Podcast – A análise da derrota do Sport para o Coritiba, em jogo de 7 gols na Ilha

Série A 2017, 31ª rodada: Sport 3 x 4 Coritiba. Foto: Ricardo Fernandes/DP

O Sport perdeu para o Coritiba, na Ilha, e se complicou demais no Brasileirão. Os problemas crônicos na montagem do time já se refletem na tabela, com o time fora da zona de rebaixamento por causa de 1 gol de saldo. Em uma gravação exclusiva, o 45 minutos comentou o jogo nas questões técnica e tática, se estendendo às análises individuais, além da briga contra a queda. Estou neste debate com os jornalistas Fred Figueiroa e Lucas Fitipaldi. Ouça!

29/10 – Sport 3 x 4 Coritiba (46 min)

Diego Souza faz 2 gols, perde 2 pênaltis e Sport é derrotado de virada pelo Coritiba

Série A 2017, 31ª rodada: Sport 3 x 4 Coritiba. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Aos rubro-negros, o roteiro foi bem cruel. A partida na Ilha do Retiro envolveu dois times na luta contra o descenso e expôs o que há de pior nas duas equipes, sem organização defensiva para uma pesada Série A. Ao mesmo tempo, foi emocionante do começo ao fim, com o os paranaenses arrancando uma vitória incrível, 3 x 4. Na (re) estreia de Daniel Paulista, o time voltou aos pontas abertos, com dois volantes e Diego Souza na criação. Anselmo acabou sendo sacrificado, mesmo tendo apresentações melhores que Rithely.

Com a formação, o time teve uma estatura mediana, que não deu conta do jogo aéreo do Coritiba. Sobretudo porque a dupla de zaga vem mal nesta característica. Com dez minutos de jogo, entre cobrança de escaneio e faltas na ponta da área, o visitante já havia aberto o placar e obrigado Magrão a fazer duas grandes defesas. O empate poderia ter saído numa cobrança de pênalti, mas Diego Souza parou em Wilson. Ao menos o camisa 87 se redimiu e empatou de cabeça, num raro escanteio bem sucedido. Num intervalo de três minutos, Henrique e André marcaram, com o 2 x 2 na primeira etapa. No Sport, era visível o desarranjo defensivo, que vem de longe – além das poucas peças no setor, pois Igor e Néris basicamente não contam. O posicionamento é sempre confuso. Até ali, contava com a limitação do adversário.

Série A 2017, 31ª rodada: Sport 3 x 4 Coritiba. Foto: Cassio Zirpoli/DP

Bastou deixar o chutão de lado, mesmo que por pouco tempo, para o Sport conseguir chegar bem no ataque. Virou o jogo, com Diego Souza cabeceando de novo, e teve a chance para fazer 4 x 2 e matar a partida. Novo pênalti. Outra vez desperdiçado por DS87, que falhou até no rebote, com o goleiro alviverde salvando. O castigo foi imediato, com Magrão – com boas intervenções até então – dando rebote numa falta de muito longe. Sem cobertura, o rebote foi fatal. No fim, quando o ‘novo’ treinador já havia feito todas as mudanças, inclusive acionando Thomás, mais uma vez perdido, o Coxa virou. Cercado por quatro jogadores, Yan arrumou espaço para guardar. Ampliou o calvário leonino no returno, onde é o time de pior campanha. Além de não conseguir vencer em casa, há oito jogos, soma apenas 1 vitória em 14 rodadas. Segue fora do Z4, mas vem jogando bola de rebaixado…

O jejum de vitórias do leão como mandante na Série A (8 jogos; 5E e 3D)
23/07 (16ª) – Sport 0 x 2 Palmeiras (Arena Pernambuco)
02/08 (18ª) – Sport 2 x 2 Fluminense (Ilha do Retiro)
13/08 (20ª) – Sport 0 x 0 Ponte Preta (Ilha do Retiro)
10/09 (23ª) – Sport 0 x 1 Avaí (Ilha do Retiro)
25/09 (25ª) – Sport 1 x 1 Vasco (Ilha do Retiro)
15/10 (28ª) – Sport 1 x 1 Atlético-MG (Ilha do Retiro)
19/10 (29ª) – Sport 1 x 1 Santos (Ilha do Retiro)
29/10 (31ª) – Sport 3 x 4 Coritiba (Ilha do Retiro)

