Via Ministério do Esporte, Santa aprova captação de R$ 2,4 milhões para o CT

Projeto do Centro de Treinamento Ninho das Cobras. Imagem: Santa Cruz/divulgação

A construção do centro de treinamento do Santa Cruz vem sendo tocada de maneira coletiva, bem além da simples gestão executiva. Em 2017, o clube arrecadou R$ 453 mil para a primeira fase do empreendimento, incluindo doações de torcedores e venda de livros e alimentos. Agora, um salto ainda maior, com a aprovação junto ao Ministério do Esporte para a captação de R$ 2.455.200, num trabalho de oito tricolores, servidores da área jurídica.

Segundo a lei 11.438/2006, conhecida como ‘Lei de Incentivo ao Esporte’, é possível obter investimentos através de renúncia fiscal de empresas (1%) e pessoas físicas (6%) em favor do esporte. Foram três meses analisando a regra, com o grupo finalizando a parte burocrática em setembro, com orçamento, cronograma e responsáveis. Após o sinal positivo vem o novo passo, na prospecção de empresários dispostos a reverter parte do que pagariam de imposto de renda ao projeto do Ninho das Cobras, na Guabiraba. Comprado em 2011, por R$ 1 milhão, o terreno prevê um investimento total de R$ 5 milhões. Em fevereiro o clube informou que um aporte de R$ 2,5 milhões seria suficiente para bancar a estrutura mínima de treinamento para o time principal, ainda preso ao campo do Arruda. Ou seja, o valor tende a ser captado, mas com a aplicação voltada às obras mais adiante, paralelas às demais frentes de trabalho. Afinal, trata-se mesmo de uma ação coletiva.

A expectativa é de um campo pronto até o fim do Estadual de 2018…

Grupo responsável pela captação via lei de incentivo: Alessandro Medeiros, Bruno Dias, Diogo Melo de Oliveira, Eduardo Lins, Milton Santos, Marcelo Vieira, Marconi Lafayette e Oberdan Rabelo.

Cifras do CT Ninho da Cobras…
R$ 1 milhão, o valor pago para a compra do terreno de 10,5 hectares
R$ 5 milhões, a estimativa de gasto para a conclusão da obra
R$ 2,5 milhões, a estimativa mínima de investimento para iniciar a utilização
R$ 2,4 milhões, a captação máxima aprovada pelo Ministério do Esporte
R$ 453 mil, a arrecadação para a primeira etapa da obra (09/2017)

Santa arrecada R$ 453 mil para 1ª fase do CT, com campo até o Estadual de 2018

Visando a primeira fase da construção do Centro de Treinamento Ninho das Cobras, o Santa Cruz arrecadou R$ 453 mil. Segundo a prestação de contas publicada pela Associação Centenário do Santa Cruz, a ACSC, esta etapa inicial foi estimada em R$ 402 mil, focando na conclusão do primeiro dos três campos oficiais. No caso, já com terraplenagem, drenagem e aquisição de material para a irrigação. A finalização deste primeiro gramado, possivelmente até o Campeonato Pernambucano de 2018, deve marcar o início da utilização do local pelo time profissional. Na publicação da ACSC é possível conferir algumas imagens aéreas do CT, com a primeira drenagem pronta.

Além da receita contabilizada diretamente pela comissão patrimonial, já incluindo a venda de livros e uma contribuição de torcedores para 78 caçambas de brita, outras doações isoladas aconteceram neste período. Antecipando gastos futuros, chegaram quatro mil tijolos, uma caixa d’água de 20 mil litros, 20 caçambas de brita, duas bacias sanitárias, duas pias, 30 sacos de cimento e até um transformador de energia de 75 KVA.

Localizado na estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba, a 13 quilômetros do Arruda, o empreendimento está orçado em R$ 5 milhões.

Veja os detalhes do projeto do CT, numa área de 10,5 hectares, clicando aqui.

A finalização da drenagem no campo I (à direita)

Imagens aéreas da 1ª fase do CT do Santa Cruz. Crédito: Associação Centenário do Santa Cruz (ACSC)

Drenagem do CT segue o corte utilizado na Arena Pernambuco

Imagens aéreas da 1ª fase do CT do Santa Cruz. Crédito: Associação Centenário do Santa Cruz (ACSC)

O galpão de obras, já com os tijolos doados

Imagens aéreas da 1ª fase do CT do Santa Cruz. Crédito: Associação Centenário do Santa Cruz (ACSC)

Terraplenagem de toda a área, com os trabalhos iniciados nos campos II e III

Imagens aéreas da 1ª fase do CT do Santa Cruz. Crédito: Associação Centenário do Santa Cruz (ACSC)

Os campos alternativos para treinos do Santa durante obra do Ninho das Cobras

Mapa dos locais de treinamento do Santa no Grande Recife nesta década: Crédito: Cassio Zirpoli, via Google Maps/Pixler Express

A década atual marcou o ressurgimento do Santa Cruz, que voltou a empilhar taças e saiu da Série D, chegando a disputar a Série A em 2016. Foi neste período, também, que o tricolor comprou o terreno de 10,5 hectares na estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba, projetando a construção de um centro de treinamento. A aquisição de R$ 1 milhão ocorreu precisamente em 7 de julho de 2011. Entretanto, esta lacuna estrutural não foi preenchida no ritmo da retomada de resultados no futebol.

