Em atuação frustrante, Sport empata com a Ponte e aumenta pressão na sequência

Série A 2017, 20ª rodada: Sport 0 x 0 Ponte Preta. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Historicamente, o returno do Brasileirão é mais complicado. Pelo fim das janelas de transferência, pelo maior encaixe das equipes, pelo afunilamento de torneios paralelos e, também, pela reação da turma de baixo, querendo evitar o descenso. Não por acaso, o Sport já havia terminado quatro vezes entre os dez primeiros colocados do primeiro turno, mas só em uma edição, 2015, se manteve neste patamar até o fim. Nesta temporada, a segunda metade da tabela leonina conta com nove jogos em casa e dez fora. Logo, é bastante clara a necessidade de fazer o dever como mandante, sobretudo em jogos-chaves. Como era este contra a Ponte Preta, desfalcada de algumas peças importantes, com o atacante Emerson Sheik e o meia Renato Cajá.

Embora o 0 x 0 numa Ilha com 13 mil pessoas tenha levado o leão ao 5º lugar, beneficiado pela derrota do Fla, em Minas, a situação a médio prazo ficou complicada. Afinal, o time vai para dois jogos longe do Recife, contra Cruzeiro e Grêmio, num momento em que a disputa pelo G6 tornou-se agrupada, com muitos candidatos. E o Sport vai pressionado por não ter encontrado, em momento algum, uma forma de quebrar as linhas defensivas do adversário.

Série A 2017, 20ª rodada: Sport 0 x 0 Ponte Preta. Foto: Aníbal Monteiro/divulgação (@profanibal)

O Sport teve 66% de posse de bola, segundo o Footstats, num controle de jogo extremamente falso, quase sem assustar o goleiro Aranha – ao contrário de Magrão, se virando bem nos contragolpes. À vera, foram três chances, todas na etapa complementar, num chute cruzado de André após uma jogada fortuita, uma cobrança de falta de Diego Souza na trave (estático na partida, DS foi muito mal) e uma cabeçada de André nos descontos, sem goleiro.

Foi o saldo de um time que cruzou 52 bolas na área. Repetindo: 52! Só acertou 4. E olhe que ainda foram 27 tentativas em lançamentos. De forma surpreendente, o leão jogou desta forma ineficaz desde o primeiro instante. Ou seja, com poucas bolas no chão, pouca criatividade, pouca verticalização e pouca atitude. O empate foi frustrante não pelo desempenho na partida, pois não mereceu mesmo vencer, mas sim pela dura tabela pela frente, que exigia bastante da equipe neste domingo. Não houve resposta efetiva.

Sport x Ponte no Recife, pelo Brasileiro (6 jogos)
4 vitórias do Leão
2 empates

Série A 2017, 20ª rodada: Sport 0 x 0 Ponte Preta. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Sport volta a vencer o Bahia na Fonte Nova após 28 anos e se mantém no G6

Série A 2017, 17ª rodada: Bahia 1 x 3 Sport. Foto: Marcelo Malaquias/Framephoto/Estadão conteúdo

O Sport arrancou uma importante vitória na Fonte Nova, onde não vencia desde 1989! Mesmo desfalcado de Rithely, Diego Souza e André, todos suspensos, o leão conseguiu ser um time organizado taticamente, quase perfeito defensivamente e calibrado nos contragolpes, puxando em velocidade até os descontos do jogo, quando o colombiano Reinaldo Lenis enfim marcou o seu gol neste Brasileirão, definindo o 3 x 1 pra cima do Bahia.

Com a torcida tricolor marcando presença, com mais de 18 mil pessoas, o time do pressionado Jorginho começou com a proposta clara, buscando o centroavante Rodrigão. Referência na área. o grandalhão é técnico e abre espaço. Ocorre que as peças acionadas por Luxemburgo – que não costuma montar o rubro-negro para empates fora de casa, sendo 8 ou 8 – entraram em alta rotação. No meio-campo, Everton Felipe chamou a responsabilidade, ditando o ritmo do time. Um ritmo forte, deixando claro. Pressionando a saída do Baêa, os pernambucanos conseguiram armar vários contragolpes. O primeiro gol resume a partida: Mendoza arriscou um toque calcanhar, Rodrigo roubou a bola e acionou o colombiano Lenis. Avançando em velocidade, onde quase sempre leva vantagem, desta ele vez acertou a assistência, com Everton Felipe balançando as redes. Àquela altura, o Sport era melhor e a as reclamações da torcida da casa confirmavam – foco no lateral Régis Souza.

Série A 2017, 17ª rodada: Bahia 1 x 3 Sport. Foto: Bahia/twitter (@ECBahia)

Ainda no primeiro tempo, com Lenis e Juninho, o Sport teve chances para ampliar. Desperdiçou, mas ao menos não parecia dar sinais de queda, apesar de erros técnicos dos atacantes. Na proteção, Patrick e Rodrigo não deixaram o meia Régis jogar. Desatento em alguns lances, Rodrigo foi ajudado pela ótima partida de Patrick, que mesmo amarelado continuou marcando bem.

Na etapa complementar, o Bahia voltou com o volante Juninho, forte na bola parada, no lugar do criticado Régis Souza. Voltou também mais compacto, dominando o Sport por 15 minutos. Quando saiu o empate, com Rodrigão cabeceando após uma sucessão de erros, como Mena errando na marcação e Ronaldo Alves tentando cortar uma bola aérea com os pés, o scout de finalizações já era de 13 x 6 a favor do mandante. Felizmente, para os rubro-negros, o time não sentiu o gol. Manteve a pressão alta e com volume de contragolpes. Mesmo perdendo vários (cabia goleada), conseguiu converter. Primeiro, já numa sequência de escanteio, Lenis passou por dois e bateu cruzado, com Ronaldo Alves se redimindo. Com a vantagem restabelecida aos 20, a palavra de ordem passou a ser ‘paciência’. Foi assim até os descontos, com o rival nordestino já baqueado, sem acompanhar os lances, como no terceiro gol, com Everton devolvendo o gol a Lenis. Isso mesmo, 1 gol e 2 assistências de Lenis em Salvador. Era mesmo dia de cair tabu…

Bahia x Sport em Salvador, pelo Brasileiro (13 jogos)
6 vitórias do Esquadrão
5 empates
2 vitórias do Leão (1989 e 2017)

Série A 2017, 17ª rodada: Bahia 1 x 3 Sport. Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Sport goleia o Coritiba no Couto Pereira, chega a 3 vitórias seguidas e entra no G6

Série A 2017, 12ª rodada: Coritiba 0 x 3 Sport. Foto: Joka Madruga/Futura Press/Estadão conteúdo

O confronto valia o “G6″ após 12 rodadas. Em Curitiba, o vencedor da peleja entraria na zona da Libertadores, com o empate mantendo o Cruzeiro lá. Sem Diego Souza, num imbróglio com o “sai-não-sai”, o time pernambucano precisou ser rearrumado, com Everton Felipe assumindo (bem) o meio. O Sport já havia vencido dois jogos sem DS87, contra Grêmio e Fla. E repetiu diante do Coritiba, com a terceira vitória seguida na Série A, sem sofrer gols.

O futebol apresentado pelo leão nos 20 primeiros minutos foi excelente, com transições rápidas, abusando do lado esquerdo, sempre produtivo. Foram cinco chances reais. Nas três primeiras, o goleiro Wilson salvou o mandante. Em seguida, já aos 17, finalmente o gol. De garçom nos primeiros lances, Mena (de ponta esquerda) foi o finalizador. Recebeu e marcou um belo gol. E olhe que Rithely, em outra trama pela esquerda, ainda bateu por cima na sequência. Vaiado, o Coritiba demorou a entrar no jogo. Se ofensivamente o leão estava bem, na marcação havia espaço, sobretudo na cabeça de área. Por ali, o Coxa arriscou ao menos três vezes – em um desses arremates, de Galdezani, ex-Sport, Magrão fez grande defesa. Porém, houve a cobrança de Luxemburgo, com o visitante, bem distribuído em campo, passando a valorizar mais a posse. Diminuiu o ritmo e segurou a vantagem até o intervalo.

No segundo tempo, a proposta leonina foi mais defensiva, com Ronaldo Alves e Henríquez rasgavam tudo lá atrás (seguindo o revezamento de duplas no setor). A pressão do Coxa aconteceu, sobretudo com Kléber e Henrique, num volume de jogo esperado. Ligado demais, o Sport conseguiu conter e articulou inúmeros contragolpes, esticando bastante as jogadas, até obter sucesso, com Rogério, que acabara de entrar. Aos 39, o atacante ampliou ao finalizar de primeira um cruzamento de Mena, o melhor em campo. Nos descontos, com a partida definida, um gol contra do Coxa, em outro cruzamento (este da direita), transformou a vitória leonina em goleada no Couto Pereira, 3 x 0.

Coritiba x Sport em Curitiba, pelo Brasileiro
8 vitórias do Coxa
5 empates
3 vitórias do Leão (2012, 2014 e 2017)

Série A 2017, 12ª rodada: Coritiba 0 x 3 Sport. Foto: Joka Madruga/Futura Press/Estadão conteúdo

Sport vence Arsenal com 2 gols de André e abre vantagem rumo às oitavas da Sula

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

A vitória por 2 x 0 é, historicamente, uma boa vantagem em mata-matas com a regra do gol qualificado. Por isso, o Sport irá à Sarandí numa condição favorável para confirmar a vaga às oitavas de final da Copa Sul-Americana, onde chegou em 2013 e 2015. À parte do resultado consolidado, portanto, fica a ressalva sobre score modesto pelo jogo visto na Ilha do Retiro. Usando quase a força máxima no torneio – poupando apenas Ronaldo Alves e desconsiderando Osvaldo, que não pôde ser inscrito -, o leão chegou com extrema facilidade ao campo ofensivo, tamanha a fragilidade técnica e tática do Arsenal, esfacelado após o fim da temporada 2016/2017 na Argentina.

Marcando mal, com até quatro jogadores cercando um leonino – deixando buracos enormes no restante do campo -, os hermanos acabaram aliviados devido aos erros no “último passe” do Sport. Explorando a ponta direita, Everton Felipe levou pânico à zaga argentina, ganhando no drible, na velocidade. Se Diego Souza puxou a cadência desta vez, sobretudo quando ficou adiantado, Everton fez grande partida, sendo parado apenas no sarrafo. Não por acaso, três marcadores receberam amarelo após faltas violentas nele – com bastante complacência do árbitro boliviano. Após cruzamentos na linha de fundo, rasteiros e por cima, as finalizações não se equipararam ao volume no setor. O primeiro tempo em branco, sob aplausos, já era injusto.

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

No segundo tempo, com o gás do retraído Arsenal acabando, a troca de passes do Sport enfim deu resultado. Duas vezes com André. Na primeira, um gol feioso, embora o mantra de Dadá Maravilha seja verdadeiro. Na segunda, ótima linha de passes entre EF e Mena, vindo da Copa das Confederações. Cruzamento na medida e testada sem chances. Neste lance, vale a observação de que o chileno acabara de entrar no lugar do atacante Rogério, que não foi bem, sem encaixe coletivo e com erros nas finalizações. Com Sander/Mena, o lado esquerdo melhorou. E a vantagem foi ampliada.

Saindo para o jogo depois disso, o Arsenal até chegou perto de diminuir, com Magrão fazendo uma grande defesa. À parte disso, apenas bolas aéreas, com Durval soberano. Enquanto isso, o Sport ia desperdiçando contragolpes, dois deles excelentes – e que merecem cobrança. Sobre o Arsenal, foi muito pouco para um time que passou com duas vitórias na fase anterior, agregando 8 x 1 sobre o Juan Aurich, do Peru. Até a volta, terá 21 dias para tentar se qualificar. Até lá também espera-se que o Sport siga evoluindo. Hoje, soma quatro vitórias seguidas, sem sofrer gols. Na Argentina, esse desempenho será determinante para uma possível classificação. Pela ida, encaminhou.

Cotas do Sport na Copa Sul-Americana
1ª fase – US$ 250 mil (vs Danubio-URU)
2ª fase – US$ 300 mil (vs Arsenal-ARG)
Oitavas – US$ 375 mil?

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Diego Souza marca o 50º gol pelo Sport, que vence a segunda seguida na Série A

Série A 2017, 11ª rodada: Sport 1 x 0 Atlético-PR. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Coletivamente, o Sport fez uma boa partida diante do Atlético-PR. Com a bola nos pés, tendo 55% de posse, não abdicou de uma proposta ofensiva, chegando bastante à meta de Weverton. Segundo o Footstats, o número de finalizações ficou em 18 x 1 a favor do leão! Ressalvando que única chance paranaense saiu de uma saída errada dos leoninos. Criando, não chegou.

Defensivamente, o leão anulou o rival, e à frente todas as peças funcionaram. Mesmo num gramado ruim, enlameado, o time conseguiu jogar. Diego Souza ditou o ritmo, abrindo espaço e carregando a bola. Everton Felipe foi o melhor no 1º tempo. Caiu na na volta do intervalo, substituído por Rogério, que teve o claro papel de puxar contragolpes, impondo velocidade e consciência desta vez. O mesmo vale na análise Osvaldo/Lenis, titular e substituto. Com esta engrenagem, a vitória sobre o Furacão foi merecida, na primeira sequência de resultados positivos neste Brasileirão, após o jogo na Vila Belmiro.

Entretanto, o gol que garantiu a vitória por 1 x 0 saiu de uma penalidade inexistente. Embora tenha pressionado desde o começo, com bola na trave, bola raspando e defesas do goleiro, o lance capital só ocorreu aos 30 do segundo tempo. Rogério limpou e chutou, com Wanderson cortando. O árbitro Grazianni Maciel enxergou toque de mão do zagueiro, mas a bola bateu na sua cabeça e na coxa. Na cobrança, DS87 ignorou a pressão sobre a situação Sport/Palmeiras, entre ficar na Ilha e ir para o Palestra, e bateu colocado, certeiro. O meia chegou a 50 gols em 148 jogos com a camisa rubro-negra, dos quais 31 (ou 62%) na Série A, mostrando a sua importância…

Sport x Atlético-PR no Recife, pelo Brasileiro
8 vitórias do Leão
6 empates
1 vitória do Furacão

Série A 2017, 11ª rodada: Sport 1 x 0 Atlético-PR. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Manchetes do 41º título estadual do Sport

As manchetes do Diario de Pernambuco e do Superesportes sobre o 41º título pernambucano do Sport

Eis as capas publicadas pelo Diario de Pernambuco após a primeira finalíssima do futebol pernambucano realizada no interior, lá no sertão.

Nas bancas desta quinta-feira, o 41º título estadual do Sport estampa a manchete do jornal (“41″) e também do caderno Superesportes (“Vermelho e preto do sertão ao litoral”), com destaque para o meia Diego Souza, que não falou sobre o seu futuro durante a festa de sua primeira taça no clube.

Confira as capas em uma resolução maior aqui e aqui.

Sport empata sem gols com o São Paulo em partida de pouca criatividade na Ilha

Série A 2017, 7ª rodada: Sport 0 x 0 São Paulo. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

As duas primeiras vitórias do Sport no Campeonato Brasileiro tiveram dois pontos em comum: ambas na Ilha do Retiro e sem Diego Souza. Após outra derrota como visitante, o leão voltou ao seu reduto para enfrentar o São Paulo, de começo bem irregular sob comando de Rogério Ceni – hoje, com desfalques, parece uma equipe sem identidade. Mais uma vez, DS87 não estaria em campo, ainda na viagem de volta da Austrália, onde defendeu a Seleção. Se houve um lampejo de discurso sobre a intensidade do time com ou sem o jogador (menor maior, respectivamente), o empate em 0 x 0 talvez tenha deixado claro outro ponto, a falta de criatividade nas jogadas.

Foram 57 passes errados e 20 cruzamentos na área, apenas um terminando em finalização, numa cabeçada de André. À parte disso, toques para os lados e exploração das pontas até o limite. Pior ainda foi o desempenho no primeiro tempo, com Thallyson sem conseguir dar fluidez no setor. Peça de confiança de Luxemburgo nesse início de trabalho, o jogador ainda é verde e não apresentou futebol suficiente para essa titularidade em sequência. Ao menos Luxa corrigiu isso no intervalo, com a entrada de Everton Felipe. Mudança efetiva, com o meia ganhando mais jogadas e dando um sinal de vida na área central, arriscando infiltrações. Porém, ao tentar bastante o passe mais difícil, EF acaba tirando o encaixe do time, que suou bastante para conter os contragolpes do time paulista – Durval e Ronaldo Alves muito bem.

Em um segundo tempo melhor, o Sport contou com as entradas de Rogério (Thomás) e Juninho (Osvaldo), mas com o mesmo estilo de jogo, bem marcado. O empate acabou sendo o primeiro jogo do ano em que o rubro-negro não balançou as redes na Ilha (e foram 21). No fim ficou o alívio pela defesaça de Magrão numa cabeçada de Gilberto (ex-Santa e ex-Sport), nos descontos, e a queixa sobre dois pênaltis não assinalados por Héber Roberto Lopes – que errou nas duas vezes, na visão do blog. Ficou, também, a certeza de que a ausência do meia Diego Souza nas vitórias anteriores foi mais circunstancial do que a causa delas. Qualidade técnica faz falta, sempre.

Sport x São Paulo no Recife, pelo Brasileiro
8 vitórias do Leão
8 empates
4 vitórias do Tricolor

Série A 2017, 7ª rodada: Sport 0 x 0 São Paulo. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Os bastidores da apresentação de Vanderlei Luxemburgo no Sport

Luxemburgo durante a apresentação no Sport, em 30 de maio de 2017. Crédito: TV Sport/youtube (reprodução)

O técnico Vanderlei Luxemburgo começou o seu trabalho à frente do Sport. Chegou na véspera do jogo de volta contra o Botafogo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, já confirmando a presença na área técnica. Antes, apenas um treino com o time rubro-negro, no CT José de Andrade Médicis.

Até o início do trabalho de campo, a expectativa sobre o desempenho de Luxa foi pauta recorrente nas mesas redondas país afora, devido ao histórico recente. E paralelamente à cobertura da imprensa local, a TV Sport produziu um vídeo de 8 minutos em áreas restritas, com imagens dos bastidores da apresentação, com o treinador conhecendo a estrutura, diretores e jogadores – com direito a depoimentos de Magrão, Everton Felipe e Arnaldo Barros.

Por fim, o primeiro discurso de Luxemburgo com o elenco leonino… Assista.

Em clássico quente, Sport elimina o Santa no Arruda e chega à 5ª final no Nordestão

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz x Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Everton Felipe no banco e André há doze jogos sem marcar. A pressão sobre os dois jogadores era grande. O meia, que tirou onda e teve que aguentar após as atuações apagadas, e o centroavante, com o pé descalibrado mesmo sendo participativo nos jogos, foram decisivos na noite. O Sport venceu o Santa Cruz, ampliando a vantagem no Arruda (52 x 50), e reverteu a semifinal das multidões – com a velha expressão fazendo sentido lá e lô. O rubro-negro está na decisão da Copa do Nordeste 2017 e vai em busca do tetra.