Série A 2017, 31ª rodada: Sport 3 x 4 Coritiba. Foto: Ricardo Fernandes/DP

San Lorenzo na pré-temporada do Recife em 2018? Houve contato, novamente…

O scretário de turismo e esportes de Pernambuco, Felipe Carreras, em encontro com o gerente do San Lorenzo, Bernardo Romeo. Foto: Felipe Carreras/instagram (@felipecarreras)

Em janeiro de 2015, quando foi iniciado o voo Recife-Buenos Aires, com rota semanal, a secretaria de turismo, esportes e lazer do estado articulou junto à iniciativa privada um quadrangular amistoso envolvendo dois clubes pernambucanos e dois argentinos, previsto para 2016 – na época, houve contato com Boca Juniors, River Plate, Racing e San Lorenzo. Não saiu da sondagem, tornando-se mais um projeto engavetado, como a histórica ideia sobre a pré-temporada do Real Madrid em 2012 – lembra? Porém, de lá para cá, a rota direta para a Argentina foi consolidada, com 100 mil hermanos visitando Pernambuco e com oito frequências semanais firmadas em 2018. Ou seja, a ligação ficou estreita. E o titular da pasta, Felipe Carreras, voltou a negociar uma parceria com um clube tradicional do país vizinho. Em viagem à capital, encontrou-se com o gerente do San Lorenzo, Bernardo Romeo.

“Como todos sabem, a Argentina é o nosso principal emissor de turistas internacionais. (…) Então, por que não misturar o esporte com turismo? (…) Na pauta, uma parceria para movimentarmos a pré-temporada do futebol pernambucano! Ficamos muito animados com as possibilidades e em breve esperamos dar boas notícias”

Pela gestão da secretaria, a partida (as partidas) aconteceria (m) na Arena Pernambuco, sem mais detalhes sobre quais clubes locais seriam convidados. Taça Ariano Suassuna, Troféu Chico Science ou outro? Em caso de sucesso com o clube do Papa Francisco, seria necessário encontrar uma brecha no calendário do próximo ano, apertado devido à Copa do Mundo. O alvirrubro, por exemplo, entrará em campo, de forma oficial, com menos de dez dias após o réveillon. Além disso, é preciso que o próprio campeão da Libertadores 2014 folgue em janeiro, geralmente com jogos da pré-temporada argentina. Em 2017, por exemplo, jogou três amistosos de ‘verano’. Todos em seu país.

Ao menos a vinda não deixaria de acontecer por falta de voos…

Estreias oficiais do Trio de Ferro em 2018
09/01 – Náutico (vs Itabaiana, pela fase preliminar do Nordestão)
17/01 – Santa Cruz (vs Confiança, pela fase de grupos do Nordestão)
21/01 – Sport (adversário a definir, pelo turno classificatório do Estadual)

Número de jogos do San Lorenzo nos “torneos de verano”
2014 – 4 (Copas Salta, San Juan, Luis Caballero e Río de la Plata)
2015 – 0
2016 – 2 (Copa de Oro)
2017 – 3 (2 na Copa Mar del Plata e 1 na Copa Buenos Aires)

Clubes argentinos que já jogaram no Recife
Atlanta (1937), Vélez Sarsfield (1951), Chacarita (1952 e 1953), Independiente (1956), Argentinos Juniors (1973 e 2016), Huracán (2015) e Arsenal (2017)

Saiba mais sobre jogos entre clubes pernambucanos e argentinos aqui.

Podcast – A análise do empate sem gols entre Santa e Luverdense. Segue o drama

Série B 2017, 32ª rodada: Santa Cruz 0 x 0 Luverdense. Foto: Peu Ricardo/DP

O Santa Cruz empatou mais uma vez no Arruda e segue afundando na Série B. Já são oito rodadas sem vitória, com o fantasma do rebaixamento cada vez maior. Em uma gravação exclusiva, o 45 minutos comentou o jogo nas questões técnica e tática, se estendendo às análises individuais (Grafite vem conseguindo ajudar em campo?) e à situação na classificação. Ouça!

28/10 – Santa Cruz 0 x 0 Luverdense (41 min)

Classificação da Série B 2017 – 32ª rodada

A classificação da 32ª rodada da Série B de 2017. Crédito: Superesporte2

Empates em 0 x 0 e agonia ampliada. A rodada para os pernambucanos começou com o insosso empate sem gols do alvirrubro, lá em Caxias do Sul. Um resultado que manteve bem distante o sonho de permanência na segundona. Com o ABC vencendo três das últimas quatro partidas, agora ambos têm a mesma pontuação, com a lanterna sendo algo mais próximo do Náutico do que a 16ª posição – hoje a dez pontos de distância. No sábado, os tricolores empataram mais um jogo em casa, desta vez num confronto direto contra a queda. O Santa segue em 18º lugar, mas a diferença para o primeiro time fora do Z4 da Série B do Brasileiro aumentou de cinco para seis pontos.

Na briga pela liderança, o Ceará venceu o Internacional em Porto Alegre e ficou a três pontos de distância. O alvinegro cearense ainda não confirmou o acesso, mas vem em ótima fase e tem seis pontos de vantagem sobre o 5º lugar. Na prática, é, hoje, o time nordestino mais próximo da Série A de 2018.

Resultados da 32ª rodada
Juventude 0 x 0 Náutico
Paraná 1 x 0 Vila Nova
Figueirense 3 x 1 CRB
Oeste 1 x 0 Brasil de Pelotas
Paysandu 1 x 0 Criciúma
Boa Esporte 2 x 2 América-MG
Internacional 0 x 1 Ceará
ABC 3 x 0 Londrina
Santa Cruz 0 x 0 Luverdense
Goiás 1 x 1 Guarani 

Balanço da 32ª rodada
5V dos mandantes (12 GP), 4E e 1V dos visitantes (5 GP)

Agenda da 33ª rodada (horários do Recife)
31/10 (18h30) – Goiás x Criciúma (Serra Dourada), SporTV*
31/10 (20h30) – Paraná x Oeste (Durival Britto)
03/11 (18h15) – Internacional x CRB (Beira-Rio), SporTV*
03/11 (18h15) – Juventude x Ceará (Alfredo Jaconi)
03/11 (20h30) – ABC x Luverdense (Frasqueirão), SporTV*
03/11 (20h30) – Paysandu x Vila Nova (Mangueirão), SporTV*
04/11 (15h30) – Figueirense x Brasil (Orlando Scarpelli), SporTV*
04/11 (16h30) – Guarani x América-MG (Brinco de Ouro)
04/11 (16h30) – Santa Cruz x Náutico (Arruda), Globo*
04/11 (16h30) – Boa Esporte x Londrina (Dilzon Melo)
* Considerando as transmissões para o Recife, fora o Premiere (PPV)

Santa Cruz empata com o Luverdense no Arruda e chega a 8 rodadas de jejum

Série B 2017, 32ª rodada: Santa Cruz 0 x 0 Luverdense. Foto: Peu Ricardo/DP

Após a convocação durante a semana, 10.520 tricolores marcaram presença no Arruda, no primeiro dos dois jogos seguidos em casa, em um momento chave para a campanha coral. Vencendo Luverdense e Náutico, o Santa alimentaria uma chance real de permanência. Mas, a esta altura da competição, falta futebol. No frustrante empate em 0 x 0, o ataque coral foi praticamente nulo. No primeiro tempo, o trio formado por Bruno Paulo, Grafite e Ricardo Bueno (mais uma vez caindo pela direita) foi incapaz de organizar uma jogada efetiva, com a bola queimando próxima à grande área adversária. E olhe que o time do Mato Grosso veio querendo jogo, finalizando bastante de fora da área – parecia orientação técnica -, com destaque para o meia Marcos Aurélio, ex-Sport. Ou seja, jogo aberto, mas bem fraco.

Na etapa complementar, como havia ocorrido em Pelotas, há uma semana, Martelotte trocou o ataque, primeiramente com André Luís no lugar de Grafite (outra vez travado) e, já na reta final, Bruno Paulo por Pitbull. O tricolor ainda acertaria duas bolas na trave, uma numa falta cobrada por Anderson Salles e outra pelo remanescente do trio original, Bruno, já nos descontos. Porém, ficou nisso, com o time somando oito rodadas sem vitória. Pesa.

Série B 2017, 32ª rodada: Santa Cruz 0 x 0 Luverdense. Foto: Filipe Assis/DP

Ampliando o recorte, a cobra tem 1 vitória nas últimas 17 rodadas. Vem num ritmo de pontuação de lanterna, incompatível com a meta de permanência na Série B. Está a seis pontos do 16º, o primeiro fora do Z4, mas, na prática, precisa tirar sete pontos, pois teria menos vitórias que os concorrentes acima em caso de igualdade. Daqui a uma semana, o último Clássico das Emoções de 2017. Definitivo para um dos dois rivais. Ou até mesmo para ambos…

O jejum de vitórias do tricolor na Série B (8 jogos; 5E e 3D)
22/09 (25ª) – Santa Cruz 1 x 1 Londrina (Estádio do Café, PR)
26/09 (26ª) – Santa Cruz 0 x 0 Ceará (Arruda)
30/09 (27ª) – Santa Cruz 0 x 2 Internacional (Beira-Rio, RS)
07/10 (28ª) – Santa Cruz 0 x 1 América-MG (Arruda)
14/10 (29ª) – Santa Cruz 1 x 2 Figueirense (Orlando Scarpelli, SC)
17/10 (30ª) – Santa Cruz 2 x 2 Oeste (Arruda)
21/10 (31ª) – Santa Cruz 1 x 1 Brasil de Pelotas (Bento Freitas, RS)
28/10 (32ª) – Santa Cruz 0 x 0 Luverdense (Arruda)

Série B 2017, 32ª rodada: Santa Cruz 0 x 0 Luverdense. Foto: Peu Ricardo/DP

Mundial de Clubes reconhecido pela Fifa a partir da Intercontinental. E sempre foi

Os troféus dos campeões mundiais de clubes: Intercontinental, Copa Toyota e Mundial da Fifa (2000 e 2005-2016)

A Copa Intercontinental foi criada num acordo entre a Confederação Sul-Americana, atual Conmebol, e a Uefa, em 1960. O objetivo era medir forças entre os clubes dos continentes mais desenvolvidos do futebol na época. Na Europa, havia a Copa dos Campeões, atual “Liga”, já com quatro edições. Portanto, surgiu aqui a Taça Libertadores. O regulamento era bem simples, com o duelo entre os campeões em jogos de ida e volta. Pelo título mundial.

E o vencedor sempre foi tratado como campeão mundial interclubes, inclusive no velho mundo, onde há uma meia verdade sobre o desdém. Foi assim até 1979, com duas edições canceladas por falta de acordo entre as datas (1975 e 1978). Em 1980, solucionando o impasse, as entidades firmaram um acordo com a federação japonesa, com o patrocínio da montadora Toyota, com a disputa de jogo único, em dezembro. Dali até 2004, o campeão recebeu duas taças, a Copa Intercontinental e a Copa Toyota, ambas valorizadas.

Em 2000, como se sabe, a Fifa organizou pela primeira vez o “Mundial de Clubes”, ignorando o passado. E olhe que, por diversas vezes, a própria entidade avalizou a disputa anterior como mundial – no youtube é possível conferir as placas da Fifa nos jogos disputados no estádio em Tóquio. Desde 2005, com a descontinuação da Copa Intercontinental, o Mundial de Clubes passou a ocupar o calendário, já com os demais continentes, cuja presença é, sim, justa. Porém, não apagou quatro décadas de glórias…

Tanto que a própria Fifa, enfim, reconheceu a antiga disputa como Mundial, com o mesmo peso do seu torneio. Embora apenas por barganha política, legitimou o que Santos, Flamengo, Grêmio e São Paulo sempre foram.

Obs. O blog já considerava a Copa Intercontinental.

