Íbis volta a vencer após 2 anos e reduz o histórico saldo negativo para -1.737 gols

Pernambucano 2017, Série A2: Íbis 1 x 0 Vera Cruz. Foto: Ibismania/twitter (@ibismania)

O Íbis não vencia uma partida oficial há dois anos. Ou, precisamente, há 732 dias. No período, sempre disputando a segunda divisão pernambucana, foram 13 jogos, com quatro empates e nove derrotas, até a suada vitória sobre o Vera Cruz, no Ademir Cunha. Tiago Mancha marcou aos 8 minutos do primeiro tempo e decretou a estreia positiva do pássaro preto na edição de 2017.

Em 79 anos de história, trata-se de uma raridade no futebol. Somando os 63 torneios oficiais disputadas pelo clube, sendo 43 na 1ª divisão e 20 na 2ª divisão, o triunfo em Paulista foi apenas o 136º. Até hoje, ganhou apenas 14% de seus jogos. Mesmo com o cartel escasso, o Íbis já venceu o Trio de Ferro.

Os maiores jejuns do ‘Pior Time do Mundo’

1.428 dias (entre 20 de julho de 1980 e 17 de junho de 1984)
55 jogos, com 7 empates e 48 derrotas

1.517 dias (entre 5 de junho de 2008 a 1º de agosto de 2012)
29 jogos, com 7 empates e 22 derrotas

Íbis na 1ª divisão (43 participações, 1946-2000)
678 jogos
83 vitórias
91 empates
504 derrotas
507 gols marcados
1.995 gols sofridos
-1.488 de saldo

Íbis na 2ª divisão (20 participações, 1977-2017)*
252 jogos
53 vitórias
65 empates
134 derrotas
236 gols marcados
485 gols sofridos
-249 de saldo

Jogos oficiais do Íbis (1ª e 2ª divisões)*
930 jogos
136 vitórias
156 empates
638 derrotas
743 gols marcados
2.480 gols sofridos
-1.737 de saldo
* Até a estreia na Série A2 de 2017

No histórico do Íbis é necessário fazer algumas ponderações. Além dos três resultados “possíveis”, com vitórias, empates e derrotas, o clube conta com situações incomuns. Ao todo, 17 jogos tiveram outras características: 8 sem placar conhecido, 3 cancelados, 2 W.O. a favor e 4 W.O. contra.

Pernambucano 2017, Série A2: Íbis 1 x 0 Vera Cruz. Foto: Ibismania/twitter (@ibismania)

Podcast – A análise da vitória do Náutico, do empate do Santa e da derrota do Sport

23ª rodada do Brasileiro (Séries A e B): Náutico 1 x 0 Brasil de Pelotas (Ricardo Fernandes/DP), ABC 0 x 0 Santa (Nuno Guimarães/Framephoto/Estadão conteúdo) e Sport 0 x 1 Avaí (Roberto Ramos/DP)

Na 23ª rodada do Brasileiro, apenas uma vitória no Trio de Ferro. O alvirrubro foi o primeiro a entrar em campo, na quarta, somando três pontos e reduzindo para a cinco a saída do Z4 da segundona. Embora esteja a apenas um ponto do 16º, o tricolor saiu frustrado no tropeço diante do lanterna. Pela elite, no domingo, outro revés leonino, há seis rodadas sem vitória. O 45 minutos  comentou os três jogos em gravações exclusivas, nas questões técnica e tática, além de análises individuais. Ao todo, 95 minutos de podcast. Ouça!

06/09 – Náutico 1 x 0 Brasil de Pelotas (32 min)

09/09 – ABC 0 x 0 Santa Cruz (21 min)

10/09 – Sport 0 x 1 Avaí (42 min)

Taça Mauro Shampoo acaba na decisão por pênaltis, sem cobranças. E Íbis vice

Taça Mauro Shampoo 2017: Íbis 0 x 0 Ipojuca. Foto: Nilsinho Filho/Íbis (@ibismania)

Na preparação para a Série A2 de 2017, o Íbis resolveu criar a sua própria copa amistosa, como os gigantes espanhóis e como os grandes clubes pernambucanos. Em todos os casos, o homenageado tinha uma ligação forte com o respectivo clube. Portanto, seria difícil imaginar outro nome que não fosse o de Mauro Shamppo, mito da campanha que levou o time ao Guinness Book, com o ainda insuperável jejum de 55 jogos entre 1980 e 1984.

O convidado para a primeira edição da “Taça Mauro Shampoo” foi o Ipojuca Atlético Clube, que disputou a segundona estadual em 2012 e 2015. Neste ano, não se inscreveu. O palco utilizado foi o inacabado Grito da República, em Olinda, apesar de o estádio selecionado pelo pássaro preto para a competição de acesso ter sido o Ademir Cunha. Mesmo chegando à marca de 500 sócios, a turma não chegou junto, com apenas 67 torcedores presentes.

Em campo, 0 x 0. Naturalmente, a disputa previa um desempate através das penalidades, mas o visitante negou-se a bater. Possivelmente, lembrou de um passado remoto, com a taça de cortesia ao convidado em caso de empate. Embora não tenha sido por este motivo – mas sim pela irritação sobre os três gols anulados por impedimento – , o Íbis entregou o troféu de campeão ao Ipojuca e ficou com o de vice. Se é para perder, que seja com elegância…

Troféu Joan Gamper – Barcelona (52 edições desde 1966)
Troféu Santiago Bernabéu – Real Madrid (38 edições desde 1979) 

Taça Ariano Suassuna – Sport (3 edições desde 2015)
Taça Chico Science – Santa Cruz (2 edições desde 2015) 

Taça Mauro Shampoo – Íbis (1 edição desde 2017)

Taça Mauro Shampoo 2017: Íbis 0 x 0 Ipojuca. Foto: Nilsinho Filho/Íbis (@ibismania)

As bandeiras tremulando nas torcidas do Recife, uma festa do passado. Sem volta?

Bandeiras tremulando em todos os cantos dos Aflitos, do Arruda e da Ilha do Retiro. Acredite, os estádios eram assim. Na época do Eládio com o ‘balança mas não cai’, do Mundão ganhando o anel superior, do Adelmar sem os tobogãs. Nos anos 90, no embalo do surgimento das torcidas organizadas, com características distintas das atuais, as bandeiras com hastes começaram a ficar concentradas nos núcleos das uniformizadas. Seguindo a história, com o aumento da violência, vieram as proibições. Rolos de papel, sinalizadores e até bandeiras. Ao menos aquelas com hastes, aquelas que realmente davam vida aos estádios. Os suportes dos pavilhões transformaram-se em armas nas mãos de marginais. Assim, São Paulo foi o primeiro centro de futebol a proibir, através do artigo 5º da Lei 9.470, de 27 de dezembro de 1996. Faz tempo.

Demoraria, mas Pernambuco seguiria a mesma linha, atendendo à PM.

E a festa ficou diferente… Sem previsão de volta.

Talvez faça parte da evolução do espetáculo, talvez. De toda forma, era incrível a atmosfera dos estádios do Recife. Visualmente falando, imbatível.

Torcida do Náutico no Arruda em 1984

Torcida do Santa Cruz no Arruda na década de 1980

Torcida do Sport na Ilha do Retiro em 1982

O mata-mata do acesso à Série B de 2018, com 4 clubes do Nordeste e 4 do Sudeste

O chaveamento das quartas de final da Série C de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Definidos os confrontos do acesso à segundona de 2018, numa competição à parte, com a glória antes da taça. Após 18 rodadas, com um fim emocionante nos grupos A e B, as quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2017 colocam frente a frente quatro clubes do Nordeste e quatro do Sudeste.

Na última rodada, o Salgueiro chegou a ficar próximo da classificação, mas o rebaixado ASA não conseguiu segurar o empate com o Confiança, que marcou no segundo tempo e obteve a última das oito vagas da primeira fase. Ainda assim, a recuperação do Carcará durante a competição, terminando em 5º lugar, foi importante, pois havia largado mal, na zona de rebaixamento. Quem também passou no último dia foi o Fortaleza, que após três anos não decidirá no Castelão. Após as eliminações em casa, para Macaé, Brasil de Pelotas e Juventude, o tricolor cearense jogará a volta como visitante.

Os confrontos valendo o acesso:
Sampaio Corrêa-MA (1A) x Volta Redonda-RJ (4B)
Tupi-MG (2B) x Fortaleza-CE (3A)
CSA-AL (2A) x Tombense-MG (3B)
São Bento-SP (1B) x Confiança-SE (4A)

Até o troféu são três mata-matas, sempre em ida e volta. Contudo, o primeiro já vale o acesso. Quem fizer mais pontos nos 180 minutos de bola rolando, passa. Em caso de igualdade, vem saldo de gols, maior número de gols na casa do rival e pênaltis. Os quatro semifinalistas, já assegurados na Série B do próximo ano, irão seguir na trilha do título pelo diagrama descrito no post.

Na sua opinião, quais serão os clubes classificados? E o favorito ao título?

Relembre os mata-matas: 2012201320142015 e 2016.

