A distribuição dos milhões das cotas de televisão nas Séries A e B de 2017

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro da Série A em 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A volta de Vasco e Bahia, tendo como contrapartida, entre os cotistas, a queda do Inter, impulsionou a receita com televisão do Brasileiro de 2017 (acima). Ao todo, considerando apenas a cota fixa, pay-per-view à parte, a Série A irá distribuir quase R$ 1,3 bilhão. De maneira bem desigual, como se sabe. Apenas Fla e Timão representam 26,2%. São sete subdivisões, com a última reservada aos aos clubes sem contratos para o triênio 2016-2018 – a Rede Globo, detentora dos direitos assinou com apenas 18, independentemente da divisão.

Entre os cotistas está o Sport, com contratos do tipo desde 1997. Já o Santa Cruz, que em 2016 ganhou R$ 23 milhões pela participação na elite, volta à segunda divisão ganhando o mesmo que outros 18 times não-cotistas. Ou seja, R$ 5 milhões. Uma queda de 78%! Se os corais devem ter dificuldades financeiras, o Colorado, rebaixado pela primeira vez em sua história, mantém o montante recebido na primeira divisão (presente na 5ª subdivisão criada pela emissora responsável). Por sinal, o clube gaúcho, sozinho, representa 32,4% de toda a verba a ser repassada aos vinte times da segundona de 2017 (abaixo).

2017 (contrato 2016-2018)
Série A – R$ 1,297 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas)
Série B – R$ 185 milhões (com 2 cotistas e 18 não-cotistas)
A segunda divisão representa 14,2% da primeirona 

2016 (contrato 2016-2018)
Série A – R$ 1,240 bilhão (com 15 cotistas e 5 não-cotistas)
Série B – R$ 255 milhões (com 3 cotistas e 17 não-cotistas)
A segunda divisão representa 20,5% da primeirona

2015 (contrato 2012-2015)
Série A – R$ 923 milhões (com 15 cotistas e 5 não cotistas)
Série B – R$ 150 milhões (com 3 cotistas e 17 não-cotistas)
A segunda divisão representa 16,2% da primeirona

Essa situação, sem amparo financeiro aos rebaixados, vai continuar até 2018, no último ano do contrato vigente. A partir de 2019, entram em vigor dois acordos distintos, um com a Globo (tevês aberta e fechada, PPV, sinal internacional e internet) e outro com o Esporte Interativo (tevê fechada), com períodos até 2024. Neste caso, alvirrubros e tricolores já têm contratos firmados com a Globo – espera-se verbas maiores em caso de campanhas na Série B.

Lembrando que esse levantamento apresentado pelo blog se refere apenas às cotas fixas. Ainda há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, calculado de acordo com o número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha, ampliando a disparidade. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, ganhou R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi.

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro da Série B em 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Com R$ 346,5 milhões em 3 anos, Caixa ativa ações promocionais e sinaliza 2017

Ativação de patrocínio da Caixa Econômica Federal com o Sport. Crédito: divulgação

No triênio 2014-2016, a Caixa Econômica Federal injetou R$ 346,5 milhões nos times brasileiros. De longe, a maior patrocinadora do futebol no país. Aos poucos, a instituição bancária vai sinalizando a manutenção do aporte para a temporada 2017, após um período de incertezas acerca do investimento. Clubes como Fluminense, Botafogo e Santos, que firmaram acordos pontuais no fim deste ano, já negociam a renovação – de R$ 12 mi para os cariocas e R$ 18 mi para o time paulista. Paralelamente a isso, faltando apenas um mês para o fim dos contratos (o do Leão da Ilha, por exemplo, vai até 19/01), a empresa pública ativou ações promocionais com seus principais clubes. Através das redes sociais oficiais de cada patrocinado, uma postagem convidando o torcedor a criar modelos de camisas. Nos quatro exemplos citados aqui, ideias à parte de Adidas (Sport e Flamengo), Nike (Corinthians) e Dry World (Atlético Mineiro).

Confira a postagem original do rubro-negro pernambucano clicando aqui.

“A camisa do Leão é o símbolo máximo da paixão pelo clube. Cada detalhe tem um significado especial. Conta pra gente: se você pudesse criar a #CamisaDosSonhos, como ela seria?” 

Após o boom em 2014, a Caixa anunciou o arrocho em 2016, que seria, em tese, o pior momento neste segmento. Tanto que iniciou com apenas dez clubes, a menor quantidade, mas aos poucos foi cedendo aos pedidos (haja política) e assinando contratos mais curtos. A lista passou do dobro, chegando a 21 times, incluindo o Náutico, num acordo de quatro meses. O Nordeste conta com cinco clubes, com outros três fortes postulantes (e negociações antigas): Santa, Ceará e Fortaleza. A resposta oficial, de Brasília, sai em meados de janeiro.

Ranking de patrocínio da Caixa em 2016 (entre parênteses, a média mensal)
1º) Corinthians – R$ 30 milhões (R$ 2,50 milhões)
2º) Flamengo R$ 25 milhões (R$ 2,08 milhões)

3º) Cruzeiro – R$ 12,5 milhões (R$ 1,04 milhão)
3º) Atlético-MG – R$ 12,5 milhões (R$ 1,04 milhão)
5º) Vasco* – R$ 9 milhões (R$ 750 mil)

6º) Sport – R$ 6 milhões (R$ 500 mil)
6º) Vitória – R$ 6 milhões (R$ 500 mil)
6º) Atlético-PR – R$ 6 milhões (R$ 500 mil)
6º) Coritiba – R$ 6 milhões (R$ 500 mil)
10º) Chapecoense – R$ 4 milhões (R$ 333 mil)
10º) Figueirense – R$ 4 milhões (R$ 330 mil)
12º) Santos – R$ 2 milhões, por 3 meses (R$ 666 mil)
12º) Bahia* – R$ 2 milhões, por 6 meses (R$ 333 mil)