Os campeões chancelados pela Fifa (Intercontinental + Mundial de Clubes)

5 – Real Madrid (1960, 1998, 2002, 2014 e 2016) 

4 – Milan (1969, 1989/1990 e 2007) 

3 – Peñarol (1961, 1966 e 1982) , Nacional (1971, 1980 e 1988), Boca Juniors (1977, 2000 e 2003), São Paulo (1992/1993 e 2005), Internazionale (1964/1965 e 2010), Bayern de Munique (1976, 2001 e 2013) e Barcelona (2009, 2011 e 2015) 

2 – Santos (1962/1963), Independiente (1973 e 1984), Ajax (1972 e 1995), Juventus (1985 e 1996), Porto (1987 e 2004), Manchester United (1999 e 2008) e Corinthians (2000 e 2012) 

1 – Racing (1967), Estudiantes (1968), Feyenoord (1970), Atlético de Madrid (1974), Olimpia (1979), Flamengo (1981), Grêmio (1983), River Plate (1986), Estrela Vermelha (1991), Vélez Sarsfield (1994), Borussia Dortmund (1997) e Internacional (2006)

Luxemburgo deixa o Sport com 40% de aproveitamento em 150 dias de trabalho

Sul-Americana 2017, quartas de final: Sport 0 x 2 Junior Barranquilla. Foto: Roberto Ramos/DP

Da apresentação na véspera da estreia contra o Botafogo, num empate que eliminou o Sport da Copa do Brasil, à derrota para o Junior Barranquilla, também na Ilha, praticamente despachando o leão da Sul-Americana, foram 150 dias. A passagem efetiva de Vanderlei Luxemburgo no comando rubro-negro. Consagrado como o técnico com mais títulos brasileiros, cinco, Luxa buscava no Recife a retomada da carreira, após seguidos trabalhos ruins no Sul-Sudeste, onde viu o seu tradicional mercado fechar. No Sport, seguiu a cartilha do encaixe com resultados imediatos (chegou ao G6 do Brasileirão), com mudanças paulatinas a partir de indicações (a insistência em Wesley), a ausência de alternativas táticas na equipe (cada vez mais cruzamentos), o atrito com o grupo e, por fim, a derrocada do rendimento no futebol.

Ao todo foram 34 jogos, com um aproveitamento mediano de 40%, incluindo um título pernambucano, com apenas uma partida, aquela polêmica em Salgueiro. Pesou contra o treinador o acúmulo de tropeços, com apenas 1 vitória nas últimas 13 rodadas da Série A, numa campanha inviável. Ele até deixou o comando com o clube fora do Z4, mas bastante pressionado.

Assume Daniel Paulista, de novo. Em 2016 e 2017, a oito rodada do fim.

Além do ‘loop’ sobre o interino, também fica claro que o momento da saída de Luxa foi mais uma decisão errada da direção. A demissão já cabia há semanas, desde o 5 x 0 sofrido em Porto Alegre, quando o ambiente interno implodiu após a coletiva do treinador – em vez disso, foi anunciada a sua ‘renovação contratual’. Saiu apenas quando ficou irreversível, no caso da Sula. Já havia sido assim com Falcão (semi do Nordestão 2016) e Ney Franco (final do Nordestão 2017). Ou seja, o trabalho é questionável já na gestão…

Luxemburgo no Sport (de 30/05 a 26/10)
34 jogos
11 vitórias
8 empates
15 derrotas
39 gols marcados
42 gols sofridos
40,1% de aproveitamento
1 título pernambucano

Podcast – A análise da derrota do Sport para o Junior Barranquilla, na Ilha

Sul-Americana 2017, quartas de final: Sport 0 x 2 Junior Barranquilla. Foto: Conmebol/site oficial

O Sport foi derrotado no jogo de ida das quartas da Sula, num resultado bem difícil de ser revertido fora de casa. Sobretudo pela diferença na preparação das equipes, com o time colombiano mostrando técnica e organização. Em uma gravação exclusiva, o 45 minutos comentou o jogo na Ilha do Retiro (o que faltou no trabalho de Luxemburgo?), se estendendo às análises individuais (Mena, André ou Samuel Xavier, quem foi o pior em campo?). Estou neste debate com os jornalistas Fred Figueiroa e Lucas Fitipaldi. Ouça!

