Posts Tagged ‘modelo de negócio’

Setor dois e meio. Você sabe o que é isso?

sexta-feira, 24 de fevereiro, 2012

 

*Conceição Moraes

Existem muitos modelos de negócios que atendem bem ao mercado de pessoas com alta e média renda. Mas esses não são adequados para a população de baixa renda!

A partir de alguns casos de sucesso na Índia, a Monitor Global e outras instituições começaram avaliar e identificar os modelos de negócios mais adequados para atender as pessoas baixa renda, como consumidores e empreendimentos que poupem os recursos naturais e que venham a promover a redução da miséria.

Os estudos apresentaram os seguintes modelos que possuem maior aderência. Ou seja,  negócios que são capazes de servir ou incorporar a população da base da pirâmide, de modo lucrativo e com escala.

Esses tipos de negócios estão sendo chamadas empresas e ou setor dois e meio. Para que se possa assumir essa denominação, os negócios  precisam atender dois pré-requisitos:

  • Rentável ou sustentável estrategicamente, sem precisar de subsídios de terceiros de forma continuada.
  • Ter proposta clara e com tomada de decisão de maximização do impacto social, isto é, promover a melhoria e atender a vida das pessoas de baixa renda de forma significativa.

Atualmente, pode-se  visualizar 07 modelos de negócios que podem ser  encontrados no mercado nacional e internacional, ou com uma modelagem híbrida.

Os modelos que enfocam mais a possibilidade de ser rentáveis e de capacidade de tornar as pessoas de baixa renda consumidoras, são:

1. Pay-per-use – em que os consumidores pagam custos mais baixos para cada uso de uma instalação de propriedade do grupo, produto ou serviço.

2. No-frills service (remoção de complementos não-essenciais em um produto ou serviço) – serviço que atenda a necessidades básicas dos pobres, com preços atraentes, removendo complementos não essenciais. Há possibilidade de gerar fluxo de caixa positivo e lucros, atendendo em larga escala.

3. Paraskilling – reengenharia de serviços e processos complexos em um conjunto de tarefas simples desagregados padronizados que podem ser realizadas por trabalhadores sem qualificação especializada.

4. Shared Channels – canais partilhados, produtos e serviços através de otimização dos recursos ambientais nas cadeias de abastecimento existentes do cliente, permitindo assim que as pessoas de baixa renda paguem e tenham acesso a produtos socialmente benéficos, tais como lanternas solares ou produtos com qualidade e insumos reciclados. 

Também, modelos que possibilitam a ‘transformação’ das pessoas de baixa renda como produtores, fornecedores ou trabalhadores, que são:

 5. Contract Production – contratos com produtores de baixa renda para fornecerem determinados produtos e serviços.

6. Deep Procurement – compra direta nas comunidades carentes, retirando os canais de venda intermediários.

7. Demand-led training – identificar e promover treinamentos para espaços ocupacionais que ficam à margem dos setores formal e informal.

Na perspectiva internacional, essa forma de estabelecer negócio poderá ser uma das alternativas de crises econômicas, visualizando a base da pirâmide como ator econômico, viabilizando seu poder de escolha.

Além disso, muitos negócios poderão contar com a parceria governamental e de grandes empresas para que todos ganhem socialmente, com geração de lucro e renda.

*Conceição Moraes é administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócio e analista de Orientação Empresarial do Sebrae  em Pernambuco.

 

Quais os tipos de negócios na web?

quarta-feira, 24 de agosto, 2011

 

negócios na web

Janete Lopes

*Conceição Moraes

Há várias ‘arquiteturas’ de modelos de negócios na internet. O pesquisador Timmers , desde 1998,  já citava os seguintes negócios: leilão eletrônico, plataformas colaborativas, correio eletrônico, comunidades virtuais, loja virtual, hospedagem de sites, intermediação financeira, certificação de notoriedade para serviços na internet, plataforma para agregar empresas ou canais promocionais, dentre outros negócios.

