No Arruda, o Santa Cruz toma virada do Criciúma e chega a 4 derrotas seguidas

Série B 2017, 20ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Criciúma. Foto: Peu Ricardo/DP

Imerso numa crise financeira, com seguidos atrasos salariais, o Santa não vai conseguindo obter resultados contrários em campo. De volta ao Arruda, após mandar cinco jogos na arena, o tricolor perdeu do Criciúma na abertura do returno. Chegou a quatro derrotas seguidas e vê o Z4 como um perigo real.

Tentando sacudir a equipe, Givanildo Oliveira fez seis mudanças em relação ao jogo anterior, em Caxias. À parte dos retornos do goleiro Júlio César e do zagueiro Bruno Silva, após a suspensão, o técnico mexeu à frente, puxando o atacante Ricardo Bueno para o meio e deixando Halef Pitbull centralizado. Era uma tentativa para melhorar a articulação, após seguidas apresentações sem muita inspiração. Não adiantou, com o time criando pouco e atacando mal. Desconfiada, a torcida coral deu o recado “em casa”. Mesmo com o hiato de 52 dias, apenas 4.308 torcedores compareceram ao Mundão. Borderô abaixo até da média (ruim) registrada em São Lourenço da Mata, de 6.374.

Série B 2017, 20ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Criciúma. Foto: Rafael Brasileiro/DP

No gramado, poupado no período, os catarinenses assustaram já aos 4 minutos, trocando dois passes e ficando cara a cara com JC. Seria uma síntese dos erros defensivos do tricolor, marcando à distância. É verdade que, num bom contragolpe, André Luís ainda abriu o placar – tropeçando na placa de publicidade na comemoração. Contudo, àquela altura o jogo já era equilibrado, com o visitante marcando forte um meio-campo pouco eficaz.

O empate saiu com 1min37s do segundo tempo, justificando o futebol visto. Jaime farrapou (novidade?) e a bola sobrou para o atacante Silvinho, que marcou o seu 6º gol na Série B. Depois, Bueno ainda perderia boa chance para desempatar, com o jogo truncado e o Criciúma retraído, deixando a bola com o Santa. Esperava o erro, claro. Já na reta final, aos 30, vacilo duplo, com Erick Flores (cruzamento) e Alex Maranhão (chute de prima) livres. Na hora da finalização, eram cinco corais na área, nenhum deles marcando o rival. Com o 1 x 2, o tigre devolveu a virada da estreia. Quanto ao Santa, do aniversariante Giva, 69 anos, a campanha tende a ser contra o rebaixamento

Os 9 jogos sob o comando de Givanildo Oliveira*
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil
11/07 – Luverdense 2 x 2 Santa Cruz
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova
21/07 – Santa Cruz 1 x 1 Boa
29/0
7 – Paraná 4 x 0 Santa Cruz

01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu
05/08 – Juventude 2 x 1 Santa Cruz
08/08 – Santa Cruz 1 x 2 Criciúma

* 33% de aproveitamento (2V-3E-4D)

Série B 2017, 20ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Criciúma. Foto: Peu Ricardo/DP

150 jogadores na temporada recifense

Elencos de Náutico, Santa Cruz e Sport em 2013. Crédito: sites oficiais de Náutico, Santa e Sport

Planejamento. No futebol, a palavra é na prática uma cobrança às diretorias dos clubes, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. É preciso usar bem o dinheiro, na maioria das vezes escasso, para contratar peças qualificadas e ajustar o time.

Muitos jogadores são empurrados por empresários, muitos a contrapeso, além dos custos operacionais das transações, estourando o orçamento. Nos times de massa, a pressão até atrapalha. Alguns atletas são testados uma única vez.

Entre outros inúmeros fatores no tal planejamento, outros nomes para uma mesma posição são contratados a cada três meses. No fim do ano, o balanço costuma apontar bem mais que um time no clube.

Neste ano, por sinal, alvirrubros, rubro-negros e tricolores abusaram da quantidade de contratos assinados. Ao todo, 150 jogadores profissionais entraram em campo ao menos uma vez pelo trio, com informações dos departamentos de fisiologia dos Aflitos, Ilha e Arruda ao Superesportes.

O número é quase suficiente para compor 14 equipes.

63 – Náutico
46 – Sport
41 – Santa Cruz

Coincidência ou não, quem usou menos teve o ano mais produtivo.

O goleiro tricolor Tiago Cardoso conseguiu um feito entre todos esses atletas. Ele jogou todas as 53 partidas da Cobra Coral na temporada.

Quem mais atuou, no entanto, foi o também goleiro Magrão, com 57 jogos. No Náutico, cuja rotatividade foi enorme, Elicarlos ficou à frente, com 51 aparições.

Teve até quem defendeu mais de um grande no ano, como William Alves (Santa/Náutico) e Anderson Pedra (Santa/Sport).

Na sua opinião, qual foi a melhor a contratação do seu clube no ano? E a pior?

O pior Náutico no Brasileirão, mas não o pior da história

Série A 2013, 38ª rodada: Náutico x Corinthians. Foto: www.corinthians.com.br

Defesa mais vazada (79), maior número de derrotas seguidas (12), estádio às moscas…

As informações acerca do Náutico estavam bem repetitivas nos últimos tempos. Resultado de uma regularidade cruel.

E o que parecia impossível aos poucos foi se transformando em um drama. O rebaixamento já era fato, e a pior campanha de um time pernambucano na era dos pontos corridos na elite também.

Um pontinho a mais e o Timbu evitaria o vexame supremo na temporada, com a pior campanha da história. Mas o rendimento, claro, já era vergonhoso. O tempo foi passando e a apática equipe, desqualificada tecnicamente, não reagiu.

Derrotas como visitante e insucessos em São Lourenço da Mata, sem freio. Até este sábado, na despedida de Náutico e Corinthians no Brasileirão.

Enquanto o Alvirrubro voltará à segunda divisão no ano da Copa, o atual campeão mundial, no meio da tabela, terá vida nova, sem o técnico Tite.

E nesse clima de até logo na esvaziada Arena Pernambuco, o Náutico deu o último gás e ao menos conseguiu evitar mais uma estatística ruim – que seria, na verdade, seria a pior das estatísticas.

O pontinho veio. Um não, três.

Os sobreviventes da derrocada timbu nesta Série A venceram por 1 x 0, num gol de Derley, escorando cruzamento de Morales. E ainda teve direito a quinze minutos com um menos em campo, após a infantil expulsão do goleiro Berna, um dos piores jogadores do Náutico na competição.

Portanto, o representante pernambucano terminou com 20 pontos, com a segunda pior campanha da história. A pior segue com o América de Natal, de 2007, com 17 pontos.

Mas que ninguém pense que isso é suficiente para evitar o trágico ano em Rosa e Silva…

A dura contrapartida ao futebol café com leite do Timbu

Série A 2013: Portuguesa 3x0 Náutico. Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/ESTADÃO CONTEÚDO

A contrapartida sobre as atuações apagadas do Náutico é quase sempre a mesma. No Canindé às moscas, como de praxe, outra derrota, outra goleada.

Sem qualquer pegada, articulação ou capacidade técnica para se impor diante do adversárivo, o Alvirrubro somou o 16º revés em 21 jogos. Segue estático no fim da tabela, com míseros nove pontos.

A derrota por 3 x 0, na noite desta quinta, foi mais uma a entristecer o torcedor alvirrubro, consciente de um ano finalizado, independentemente do discurso surreal de qualquer integrante da comissão.

A partida teve amplo domínimo da Lusa. Logo aos 7, Moisés cabeceou sozinho, com marcadores a quase dois metros de distância. Aos 34, Gilberto acertou um chutaço da intermediária. Obviamente, com espaço no lance.

Aos 41, numa bela cobrança de falta, Bruno Henrique venceu goleiro Gideão. No segundo tempo, a Lusa desacelerou, com o resultado consumado.

O resultou aumentou o jejum de vitórias para 12 partidas, aproximando o Náutico do recorde negativo nos pontos corridos, de 15 atuações em série. São Caetano, em 2006, e América de Natal, em 2007, dividem a marca.

Contudo, o Mecão é dono de outro recorde assustador, cada vez mais possível.

Há seis anos, o time potiguar somou apenas 17 pontos em 38 rodadas na Série A, com o pior desempenho da história do atual formato no país.

O Timbu precisa somar mais nove pontos para fugir disso.

Hoje, o futebol alvirrubro é café com leite…

Série A 2013: Portuguesa 3x0 Náutico. Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/ESTADÃO CONTEÚDO

A terceira derrota timbu na arena em seis dias deve ativar plano B do próximo ano

Série A 2013: Náutico x Vasco. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Frustração sem freio. Sábado, Atlético-PR. Terça, São Paulo. Quinta, Vasco. Três jogos seguidos na Arena Pernambuco em apenas seis dias. Três derrotas.

O desempenho pífio do Náutico em seu reduto elevou o calvário a um patamar indigesto. O time se mantém com míseros 8 pontos em 17 jogos. Nos pontos corridos na elite, desde 2003, nenhuma equipe tinha feito uma pontuação tão baixa com essa quantidade de partidas. É a pior campanha da história.

O descenso, a esta altura, deve ser questão de tempo. Um desfecho diferente entraria na cota dos milagres do futebol. Pelo rendimento (pífio) em campo, deve ser irrisória a quantidade de torcedores alvirrubros que ainda acreditem nisso.

Nesses três jogos na arena, o time comandado por Jorginho se viu envolvido facilmente pelos adversários. Contra tricolores e vascaínos, ainda deu um calor no primeiro tempo, perdendo algumas raras oportunidades. Depois, sucumbiu.

Nesta noite, Olivera voltou a acertar a trave, após cruzamento de Derley, no lugar de Martinez, vetado com dores musculares. O goleiro Ricardo Berna também foi um desfalque. Na prática, não fizeram falta. Não estavam rendendo e os substitutos mantiveram as respectivas “médias”.

Os dois primeiros tentos do Vasco na etapa final, aos 2 e aos 6 minutos, transformaram a tristeza em revolta. No fim, um revés por 3 x 0, o 13º em todo o campeonato, que deve dar início a uma profunda reformulação no clube.

Ainda estamos em setembro. Ainda faltam 21 jogos. Contudo, o enorme colegiado timbu deve começar a planejar um recomeço em outro patamar. Para isso, é preciso conter gastos desnecessáriosem em tentativas tresloucadas.

Série A 2013: Náutico x Vasco. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Os 60 jogadores alvirrubros e rubro-negros inscritos na Copa Sul-americana

Jogadores inscritos pelo Náutico na Copa Sul-americana 2013. Crédito: Conmebol

Demorou, mas enfim a Conmebol publicou em seu site a relação oficial de jogadores inscritos por Náutico e Sport na Copa Sul-americana de 2013. Os clubes haviam divulgado no dia anterior a lista, mas entidade só processou os dados nesta terça. Ainda assim, com alguns erros.

Segundo o regulamento do torneio, cada clube pode inscrever até 30 jogadores, com numeração fixa, do 1 ao 30. Os representantes pernambucanos utilizaram a lista máxima. Porém, no site oficial da confederação sul-americana alguns nomes ficaram de fora (veja aqui).

Três jogadores alvirrubros ainda não tiveram os nomes publicados, mas já com a numeração divulgada pelo clube: Elicarlos (5), Maikon Leite (11) e Hugo (21). No Sport, o lateral Patric (12) foi esquecido pela organização. Porém, o nome do técnico saiu errado, com PC Gusmão em vez de Martelotte.

Contudo, o quarteto não deve enfrentar problemas de regularização.

Jogadores inscritos pelo Sport na Copa Sul-americana 2013. Crédito: Conmebol

Timbu se movimentou, lutou, mas somou outro revés na dura caminhada na elite

Série A 2013: Náutico 0 x 1 Fluminense. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Treinador novo, motivação nova e mais empenho. E o mesmo desfecho, aumentando a agonia. Na estreia de Jorginho no comando técnico do Náutico, na noite deste sábado, o time até disputou uma partida parelha com o atual campeão brasileiro, mas voltou a sofrer com erros na finalização.

