Transmissão do Estadual segue na Globo de 2019 a 2022, com luvas de R$ 1 milhão

Lançamento do Campeonato Pernambucano de 2018, na sede da Globo Nordeste, na Rua da Aurora. Foto: Lucas Liausu/Globo (cortesia)

O Campeonato Pernambucano chegará a 23 anos seguidos na tela da Globo Nordeste. Consequência da renovação do contrato de transmissão, agora de 2019 a 2022. O acordo foi confirmado ao blog pelo diretor-geral do canal, Iuri Leire, durante o lançamento do Estadual 2018, na sede da emissora.

“Está assinado o contrato, por mais quatro anos. Nos mesmos moldes”

Sobre os tais moldes: o contrato engloba as cinco plataformas possíveis, com tevê aberta, tevê fechada, pay-per-view, sinal internacional e internet.

Com a notícia, o blog apurou o bastidor do contrato, que tinha o Sport como única pendência, uma vez que Santa Cruz e Náutico chegaram a um acordo com a emissora ainda em 2017. Além do reajuste desconhecido (em relação à cota anual vigente, de R$ 950 mil), cada clube recebeu R$ 1 milhão de luvas. Embora o leão tenha demorado a firmar a renovação, isso não significa uma cota diferenciada, maior, pois a Globo prometera aos outros dois grandes clubes locais repasses igualitários. Ou seja, se o rubro-negro conseguiu ampliar o valor, as cotas de alvirrubros e tricolores devem ser revisadas.

Essa negociação individual foi uma novidade neste processo, ao contrário dos dois contratos anteriores (2010-2014 e 2015-2018), com a FPF à frente do processo. A pedido do Trio de Ferro, o presidente Evandro Carvalho autorizou as negociações à parte, com a federação articulando apenas os valores dos times intermediários. Por sinal, pela proposta, cada time intermediário teria ao menos um jogo televisionado – uma vez que o nº de partidas deve influenciar. 

Obs. Sobre a cota dos grandes, a correção do valor-base do contrato vigente através do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), como preza o contrato, dá R$ 1.119.690 em 2018. Logo, o novo acordo deve partir, no mínimo, daí.

Transmissões regulares do Campeonato Pernambucano
1998 – SporTV (tv fechada)
1999 – TV Pernambucano (tv aberta)

2000-2010 – Globo NE (tv aberta)
2011-2012 – Globo NE (tv aberta) e Premiere (PPV)
2013-2022 – Globo NE (tv aberta), Premiere (PPV) e Globo Internacional

Lançamento do Campeonato Pernambucano de 2018, na sede da Globo Nordeste, na Rua da Aurora. Foto: Cassio Zirpoli/DP

Santa firma novo patrocinador-master. Experiência de 1 mês, teste de mercado

Uniforme do Santa Cruz com a marca 'Mega Ó'. Crédito: divulgação

A parceria entre o Santa Cruz e a MRV Engenharia durou 20 meses, entre abril de 2016 e dezembro de 2017, por R$ 90 mil mensais. Para a temporada de 2018, readequando novas parcerias para uma nova realidade, a direção coral firmou com uma nova patrocinadora, a MegaÓ, especializada em cal hidratada. A empresa pernambucana passa a estampar a sua marca na área nobre do uniforme coral – os dois modelos do padrão já foram produzidos.

A curiosidade sobre o acordo fica por conta do tempo de duração: um mês.

Trata-se de um contrato experimental, com possibilidade de renovação. Depende do retorno da marca e, naturalmente, do aporte ao clube, que não poderá contar com a Caixa Econômica Federal nesta temporada – há tempos o tricolor negocia o patrocínio, mas o banco deixou de investir na Série C. Apesar do acordo inicial de apenas um mês, o calendário está cheio. A marca está garantida em oito partidas, podendo chegar a nove.

Num cálculo anual, o patrocínio-master anterior rendeu R$ 1,08 milhão.

Provavelmente o valor ainda estaria em conta para o atual cenário…

O patrocínio-master do Santa Cruz na década
2011-2014 – Grupo Votorantim
2015 – Divcom Pharma (pontual, setembro/dezembro)
2016-2017 – MRV Engenharia
2018 – MegaÓ (experimental, janeiro)

Uniforme do Santa Cruz com a marca 'Mega Ó'. Crédito: divulgação

Netshoes divulga o ranking de vendas de camisas, com o Sport em 5º lugar em 2017

As camisas mais vendidadas na Netshoes em 2017: 1 Corinthians, 2 São Paulo, 3 Palmeiras, 4 Flamengo, 5 Sport, 6 Santos, 7 Cruzeiro, 8 Vasco, 9 Inter e 10 Real Madrid. Arte: Cassio Zirpoli/DP (sobre imagens de divulgação)

Netshoes consolidou o seu ranking de vendas de uniformes de clubes e seleções, considerando o período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2017. A empresa apresentou uma lista com vinte nomes, sendo 17 times (12 do Brasil) e 3 seleções nacionais. Do Nordeste, o Sport. Levando em conta o status da empresa, a ‘maior e-commerce da América Latina’, e com uma década de operação no país, este balanço é um indicativo interessante sobre a força das marcas dos clubes de futebol. Em setembro, a Netshoes havia divulgado uma lista parcial, revelada pelo O Estado de S. Paulo. Os três meses seguintes trouxeram algumas mudanças, com a lista via ESPN.

Apesar da expansão de padrões oficiais de times europeus, a partir das transmissões das ligas da Espanha e da Inglaterra, o Real Madrid foi o único gringo a figurar no top ten, fechando a lista – desbancou justamente o Barça, presente até setembro. Já o pódio foi formado pelo trio de ferro de São Paulo, com o campeão brasileiro, o Corinthians, à frente. O Flamengo, o clube de maior torcida do país, perdeu uma posição na reta final, aparecendo em 4º lugar, seguido da maior surpresa do levantamento. Apesar da má campanha na Série A – entre os times presentes na lista, foi o de pior desempenho, terminado na 15ª posição -, o rubro-negro pernambucano ficou em 5º lugar entre as camisas mais vendidas da loja. Curiosamente, os dados não foram refletidos numa renovação com a Adidas, com o clube trocando de fornecedor em 2018 – o Sport passa a vestir a Under Armour a partir de junho.

O ranking traz apenas as colocações, sem dados absolutos de camisas.

Ranking da Netshoes em 2017
1) Corinthians (Nike)
2) São Paulo (Under Armour)
3) Palmeiras (Adidas)
4) Flamengo (Adidas)
5) Sport (Adidas)
6) Santos (Kappa)
7) Cruzeiro (Umbro)
8) Vasco (Umbro)
9) Internacional (Nike)
10) Real Madrid (Adidas)
11) Grêmio (Umbro)
12) Barcelona (Nike)
13) PSG (Nike)
14) Chapecoense (Umbro)
15) Bayern de Munique (Adidas)
16) Seleção da Itália (Puma)
17) Manchester United (Adidas)
18) Seleção do Brasil (Nike)
19) Seleção da Alemanha (Adidas)
20) Botafogo (Topper)

CBF cadastra 457 intermediários para as negociações de 21 mil jogadores do país

Registro e transferências de jogadores, segundo a CBF

Segundo o balanço mais recente da CBF, de 2017, existem 21.743 jogadores profissionais em atividade, com algum tipo de vínculo firmado com os 766 clubes profissionais do país – em Pernambuco, por exemplo, 22 times disputaram competições oficiais na temporada. Quase todos os contratos, entre clubes e jogadores, contam com ‘intermediários’ a jogada – pessoas ou empresas. Uma atividade por muito tempo sem controle, que movimenta o futebol mercado, para o bem ou para mal – sob diversas óticas, naturalmente. A função pode tanto arrumar um emprego para um atleta – e a maior parte (82%, segundo dados da confederação de 2015) ganha no máximo R$ 1 mil.

Por outro lado, em patamares mais elevados, o trabalho inflaciona bastante as negociações, com leilões, triangulações e até contra-informações. De toda forma, a CBF lançou o Regulamento Nacional de Intermediários 2018, válido desde 1º de janeiro, com 47 artigos detalhando a execução deste trabalho, já com as figuras cadastradas. E, acredite, são muitas. Ainda de acordo com a entidade, foram habilitados 457 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas. Ou seja, numa média simples, cada intermediário opera cerca de 47 atletas – embora, na prática, existam empresas que cuidam das carreiras de centenas de jogadores brasileiros. Abaixo, algumas das funções dessas figuras que comandam, nos bastidores, o futebol nacional entre dezembro e janeiro…

Obs. Na caixa de comentários, a lista completa com os 457 intermediários.

Veja a lista com as 92 negociações milionárias do Nordeste clicando aqui.

Artigo 1º – Considera-se Intermediário, para fins deste Regulamento, toda pessoa física ou jurídica que atue como representante de jogadores, técnicos de futebol e/ou de clubes, seja gratuitamente, seja mediante o pagamento de remuneração, com o intuito de negociar ou renegociar a celebração, alteração ou renovação de contratos de trabalho, de formação desportiva e/ou de transferência de jogadores.

Artigo 2º – As disposições deste Regulamento aplicam-se a jogadores, técnicos de futebol e clubes que utilizem os serviços de um Intermediário para negociar ou renegociar a celebração, alteração ou renovação de: 

I. um pré-contrato e/ou um contrato especial de trabalho desportivo entre um jogador e um clube; 
II. um pré-contrato e/ou um contrato de trabalho entre um técnico de futebol e um clube; 
III. um contrato de formação desportiva, ressalvado o disposto no Art. 24 deste Regulamento; 
IV. um contrato de transferência, temporária ou definitiva, de um jogador entre 2 (dois) clubes; 
V. um contrato de cessão de direito de uso de imagem entre um jogador ou técnico de futebol e um clube.

Artigo 3º – São princípios gerais e cogentes da atividade de Intermediário: 

I. o direito de jogadores, técnicos de futebol e clubes contratarem os serviços de Intermediários quando forem negociar ou renegociar a celebração, alteração ou renovação de um contrato de trabalho, de formação desportiva, de transferência ou de cessão de direito de uso de imagem; 
II. a exigência de prévio registro do Intermediário na CBF para que possa participar de uma negociação na forma estabelecida neste Regulamento; 
III. a adoção, por jogadores, técnicos de futebol e clubes, da necessária diligência no processo de utilização ou contratação de Intermediários, entendendo-se por necessária diligência a verificação da situação de regularidade do registro do Intermediário através da lista oficial de intermediários cadastrados, disponível no site da CBF; 
IV. a vedação à utilização ou contratação, por jogadores, técnicos de futebol e/ou clubes, de pessoa física e/ou jurídica não registrada como Intermediário para a prestação de quaisquer dos serviços previstos neste Regulamento; 
V. a vedação à utilização ou contratação, por jogadores, técnicos de futebol e/ou clubes, de dirigente, nos moldes definidos no ponto 13 da seção de Definições do Estatuto da FIFA, para a prestação de quaisquer dos serviços previstos neste Regulamento

Por R$ 10 milhões, Sport negocia Diego Souza com o São Paulo. Recorde em PE

Diego Souza em ação pelo Sport, em 2017. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Atualização em 22/02, após a reportagem do globoesporte.com com imagens do contrato de transferência do jogador do Sport ao São Paulo

A vontade da direção do Sport era contar com Diego Souza até o fim do seu contrato, em dezembro de 2018, mas a vontade do jogador acabou pesando mais – como costuma ocorrer nos mais diversos cenários, vide Neymar (Barça/PSG) e Philippe Coutinho (Liverpool/Barça). Após algumas semanas de negociação, com direito à falta na reapresentação e à vinda de Raí, o novo diretor do tricolor paulista, ao Recife, o martelo foi batido. Por R$ 10 milhões livres, fora encargos, o leão cedeu a sua parte nos direitos econômicos (45%) e liberou ao São Paulo os direitos federativos do meia 32 anos, onde o agora ex-camisa 87 tentará se manter na lista de Tite para o Mundial da Rússia.

No rubro-negro, embora tenha conquistado apenas o Estadual de 2017, DS foi o principal nome das últimas quatro temporadas, não por acaso mantendo o time na elite por cinco anos. Um feito inédito no Nordeste, considerando a era dos pontos corridos – só na Série A foram 38 gols. No geral, entre gols e assistências, Diego estabeleceu uma média de 1 gol a cada dois jogos, um ótimo dado que necessitará de uma reposição difícil de ser encontrada.

Quanto à cifra, o clube do Morumbi pagou a pedida leonina – após uma oferta inicial de R$ 6 mi. A transferência é a maior da história do estado, tanto em reais (superando Joelinton, 2015) quanto em dólares (superando Jackson, 1998). No âmbito regional, é a terceira maior negociação, atrás das vendas de Bruno Paulista (2015) e Jean (2017), ambos do Bahia. Ao todo, foi a 18ª venda milionária do Sport, a 35ª de Pernambuco e a 91ª do Nordeste.

Torcedor rubro-negro, o que você achou da saída de DS87? E a reposição?

Diego Souza no Sport
2014: 20 jogos, 4 gols e 3 assistências (7 gols combinados, média de 0,35)
2015: 58 jogos, 17 gols e 15 assistências (32 gols combinados, média de 0,55)
2016: 40 jogos, 15 gols e 8 assistências (23 gols combinados, média de 0,57)
2017: 55 jogos, 21 gols e 7 assistências (28 gols combinados, média de 0,50)

173 jogos, 57 gols e 33 assistências (90 gols combinados, média de 0,52)

As maiores vendas do Sport no Plano Real. Crédito: Cassio Zirpoli/DP

Em ponte Sport-São Paulo-Bahia, Régis sai por R$ 1,34 milhão. Abaixo da compra

Régis em passagens pro Sport e Bahia. Fotos: Paulo Paiva/DP (Sport) e Bahia/site oficial (Bahia)

Atualização em 05/01/2018

Numa negociação complexa, o Sport vendeu 25% dos 40% que tinha em relação aos direitos econômicos de Régis. O acordo foi estabelecido com o São Paulo, que já tinha 45% e repassou o meia imediatamente ao Bahia (70%, portanto) como parte da compra do goleiro Jean. E assim, já há duas temporadas longe da Ilha do Retiro, acaba a ‘passagem’ do meia no clube. Comprado por R$ 2,5 milhões em 2014, junto à Chape, o jogador acabou saindo por R$ 1,34 milhão, no último ano do contrato. Prejuízo? A conclusão não é simples, pois, sem espaço no leão, Régis foi emprestado três vezes, sendo uma ao Palmeiras e duas ao Bahia, onde foi eleito o melhor jogador do Nordestão 2017, à parte do título diante do próprio ex-clube.

Quanto o rubro-negro recebeu pelos empréstimos? A informação está retida na caixa-preta do clube, que dificilmente será aberta no balanço oficial, agendado para abril. Já em relação à própria venda, o Sport não chegou sequer a ver o dinheiro, utilizado para abater dívidas com o próprio tricolor paulista, pela compra do atacante Rogério e por repasses dos empréstimos de Régis, uma vez que o São Paulo detinha o percentual restante dos direitos.

Régis no Sport (2014-2015)
62 jogos
9 gols
6 assistências

Ou seja, uma venda milionária com dinheiro ‘virtual’, que não pingou na conta de fato. Considerando o Plano Real, esta foi a 17ª venda do clube neste porte (a 33ª do estado), ficando a duas do Vitória, o recordista da região. Mas, até que a direção detalhe, a saída de Régis não se sobrepôs à chegada…

As maiores vendas do Sport no Plano Real. Crédito: Cassio Zirpoli/DP

Timemania encerra 2017 com o Santa Cruz no top 20 e Sport e Náutico no top 40

Ranking final da Timemania em 2017. Crédito: Caixa Econômica Federal/site oficial (reprodução)

O último sorteio da Timemania em 2017 ocorreu em Medianeira, no oeste do Paraná, em 30 de dezembro. No concurso de nº 1.126, que teve o Corinthians como clube sorteado, o prêmio principal de R$ 3,1 milhões, para o acerto de sete números, acumulou. Assim, encerrou-se também a 10ª temporada da loteria federal criada para abater as dívidas dos times brasileiros com o poder público. E neste último sorteio, uma virada decisiva para a divisão de receitas.

Os três clubes pernambucanos cadastrados na Timemania registraram mais de 8,1 milhões de apostas, num aumento de 66% em relação ao acumulado passado (4,9 mi). Destaque para o Santa. Com uma forte campanha de engajamento nos últimos dias, o clube liderou a quantidade de apostas no derradeiro sorteio, com 111 mil, tirando uma considerável diferença de 53 mil apostas sobre o Avaí, que fechava o top 20. Assim, conseguiu, pelo quarto ano seguido, terminar no grupo principal, com direito aos maiores repasses.

Através das 237.915.690 apostas contabilizadas, com cada cartela custando R$ 2, a arrecadação bruta foi de R$ 475.915.680. Foi a maior até hoje, registrando um acréscimo de 72%, ou 199 milhões de reais a mais nas lotéricas. Assim, o repasse para os clubes também foi recorde – pela regra da loteria, 20% do montante é repassado para os clubes 80 clubes inscritos, de acordo com o número de apostas. No gráfico abaixo, o histórico de colocações (nos âmbitos nacional e regional) dos sete maiores times da região.

Divisão da receita repassada aos clubes e as respectivas cotas de 2017:
65% (grupo 1, do 1º ao 20º lugar) – R$ 61,8 milhões (R$ 3,0 milhões cada)
25% (grupo 2, do 21º ao 40º lugar) – R$ 23,7 milhões (R$ 1,1 milhão cada)
8% (grupo 3, do 41º ao 80º lugar) – R$ 7,6 milhões (R$ 190 mil cada)
2% (grupo 4, com os 18 clubes fora da cartela) – R$ 1,9 mi (R$ 105 mil cada)

Ao todo, seis clubes nordestinos ficaram na primeira casta da loteria em 2017, os mesmos do último ano. Assim, vão abater R$ 3.093.451 em dívidas tributárias em 2018, cada um – ou R$ 257 mil mensais. Neste bolo, segue o ABC, que também mantém um trabalho de engajamento. Enquanto isso, Sport e Náutico ficaram mais uma vez no segundo escalão, no top 40.

Arrecadação da Timemania e a receita dos clubes (entre parênteses):
2012 – R$ 256 milhões (R$ 51,2 mi)
2013 – R$ 251 milhões (R$ 50,3 mi)
2014 – R$ 425 milhões (R$ 85,0 mi)
2015 – R$ 338 milhões (R$ 67,6 mi)
2016 – R$ 276 milhões (R$ 55,3 mi)
2017 – R$ 475 milhões (R$ 95,1 mi)

Abaixo, o número de apostas do G7 a cada ano ano. Desde 2009, o Trio de Ferro termina abaixo dos rivais baianos e cearenses – talvez pelo fato de o público ser formado não só por torcedores, mas por apostadores regulares, independentemente do modelo. Não por acaso, as três metrópoles têm populações simulares (4 milhões de habitantes) e dados aproximados numa comparação agregada. Com 8,1 milhões de apostas (soma de tricolores, rubro-negros e alvirrubros), o Recife teve 569 mil a menos que Salvador e 98 mil a mais que Fortaleza. De toda forma, a 14ª colocação nacional do Fortaleza há nove anos seguidos, por exemplo, é um mérito do clube, fato.

Número de apostas dos maiores clubes do Nordeste na Timemania de 2006 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Os 87 patrocínios privados e estatais dos clubes do Brasileirão de 2017, via Ibope

Os patrocínios dos clubes brasileiros na Série A de 2017. Crédito: Ibope/Repucom

O Ibope-Repucom fez um levantamento sobre todas os patrocinadores expostos pelos clubes da Série A em 2017. Ao todo, 87 marcas foram estampadas nos uniformes oficiais dos 20 clubes, incluindo os nordestinos Sport, Bahia e Vitória. Em média, cada clube teve 4 patrocinadores. O levantamento considera as fornecedoras de material esportivo, que hoje também funcionam como rentáveis patrocinadoras, além das nove (!) propriedades disponíveis nos padrões: frente (master), frente superior, barra frontal, mangas, costas, barra traseira, numeração, calção e meião.

No caso do rubro-negro pernambucano, que teve na dupla Adidas/Caixa Econômica Federal a maior fonte de receita neste quesito, quatro propriedades passaram a temporada em branco: barra frontal, barra traseira, numeração e meião. Além disso, o tempo de execução de cada marca foi considerado, uma vez que alguns patrocinadores foram pontuais, para jogo de maior apelo ou porque não tiveram os contratos renovados..

Curiosidades sobre as marcas, segundo o estudo do instituto
1) Apenas 10 patrocinadores ocuparam o patrocínio-master em todo o ano
2) 12 patrocinadores encerraram contrato durante a temporada
3) Na temporada, houve 23 contratos de patrocínios pontuais
4) Apenas 2 times (Flu e Vitória) trocaram de fornecedor em 2017
5) A propriedade menos utilizada na temporada foi o meião
6) As propriedades mais utilizadas foram o master e o calção. Todos usaram
7) A marca mais presente no uniforme foi a da Caixa, com 39 propriedades
8) A Ponte foi o time que teve mais patrocinadores em 2017. No total, 15
9) A Umbro forneceu o material esportivo de 7 times, a maior quantidade
10) A Caixa e Banrisul são as únicas empresas públicas entre as marcas
11) Uber, Cabify e Pega Carga, os únicos serviços exclusivos de aplicativos
12) As empresas do segmento financeiro dominaram o master: 18 clubes
13) Pela primeira vez, um youtuber (Felipe Neto) patrocinou um clube
14) Apenas um patrocínio de companhia aérea: Royal Air Morroc, no Santos
15) Em todos os sites dos clubes há divulgação de seus patrocinadores

Maiores contratos com fornecedoras de material esportivo em 2017
1º) R$ 40,0 milhões – Corinthians (Nike)
2º) R$ 35,0 milhões – Flamengo (Adidas)
3º) R$ 27,0 milhões – São Paulo (Under Armour)
4º) R$ 20,0 milhões – Palmeiras (Adidas)
5º) R$ 17,0 milhões – Grêmio (Umbro)

Maiores contratos de patrocínio-master em 2017
1º) R$ 72,0 milhões – Palmeiras (Crefisa – privado)
2º) R$ 25,0 milhões – Flamengo (Caixa)
3º) R$ 19,0 milhões – Corinthians (Caixa), de maio a dezembro

4º) R$ 16,0 milhões – São Paulo (Intermedium  privado)

5º) R$ 12,9 milhões – Grêmio (Banrisul)

Os patrocínios dos clubes brasileiros na Série A de 2017. Crédito: Ibope/Repucom

As cotas da Sul-Americana e Libertadores de 2018, com evolução nas fases finais

As cotas da Copa Sul-Americana e da Taça Liberadores da América de 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Conmebol divulgou os valores das cotas de participação na Libertadores e na Sul-Americana de 2018, ambas com aumento apenas na reta final. Como de praxe, premiações em dólares desde a primeira fase – ao todo, 14 clubes brasileiros estão inscritos nas duas copas continentais. Na Liberta, a evolução financeira foi registrada a partir da semifinal, com as parcelas dobradas paras os finalistas. Já na Sula, mais receita para o campeão e para o vice.

Como a CBF já detalhou as cotas das oito fases da Copa do Brasil é possível traçar uma comparação entre as principais copas envolvendo brasileiros na temporada. A Libertadores é mais rentável até as quartas, com o torneio nacional disparando nos últimos mata-matas. Lembrando que desde 2017 não há restrição sobre a participação simultânea na copa nacional e num torneio sul-americano. Logo, é possível captar bastante grana nas duas frentes…

A Sula de 2018 é a primeira em seis anos sem clubes pernambucanos, após Sport (2013, 2014, 2015, 2016 e 2017), Náutico (2013) e Santa (2016).

Premiação máxima para o campeão de 2018 (soma das fases)
R$ 67,3 milhões – Copa do Brasil (14 jogos)
R$ 37,4 milhões – Libertadores (18 jogos, a partir da estreia dos brasileiros)
R$ 14,2 milhões – Sul-Americana (12 jogos)

Cotação: US$ 1,00 = R$ 3,21 (21/12/2017) 

Cotas da Taça Libertadores da América 2018 (participação por fase)
1ª fase (Pré) – R$ 802 mil (US$ 250.000)*
2ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
3ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
Fase de grupos – R$ 5,78 milhões (US$ 1.800.000)
Oitavas – R$ 2,40 mihões (US$ 750.000)
Quartas – R$ 3,05 milhões (US$ 950.000)
Semifinal – R$ 4,33 milhões (US$ 1.350.000)
Vice – R$ 9,63 milhões (US$ 3.000.000)
Campeão – R$ 19,27 milhões (US$ 6.000.000)
* O clube eliminado na fase ganha mais R$ 160 mil (US$ 50 mil)
** O clube eliminado na fase ganha mais R$ 321 mil (US$ 100 mil)

8 brasileiros na disputa: Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo na fase de grupos; Vasco e Chapecoense na 2ª preliminar

Cotas da Sul-Americana 2018 (participação por fase)
1ª fase – R$ 802 mil (US$ 250.000)
2ª fase – R$ 963 mil (US$ 300.000)
Oitavas – R$ 1,20 milhão (US$ 375.000)
Quartas – R$ 1,44 milhão (US$ 450.000)
Semifinal – R$ 1,76 milhões (US$ 550.000)
Vice – R$ 3,85 milhões (US$ 1.200.000)
Campeão – R$ 8,02 milhões (US$ 2.500.000)

6 brasileiros na disputa: Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo e Fluminense

Arena PE registra 14% de ocupação em 30 partidas oficiais do Trio de Ferro em 2017

Visão interna da Arena Pernambuco, a partir do anel superior. Foto: Arena Pernambuco/twitter (@arenapernambuco)

A quinta temporada da Arena Pernambuco foi a mais esvaziada em termos de público e renda no futebol, considerando os jogos oficiais dos grandes clubes da capital. Embora tenha recebido o mesmo número de partidas que o ano anterior neste contexto, 30, o borderô contabilizou uma queda de 44 mil torcedores, ou 18% a menos. A taxa de ocupação dos assentos vermelhos expõe de forma clara o cenário, com apenas 14%, reflexo da média de 6.690 – e olhe que o recorde de público, entre clubes, foi batido.

Pela primeira vez o empreendimento foi administrado do começo ao fim do ano pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, que buscou soluções alternativas no entorno para o movimentá-lo (Domingo na Arena, Som na Arena e Arena games), além de eventos religiosos (um deles com 50 mil pessoas). No futebol propriamente dito, no entanto, a conta ficou difícil de fechar. Basta dizer que em 2014, com o Todos com a Nota ainda em execução, o faturamento do estádio foi de 14 milhões de reais, contando apenas o Trio de Ferro, enquanto em 2017 não chegou sequer a 3 milhões,

Nos quatro primeiros anos de operação do estádio em São Lourenço, nas gestões da Odebrecht e do governo, o resultado financeiro foi sempre negativo, com déficit de R$ 29,7 milhões em 2013, de R$ 24,4 milhões em 2014, de R$ 19,0 milhões em 2015 e de R$ 7,0 milhões em 2016. Improvável um quadro diferente no próximo balanço, a ser divulgado em junho.

Neste ano, a Arena Pernambuco registrou o pior público total, a pior média de público, a pior taxa de ocupação, a pior arrecadação, a pior média de renda e o pior tíquete médio. Apenas um dado escapou: número de jogos.

Balanço de público e renda do Trio de Ferro mandando seus jogos na Arena Pernambuco de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A conturbada relação entre Náutico e Arena, mesmo com a gestão pública, resultou no menor calendário anual – desconsiderando 2013, com a operação iniciando em junho. Tanto que o alvirrubro chegou a jogar quadro vezes no Lacerdão, em Caruaru. Se em 2016 o time brigou pelo acesso, com jogos acima de 20 mil pessoas, desta vez a lanterna na Série B derrubou a presença da torcida, pela primeira vez abaixo de 10% de ocupação.

O balanço de público e renda do Náutico mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Em junho, o governo do estado anunciou um pacote de 5 jogos com o Santa Cruz, numa sequência disputada na Série B. Foi o maior número de apresentações do clube desde 2014, mas a média de 6.374 torcedores ficou abaixo do dado até então registrado no Arruda – com 10.331 pessoas nos quatro jogos anteriores da competição. O tricolor não quis estender a parceria.

O balanço de público e renda do Santa Cruz mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Assim como o rival coral, o Sport também teria firmado um acordo de cinco jogos na arena, mas acabou jogando apenas duas vezes – desconsiderando a Taça Ariano Suassuna, amistosa. Num desses jogos, no revés diante do Palmeiras, em 23 de julho, foi estabelecido o maior público entre clubes: 42.025. Embora a arrecadação tenha sido boa (maior que a soma dos 23 jogos do Náutico), o leão optou por voltar à Ilha por questão técnica.

O balanço de público e renda do Sport mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A abaixo, a quantidade de jogos no Recife com mando do Trio de Ferro – os jogos de América, na Ilha (2x) e no Arruda (1x), e Belo Jardim, na Arena (1x), não estão computados. Vale destacar que em 2013 houve o clássico carioca entre Botafogo e Fluminense, com 9.669 pessoas e R$ 368 mil de renda. Por fim, a observação de que em 2015 e 2016 ocorreram jogos de portões fechados na Ilha (1x) e na Arena (1x), também desconsiderados.

Número de jogos oficiais do Trio de Ferro no Recife. Quadro: Cassio Zirpoli/DP