O Sport eliminou o atual campeão num clássico quente, batalhado e com grandes chances criadas, com Magrão (1T) e Júlio César (2T) acionados. Após a comemoração de Pitbull, socando o leão no escudo de concreto na Ilha, o clima ficou tenso. Embora técnicos e diretores tenham ensaiado o discurso pacificador, os jogadores entraram pilhados. Foram cinco expulsões, com Péricles Bassols vendo empurra-empurra em três momentos, com reservas invadindo o campo. Com a bola rolando, o Sport foi todo superação. Precisava marcar dois gols e com 15 minutos perdeu Diego Souza, que sentiu a coxa. Entrou Everton Felipe, que fez um golaço dois minutos depois, levando à loucura a torcida que lotou o setor na Rua das Moças, apesar da desvantagem. Com Thomás, duas vezes, o tricolor chegou perto do empate, numa postura séria, mostrando o quanto estava indefinido o confronto.

No segundo tempo, o jogo caiu, proporcionalmente às faltas e lesões. Na reta final, com o tricolor já retraído, administrando o placar, Magrão repôs a bola num chute de longa distância. Samuel Xavier aproveitou, cruzou pela direita e Vítor cortou mal. Da meia lua, André bateu de chapa, no cantinho. O gol para o necessário 2 x 0, levando o camisa 90 às lágrimas após o apito final. Apito que não encerra a campanha do Sport. Agora, terá o Bahia pela frente, no choque entre os dois campeões nacionais da região. Jogo enorme.

Sport, 5ª final em 12 participações
1994 – Campeão (vs CRB)
2000 – Campeão (vs Vitória)
2001 – Vice (vs Bahia)
2014 – Campeão (vs Ceará)
2017 – A definir (vs Bahia)

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz x Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Com apenas 437 pessoas no Arruda, time reserva do Sport vence o Belo Jardim

Pernambucano 2017, 7ª rodada: Belo Jardim 0 x 1 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

O Sport utilizou uma formação alternativa pela 4ª vez no Campeonato Pernambucano de 2017, seguindo o planejamento de poupar o grupo principal para as fases decisivas dos torneios em andamento – e a partir de agora tal cenário será constante. Com muitos jogadores da base, sobretudo do meio pra frente, “este” time segue invicto, com duas vitórias e dois empates. Foram relacionados quinze atletas revelados na base, dos quais oito entraram em campo. Apesar da oportunidade, a atuação geral foi fraca. Com mando do Belo Jardim, novamente obrigado atuar no Recife, o Leão fez 1 x 0 num Arruda às moscas – em mais um reflexo do campeonato esvaziado.

Ainda que o Calango tenha mostrado vontade, a limitação técnica foi a mesma dos jogos anteriores do hexagonal. O placar magro foi consequência da falta de ímpeto de alguns leoninos, como Everton Felipe. Outros, como os volantes Thallyson e Fabrício, mostraram qualidade. E o Leão até criou chances. Só não teve pontaria – e não só os jovens atacante, como Alison e Wallace.

Com contrato mais curto, Paulo Henrique foi um dos profissionais de maior bagagem em ação. Marcou o gol da vitória, mas não saiu como herói. Antes, havia desperdiçado cinco chances, duas embaixo da barra. No próprio gol tentou duas vezes, marcando no rebote. Chegou a dois no Estadual, ambos sobre o Belo Jardim, o que, com todo respeito, não quer dizer muita coisa…

Escalações alternativas (entre parênteses, os leoninos oriundos da base):
02/02 – Salgueiro 0 x 0 Sport (6)
15/02 – Sport 1 x 0 Belo Jardim (5)
01/03 – Sport 1 x 1 Náutico (6)
19/03 – Belo Jardim 0 x 1 Sport (8)

Pernambucano 2017, 7ª rodada: Belo Jardim 0 x 1 Sport. Foto: Rafael Martins/DP