obra de requalificação e padronização desses quiosques contribuiu para torná-los ainda mais atraentes e estruturados.

Como são padronizados, obedecem a alguns parâmetros físicos, tornando-os à primeira vista quase idênticos entre si. Porém, as semelhanças param por aí. Numa observação mais atenta, podemos notar diferenças em pontos estratégicos da gestão. Como no mix de produtos, na quantidade de funcionários, nos equipamentos disponíveis, no volume de clientes e, no mais importante: o lucro. Isso sem contar os atributos qualitativos no atendimento e no produto.

Todas essas diferenças só existem graças às particularidades da gestão de cada permissionário. Ou seja, o toque empreendedor que cada proprietário promove no seu empreendimento. Só isto explica, portanto, o fato de quiosques vizinhos, (distantes em menos de 50m um do outro) terem desempenhos tão discrepantes.

O quiosque mais frequentado se diferencia em vários itens dos seus concorrentes: iluminação adicional para melhorar a segurança e estética, sistema de som para controlar as senhas e evitar confusão na ordem de chegada (eficiência e conveniência), almofadas para forrar os bancos de concreto da calçada e garantir mais conforto, automação comercial através de computador com software adequado e interligado aos demais processos (eficiência e organização), flexibilidade no pagamento com a disponibilidade da compra no cartão, maior variedade de produtos, funcionários qualificados para o atendimento, inclusive, em idioma estrangeiro etc. Não são diferenças mirabolantes, porém, pequenas adaptações e incrementos que somados resultaram num caso clássico de sucesso.

A frase de Henry Kissinger ilustra perfeitamente o nosso exemplo: “O sucesso resulta de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco melhor. O insucesso, de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco pior.”

Muitas vezes, inovação é erroneamente associada apenas a mudanças tecnológicas complexas. A prática mostra que ela está muito mais ligada à atitude empreendedora. Seja ao diferenciar algo da média ou em acrescentar pequenas mudanças a algo que já exista. Não é necessariamente a criação de um produto inédito, mas a associação de processos ou produtos um pouco melhores aos que já existem, resultando numa nova combinação, nunca antes pensada, para agregar valor.  

No fomento a este processo criativo, uma ferramenta muito útil é o benchmarketing: técnica de observação e comparação de produtos, serviços e práticas empresariais, tendo por base os participantes mais destacados no mercado, não obrigatoriamente do seu segmento. O empresário precisa estar atento a essas boas práticas do mercando e buscar sempre atualizar-se e capacitar-se. 

Para isso, ele pode contar com a ajuda do Sebrae, que oferece cursos, palestras, consultorias, orientação empresarial sobre os mais variados temas de gestão, empreendedorismo e qualificação empresarial. Também suporte com livros, perfis empresariais, revistas e DVDs.

Às vezes, passamos tanto tempo preocupados em implementar grandes mudanças ou lamentando não poder fazê-las, que esquecemos ou usamos como desculpa para não fazer as mais simples. Porém, como diria o provérbio chinês: toda grande caminhada começa pelo primeiro passo. 

*João Paulo Andrade é administrador, pós-graduado em Marketing e Publicidade. Analista Trainee de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco.