Santa estanca série de derrotas e acalma o ambiente, lá em Lucas do Rio Verde

Série B 2015, 6ª rodada: Luverdense 2x2 Santa Cruz. Foto: Luis Felipe Nischor/divulgação

O gol de Nathan aos 33 minutos do segundo tempo, no Passo das Emas, foi de uma importância ímpar para o Santa Cruz. Até ali, o campeão pernambucano ia somando a quinta derrota, numa crise sem fim na Série B. Perdia de virada, com todos os gols anotados na primeira etapa, e o Luverdense parecia mais próximo de ampliar do que o contrário. O visitante pouco fazia, ainda mais com um zagueiro expulso. Foi assim até o lançamento do meio campo e uma arrancada fulminante, com um toquinho deslocando o atabalhoado goleiro, 2 x 2.

O empate foi visto basicamente pela torcida tricolor, uma vez que o restante do mundo estava sintonizado na final da Champions League, mas a sua consequência poderá ser sentida por todos. O resultado acalma, em tese, o ambiente no Arruda, conturbado após o entrevero entre o técnico Ricardinho e o gerente de futebol Sandro Barbosa. O segundo deixou o clube por não concordar com a permanência do treinador, que “cobrava bastante”.

A cobrança principal do treinador? Salário em dia e um centro de treinamento (prometido) para trabalhar. Os bastidores do Mundão ainda devem se agitar mais um pouco até a próxima sexta-feira, data da partida contra o Boa Esporte, em casa. Até lá, mais pedidos por reforços e por um ambiente estável. À diretoria, o dever de proporcionar esse cenário. Acredite, o gol de Nathan pode ter sido o primeiro passo para um entendimento entre as partes.

Série B 2015, 6ª rodada: Luverdense 2x2 Santa Cruz. Foto: Luis Felipe Nischor/divulgação

Os caminhos paralelos de Ciro e Lessa, da revelação ao ostracismo em seis anos

Anderson Lessa no Cruzeiro em 2010 e no Náutico em 2008. Ciro no Sport em 2008 e no Fluminense em 2011

Os atacantes Ciro e Anderson Lessa surgiram como craques. Aos 19 anos, ambos eram as maiores esperanças de Sport e Náutico para um grande negócio.

O primeiro marcou 32 gols nos Estadual de juniores daquele ano. O outro foi o vice-artilheiro, com 30 gols. Mal se conheciam, mas já escreviam uma história bem parecida…

No mesmo ano o futebol pernambucano realizou a sua melhor campanha no Brasileiro Sub 20, organizado anualmente no Rio Grande do Sul. O Clássico dos Clássicos foi uma das semifinais da competição. Nos dois times, Lessa e Ciro eram as principais atrações, ambos com contratos bem amarrados, até dezembro de 2012 e agosto de 2013, respectivamente.

Claro, foram negociados. Estão entre os 24 atletas vendidos no estado por pelo menos um milhão de reais. O primeiro a sair foi o alvirrubro, em 2010, com destino ao Cruzeiro, por R$ 2,6 milhões. Na temporada seguinte foi a vez do rubro-negro, por R$ 4,1 milhões, ao Fluminense.

Se mandaram ao eixo principal do futebol no país. Pra mudar de vida. Ganharam oportunidades, mas nunca deslancharam.

Escassez de gols, lesões, falta de confiança, transferências para clubes menores…

…e seis anos depois, hoje aos 25 anos, tentam voltar às suas primeiras casas.

Lessa foi dispensado do ASA e Ciro está encostado no Figueirense.

Ambos deram entrevistas ao Globo Esporte, em momentos distintos, relatando a falta de cabeça nos primeiros anos de estrelato. É quase uma regra diante da brusca mudança da base, sem o lastro da estrutura familiar.

Certamente, estão mais maduros. Devem ter aprendido com os erros.

Uma nova chance nos Aflitos e na Ilha do Retiro? Houve quase um pedido por isso.

Antes de uma oportunidade em campo, Anderson e Ciro poderiam ajudar repassando as suas histórias aos jovens ainda sem fama e dinheiro no Sub 15, Sub 17 e até Sub 20 nos grandes clubes pernambucanos.

Afinal, os dois atacantes não foram os primeiros a cair nesta armadilha do futebol. Porém, o fato de duas vidas terem sido tão parecidas diz muito sobre o rápido processo de profissionalização que o mercado exige…

A maior venda da história do futebol pernambucano

Dinheiro

Recorde pernambucano, finalmente.

Após 13 anos, a negociação do meia Jackson, do Sport para o Palmeiras, foi superada. Agora, a transferência de Ciro, negociado com um grupo de investidores e de contrato com o Fluminense, passa a ser a maior do futebol local.

De R$ 3,5 milhões em 1998 para R$ 4,1 milhões em 2011. Assim como em todas as vendas listadas pelo blog, só entrou na conta o dinheiro recebido pelo clube.

A lista leva em conta os valores nominais em reais desde 1994, sem a correção monetária do período. Em valores corrigidos, Jackson custaria, hoje, R$ 5,5 milhões.

Para ver a lista “dolarizada”, clique AQUI.

Top 5
4.140.000 – Ciro (atacante), do Sport para o Fluminense, em 2011
3.500.000 – Jackson (meia), do Sport para o Palmeiras, em 1998
2.600.000 – Anderson Lessa (atacante), do Náutico para o Cruzeiro, em 2010
2.200.000 – Bosco (goleiro), do Sport para o Cruzeiro, em 2001
2.100.000 – Gilmar (atacante), do Náutico para o Guingamp (França), em 2009

Top 10
2.000.000 – Daniel Paulista (volante), do Sport para o Rapid (Romênia), em 2008
2.000.000 – Gilberto (atacante), do Santa Cruz para o Internacional, em 2011
1.800.000 – Fumagalli (meia), do Sport para o Al-Rayyan (Catar), em 2007
1.750.000 – Leonardo (atacante), do Sport para o Cruzeiro, em 2001
1.500.000 – Juninho Pernambucano (meia), do Sport para o Vasco, em 1995

Top 21
1.500.000 – Juninho Petrolina (meia), do Sport para o Atlético-MG, em 1998
1.500.000 – Cleber Santana (meia), do Sport para o Vitória/BA, em 2004
1.300.000 – Pantera (atacante), do Santa Cruz para o Compostela (Espanha), em 1996
1.300.000 – Chiquinho (meia), do Sport para o Vitória/BA, em 1997
1.200.000 – Carlinhos Bala (atacante), do Santa Cruz para o Cruzeiro, em 2006
1.100.000 – Moacir (volante), do Sport para o Corinthians, em 2010
1.000.000 – Russo (lateral-direito), do Sport para o Vitória/BA, em 1997
1.000.000 – Edson (lateral-esquerdo), do Sport para o Corinthians, em 2000
1.000.000 – Grafite (atacante), do Santa Cruz para o Grêmio, em 2001
1.000.000 – Reynaldo (atacante), do Náutico para o Anderlecht (Bélgica), em 2007
1.000.000 – Wellington (atacante), do Náutico para o TSG Hoffenheim, em 2008

Um round eletrizante na llha

Pernambucano 2011: Sport 3 x 1 Náutico. Foto: Helder Tavares/Diario de Pernambuco

Clássico eletrizante na Ilha do Retiro, neste domingo.

No primeiro round da batalha do hexa, o Sport saiu na frente.

Vitória suada, brigada, no grito e na bola.

Triunfo nos primeiros 90 minutos por 3 x 1.

Chegou a ser 2 x 0, resultado que, matematicamente, seria até melhor neste superconfronto válido pela semifinal do Pernambucano.

O Náutico reagiu, marcou o seu gol, respirou e se enfureceu novamente.

No fim, Carlinhos Bala, o melhor em campo, deu a sua terceira assistência na partida.

Não foi cruzando da esquerda, como fez para Bruno Mineiro, ou da direita, nos pés de Marcelinho Paraíba. Foi de cabeça…

Com 1,65m, o jogador ganhou a disputa contra o zagueiro adversário. Everton Luiz, uma torre de 1,90m. Incrível? Surreal, mas aconteceu.

A bola sobrou para o agora reserva Ciro, que encheu o pé e marcou o terceiro gol.

Para manter o luxo do hexa, o Timbu precisa de uma vitória por 2 x 0.

Ao Leão, a chance de jogar até por uma derrota, por um gol.

O duelo ainda está aberto. O blog só tem uma certeza: o estádio dos Aflitos vai viver um dia histórico para o futebol do estado no próximo domingo.

O naucaute está difícil. Será uma briga decidida por pontos.

Desde já, a grande preocupação com a organização da partida. A conferir.

Pernambucano 2011: Sport 3 x 1 Náutico. Foto: Helder Tavares/Diario de Pernambuco

Semifinal PE2011: Náutico x Sport

Pernambucano 2011: Sport 1 x 1 Náutico. Foto: Helder Tavares/Diario de Pernambuco

Mote principal da disputa pelo hexacampeonato em 2011, o Clássico dos Clássicos tinha tudo para ser a decisão do Estadual, devido ao investimento milionário da dupla.

Folhas: R$ 1,2 milhão para os rubro-negros e R$ 800 mil para os alvirrubros.

NáuticoSportChegou a hora! O ano de 1968 está em jogo.

O Náutico, líder, encara o arquirrival que não venceu um clássico sequer. Foram três derrotas e um empate nos clássicos para os leoninos. Agora, é bom lembrar, o regulamento do mata-mata será o mesmo adotado na Copa do Brasil.

O choque vai acontecer na semifinal. Primeiro na Ilha do Retiro, em 24 de abril, e depois nos Aflitos, no dia 1º de maio. Dois domingos que vão parar o Recife!

Confronto de 180 minutos envolvendo uma equipe que ainda busca a sua melhor formação, sem brilho algum durante a competição, e um time que já mostrou o seu potencial, tanto para o bem quanto para o mal. Algum favorito? Não.

Em 5 maio do ano passado o blog publicou o post “A 4 jogos do hexa” (veja AQUI).

O texto segue como uma verdade. Porém, para o Náutico serão apenas dois…

Timbu: 47 pontos, 14 vitórias, 5 empates e 3 derrotas, 48 GP, 25 GC. Apt: 71,2%.
Leão: 37 pontos, 11 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, 29 GP, 20 GC. Apt: 56,0%.

Qual é a sua opinião sobre este embate, valendo uma vaga na final do PE2011?

Náutico x Sport
390 jogos no Estadual
151 vitórias do Sport (540 gols)
130 vitórias do Náutico (498 gols)
109 empates

Últimos cincos jogos
18/04/10 – Náutico 2 x 0 Sport
02/05/10 – Náutico 3 x 2 Sport
05/05/10 – Sport 1 x 0 Náutico
13/02/11 – Sport 1 x 1 Náutico (foto 1)
17/04/11 – Náutico 1 x 0 Sport (foto 2)

Pernambucano 2011: Náutico 1x0 Sport. Foto: Edvaldo Rodrigues/Diario de Pernambuco

G4 na Ilha

Pernambucano 2011: Ypiranga 1 x 2 Sport. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco

Finalmente, o “G4″ para o Sport

O grupo com os quatro melhores colocados no Estadual.

Não foi nada fácil entrar. O Rubro-negro teve que esperar 14 rodadas.

Apesar do investimento milionário na temporada, muito acima dos adversários, o time vinha encontrando dificuldades para encaixar uma sequência de vitórias.

Situação frustrante para quem almeja tanto no ano, sem contar o fato de o clube nunca ter ficado de fora dos quatro primeiros lugares do Pernambucano.

Neste domingo, o time treinado por Hélio dos Anjos chegou ao 3º triunfo.

Em Santa Cruz do Capibaribe, terra de “milagres”. Entre eles, uma vitória longe do Grande Recife… e também um gol de Ciro, em branco há 19 jogos!

E, sobretudo, a entrada no G4 em 2011, tomando a vaga do inconstante Porto.

Há muito tempo isso não acontecia, desde o último Estadual, pois durante as 38 rodadas da Série B o Rubro-negro foi incapaz de figurar na zona de acesso.

Ypiranga 1 x 2 Sport.

A briga pelo hexa está mais viva do que nunca. Imprevisível.

O Leão entrou na zona de classificação para ficar mesmo? Comente!

Capítulo 499

Ilha do Retiro e bola oficial do Pernambucano de 2011. Foto: Sport/divulgação

Ilha do Retiro, domingo, 16h.

Sport x Náutico, o terceiro clássico mais antigo do Brasil.

O duelo iniciado em 1909 tem neste capítulo 499 o primeiro choque em busca do hexacampeonato pernambucano em 2011. Do luxo e da obsessão.

Confronto digno do Clássico dos Clássicos.

498 jogos
193 vitórias do Sport (690 gols)
167 vitórias do Náutico (640 gols)
137 empates
1 jogo de placar desconhecido (disputado em 1931)

Fonte: pesquisador Carlos Celso Cordeiro.

Em tempo: o jogo de número 500 será em 17 de abril, nos Aflitos.

Saiba porque o Diario de Pernambuco não considera os jogos do Torneio Início no retrospecto do clássico clicando AQUI.

E ainda nem é carnaval…

Pernambucano 2011: Santa Cruz 2 x 0 Sport. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco

A festa é tricolor. Festa não… Felicidade plena!

Ainda falta muito para o bloco Cobra Fumando ganhar as ruas, mas o povo já está lá.

Encher o seu estádio, acabar com um jejum de quase quatro anos sem ganhar do maior rival e retomar a liderança do campeonato.

Tudo isso no mesmo dia e em apenas 90 minutos? Pois é…

Domingo, Arruda, 45.621 pessoas. A massa encheu o estádio José do Rêgo Maciel.

No primeiro tempo, as melhores chances para os rubro-negros.

Teve até bola na trave, mas o inoperante ataque do Sport  passou em branco.

No segundo tempo, ajustado, o veneno coral…

Aos 8 minutos , com um faro de gol apuradíssimo, o artilheiro Thiago Cunha ganhou na raça para abrir o placar. Vale citar o lançamento perfeito de Weslley “Sneijder”.

Buzinaço na cidade, fogos… Todo mundo acompanhando no rádio o “jogo secreto”.