Com o passar do tempo, tem surgido com ênfase os modelos de negócios, como os citados pelo blogueiro Diego Remus, que proporciona a inovação de Startups (empresas recém-criadas), tais como: 

  • Modelo Afiliados e/ou de publicidade
  • Modelo Fremium e de assinatura
  • Modelo de bens virtuais

Modelo Afiliados e/ou de publicidade são negócios de baixo risco, que atuam na construção de estratégias e redirecionamento de tráfego (quantidade de pessoas visitantes) de acesso para sites de comércio eletrônico. O ganho advém da comissão da venda, de cliques de acesso e/ou da simples cessão de espaço para divulgação.

Modelo Fremium e de assinatura são negócios que ofertam serviços básicos gratuitos e serviços avançados pagos. O objetivo é massificar a utilização dos serviços gratuitos, que podem desencadear a contratação de serviços mais avançados, tornando-se clientes pagantes com assinatura mensal ou anual. Como exemplo de sucesso, pode-ser observar a Skype, Linkedlm, Dropbox e outros.

Modelo de bens virtuais – têm surgido pela digitalização do consumo. O foco de atuação está na comercialização de bens para uso exclusivo na web, tendo como principal exemplo os jogos online. Essas empresas proporcionam o jogo gratuitamente e a possibilidade de gerar a experiência dos “cinco minutos perfeitos”, experiência que é conduzida para o espaço específico chamado landing Page. Nele, os jogadores registram e ativam seu usuário para comprar itens que vão alavancar suas metas no game.

A receita, nesse caso, advém das vendas de itens na langing Page. Outra opção, que é de baixa complexidade, é a comercialização de imagens diferenciadas, pequenos aplicativos para serem utilizados nos equipamentos mobile.

Há, é claro, o surgimento de negócios que contemplam ou tendem à integração de mais de um modelo desses citados. O mundo virtual é um ambiente que está em constante ebulição. Não existe receita pronta para ganhar dinheiro ou desenvolver negócios inusitados. Deve-se sempre observar as necessidades das pessoas na sociedade em que vivemos, para captar lacunas que poderão ser sanadas por soluções virtuais.

www.pe.sebrae.com.br

0800 570 0800

Twitter: @sebraepe

Facebook: Sebrae em Pernambuco

*Conceição Moraes é administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócio. Analista de Orientação Empresarial do Sebrae  em Pernambuco.

Modelo de negócio ou plano de negócio, o que vem primeiro?

segunda-feira, 11 de julho, 2011

  

Janete Lopes

 

 

 *Conceição Moraes

O empreendedor começa com a ideia de negócio em que valida ao identificar o mercado para ela, isto é, consegue identificar pessoas que poderão remunerar o serviço ou produto advindo dessa concepção de negócio.

Assim, consegue-se traduzir esse conceito em uma oportunidade de negócio.

E não para por aqui! A oportunidade de negócio precisa também ser validada quanto à sua abordagem de mercado.

Analisar qual é a melhor forma de se chegar ao cliente e gerar uma relação mercantil durável. Por isso, o modelo de negócio deverá surgir antes de elaborar o plano de negócio. O modelo de negócio vai dar o tom da inteligência estratégica da empresa.

Pode-se estruturar da seguinte forma:

A necessidade será atendida junto com a motivação de compra de um determinado perfil de clientes, que irá apontar qual a melhor abordagem de relacionamento e de comercialização.

A definição da fronteira ou não de atendimento ira influenciar ou será influenciada pela abordagem de relacionamento com o cliente.

Todo processo de inovação competitiva está inserido no modelo de negócio. O plano de negocio descreve a estrutura desse modelo e todos os detalhes operacionais no que diz respeito ao mercado, à definição de pessoas e sociedade, principais processos, quanto será o investimento, e cenário de viabilidade da empresa.

Percebe-se que não basta ter apenas o plano de negócio, é importante definir o modelo de negócio!

 *Conceição Moraes é administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócios, e gestora de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco.