A incrível chance de classificação à Copa Sul-americana, meritocracia à parte

Copa Sul-americana

O Brasil terá oito vagas na Copa Sul-americana de 2013. Os representantes serão os melhores classificados do último Brasileirão, incluindo os quatro que subiram na Série B, mas que forem eliminados até a terceira fase da atual Copa do Brasil, num sistema complicadíssimo, cuja meritocracia é posta em dúvida.

Quando a CBF anunciou o sistema, a ordem final no Campeonato Brasileiro seria a seguinte entre os postulantes à campanha internacional:

1) Botafogo, 2) Santos, 3) Cruzeiro, 4) Inter, 5) Flamengo, 6) Náutico, 7) Coritiba, 8) Ponte Preta, 9) Bahia, 10) Portuguesa, 11) Goiás, 12) Criciúma, 13) Atlético-PR, 14) Vitória, 15) Sport, 16) Atlético-GO e 17) Figueirense

Eliminado na 1ª fase fase da Copa do Brasil, o Náutico garantiu a sua vaga na Sul-americana de forma direta por estar na 6ª posição na fila. Portanto, o post irá tratar do viés do outro pernambucano, o Sport, quase no fim. Rebaixado na Série A e eliminado na Copa do Brasil na segunda fase, o Leão poderá ser “premiado” com um lugar na 12ª edição do segundo torneio interclubes da Conmebol.

Com a estruturação completa dos 16 avos de final da Copa do Brasil 2013, é possível definir o que é preciso acontecer para a vaga cair no colo leonino. Dos dez confrontos agendados, nove deles terão uma influência direta.

Considerando uma suposta projeção com o Sport “classificado”, então, além do Timbu, necessariamente teriam que se classificar à Sul-americana Coxa, Bahia, Portuguesa e Vitória, já eliminados da Copa do Brasil. Restariam “duas vagas”.

Nos confrontos que interessam, o rubro-negro precisará torcer pelo sucesso de Fla, Inter, Goiás, Criciúma, Ponte Preta, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-PR e Santos. Desses, no máximo dois podem ser desclassificados.

Terceira fase da Copa do Brasil: Flamengo x ASA, Internacional x América-MG, Goiás x ABC, Salgueiro x Criciúma, Nacional-AM x Ponte Preta, Botafogo x Figueirense, Cruzeiro x Atlético-GO, Atlético-PR x Naviraiense e Santos x Crac.

Quantos desses clubes também querem disputar a Sul-americana? Terão que perder. A definição só acontecerá em julho. Até lá, haja cálculo…

Sócios torcedores pernambucanos no programa nacional de descontos

Programa de sócios-torcedores da Ambev para clubes brasileiros

Náutico, Santa Cruz e Sport acabam de entrar no programa nacional de descontos para sócios torcedores, via Ambev. A ideia Por um futebol melhor consiste em oferecer descontos aos associados em dia dos maiores clubes do país em supermercados e grandes lojas em todo o Brasil.

Lançado em 14 de janeiro deste ano, o programa largou com 160 mil sócios adimplentes e catorze clubes ativados. Agora, com a entrada dos três times pernambucanos, o programa saltou para 465 mil sócios e 24 equipes

Esses sócios terão direito a benefícios em mais de 600 produtos e serviços de 37 marcas. Basta se inscrever no site e informar o CPF. O volume de descontos em um mês poderá quitar até mesmo o valor da mensalidade do torcedor à medida em que mais empresas se tornem parceiras.

Entre os locais, destaque para o tricampeão estadual. O Tricolor entrou no ranking no top ten. Com 2.501 sócios a menos que o rival, o Leão aparece em 12º lugar. Já o Timbu fecha a lista dos vinte primeiros, com quatro mil associados. De uma só vez, o programa captou 27.880 pessoas no Recife.

Os dados dos pernambucanos foram expressivos neste primeiro momento. O potencial aumenta ainda mais a expectativa sobre as próximas atualizações…

Os maiores campeões estaduais

Maiores campeões estaduais do Brasil em atividade

O primeiro campeonato estadual do país aconteceu em 1902, em São Paulo. Desde então, todas as 27 unidades da federação criaram as suas ligas, iniciando no amadorismo e evoluindo para o profissionalismo. Com mais de um século de bola rolando, com centenas de participantes, confira como ficou a lista com os maiores campeões em atividade após a rodada de taças em 2013.

O ABC de Natal segue imbatível na primeira colocação, apesar de o Paysandu ter reduzido a diferença. No extremo da tabela, o Criciúma ganhou o certame catarinense e tornou-se o 64º clube com pelo menos dez títulos estaduais.

Entre os pernambucanos, Sport (9º), Santa Cruz (22º) e Náutico (35º). O Leão se mantém no top ten, enquanto os corais, tricampeões, subiram bastante no ranking. Já o Alvirrubro, em jejum desde 2004, se vê ameaçado por Santos e Botafogo, campeões nos últimos anos, a apenas uma taça de diferença.

Principais campeões deste início de temporada no futebol brasileiro:
Pernambuco – Santa Cruz
São Paulo – Corinthians
Rio de Janeiro – Botafogo
Rio Grande do Sul – Internacional
Minas Gerais – Atlético-MG
Bahia – Vitória
Paraná – Coritiba

Ceará, CRB, Paysandu, Desportiva, Cene, Cuiabá, Criciúma, Potiguar, Brasiliense, entre outros. Campeões desta temporada, parabéns!

Degustação da Arena para ganhar o apoio do torcedor, a nova tática das PPPs

Arena

As arenas estão sendo inauguradas Brasil afora. A grande maioria será gerida através de parcerias público-privadas. Nas concessões, empresas num contato direto com os clubes, os grandes clientes futebolísticos dos novos palcos.

Até agora três estádios da Copa do Mundo de 2014 foram abertos. Nem todos os grandes clubes das respectivas praças assinaram contrato para jogar lá.

Em Belo Horizonte, o Cruzeiro acertou com o consórcio por 25 anos. Recebeu R$ 2 milhões na adesão e terá 100% da bilheteria de 54.201 ingressos, mas precisa arcar com 70% dos custos operacionais dos jogos. Atlético e América não cederam e seguem no Independência, com 19 mil lugares.

Em Foraleza, somente após a abertura do estádio a concessionária conseguiu firmar os contratos com Ceará, Fortaleza e Ferroviário, por cinco anos. Os dois mais populares ganharam R$ 500 mil de aporte e receberão mensalmente R$ 130 mil, ou R$ 260 mil em caso de presença na Série A.

Aqui, como se sabe, só o Náutico tem um acordo para mandar seus jogos na Arena Pernambuco. Válido até 2043, é o mais longo do mercado. O Timbu recebeu R$ 1,5 milhão na adesão e R$ 4,8 milhões em investimentos no seu CT.  A sua cota mensal é de R$ 500 mil. Se deixar a elite, cai para R$ 350 mil.

Na recém-aberta Fonte Nova, o Bahia deu andamento ao memorando de entendimentos assinado em 2010 e fechou com o consórcio até 2018. No contrato, R$ 9 milhões por ano, dando a bilheteria para a empresa.

E o Vitória? Dono do estádio Barradão, com capacidade para 35.000 pessoas, o rubro-negro de Salvador vem protelando uma decisão final. Após várias rodadas de negociação, o clube aceitou uma proposta inédita no país.

O Vitória assinou um acordo de apenas cinco jogos, todos neste ano. Trata-se de uma “degustação”, palavra usada pelo próprio presidente do consórcio Arena Fonte Nova, Frank Alcântra, em entrevista ao blog.

A ideia é oferecer o novo serviço de arena ao clube, sobretudo à sua torcida. A tática seria justamente ganhar o apoio popular, gerando uma “simpatia” com a remodelada Fonte Nova. Na estreia, goleada de 5 x 1 num Ba-Vi.

Enquanto isso, as negociações locais com Santa Cruz e Sport aparentam tratar só de valores e projeções de mercado. Até o momento, não foi cogitada uma degustação da arena para tricolores e rubro-negros como mandantes…

Arena

Flamengo com 22,4% dos nordestinos. Os sete maiores clubes da região têm 19,5%

Pesquisa de torcidas no Nordeste em 2013. Crédito: Pluri Consultoria

É na região Nordeste onde o Flamengo confirma a sua massa de torcedores como a maior do futebol no país.

O Mengo tem 22,4% da preferência dos nordetinos, segundo estudo produzido pela Pluri Consultoria. Os dados nacionais da pesquisa já haviam sido divulgados. Agora, mensurando os números através de 21 mil entrevistados, uma rodada de novas informações sobre cada região (veja aqui).

O percentual divulgado sobre o time carioca é considerável, ainda mais se for levado em conta que os sete clubes mais populares do Nordeste, sendo três pernambucanos, dois baianos e dois cearenses, somam 19,5%. Sport, Bahia, Santa Cruz, Vitória, Náutico, Ceará e Fortaleza. Nem assim.

Mais do que focar esse número, é preciso avaliar se a diferença vem crescendo ou diminuindo. Há uma década os três estaduais passaram a ser exibidos na tevê com sinal aberto. Antes, era campeonato carioca (e paulista) goela abaixo.

Essa inversão na mídia local já foi suficiente para estancar as torcidas de fora?

De acordo com a última projeção levantada pelo Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, o Nordeste tem 53.907.144 habitantes.

Ou seja, o Flamengo conta com 12.075.200 torcedores só na região.

Já os sete maiores times da região agregam 10.511.893.

Reabertura da Fonte Nova com seis gols no Ba-Vi. Cinco do Vitória

Campeonato Baiano 2013, turno principal: Bahia 1x5 Vitória. Crédito: Itaipava Arena Fonte Nova

Salvador – Nem as divas do axé baiano escaparam da rivalidade. A tricolor Cláudia Leitte ouviu poucas e boas da torcida do Vitória durante a sua apresentação antes do primeiro jogo oficial da Fonte Nova. Ecoou forte com a acústica da arena. Mas a cantora teve muito mais apoio, com a torcida do Baêa cantando de cor as letras da musa. Em seguida viria Ivete Sangalo, ainda mais popular na Baía de Todos os Santos. Talvez pelas vaias rubro-negras, os tricolores deram o troco, enquanto a turma do Vitória gastava a garganta cantando com a artista. Logo depois, Cláudia Leitte entrou novamente e as duas cantaram juntas. Aí sim, as duas torcidas, com mais de 40 mil presentes, foram em uníssono, ao ritmo de “A arena é nossa!”.

Era o fim da festa da abertura antes do Ba-Vi em seu “velho” palco. Na verdade, era o início da verdadeira festa. Eram 1920 dias desde o último clássico na antiga Fonte Nova, em 2007. Na ocasião, um histórico 6 x 5 para o Leão da Barra, com quatro gols de Índio. Tricolor convicto, o governador Jaques Wagner revelou o desejo à imprensa minutos antes. “Estou ‘invocado’ com eles (Vitória), mas hoje é festa. Quero um empate com muitos gols”.

Por mais que o governador tenha tentado agradar a todos com o empate, é bem provável que ele tenha ficado ainda mais “invocado”, pois o Vitória até atendeu ao pedido de muitos gols, mas só esse. Bem melhor em campo, o Leão abriu a estatística da nova arena com uma belíssima vitória. Deu sequência aos últimos anos nos quais consolidou vantagem nos clássicos no Barradão e em Pituaçu. O Tricolor de Aço foi derretido no domingo, 5 x 1. O interesse no Ba-Vi era enorme, com o jogo sendo transmitido para todo o país pelo SporTV. Sobre a imprensa, nada menos que 400 credenciados, incluindo profissionais da Al Jazeera da rede de tevê chinesa. Tudo para ver cada detalhe do novo estádio. Da infraestrutura, serviços e, obviamente, futebol.

Campeonato Baiano 2013, turno principal: Bahia 1x5 Vitória. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

O primeiro tempo era um misto de faltas e discussões até os 41 minutos, com mais uma falta, na área. O primeiro pênalti assinalado, a favor do Vitória. O primeiro convertido? Sim. Na cobrança, o meia Renato Cajá bateu com tranquilidade, esperando a queda do goleiro. Era o primeiro gol da Fonte Nova, histórico, diante de um sem número de câmeras de vídeo nas mãos da torcida leonina e outras dezenas nas tribunas.

Sem atrações no intervalo, os torcedores, com a agenda cheia desde o início da tarde, circularam na arena, com funcionamento bem melhor que a estreia do Castelão – imprevistos à parte -, se refrescaram e voltaram para conferir in loco ao atropelamento. O Vitória passou como quis pela zaga do time de Jorginho, fritando o óleo do acarajé azedo. Mal começou o segundo tempo e Maxi Biancucchi, o primo do Messi, marcou um golaço por cobertura, aos cinco minutos. Obina teve um gol anulado num lampejo de esperança numa tarde destinada ao rival. Michel ampliou logo depois, num ato automático ao levante da torcida do Bahia, que começou a deixar o estádio.

Zé Roberto até diminuiu, só para dar o último fio de esperança. Logo dissipado num contragolpe de Vander, que acabara de entrar. No fim, Escudero escorou um cruzamento rasteiro. Era festa demais. Primeiro jogo na Fonte, triunfo do Vitória. O clube, dono do Barradão, tem contrato assinado para mais quatro jogos. Uma espécie de degustação para tentar firmar um acordo mais longo no futuro. Com a festa desta tarde será difícil convencer a torcida rubro-negra a voltar para o estádio Manoel Barradas.

Campeonato Baiano 2013, turno principal: Bahia 1x5 Vitória. Crédito: Itaipava Arena Fonte Nova

Stewards da Fonte Nova aprendem com os erros dos stewards do Castelão

Stewards na Fonte Nova. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Salvador – Uma novidade na operação das arenas de futebol no país é a função dos stewards, os seguranças particulares com a função atrelada à orientação do público nas arquibancadas.

Esse efetivo reduz a força policial na área interna. No Ba-Vi foram destacados 1.200 policiais militares, a maioria deles num raio de um quilômetro da Fonte Nova. Dentro da arena, 700 stewards.

Questionado pelo blog sobre o treinamento dos stewards (mordomo, em inglês), uma vez que no Castelão foram apenas dois dias, gerando muita desinformação na rodada de abertura, o presidente do consórcio Arena Fonte Nova, Frank Alcântra, afirmou que foram pelo menos dois meses.

“O tratamento precisa ser diferenciado. Não poderíamos abrir sem qualidade desse serviço. Estamos apresentando um produto novo ao torcedor baiano.”

A qualificação em Salvador resultou em categorias de stewards, que terão o papel de conduzir os torcedores nesse novo modelo de organizar o futebol. Duras horas antes do maior clássico do baiano, diversas “turmas” de stewards receberam as últimas dicas dos coordenadores, também recém-formados.

O trabalho deles e o comportamento do público irá ditar a necessidade de continuar ou não com policiais dentro dos estádios. Na Europa não há mais.

Bom humor de volta ao futebol no Dique do Tororó

Torcedores de Bahia e Vitória antes do primeiro clássico na Arena Fonte Nova. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Salvador – O bom humor do torcedor baiano se faz presente novamente na Fonte Nova. Com policiamento ostensivo e ruas interditadas, reduzindo a presença de camelôs, as ruas ficaram livres para o colorido das camisas e bandeiras do Tricolor de Aço e do Leão da Barra, no clássico Ba-Vi.

Jailson Farias, 66 anos, Eduardo Farias, 37. Pai e filho, Bahia. Alexsandro Ribeiro, 37, e Bruno Cavcalcanti, 34. Amigos, Vitória. Chegaram juntos no Dique do Tororó. Caminhando um pouco, tiveram que se separar, cada um para sua entrada. O blog registrou a provocação antes da divisão, de fato e de direito.

“Pergunta se tem estrela, pergunta. Vá, pergunte”. 

Eduardo abre logo o berreiro apontando para a camisa de Alexsandro, cujo escudo rubro-negro não tem estrela alguma, ao contrário das duas douradas do Bahia.

“Vai se apegar ao passado de novo? Toda vez vai ser isso? Tem 30 anos o título já, irmão. Morreu junto com a antiga Fonte Nova. Aliás, quando derrubaram, o Bahia quis embargar a construção para ver se encontrava mais algum troféu ali. Está tudo enterrado.”

Protetor, o pai de Eduardo interveio.

“Passado? Pois é. Tem que ter passado, né. Aqui, só o Bahia.”

Até então quieto, Bruno parte o ataque, com as estatísticas.

“Quem tem mais vitórias no Barradão? A nossa casa. Quem tem mais vitórias em Pituaçu? Nossa casa de passeio. Adivinha quem terá mais vitórias nessa Fonte Nova. Já tem cara de parque de diversões”. 

“Tem jeito não. Foi tanta pancada que esqueceu as derrotas na Fonte Nova, onde quem mandava era o Baêa”, devolve Eduardo.

“Mas diz quem venceu o último Ba-Vi, em 2007. Eu lembro para você. Foi 6 x 5 para o Vitória, com quatro gols de Índio, para fechar o caixão do Bahia.”