À parte dos cinco títulos estaduais em sete anos e da inédita conquista da Copa do Nordeste, o clube estourou prazos no CT. O último versa sobre a conclusão do primeiro dos três campos oficiais até setembro de 2017. Para isso, uma colaboração massiva da torcida coral, com a criação de grupos de arrecadação para metas no CT, incluindo caminhões de brita e areia, placas de grama e outras necessidades que apareçamna obra. Essas doações passam de R$ 46 mil. Paralelamente à obra, o clube perambulou bastante nos últimos anos para conseguir treinar no Grande Recife. Tendo apenas o campo do Arruda, ocorreram saídas forçadas, que resultaram em episódios incomuns. Só em 2017 já foram três (Arena, Português e Olinda).

Abaixo, os locais alternativos do Santa e as distâncias para o Arruda.
Obs. A ordem se refere apenas a uma questão estética sobre o mapa acima.

1) Clube de Campo da Alvorada (24,7 km)
Entre os campos utilizados pelo Santa no Grande Recife, este foi o mais distante da sede do clube. Em Aldeia, os treinos no clube campestre, inaugurado em 1962, aconteceram com certa regularidade em 2015, durante o Estadual e no início da Série B.

Santa treinando no Clube de Campo Alvorada, 09/06/2015. Foto: Santa Cruz/site oficial

2) CT Rodolfo Aguiar/Ninho das Cobras (18,7 km)
O centro de treinamento do clube prevê a construção de três campos no “Padrão Fifa”, 105m x 68m, além de um alojamento com 55 quartos e um centro administrativo. O empreendimento está orçado em R$ 5 milhões.

Construção do Centro de Treinamento Ninho das Cobras, 22/06/2017. Foto: Santa Cruz/site oficial

3) Centro José Andrade Médicis, do Sport (17,0 km)
O time coral já havia treinado no local antes de 2008, ainda sob a posse do extinto clube Intercontinental. Sob administração do leão, houve uma passagem na tarde de 7 de setembro de 2012, uma vez que o Arruda foi poupado visando o amistoso Brasil x China, quatro dias depois. Curiosidade: naquele mesmo dia, pela manhã, o time treinou no CT do Náutico.

Santa treinando no CT José de Andrade Médics, 07/09/2012. Foto: Santa Cruz/assessoria

4) Estádio Ademir Cunha (13,2 km)
O estádio em Paulista, na zona norte da região metropolitana, já foi recorrente considerando os treinos fora do Mundão. Porém, o estado do gramado, costumeiramente ruim, diminuiu o número de visitas. Foi utilizado durante o vice da Série B, em 2015.

Santa treinando no Estádio Ademir Cunha, 22/06/2015 . Foto: Santa Cruz/twitter

5) CT do Unibol (14,6 km)
Em 4 de julho de 2012, o campo do Arruda precisou de reparos. Como o plano B, o Ademir Cunha, já estava reservado para jogos da 2ª divisão estadual, o Santa, acabou indo ao CT do Unibol – que fechou o departamento profissional, mantendo apenas escolinhas. Em frente ao Cemitério de Paulista, o nível do campo foi criticado pelo time, que disputava a Série C.

Santa treinando no CT do Unibol, em Paulista. Foto: Rodolfo Bourbon/DP

6) Estádio Grito da República (11,3 km)
O estádio olindense foi inaugurado sem a infraestrutura adequada. Apesar do campo, os sistemas elétrico e hidráulico não foram finalizados. Sem os laudos técnicos em Rio Doce, o Santa teve que jogar um amistoso na pré-temporada, em janeiro de 2017, sem público.

Santa treinando no Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Santa Cruz/twitter

7) Centro Recreativo do Real Hospital Português (16,1 km)
Foi o último campo alternativo encontrado pelo clube, numa parceria com o Hospital Português. Desconsiderando a Arena, este foi considerado o melhor gramado onde o time realizou práticas em 2017.

Santa Cruz treinando no Centro Recreativo do Real Hospital Português. Foto: Santa Cruz/site oficial

8) CT Wilson Campos, do Náutico (8,4 km)
O Santa já utilizou o centro de treinamento do rival alvirrubro, na Guabiraba, em duas oportunidades: 2012 e 2014. Em uma delas, o Náutico também utilizou um dos campos do CT, simultaneamente.

Santa treinando no CT Wilson Campos. Foto: Santa Cruz/twitter

9) Estádio do Arruda
Desde a abertura para os primeiros jogos oficiais do clube, em 1967, antes mesmo da conclusão do anel inferior, em 1972, o José do Rego Maciel sempre foi o campo principal para os treinos do time profissional. O excesso de uso foi determinante para saídas oportunas do Santa.

Santa Cruz treinando no Arruda. Foto: Santa Cruz/twtter

10) Arena Pernambuco (21,5 km)
Em alguns dos jogos firmados em São Lourenço, o clube solicitou a utilização do local na véspera das partidas. Como, por exemplo, em 23 de junho de 2017, antes de enfrentar o Figueirense. A arena não costuma fazer objeção, tanto que já cedeu o campo para Náutico e Sport na véspera de alguns jogos.

Santa treinando na Arena Pernambuco. Foto: Santa Cruz/twitter

Em meio à crise, a essencial manutenção do CT do Náutico. Através da torcida…

Com um passivo de R$ 155 milhões, o Náutico é, hoje, um clube muito difícil de ser administrado. Chegou a arrecadar R$ 48 milhões em 2013, mas a má gestão do recurso derreteu o clube em pouco tempo. Neste período, com o afastamento da torcida, o quadro de sócios caiu para 3.621, número divulgado na última eleição, que definiu o nome de Edno Melo para o biênio 2018/2019. Ainda assim, a colaboração de torcedores e sócios ajuda a manter o clube.

Seja pelo engajamento nos jogos, visando a permanência na Série B, na arrecadação para funcionários ou mesmo com trabalhos de manutenção. Neste caso, o timbu divulgou imagens do trabalho realizado no inverno por funcionários da empresa do sócio Eduardo Carvalho, a Real Conservadora, que capinou o Centro de Treinamento Wilson Campos, realizou pinturas e serviços de conservação. Tarefas que cabem ao próprio clube, é verdade, cujo CT deveria ser prioridade – estruturado como um dos melhores da região, o empreendimento é uma fonte de receita para a transformação alvirrubra.

De fato, o trabalho geral é bem maior, com o cuidado dos campos, limpeza e organização do hotel e do centro administrativo. Não é gasto, é investimento. Ainda bem que há quem não deixe o Náutico cada vez mais sucateado…

Sinalização para o CT, na BR-101, na Guabiraba

Trabalho de manutenção no Centro de Treinamento do Náutico. Foto: Náutico/twitter (@nauticope)

A fachada da entrada principal do CT

Trabalho de manutenção no Centro de Treinamento do Náutico. Foto: Náutico/twitter (@nauticope)

O escudo no giradouro para os campos, hotel e centro administrativo

Trabalho de manutenção no Centro de Treinamento do Náutico. Foto: Náutico/twitter (@nauticope)

A nova versão do CT do Santa Cruz, com três campos oficiais em 10,5 hectares

O projeto original (à esquerda) e o novo projeto (à direita) do Centro de Treinamento do Santa Cruz. Crédito: divulgação

À esquerda, o projeto original; à direita, a nova versão

O terreno de 10,5 hectares na estrada Mumbeca, no bairro da Guabiraba, foi comprado pelo Santa Cruz em 7 de julho de 2011. O clube quitou o terreno, num investimento de R$ 1 milhão, três anos depois, já com a pedra fundamental lançada, em 3 de março de 2012. Na ocasião, o projeto do CT Ninho das Cobras – Rodolfo Aguiar contemplava apenas um campo oficial, com mais dois em dimensões menores, para a base. Já na época, parecia (na visão do blog) um erro claro em termos de estruturação do futebol. Foi devidamente corrigido, como é possível conferir no site da comissão patrimonial do clube.

Agora, o projeto tem três campos oficiais (105m x 68m, Padrão Fifa), mantendo uma área reservada à mata local. No blog, quatro imagens comparando pontos semelhantes das duas versões. No nova, nota-se uma redução da instalação administrativa, em prol dos gramados. Com a terraplenagem concluída, há a expectativa de preparar um desses campos até maio de 2017. 

Localizado a 13 quilômetros do Arruda, o empreendimento está orçado em R$ 5 milhões, com a primeira etapa na casa de R$ 2,5 mi, o suficiente para que o time principal deixe de treinar no estádio, preservando o gramado. No CT, o projeto final ainda tem quatro unidades funcionais: administrativa, médica, esportiva e alojamento, com 55 quartos (23 para os profissionais e 32 para a base).

A execução deste projeto é, hoje, definitiva para a reestruturação coral…

O projeto original (à esquerda) e o novo projeto (à direita) do Centro de Treinamento do Santa Cruz. Crédito: divulgação

O projeto original (à esquerda) e o novo projeto (à direita) do Centro de Treinamento do Santa Cruz. Crédito: divulgação

O projeto original (à esquerda) e o novo projeto (à direita) do Centro de Treinamento do Santa Cruz. Crédito: divulgação

Era de novos estádios no Recife em 1971 (projeto), 1980 (ampliação) e 2007 (arena)

Em três períodos distintos, os grandes clubes pernambucanos apresentaram projetos para a construção e ampliação de estádios no Recife. Seja pelo aporte do governo do estado, por empréstimos bancários de uma estatal ou pela oportunidade de obter investimento público-privado em uma modernização, o fato é que Náutico, Santa Cruz e Sport disputaram o mercado, direta ou indiretamente, em 1971, 1980-1982 e 2007-2011. O funil sempre foi estreito, com apenas um projeto de cada vez, com soluções corretas ou surpresas de última hora. Vamos lá, num passeio estrutural com imagens originais dos nove projetos. Depois, comente sobre os melhores projetos de cada época…

1971, a oportunidade de colocar o estado na Copa da Independência

Na época, a Ilha do Retiro era o maior estádio da capital, mas já considerado obsoleto, sobretudo com o Castelão e a Fonte Nova em evolução, chegando a 80 mil pessoas. A realização de um torneio internacional no país, o maior desde 1950, acabou gerando uma onda de investimentos estatais.

Arruda (conclusão)
Lançamento: 30/08/1964
Capacidade: 64.000
Custo: US$ 850 mil
Prazo original de conclusão: 7 anos (1972), cumprido
Presidentes do Santa Cruz: José do Rêgo Maciel (1964) e James Thorp (1971) 

O Arruda vinha sendo erguido aos poucos desde a década de 1960, com sucessivas ampliações. Em 1971, já recebia até 20 mil espectadores. Foi quando o então governador do estado, Eraldo Gueiros, quis transformar o Recife em subsede da Copa da Independência de 1972, a Minicopa, com a participação de 20 seleções. Com três projetos na mesa, acabou optando pelo Arruda, já no meio do caminho. Assim, liberou um empréstimo através do Bandepe, junto ao grupo Campina Grande S/A, para a conclusão do projeto criado por Reginaldo Esteves. Pelé, o rei, assinou o documento como testemunha. Finalizado em um ano pela construtora Corrêa Loyo Engenharia, o estádio recebeu sete jogos do torneio.

Maquete do Arruda. Foto: Acervo/dp

Presidente Médici (construção)
Lançamento: 06/08/1971
Capacidade: 140.000
Custo: não divulgado
Prazo original de conclusão: 3 anos (1974), abortado
Presidente do Sport: Ivan Ruy de Andrade Oliveira 

Apontado como a “mais bela praça de desportos”, no primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Nordeste, o estádio seria o segundo maior do mundo, só abaixo do Maracanã. O projeto – cujo nome foi autorizado pelo então general-presidente – ficaria a menos de 1 km da Ilha do Retiro, na Joana Bezerra, cujo terreno de 26 hectares pertencia ao clube. Coberto, o estádio seria dividido por arquibancada (90 mil lugares), popular (25 mil), cadeiras (24 mil) e camarotes (1 mil), além de um estacionamento para cinco mil carros. Três mil cadeiras chegaram a ser vendidas, mas o sonho parou na terraplanagem da Hofmann Bosworth S/A. O motivo? Dívidas. “O Sport estava devendo dinheiro a Deus e ao mundo. Até o terreno, cedido pela família Brennand, foi negociado para amortizar o débito”, lembra Sílvio Pessoa, presidente em 1974.

Maquete do estádio Presidente Médici. Foto: Acervo/DP

Guararapes (construção)
Lançamento: 01/12/1971
Capacidade: 60.000
Custo: não divulgado
Prazo original de conclusão: 3 anos (1974), abortado
Presidente do Náutico: Luiz Carneiro de Albuquerque 

Hoje em dia, o terreno de 40 hectares na Guabiraba abriga o centro de treinamento do Náutico. A área foi comprada em 20 de julho de 1971 por Cr$ 800 milhões. Para adquirir a propriedade, o clube sorteou 28 carros e 300 prêmios em dinheiro, arrecadando Cr$ 500 milhões (62,5% do total). A ideia, porém, não era fazer um CT, mas sim um moderno estádio, com traços inspirados no Olímpico de Munique, que receberia os Jogos no ano seguinte. O estádio timbu seria erguido pela Ribeiro Franco Engenharia nos moldes da Fonte Nova, utilizando os morros como suporte da arquibancada, diminuindo o custo. Segundo Salomão, ex-coordenador do CT e ex-jogador nos anos 60, o lançamento visava mesmo arrecadar fundos. “Conhecendo a estrutura do futebol, acho que o projeto foi para arrumar dinheiro para pagar dívidas. No final, foi melhor mesmo construir um CT”.

Maquete do estádio Guararapes. Foto: Acervo/DP

1980-1982, a era dos empréstimos do Bandepe

Numa era de gigantismo, com a melhora de infraestrutura sendo sinônimo de estádios maiores, os grandes clubes resolveram investir na ampliação. Se caixa, recorreram ao Bandepe, com influência política para a obtenção de empréstimos Apenas o Santa concluiu a obra, com o Sport parando na primeira parte e investindo o resto em calçamento

Arruda (ampliação)
Lançamento: 20/01/1980
Capacidade: +46 mil lugares (até 110.000)
Custo: Cr$ 282 milhões
Prazo de conclusão: 2 anos (1982), cumprido
Presidente do Santa Cruz: Rodolfo Aguiar

No início de 1980, o projeto de ampliação foi apresentado no Palácio do Campo das Princesas ao então governador Marco Maciel – o filho do nome oficial do Mundão. Ao contrário do estádio coral conhecido hoje em dia, a maquete trazia o anel inferior prolongado a um tamanho gigantesco. A visita visava o financiamento da obra no Bandepe. Além do recurso, era preciso legalizá-la. Numa articulação de um ano junto à Prefeitura do Recife, por causa das residências próximas, o projeto acabou adaptado à forma definitiva, com dois anéis e um lance menor na Rua das Moças. Entre janeiro de 80 e 81, a inflação e novos custo saltaram a previsão de gasto de 70 mi para 282 milhões de cruzeiros. Após a confirmação, o clube divulgou informes publicitários no Diario de Pernambuco com a chamada ““Valeu a pena modificar – Aprovado novo aprovado”.

Maquete original da ampliação do Arruda (1980). Foto: Acervo/DP

Aflitos (ampliação)
Lançamento: 28/11/1981
Capacidade: +25 mil lugares (até 50.000)
Custo: não divulgado
Prazo original de conclusão: não divulgado
Presidente do Náutico: Hélio Dias de Assis

O Arruda já estava em obras quando a direção alvirrubra apresentou o “plano de expansão” dos Aflitos. Contaria com novas gerais, fosso, camarotes, cabines de imprensa e um novo lance de arquibancada onde funcionava o velho placar (balança mas não cai). “Não faremos dos Aflitos o maior estádio, mas o mais aconchegante”, frisou o mandatário.” Lendo assim, até parecia algo pequeno, mas seria um dos maiores estádios particulares do país. Na reportagem do Diario de Pernambuco, o custo foi tratado da seguinte forma: “estimativa dentro da realidade do nosso futebol, ou seja, o Náutico está se preparando para o presente e futuro”. A obra não saiu, com o clube usando parte do recurso obtido no Bandepe para a reforma do calçamento de todo o clube. Ps. A ampliação realizada nos Aflitos entre 1996 e 2002 ficou bem parecida.

Maquete da ampliação dos Aflitos (1981). Foto: Arquivo/DP

Ilha do Retiro (ampliação)
Lançamento:25/04/1982
Capacidade: +55 mil lugares (até 90.000)
Custo: não divulgado
Prazo original de conclusão: 2 anos (1984) na 1ª etapa e 4 anos (1986) na 2ª
Presidente do Sport: José Antônio Alves de Melo

A ideia era aumentar em 157% a capacidade da Ilha, em duas etapas, como registra o texto original do Diario: “a obra foi dividida em forma de blocos, ou seja, o estádio seria ampliado em quatro etapas (…). Entretanto, com as alterações feitas no projeto, os trabalhos ficaram divididos em apenas duas etapas: a primeira compreende 80% das obras e os 20% restantes representam a segunda”. Só a primeira saiu do papel. Imaginava-se 70 mil, mas a lotação máxima (com os tobogãs e as novas cadeiras centrais) seria de 52 mil pessoas. O ex-presidente Jarbas Guimarães ainda foi profético na época: “O futebol pernambucano tinha que manter a sua célula-mater viva, ou seja, nunca construir um estádio estadual, e sim, reformar e ampliar os três estádios particulares”. Como o Náutico, usou parte do dinheiro no calçamento.

Maquete da ampliação da Ilha do Retiro (1982). Foto: Arquivo/DP

2007-2011, a onda das arenas para a Copa do Mundo

Com o Brasil confirmado como sede do Mundial de 2014, em 2004, inúmeros governos estaduais e/ou clubes começaram a articular projetos de arenas, seguindo o pesado caderno de encargos da Fifa. Na época, o discurso era de investimento privado, o que pouco depois se mostraria longe da verdade, com inúmeros financiamentos federais. Ah, os três projetos abaixo ficaram no 3D, com o governo do estado bancando a Arena Pernambuco, criada em 2009, a 19 quilômetros do Marco Zero.

Arena Coral (ampliação e modernização)
Lançamento: 28/06/2007
Capacidade: 68.500
Custo: R$ 190 milhões
Prazo original de conclusão: 7 anos (2014)
Presidente do Santa Cruz: Édson Nogueira

A Arena Recife-Olinda, em Salgadinho, foi o primeiro projeto de arena no estado. Surgiu em 29 de maio de 2007, orçada em R$ 335 milhões. No mês seguinte, o Santa Cruz apresentou uma alternativa, com o plano de mordernização do Arruda, 43% mais barato. Com a capacidade estipular (68,5 mil), o palco poderia receber qualquer jogo da Copa. O custo da obra seria dividido entre reforma (R$ 150 mi) e a construção de um prédio de serviço, sede e estacionamento (R$ 40 mi). ”O melhor é que o clube não vai precisar gastar nada. Todo o dinheiro virá da iniciativa privada. Hoje já temos contatos com quatro investidores interessados no projeto”, garantiu David Fratel, diretor da Engipar, a empresa paulista que firmou a parceria com o Tricolor, responsável pela captação de recursos. Os recursos jamais foram captados.

Arena Coral. Imagem: divulgação

Arena Timbu (construção)
Lançamento: 18/11/2009
Capacidade: 30.000
Custo: R$ 300 milhões
Prazo original de conclusão: 5 anos (2014), abortado
Presidente do Náutico: Maurício Cardoso

A direção do Náutico anunciou a ideia de construir uma arena em 2007. Na época, dois projetos já tinham sido lançados, a Arena Coral e a Arena Recife-Olinda. Dois anos depois, refinou a ideia e a apresentou ao então prefeito, João da Costa. Com capacidade para 30 mil pessoas, o projeto seguia os traços modernos dos novos estádios, já contendo um capítulo de ampliação para 42 mil lugares – visando a Copa. Localizado entre a BR-101 e a Avenida Recife, no Engenho Uchôa, o estádio seria operado durante 30 anos pelo consórcio envolvendo Camargo Corrêa, Conic Souza e Patrimonial Investimentos. O estádio, que não chegou a conseguir a autorização da prefeitura, foi deixado de lado quando o timbu começou a negociar o contrato para mandar seus jogos na Arena Pernambuco, o que acabou ocorrendo em 17 de outubro de 2011.

Arena do Náutico. Crédito: divulgação

Arena Sport (construção)
Lançamento: 17/03/2011
Capacidade: 45.000
Custo: R$ 400 milhões (ou R$ 750 milhões pelo complexo)
Prazo original de conclusão: 4 anos (2015)
Presidente do Sport: Gustavo Dubeux 

Aproveitando a onda de investimentos, o Sport articulou a sua própria arena, à parte do empreendimento em construção em São Lourenço. O plano era demolir o clube e erguer um estádio multiuso, um shopping center, dois empresariais e um hotel. No entanto, a direção leonina não esperava tantas barreiras burocráticas junto à Prefeitura do Recife. A principal autorização, dada pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU), só viria em dezembro de 2013 – essa demora resultou numa mudança completa na arena, saindo da DDB/Aedas para o escritório Pontual Arquitetos, cujo projeto foi revelado em março de 2012. Ainda assim, era preciso regularizar outros documentos. Quando tudo para iniciar a obra ficou ok, o investidor anunciado, a Engevix, não entrou mais em contato – e posteriormente seria investigada na Lava-Jato.

Arena do Sport. Crédito: divulgação

Campeão olímpico, Rogério Micale aponta o clube onde gostaria de trabalhar: Sport

Rogério Micale comandando treino da Seleção Olímpica no CT do Sport, em 10 de novembro de 2015. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Em 10 de novembro de 2015, o técnico Rogério Micale comandou um treino da Seleção Olímpica no Centro de Treinamento José de Andrade Médicis, do Sport. Ali, preparava o terreno para Dunga. Como se sabe, Dunga acabou demitido, Tite preferiu seguir apenas com a seleção principal e coube ao próprio Micale a árdua tarefa no Rio de Janeiro, em 2016. Campeão olímpico, o treinador segue no comanda da base da Canarinha. Segue em contato com outros técnicos e conhecendo a estrutura país afora. Daí, o impacto da sua declaração em entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Eis a oitava pergunta,

Qual o seu futuro?
“Sou funcionário da CBF. Não tenho contrato, mas existe uma conversa. Eles podem me mandar embora e posso sair quando quiser. Até agora, não recebi nenhum convite interessante. O grande desafio da seleção é formar um time com poucas sessões de treinos. Isso acontece no futebol brasileiro também. Esse trabalho aqui está me dando uma boa bagagem. Por incrível que pareça, só vejo um clube no Brasil que gostaria de trabalhar: o Sport. É um clube organizador, tem um centro de treinamento razoável, tem uma base interessante e bons jogadores. Fora isso, os últimos treinadores saíram de lá porque queriam.”