Desempenho nas quartas de final da Série C (2012-2016):

Acessos: SP 3; PA, GO, MG e RS 2; SC, CE, MA, MT, PE, RJ, AL, PR e RN 1 

Eliminações: CE e RJ 4; PB, MG, AL e SP 2; MT, RS, PE e SE 1

Íbis consegue 500 sócios em 1 mês, no embalo da pior marca e do menor plano

Carteira de sócio do Íbis em 2017

Com quase 80 anos de história, o Íbis não contava com quadro social. No máximo, colabores a partir da simpatia pela aura perdedora do pior time do mundo. Sem perder a essência, mas tentando criar um laço maior com os admiradores, o clube criou uma campanha de sócios com mensalidade de R$ 2, a menor cédula brasileira. Não existe plano mais barato no futebol do país.

Somando adeptos através de depósitos bancários e com campanha na rua via Mauro Shampoo, o pássaro preto conseguiu 500 sócios no primeiro mês – um torcedor quitou 50 meses de uma vez, pagando R$ 100. Todas as pessoas, várias fora de Pernambuco, foram cadastradas com e-mail, recebendo uma carteirinha virtual – a versão física ‘inviabilizaria’ a mensalidade. O blog entrou na onda, com a carteira de sócio colaborador de nº 29. Adimplente.

Através do CNPJ de número 10.510.303-07, o torcedor pode pagar as suas mensalidades em duas contas abertas pelo clube.

Banco do Nordeste, agência 00237, conta corrente 0552-2
Caixa Econômica Federal, agência 0917, conta corrente 4827-5

Depois, o pagamento precisa ser informado no e-mail ibissocio@gmail.com.

Em campo, o 5º clube com mais sócios no estado (após Sport, Santa Cruz, Náutico e Salgueiro) encara a Série A2. Em 2017, apenas o campeão será promovido. Não parece ser a sina deste Íbis, cada vez mais popular…

Carteira de sócio do Íbis em 2017

O novo conceito visual para o Nordestão 2018, a partir do sorteio: Sangue tipo N.E

Copa do Nordeste 2018. Crédito: divulgação

A Copa do Nordeste de 2018 começou em 15 de agosto de 2017, com a etapa preliminar, que classificará os últimos quatro clubes à fase de grupos, que volta a ter 16 participantes. O ano ainda reserva o rotativo sorteio das chaves. Desta vez, São Luís recebe o evento (06/09), já com o novo conceito visual do torneio. Na 15ª edição, o foco será o ‘tipo sanguíneo’. Isso mesmo.

“Criado pela agência Crane, ele tem o objetivo de representar de forma singular a terra, o orgulho, a força, a história, a energia e a união do povo nordestino. Desta vez, o conceito extrapola o esporte e lembra que é muito mais que futebol, é coisa de DNA, de um sangue único,  Sangue Tipo N.E.”

O design de todos os produtos do Nordestão deve seguir esta linha, incluindo os periféricos, como a Taça Asa Branca, o Tour da Taça e o Nordeste Cuida, o braço de responsabilidade social dos organizadores, tevê e liga.

Lembrando que Pernambuco será representado por Salgueiro (vice estadual), Santa (3º lugar) e Náutico (4º lugar), que ainda disputará a fase eliminatória contra a Itabaiana. Ao todo, o Nordestão vai distribuir R$ 22,4 milhões.

Obs. Embora o sangue do Sport seja o mesmo, o leão desistiu do torneio.

Copa do Nordeste 2018. Crédito: divulgação

Clássico das Multidões na maré baixa da praia, um campeonato do (e para o) povo

A "Pelada da União" na praia do Pina. Foto: Lucas Fitipaldi/cortesia

Por Lucas Fitipaldi*

Uma tradição mantida à beira mar do Pina, ali já perto de Brasília Teimosa. A Pelada da União existe desde 1983. Um domingo de cada mês é reservado ao Clássico das Multidões. Cena que chama atenção: os dois times completos, onze de cada lado, rigorosamente uniformizados, assim como o juiz e os auxiliares. Há duas barras móveis, com rede, bandeirinhas de escanteio, apito, cartões amarelo e vermelho. A marcação das linhas é feita com o pé arrastando na areia mesmo. A bola rola por volta das 7h. Quem vencer o maior número de peladas no decorrer do ano fica com o título do Clássico das Multidões. É um campeonato à parte. Neste domingo, o ‘Sport’ podia garantir a taça por antecipação. Quando fui embora, ganhava do ‘Santa Cruz’ por 1 a 0. Comemorei o gol. A beleza da coisa é que a turma estava dando a vida dentro de campo. É o espírito da várzea. Quente, sangue no olho. Tão em falta.