26/10 – Sport 0 x 2 Junior Barranquilla (52 min)

Sport é dominado pelo Junior e amarga derrota em casa pelas quartas da Sula

Sul-Americana 2017, quartas de final: Sport 0 x 2 Junior Barranquilla. Foto: Conmebol/site oficial

O cartel do Junior Barranquilla era excelente. Na liga colombiana, aparece em 3º lugar. Na copa nacional, é finalista, tendo empatado o jogo de ida, fora de casa. No ataque, conta com dois jogadores convocados para a última partida do país nas Eliminatórias. Para completar, havia perdido apenas um dos últimos seis jogos. Sem dúvida, um nível de confiança bem acima do Sport. Mas não só nisso. Havia bastante organização, o grande diferencial da técnica equipe vista no Recife. Confrontando tudo isso uma atmosfera pulsante. A torcida rubro-negra fez a sua parte, proporcionando o maior público do clube em cinco participações na Sul-Americana. Com o apoio de 21 mil torcedores, cabia ao Sport tentar desarticular o bem armado adversário. Não deu.

Do começo ao fim, o Junior foi superior, propondo o jogo. Se na Série A até as equipes mais qualificadas costumam atuam de forma reativa, o que se viu aqui foi um time com boas triangulações, num ritmo rápido, forçando bastante a defesa leonina, falha há tempos. O placar em branco na primeira etapa foi até aceitável, uma vez que o meio-campo estava perdido – Rodrigo, escalado no lugar do machucado Rithely, só fazia cercar, marcando mal. Nas laterais, Samuel Xavier e Mena deram o espaço necessário ao adversário, com o chileno fazendo a sua pior partida no clube, com erros técnicos primários.

Sul-Americana 2017, quartas de final: Sport 0 x 2 Junior Barranquilla. Foto: Aníbal Monteiro/cortesia

Na etapa complementar, descontando a bola no travessão de Lenis, no único acerto de uma insistente jogada (lançamento da defesa e casquinha de Diego Souza para os atacantes), a frieza do visitante deu resultado. Mantendo a velocidade, seguiu perigoso. A partir das esperadas falhas de cobertura do leão, sobretudo em cruzamentos rasteiros, saíram os gols de González, 0 x 2. Graças a Magrão, não virou goleada. De toda forma, o resultado praticamente apaga o sonho internacional do Sport em 2017. Certeza mesmo, após o apito final, foi a saída de Vanderlei Luxemburgo após a fraca apresentação…

Os maiores públicos do Sport como mandante na Copa Sul-Americana
21.343 – Sport 0 x 2 Junior (COL), em 26/10/2017 (Ilha, quartas)
17.575 – Sport 1 x 2 Libertad (PAR), em 23/10/2013 (Arena PE, oitavas)
16.125 – Sport 2 x 0 Náutico (BRA), em 20/08/2013 (Ilha, 16 avos)
13.582 – Sport 3 x 0 Danubio (URU), em 06/04/2017 (Ilha, 32 avos)
8.201 – Sport 4 x 1 Bahia (BRA), em 27/08/2015 (Ilha, 16 avos)
7.726 – Sport 1 x 1 Huracán (ARG), em 23/09/2015 (Ilha, oitavas)
7.694 – Sport 2 x 0 Arsenal (ARG), em 06/07/2017 (Ilha, 16 avos)
6.570 – Sport 0 x 1 Santa Cruz (BRA), em 31/08/2017 (Arena PE, 16 avos)
6.254 – Sport 3 x 1 Ponte Preta (BRA), em 13/09/2017 (Ilha, oitavas)
6.025 – Sport 0 x 1 Vitória (BRA), em 28/08/2014 (Ilha, 16 avos)

10 jogos; 5V, 1E e 4D (53%); 16 GP e 9 GC; Público médio de 11.109

Sul-Americana 2017, quartas de final: Sport 0 x 2 Junior Barranquilla. Foto: Conmebol/site oficial