O primeiro fora do Maracanã

Recopa Sul-americana 2009: LDU x Internacional

A Liga de Quito conquistou a Recopa com sobras.

No jogo de ida, em Porto Alegre, vitória surpreendente por 1 x 0.

Nesta quinta, chocolate por 3 x 0 sobre o Internacional, no belo estádio Casa Blanca, em Quito. Na velha altitude de 2.850 metros acima do nível do mar…

Apesar da liderança isolada da Série A (20 pontos), o Colorado mantém um centenário turbulento. Começou com o título gaúcho, com goleadas espetaculares. Mas agora já são 2 vices seguidos. Primeiro na Copa do Brasil e agora no confronto dos campeões sul-americanos de 2008.

O título da LDU, aliás, foi o 3º do futebol equatoriano. Considerando clubeMaracanãs e a seleção nacional. E profissionais e categorias de base.

Curiosamente, os outros dois haviam sido no mesmo local: o Maracanã.

Em 2007, a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, quando bateu a Jamaica por 2 x 1. Os países mandaram times Sub-17, e o Equador eliminou o Brasil com uma vitória por 4 x 2! 8-O

No ano passado, o maior de todos. A Libertadores, conquistada pela LDU diante do Fluminense. O título, por sinal, foi o passaporte para a disputa da Recopa.

Obs. Com a perda do título, o Inter deixou passar a chance de superar o rival Grêmio em taças internacionais. A briga continua empatada (4 x 4), com vantagem tricolor, que tem 2 Libertadores…

Clássico Centenário – A primeira notícia

Primeiros escudos de Sport e Náutico

Confira a matéria completa do Diario de Pernambuco do dia 27 de julho de 1909 sobre o primeiro Clássico dos Clássicos da história. A notícia do jogo entre Sport e Náutico, um amistoso disputado no domingo, saiu apenas na terça, pois nas segundas os jornais da cidade não circulavam. Perceba a que linguagem era bem diferente, com forte presença do inglês.

As 4h15 da tarde deu-se o kick off. Ambos os teams trataram de fazer o que estava ao seu alcance para ganhar. O Nautico, desde o princípio, fez um forte ataque, que foi repellido pelo Sport, ficando o jogo muito egual durante dez minutos, quando a bola, muito bem passada para o centro, coube a Maunsell que, por um bonito dribbling, a levou ao goal dos opponentes, entre os applausos dos espectadores.

O Sport tendo o kick off, o jogo tornou-se mais apressado, porém, o Náutico, mostrando ser o team mais forte, sendo a bola bem passada pelos seus fowards, que pareciam trabalhar bem juntos, magnificamente auxiliados pelos backs, estavam sempre ameaçando o goal do Sport.

Depois de um ou dois corners o Náutico fez o seu segundo goal. Até este momento o jogo tinha estado muito forte, de lado a lado, porém depois do segundo goal o Sport Club não fez tão boa defesa, como antes, nem tão pouco os seus fowards guardaram a mesma combinação, tomando o Náutico conta do jogo até o intervallo.

Terminado este, podia-se notar que o Sport estava disposto a mudar o jogo, tratando de tirar a desforra, depois do descanso. Sendo dado o kick off pôde-se observar um dos melhores momentos do jogo, tendo o dribbling e passes dos fowards melhorando e devolvendo os backs a bola com muita precisão.

Isto durou cerca de dez minutos, quando o Náutico, com uma esplendida avançada, fez o terceiro goal. Sendo a bola novamente posta em movimento, o team do Sport fez um jogo muito ligeiro. O team do Náutico, com a mudança de logares entre Maunsell, centre fowards e King goal-keeper ficou decididamente mais fraco na linha de fowards, do que o Sport se aproveitou para fazer o primeiro goal. Dali até o fim, o jogo com mudanças para ambos os lados, ganhando o Náutico por três goals contra um.