Há exatamente 1920 dias. Os tricolores não responderam mais, mas continuaram rindo. Esperando que o próximo argumento seja escrito no domingo. A dupla do Vitória seguiu para o lado oposto da arena, sonhando com mais “estatísticas”, até que um dia apareça uma estrela dourada.

Próximo ao quarteto, o que dizer de um senhor completamente à parte do clássico, tratando tanto Vitória quanto Bahia como rivais. Um dos últimos seguidores do Ypiranga, outrora potência na Baía de Todos os Santos, Luís de Paula Costa, 69 anos, quis conhecer o novo estádio, até porque o último não deixou saudades

Com 106 anos, o “Canário” soma dez títulos estaduais. O último, em 1951, foi justamente no ano da inauguração da antiga Fonte Nova. Portanto, as recordações não são das melhores. Um novo cenário traz esperança ao combalido do torcedor do Ypiranga. Seu Luís economizou nas palavras.

“Estou sofrendo faz tempo pelo Ypiranga. Fazer o quê?”

Curtir o estádio…

Luís de Paula, torcedor do Ypiranga de Salvador. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Cordialidade e rivalidade lado a lado nas redes sociais

Twitter do Sport dá os parabéns ao Náutico pelos 112 anos. Crédito: Twitter/reprodução

Em Porto Alegre é quase de praxe a cordialidade institucional entre Grêmio e Internacional. Parabéns nos aniversários, na inauguração de estádios, na conquista de títulos mundiais. Atos diplomáticos nos sites oficiais e nas redes sociais que podem de certa forma influenciar o comportamento do torcedor.

No Recife, estamos engatinhando neste cenário. Em 2011, o Náutico foi o pioneiro no twitter, ao dar os parabéns ao Santa Cruz, em fevereiro. O Sport não se pronunciou. Em abril foi a vez do Santa devolver a gentileza. O Sport ficou novamente à parte. Obviamente, em maio os rivais ignoraram a data leonina.

Twitter oficial do Santa Cruz dá os parabéns ao Náutico pelos 112 anos. Crédito: Twitter/reprodução

Portanto, era preciso que o Leão desse um passo à frente para integrar esse importante movimento, ainda que pequeno, de reduzir os atritos entre os tradicionais rivais pernambucanos. Neste 7 de abril, no 112º aniversário do Timbu, o Leão se posicionou de forma oficial (veja aqui).

O Tricolor não ficou atrás e também mandou a mensagem (veja aqui)

Que seja uma tendência entre as gestões, e não restrita apenas ao twitter.

Twitter do Grêmio dá os parabéns ao Inter pelos 104 anos. Crédito: Twitter/reprodução

Nova Fonte Nova antes do Ba-Vi dos velhos tempos

Arena Fonte Nova em 6 de abril de 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Salvador – Mais um estádio nordestino abre as portas com o mais alto padrão de infraestrutura no futebol. Repaginada, remodelada, reconstruída. Tanto faz a denominação. A verdade é que a arena soteropolitana tem tudo para fazer o festeiro torcedor baiano esquecer a antiga Fonte Nova, outrora o maior estádio da região. A capacidade de público foi superada pelo Castelão, com 64 mil. Na Bahia, a arena, que mantém a abertura na ala sul, associando a sua composição ao Dique do Tororó, foi erguida com 51 mil lugares.

Assim como ocorreu em Fortaleza, o blog esteve presente nos preparativos finais para a abertura de fato e de direito, com bola rolando, em vez de atos políticos. Como parece ser de praxe na organização brasileira para a Copa do Mundo, operários ainda davam os últimos ajustes a 24 horas do Ba-Vi, agendado para o domingo. Pequenos detalhes. Cadeiras, limpeza, iluminação, testes no placar eletrônico, som, para os shows de Ivete Sangalo e Claudia Leitte. Tudo isso numa tarde de sábado.

Confira algumas imagens da rápida visita liberada para a imprensa. No clássico, com 41.500 ingressos liberados pela Fifa, serão 58% para os tricolores e 42% para os rubro-negros da Boa Terra. Será que na Arena Pernambuco também teremos uma divisão fora do padrão 80%/20% em vigor nos clássicos recifenses? Um bom desempenho na Fonte Nova pode viabilizar a ideia.

Saiba mais sobre a Arena Castelão e a Arena Pernambuco.