Sim, o Sport. Sobre o CT, passados 14 meses, o local, que já contava conta com cinco campos nos 8,4 hectares, recebeu um segundo alojamento, sala de imprensa, centro médico e iluminação do gramado principal. Se já era razoável…

Vale lembrar a declaração de Micale no dia em que esteve em Paratibe

“Estamos com uma estrutura muito boa de treinamento no CT do Sport. Campos muito bons para mostrar o trabalho e desempenhar a atividade. A gente vê que a estrutura física também é muito boa e a diretoria está de parabéns porque estão executando tudo da melhor forma possível.A gente vê, depois de andar por todo o Brasil, que o Sport está à frente neste quesito do CT. E isso é muito bom porque os jogadores, principalmente os mais novos, ficam mais à vontade, sem receio de arriscar as jogadas.”

Há tempos o centro de treinamento é apontado como o futuro do Leão…

Rogério Micale comandando treino da Seleção Olímpica no CT do Sport, em 10 de novembro de 2015. Foto: Williams Aguiar/Sport

A capacidade máxima dos 12 estádios do Campeonato Pernambucano de 2017

Estádios do Campeonato Pernambucano de 2017

Para a liberação dos doze estádios inscritos no Campeonato Pernambucano de 2017, a FPF exigiu laudos técnicos de engenharia, segurança, bombeiros e vigilância sanitária. Ainda que alguns gramados, como o do Carneirão – exibido na primeira transmissão via internet -, sigam em péssimas condições, onze palcos foram confirmados antes da abertura da competição – exceção feita ao Paulo Petribú, em Carpina, na primeira rodada. Sobre a capacidade máxima (quadro abaixo), os dois palcos da capital seguem reduzidos em relação à versão mais recente do Cadastro Nacional de Estádios, da CBF.

pedido do Ministério Público em novembro de 2015, Arruda e Ilha do Retiro perderam 9,4 mil e 5,5 mil lugares, respectivamente. Ou seja, no máximo 50 mil torcedores no Mundão (que já recebeu 96 mil) e 27 mil na casa leonina (que já acomodou 56 mil) - para retomar a capacidade original, Sport e Santa se comprometeram a cumprir as exigências até 2018. Já a Arena tem a maior diferença a favor, com 1,5 mil lugares a mais que o cadastro. Ao todo, existem 37.852 cadeiras à disposição do público geral, descontando camarotes, cadeiras vips e área de imprensa, o que corresponde a 83% da carga. Outras quatro praças esportivas também receberam pequenas ampliações (segundo os laudos), com destaque para o Luiz Lacerda. O estádio do Central, cujo gramado é um dos mais preocupantes em 2017, tem 518 lugares a mais.

Ao contrário da edição anterior, que exigia pelo menos três mil lugares até o hexagonal e dez mil nos mata-matas, desta vez a FPF estipula uma capacidade mínima somente a partir da semifinal, com “dez mil espectadores sentados”. Assim, o Vianão, em Afogados, com dois mil lugares, poderia receber o Trio de Ferro num hipotético confronto no hexagonal. Já numa possível fase decisiva, apenas três cidades estão aptas no interior: Vitória, Caruaru e Salgueiro.

A capacidade máxima de público dos estádios do Pernambucano 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Grito da República, em Olinda, torna-se o estádio mais demorado de Pernambuco

Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Diego Borges/DP

Em um vídeo institucional, em 11 de abril de 2014, o prefeito Renildo Calheiros estipulava para o Natal a inauguração do estádio Grito da República, em Olinda. Àquela altura, o prazo já estava esticado em dois anos. Chegou o Natal, de 2016, e a praça esportiva de R$ 10,4 milhões deve ser, enfim, aberta. É preciso frisar o ano da conclusão porque a ordem de serviço da (arrastada) obra foi assinada em 2008. Logo, nenhum estádio local com pelo menos 10.700 lugares (a capacidade de Rio Doce) precisou de tanto tempo para ser erguido.

Período gasto na construção de cada setor*:
Grito da República (construção, +10 mil): 2008-2016 (9 anos)
Arruda (anel inferior, +64 mil): 1965-1972 (8 anos)
Aflitos (ampliação, +10 mil): 1996-2002 (7 anos)
Arena Pernambuco (construção, +46 mil): 2010-2013 (4 anos)
Arruda (anel superior, +46 mil): 1980-1982 (3 anos)
Ademir Cunha (construção, +30 mil): 1980-1982 (3 anos)
Ilha do Retiro (ampliação, +15 mil): 1953-1955 (3 anos)
Ilha do Retiro (ampliação, +10 mil): 1982-1984 (3 anos)
Cornélio de Barros (remodelação, +10 mil): 2010-2012 (3 anos)
Ilha do Retiro (remodelação, +20 mil): 1949-1950 (2 anos)
Carneirão (construção, +10 mil): 1990-1991 (2 anos)
* Trata-se da capacidade original, pois vários dados acabaram reduzidos 