Chegou a ser superior em vários momentos. Era Derley apertando a marcação, Martinez, de volta ao time, melhorando a saída de bola da equipe, Eltinho e Rogério pelo lado esquerdo, com boas triangulações. Era um alento.

Sem vencer há quatro rodadas, o Flu pouco assustava na Arena. No primeiro tempo, a única “chance” surgiu numa bobeira do zagueiro João Felipe. Apesar do placar em branco, a torcida timbu pegou bastante no pé do zagueiro.

O Alvirrubro se fazia bem presente no campo do adversário, tanto que Cavalieri praticou uma boa defesa e ainda mandou na trave, através de Maikon Leite. Na reta final da partida, o duro golpe, abalando a confiança de um time cabisbaixo.

O atual campeão brasileiro chegou a vitória num golaço de Samuel. Recebeu na área, girou rápido, driblou Jean Rolt e encheu o pé na meta de Berna. O time de Rosa e Silva tentou uma reação, mas a bola insistia em passar rente à trave.

Aos 48 minutos, na base do abafa, a bola ainda sobrou para Derley, na pequena área. O volante chutou forte, mas o goleiro adversário fez uma defesaça. Em seguida, o doloroso apito final, Flu 1 x 0.

A 9ª derrota em 13 jogos mantém o time numa situação complicadíssima. Na lanterna e cada vez mais distante do 16º colocado, o primeiro fora da zona de descenso. Agora, pausa na Série A e foco na Copa Sul-americana. O torneio internacional pode ser a saída surpresa para retomar o moral…

Série A 2013: Náutico 0 x 1 Fluminense. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Camisa especial no futebol, a partir de 50 partidas no clube

Camisas especiais de Náutico (Elicarlos/150 e Derley/150), Santa Cruz (Dênis Marques/50 e Tiago Cardoso/100) e Sport (Magrão/400 e Tobi/200). Fotos: Roberto Ramos e Alexandre Barbosa/DP/D.A Press, Jamil Gomes/Santa Cruz e twitter.com/sportrecife

Há alguns anos surgiu nos clubes pernambucanos o costume de homenagear atletas que completassem 100 partidas oficiais pela equipe. Um número considerável, alcançado em pelo menos dois anos, devido à pouca regularidade no esporte no país. Aos poucos, a ideia, atrelada às ações de marketing, ganhou inúmeras versões, quase sempre com variações de 50 em 50 jogos.

Nos atuais elencos no Recife, o goleiro e tricampeão estadual Tiago Cardoso chegou a 100 partidas no Arruda. No mesmo dia, o volante Tobi completou 200 partidas com no Leão – contudo, está longe de ser o atleta com mais jogos pelo clube. Derley, entre idas e vindas, já passou de 150 partidas no Timbu.

Na sua opinião, o seu clube deveria estabelecer um critério em relação à quantidade de partidas para promover uma camisa especial? Comente.

Tiago Cardoso (goleiro): 100 jogos no Santa Cruz entre 13/01/2011 e 10/08/2013.
Dênis Marques também já recebeu uma camisa, pelos 50 jogos, em 2013.

Recordista: Givanildo Oliveira (volante), com 599 partidas de 1969 a 1979.

O goleiro Tiago Cardoso recebe uma camisa especial pelos 100 jogos no Santa Cruz. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz/Assessoria

Derley (volante): 150 jogos no Náutico entre 14/09/2008 e 25/05/2012.
No time atual, Elicarlos também passou de 150 partidas, em 2012.

Recordista: Kuki (atacante), com 386 partidas de 2001 a 2010.

Derley e sua camisa especial pelos 150 jogos no Náutico. Foto: Alexandre Barbosa/DP/D.A Press

Magrão (goleiro): 400 jogos no Sport entre 27/05/2005 e 30/08/2012.
Tobi foi o último a receber uma camisa especial, pelos 200 jogos, em 2013.