Depois, mais uma série de boas defesas do goleiro Tiago Cardoso, aposta certeira do Santa Cruz neste Pernambucano de 2011.

Já era hora de um camisa 1 seguro. E de outros atletas experientes que deram certo.

Aos 35, Renatinho, o xodó coral, se aproveitou de uma bobeira da zaga leonina e marcou o segundo gol do Tricolor. Explosão de adrenalina no Arruda.

Paralelamente a isso, a torcida leonina começava a deixar o estádio…

Lá, apenas o povão em três cores, comemorando um domingão daqueles. Santa 2 x 0.

No fim, teve até bolo atrasado de aniversário pelos 97 anos no centro do gramado.

Para completar, a vitória derrubou o treinador adversário. Que triunfo.

E ainda nem é carnaval…

Mister Bold ensina

Apitp

O primeiro Clássico das Multidões foi logo em uma final de campeonato.

Em 24 de dezembro de 1916, no extinto campo do British Club, onde hoje funciona o Museu do Estado. O público não chegou a 4 mil pessoas, bem longe da alcunha atual.

Com arbitragem de “Mister Bold”, o Sport venceu o Santa Cruz por 4 x 1.

Mota, duas vezes, Asdrúbal e Vasconcelos para os leoninos. Pitota para os tricolores.

O Rubro-negro conquistava o seu primeiro título pernambucano.

Desde então, mais 377 partidas pelo Estadual entre os rivais das massas.

Ao todo, 162 vitórias para o Sport e 109 para o Santa. Foram registrados 107 empates.

Gols? Já são quase mil. Dos 976 tentos, 536 furaram a metal coral, enquanto 440 balançaram as redes do Leão.

Esses são alguns dos dados colhidos pelo pesquisador Carlos Celso Cordeiro, entre tantos outros números do clássico com duas das maiores torcidas do Nordeste.

Nos registros, públicos de 50 mil, 60 mil, 70 mil torcedores… Neste domingo, o Arruda estará lotado, com tudo para entrar na lista dos grandes públicos.

Novas estatísticas serão computadas após o apito final, às 18h.

Que os dados não sejam alvo de polêmicas por erros da arbitragem, novamente…

Nem mesmo Carlos Celso Cordeiro foi capaz de encontrar registros nos jornais da época com erros de Mister Bold, há quase 95 anos.

Então, que Emerson Sobral, sorteado para o novo choque do povo, faça o mesmo.

A 10 mil pés

Avião

Conversas imaginárias a 10 mil pés de altitude, em uma mesma aeronave.

“E aí, Eduardo Ramos, gostasse do teu novo clube?”

“Fala Ciro! Estão me pagando nos Aflitos. Os dirigentes se uniram por esse hexa…”

“Mermão, na Ilha também. Vai ser o melhor jogador do Pernambucano de novo?”

“Eu? Totalmente. Do outro lado agora, né amigo. Só alegria. E você, artilheiro?”

“Em cima do seu time, espero… Depois, a gente conversa mais. Começou o filme.”

“Vou assistir também. Mas Ciro, tu não vai para a Europa não? Saia dessa barca, po”

“Barca? hahaha Olha quem fala, brother. Pede um fone para mim também, valeu”.

“Mas Derley… O que aconteceu na semana passada, a bateria caiu mesmo?”

“Opa, Wanderson! Era ligação demais. E eu estava pagando taxa de deslocamento”.

“Mas podia ter ligado a cobrar. Nós estávamos com os R$ 80 mil na mão para você.”

“Mas sabe, né… Lá também colocaram dinheiro na minha mão. E foi R$ 250 mil…”

“Pagaram adiantado, tá certo. Mas faça o mínimo: deixe o mais velho sentar a janela.”

“Olha o Carlinhos Bala aí no assento 18-C. Esse vai dar trabalho no Estadual!”

“Grande Berillo! Já está se arrumando por lá?”

“Rapaz, você foi bem com a gente. Quase ganhamos em 2010. O ano era com você.”

“Mas presidente, futebol é assim. Tem que ser pela melhor proposta. Sou profissional.”

“Então, por que aquela cena toda, deixando todo mundo sentado, esperando?”

“Marketing, presidente. Marketing. Além disso, estão me devendo no Náutico”

“A ação na justiça, de R$ 1 milhão? Sem razão. Negociamos depois, depois!”

“Com licença agora, presidente. Chegou a comidinha da aeromoça”.

De fato, o voo com rubro-negros e alvirrubros aconteceu neste sábado. Às 12h50, os dois clubes embarcaram no mesmo voo no Aeroporto dos Guararapes com destino a Petrolina – no domingo, Petrolina x Sport e Araripina x Náutico. Nos ares, 1h10min com algumas conversas. Com os personagens acima? Quem sabe. Tensão baixa…