* Lucas Fitipaldi é jornalista e eventualmente colaborador do blog

A "Pelada da União" na praia do Pina. Foto: Lucas Fitipaldi/cortesia

A "Pelada da União" na praia do Pina. Foto: Lucas Fitipaldi/cortesia

A "Pelada da União" na praia do Pina. Foto: Lucas Fitipaldi/cortesia

A "Pelada da União" na praia do Pina. Foto: Lucas Fitipaldi/cortesia

Relatório da FPF sobre a Voz do Torcedor traz fórmula preferida e ranking de torcida

Pesquisa a "Voz da Torcida" da FPF, em 2017. Crédito: FPF/reprodução

A FPF divulgou o relatório sobre a pesquisa online Voz do Torcedor, com as opiniões de torcedores pernambucanos sobre a fórmula do campeonato estadual de 2018. Ao todo, foram 4.040 participações, com equilíbrio na questão principal: mata-mata 52,8% x 47,1% pontos corridos. Considerando a manutenção do mata-mata na reta final, a opção mais votada foi “semifinais e finais”, com 51%. Trata-se do modelo adotado desde 2010, diga-se.

À parte da formatação, a enquete também detalhou o perfil dos participantes, com idade, sexo, clube do coração (com 12 times locais e a opção “outros”) e motivos para voltar frequentar os estádios, após a esvaziada edição de 2017. Durante um mês, o cadastro de sugestões do público chegou a 400 páginas.

Participantes na pesquisa da FPF:
48,9% – Sport
27,5% – Santa Cruz
13,9% – Náutico

Nº de sócios entre os participantes dos clubes (o % sobre o quadro geral):
26,9% – Náutico (3,7%)
25,9% – Santa Cruz (7,1%)
20,8% – Sport (10,1%)

Mata-mata x Pontos corridos (a fórmula preferida):
71,2% x 28,7% – Santa Cruz
50,3% x 49,6% – Náutico
47,1% x 52,8% – Sport

Abaixo, confira a íntegra do relatório Voz do Torcedor, com 13 páginas.

Os dez clubes na disputa por apenas uma vaga na 1ª divisão do Pernambucano 2018

Os clubes da Série A2 de 2017. Grupo A: Cabense, Centro, Ferroviário do Cabo, Íbis e Vera Cruz; Grupo B: Chã Grande, Decisão, Pesqueira, Porto e Sete de Setembro. Montagem: Cassio Zirpoli/DP

A segunda divisão do Campeonato Pernambucano de 2017 terá apenas 54 jogos, entre setembro e novembro. Desde 1995, a competição sempre promoveu os dois primeiros colocados, mas desta vez apenas o campeão alcançará o acesso à elite. A medida visa a redução gradativa no número de participantes da primeira divisão, que em 2018 já terá onze times.

Confira a tabela da segundona, a partir de 17 de setembro, clicando aqui.

Pela o regulamento, os dez participantes foram divididos em dois grupos, A (Cabense, Centro, Ferroviário, Íbis e Vera Cruz) e B (Chã Grande, Decisão, Pesqueira, Porto e Sete), jogando dentro das chaves em ida e volta. Ao todo, oito partidas para cada. Os quatro melhores de cada grupo avançam para o mata-mata, com quartas de final, semifinal e final em jogos de ida e volta. Ou seja, 14 partidas de mata-mata, dando alguma emoção à esvaziada disputa.

Em relação aos estádios, o regulamento determina uma capacidade mínima de 1.000 espectadores. Entre os palcos liberados pela FPF, apenas Ademir Cunha e Carneirão atenderiam à capacidade para o mata-mata da elite. Porém, precisariam passar por uma vistoria mais detalhada sobre o gramado.

Lista de participantes (cidade), estádios e capacidade
Associação Desportiva Cabense (Cabo) – Gileno de Carli, 5.459
Centro Limoeirense de Futebol (Limoeiro) – José Vareda, 5.000
Chã Grande Futebol Clube (Chã Grande) – Barbosão, 3.400
Sociedade Esportiva Decisão Futebol Clube (Bonito) – Arthur Tavares, 4.000
Ferroviário Esporte Clube do Cabo (Cabo) – Gileno de Carli, 5.459
Íbis Sport Club (Paulista) – Ademir Cuna, 12.000
Pesqueira Futebol Clube (Pesqueira) – Joaquim de Brito, 1.800
Clube Atlético do Porto (Caruaru) – Antônio Inácio, 6.000
Sete de Setembro Esporte Clube (Garanhuns) – Gigante do Agreste, 6.356
Vera Cruz Futebol Clube (Vitória de Santo Antão) – Carneirão, 10.911 

Distâncias nas estradas a partir do Recife
17 km – Paulista (Grande Recife)
35 km – Cabo de Santo Agostinho (Grande Recife)
53 km – Vitória de Santo Antão (Zona da Mata)
82 km – Limoeiro (Agreste)
84 km – Chã Grande (Zona da Mata)
135 km – Caruaru (Agreste)
141 km – Bonito (Agreste)
220 km – Pesqueira (Agreste)
231 km – Garanhuns (Agreste)

Na sua opinião, quem é o favorito para o título da Série A2?

Reunião para a Série A2 do Pernambucano 2017. Foto: FPF/divulgação