Azul, há 30 anos

Camisa azul do Santa CruzO Santa Cruz lançou nesta quinta-feira o 3º padrão oficial do clube.  Preto, branco e vermelho? Esqueça. A cor é azul. O Tricolor seguiu a moda atual de cores originais para o terceiro uniforme nos clubes, assim como o Fluminense, que adotou o laranja, e o Corinthians, com o roxo.

No Flu, a explicação é óbvia, pois é uma homenagem ao bairro do tradicional do clube carioca (Laranjeiras), enquanto o motivo do Timão vem da paixão do seu torcedor, “roxo pelo time”.

No Santa, o azul remete ao feito internacional do Mais Querido, que excursionou em 1979 no Oriente Médio e na Europa, e voltou para o Recife com uma invencibilidade de 12 jogos.

Assim, a equipe foi premiada com a Fita Azul do futebol brasileiro no ano seguinte pela CBD (atual CBF). O time era treinado por Evaristo de Macedo, e o maior destaque era o meia Givanildo Oliveira. A camisa será vendida por R$ 159 na Santa Cruz Store. Confira abaixo a campanha tricolor no exterior em 1979.

Fita AzulSanta, o Fita Azul de Pernambuco
Santa Cruz 5 x 1 Seleção do Kuwait
Santa Cruz 1 x 1 Seleção do Kuwait
Santa Cruz 3 x 0 Seleção do Bahrain
Santa Cruz 4 x 0 Seleção do Catar
Santa Cruz 4 x 1 Seleção do Catar
Santa Cruz 2 x 1 Seleção de Dubai
Santa Cruz 3 x 0 Seleção de Abu-Dhabi
Santa Cruz 3 x 0 Al-Aim
Santa Cruz 6 x 2 Nasser
Santa Cruz 3 x 0 Al Helal
Santa Cruz 4 x 2 Seleção da Romênia
Santa Cruz 2 x 2 Paris Saint-Germain

Ilustração (Europa e Oriente Médio): blog de Rubens Sousa

Sem gripe

Libertadores-2009: Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro

O inferno estava armado no estádio Ciudad de La Plata.

Quer dizer… Quase armado, pois a cancha, apesar de ser a mais moderna da Argentina, ainda está inacabada, já que falta a cobertura das arquibancadas – que deverá ficar pronta até 2011, quando o estádio receberá a final da próxima Copa América.

De qualquer forma, o Cruzeiro já havia enfrentado o Estudiantes neste palco, nesta mesma Libertadores. Com goleada argentina por 4 x 0… 8-O

Na noite fria desta quarta, os dois times voltaram a se enfrentar na Argentina, e agora com a polêmica da gripe suína, da influenza A e da gripe H1N1 (entenda o trio AQUI).

Libertadores-2009: Estudiantes 0 x 0 CruzeiroE valendo o título continental.

O tricampeonato para os mineiros ou o tetra para o Pincha. Tradição pura!

Após 12 minutos de fumaça no gramado, com a belíssima festa da torcida do Estudiantes, finalmente começou a decisão da 50ª Libertadores.

E começou com o time de Verón pressionando, como era de se esperar. E catimbando ainda mais. Que o diga o zagueiro Rolando Schiavi, que bateu o quanto pôde.

Mas o Cruzeiro contava com o goleiro Fábio para evitar o pior. E o camisa 1 teve uma atuação brilhante. Fez belas defesas. Plásticas e difíceis. Não deixou passar um espirro.

Depois de sofrer um bocado com a pressão dos 36 mil hinchas no estádio, o Cruzeiro começou a se soltar no segundo tempo, criando ótimas oportunidades.

Primeiro aos 28 minutos, numa cabeçada do zagueiro Leonardo Silva.

Depois, aos 35, numa chance incrível, que foi desperdiçada pelo atacante Kléber, que conseguiu chutar pra fora diante de um gol vazio. Sem apelação, 0 x 0. 8-)

Que esse “gol” de Kléber não faça falta na próxima quarta, no Mineirão. Serão 70 mil torcedores do time estrelado. Sem gripe.

Fotos: site oficial do Olé