Recordista: Bria (zagueiro), com 556 partidas de 1949 a 1961.

Goleiro Magrão com a camisa especial pelos 400 jogos no Sport. Foto: twitter.com/sportrecife

Um gordinho pernambucano derrubou o Timbu

Série A 2013, 12ª rodada: Goiás 2x1 Náutico. Foto: CARLOS COSTA/FUTURA PRESS

O técnico Zé Teodoro passou dez dias armando um sistema tático para buscar os três pontos no Serra Dourada, numa briga direta contra o rebaixamento.

Não escalou o Náutico com a bunda na parede, como no início da competição. Com novas peças, tentou articular contragolpes contra o Goiás.

O treinador timbu sabia do principal referencial ofensivo do adversário.

Um atacante gordinho, pra dizer o mínimo.

O pernambucano Walter, cujos direitos econômicos pertencem ao Porto de Portugal, tem 1,78m e 96 quilos declarados.

O jogador alega estar “apenas” seis quilos acima do peso ideal. Oficialmente, ok. Contudo, a impressão é de que o atacante esteja ainda mais fora de forma.

Pelo visto, pouco importa. O atleta nascido na comunidade do Coque e com uma passagem no infantil do Santa deu trabalho demais ao Alvirrubro, até mesmo porque a zaga bateu cabeça inúmeras vezes, deixando Berna tenso.

Marcou os dois gols da vitória esmeraldina por 2 x 1, na noite desta quarta.

O time pernambucano ainda teve 49% de posse bola, mas pouco agrediu depois que ficou novamente em desvantagem, aos sete minutos da etapa complementar. Na prática, teve apenas uma chance, com Maikon Leite.

O Náutico segue com dois jogos a menos que a maioria dos adversários no Brasileirão. Porém, também segue na última colocação.

Fisicamente, precisa demonstrar mais em campo. Como Walter...

Série A 2013, 12ª rodada: Goiás x Náutico. Foto: ANDRÉ COSTA/COSTAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Timbu goleia o líder e reacende no campeonato

Série A 2013, 9ª rodada: Náutico x Internacional. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

As mesmas cores, mas com posições invertidas na tabela.  O Náutico, então na lanterna, contra o Internacional, então na liderança da Série A. O Timbu com quatro derrotas seguidas e o Colorado com quatro vitórias consecutivas.

Em 90 minutos neste domingo, com a bola rolando, empenho, reforços e apoio de 19.488 torcedores, o Alvirrubro pernambucano derrubou todos os prognósticos. Derrubou o Inter e conquistou a sua primeira vitória na Arena Pernambuco, dando fôlego na missão de deixar a zona de rebaixamento.

Com três novas peças à disposição, o técnico Zé Teodoro ganhou mais qualidade técnica para escalar a equipe. No papel era fato. No campo acabou sendo também, apesar da natural falta de entosamento.

Com Maikon Leite, Peña e Tiago Real, o Náutico criou mais oportunidades, equilibrando as ações contra o time gaúcho. Mesmo assim, o primeiro tempo foi morno. Na etapa final, a disputa continuou presa no meio-campo.

Mesmo brecando a série de derrotas, Zé resolveu arriscar, indo contra o seu estilo. Colocou Rogério no lugar do uruguaio Olivera. Perdeu a referência, mas ganhou mais agilidade. Sem a referência, caberia ao elemento surpresa. Derley.

O camisa 8 encheu o pé após uma bela assistência de Auremir, aos 27 minutos. A vantagem deu mais espaço ao time, aproveitando os contragolpes.

Aos 44, o estreante Maikon Leite mostrou que o investimento num Brasileirão é primordial. Nos descontos, Rogério tornou a recuperação em goleada, 3 x 0. Com a torcida empurrando, numa simbiose necessária, o Náutico impôs ao técnico Dunga a sua 4ª derrota em 35 jogos no Inter. Ex-líder…

Série A 2013, 9ª rodada: Náutico x Internacional. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press