Como se sabe, o objetivo inicial do estádio olindense era se tornar um dos Centros de Treinamento de Seleções (CTS) da Copa 2014. Passou longe, com problemas de orçamento e falhas no projeto executivo, demandando mais tempo para ajustes – nesse tempo todo, o Diario de Pernambuco visitou o local várias vezes, comprovando o atraso. Claro, o empreendimento é uma aquisição da população, à parte do evento já no passado. Tanto que há a pretensão de virar a casa do Olinda Futebol Clube, que desde sua fundação, em 2007, manda seus jogos no Olindão, o acanhado palco em Jardim Brasil.

O problema é que, gramado à parte, as redes elétrica (ainda não há refletores) e hidráulica seguem inacabadas. As cadeiras azuis do projeto e a cobertura do setor também não foram instaladas. E assim deve seguir até o fim do mandato do atual gestor, à frente da cidade durante oito anos, sem a conclusão de fato.

Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Diego Borges/DP

Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Diego Borges/DP

Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Diego Borges/DP

As salas de imprensa dos clubes pernambucanos, nos estádios e CTs

Nas coletivas com jogadores, técnicos e dirigentes, a imagem é fechada no rosto do interlocutor, com um painel logo atrás, contendo o escudo do clube e seus patrocinadores. Ao redor, o ambiente específico para a imprensa esportiva, com a sala de entrevistas. Ampliando um pouco a imagem, é possível conferir a infraestrutura à disposição para a cobertura jornalística do futebol, com casos bem distintos. Aqui, exemplos das salas dos três grandes clubes do Recife e do Central de Caruaru, todas repaginadas e climatizadas. Mas, mesmo assim, com algumas pendências nas condições básicas para um nível profissional.

Confira também a estrutura das cabines destinadas à imprensa escrita no Arruda, na Ilha do Retiro e nos Aflitos clicando aqui.

Sport – Sala de Imprensa Carlos Percol (CT José de Andrade Médicis)
Demorou para sair, mais de dois anos pós-batismo. O Sport decidiu homenagear o jornalista e torcedor rubro-negro (no mesmo acidente aéreo de Eduardo Campos) em agosto de 2014. Só em dezembro de 2016 a sala ficou pronta, na montagem de dois containers ao lado do campo principal. Climatizado e com wi-fi, o local pode receber até oito jornalistas sentados, à parte das câmeras.

Sala de imprensa do CT do Sport, em Paratibe. Foto: João de Andrade Neto/DP

Náutico – Sala de Imprensa Rômulo Capela Pontes (CT Wilson Campos)
Nos Aflitos há uma sala de imprensa, hoje em desuso pela falta de jogos no estádio. Assim, a maioria das entrevistas do Alvirrubro ocorre na sala construída no CT, em janeiro de 2012, ao lado do campo principal. Lá, há um espaço para as câmeras de televisão, com sistema de iluminação especial. O clube, claro, também utiliza o centro de imprensa da Arena Pernambuco.

Sala de imprensa do CT do Náutico. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Santa Cruz – Sala de Imprensa Alexandre Severo (Arruda)
O Tricolor foi o primeiro a disponibilizar mesas para os repórteres, em maio de 2015. A estrutura é necessária, tamanha a quantidade de laptops nas coberturas. Todas as mesas têm saída de energia para os equipamentos. Contudo, não há sistema de áudio na mesa do entrevistado – ruim para a gravação nas rádios e tevês. A sala fica embaixo das cadeiras do Mundão.

Sala de imprensa do Arruda. Foto: Yuri de Lira/DP/D.A Press

Sport – Sala de Imprensa Haroldo Praça (Ilha do Retiro)
Inaugurada em novembro de 2001, a sala é a única entre os clubes locais a possuir um painel digital para expor os patrocinadores (desde novembro de 2012), em vez de um banner na parede. Porém, o espaço, localizado embaixo da geral do placar, é apertado para o trabalho da imprensa, sobretudo a escrita. Também não há nivelamento para as câmeras de televisão.

Sala de imprensa da Ilha do Retiro. Foto: Ricardo Luís (twitter.com/ricardoreporter)

Central – Sala de imprensa Severino de Souza Pepeu (Lacerdão)
Mesmo num tamanho reduzido em relação ao trio da capital, a sala do estádio alvinegro segue o padrão dos principais clubes, de forma customizada, com telão para os patrocinadores, espaço exclusivo para radialistas e painel sobre o clube (uma foto ampla do estádio). O espaço, inaugurado em agosto de 2011, ocupa uma das salas embaixo do tobogã do estádio Luiz Lacerda.

Sala de imprensa do Lacerdão, em Caruaru. Foto: Central/divulgação