12º) Atlético-GO* – R$ 2 milhões (R$ 166 mil)
15º) Goiás* – R$ 1,5 milhão, por 5 meses (R$ 300 mil)
16º) Fluminense – R$ 1,4 milhão, por 2 meses (R$ 700 mil)
17º) Náutico* – R$ 1,2 milhão, por 4 meses (R$ 300 mil)

18º) Botafogo – R$ 1 milhão, por 2 meses (R$ 500 mil)
18º) CRB* – R$ 1 milhão (R$ 83 mil)
20º) Paysandu* – R$ 600 mil, por 4 meses (R$ 150 mil)
21º) Avaí* – R$ 400 mil, por 4 meses (R$ 100 mil)
* Disputaram a segunda divisão, influenciando no valor do patrocínio

Investimento da Caixa nos clubes brasileiros
2014 – R$ 111,9 milhões (15 clubes)
2015 – R$ 100,5 milhões (12 clubes)
2016 – R$ 134,1 milhões (21 clubes)

Ativação de patrocínio da Caixa Econômica Federal com Flamengo, Corinthians e Atlético-MG. Crédito: divulgação

Classificação da Série A 2016 – 37ª rodada

A classificação do Brasileirão 2016 após 37 rodadas. Crédito: Superesportes

A penúltima rodada do Brasileirão terminou nesta segunda-feira, com o Vitória praticamente assegurando a sua presença na Série A de 2017 ao vencer o Coritiba fora de casa. Agora, só uma tragédia rebaixaria o time baiano (detalhes abaixo). Por sinal, esta rodada foi péssima para o Sport, que perdeu a 3ª chance de permanecer ao ficar no empate com o América, em Belo Horizonte.

Como os dois concorrentes diretos venceram, agora o Leão terá que vencer na última rodada o rebaixado Figueirense (mas estimulado por mala branca) para não correr risco. Para quem chegou a ter apenas 1% de chance de cair, o cenário tornou-se perigoso. Ou seja Já o Santa Cruz, que vem cumprindo tabela, fez uma bela despedida do Arruda, ao golear o Grêmio. Sem chance de permanência, os corais vão à última rodada, no próximo domingo (contra o São Paulo, no Pacaembu), com o objetivo de transformar Grafite em artilheiro. O camisa 23 tem 13 gols, um a menos que Fred, do Galo.

Chance de rebaixamento, via UFMG
86,7% – Inter
12,7% – Sport
0,6% – Vitória

Os jogos decisivos da 38ª rodada:
04/12 (16h00) – Sport x Figueirense (Ilha do Retiro)
04/12 (16h00) – Fluminense x Internacional (Maracanã, Rio)
04/12 (16h00) – Vitória x Palmeiras (Barradão, Salvador)

Para a permanência do Vitória
1) Empate ou vitória contra o Palmeiras
2) Em caso de derrota, torce para o que Sport não vença (por qualquer placar) ou para que o Inter não ganhe, tirando uma diferença de 6 gols no saldo

Para a permanência do Sport
1) Vitória sobre o Figueira
2) Em caso de empate, torce para que o Inter não vença ou para o que Vitória perca por uma diferença de 8 gols (improvável)
3) Se perder, só ficará na elite caso o Inter não vença

Para a permanência do Inter
1) Vitória sobre o Fluminense e tropeço (empate ou derrota) do Sport ou derrota do Vitória (desde que tire 6 gols de diferença no saldo)

Ceará entra na Primeira Liga e levanta dúvidas sobre a Liga do Nordeste

Reunião da Primeira Liga em 13/09/2016, em Brasília. Foto: Primeira Liga/facebook

Em 10 de setembro de 2015, após discussão acerca da legalidade, o estatuto da Primeira Liga foi publicado. Dizia o seguinte: “(…) composta exclusivamente por entidades de prática desportiva da modalidade futebol, que disputem competições na categoria profissional sediadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com patrimônio e autonomia administrativa, financeira e jurídica própria, distinta de seus filiados”.

Fundadores
América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Inter, Joinville e Paraná

Um ano depois, no balanço da agremiação, houve uma reunião em Brasília, definindo o modelo comercial de venda de direitos de transmissão da televisão, naming rights e patrocínios, além da inclusão de novos membros. Na primeira ampliação, seguindo o estatuto, entraram Brasil de Pelotas, Londrina e Tupi, reforçando o interior gaúcho, paranaense e mineiro. Porém, o encontro acabou abrindo espaço para Mato Grosso (Luverdense), Goiás (Atlético-GO) e, o mais surpreendente, Ceará. Sim, o Ceará Sporting, campeão nordestino em 2015, aderiu à liga, que, na prática, concorre justamente com a Lampions League, organizada pela Liga do Nordeste, na qual o clube alencarino é um dos 16 membros fundadores (em 2001). Segundo a resolução na capital federal, os seis novos membros não vão participar da Primeira Liga em 2017, deixando em aberto a possibilidade a partir de 2018, data-chave no Nordeste.

Entre os sete principais clubes da região (três do Recife, dois de Salvador e dois de Fortaleza), o Vozão é, curiosamente, a única ausência do torneio de 2017. Perdeu a vaga no campo, ao ficar de fora da decisão estadual. Difícil desvincular essa ausência da entrada na outra liga, até porque financeiramente o Ceará vem ganhando bastante dinheiro na Copa do Nordeste – cuja movimentação financeira nesta temporada foi de R$ 26 milhões. Em 2015, quando o clube conquistou o inédito título, faturou R$ 5.895.664 entre cotas e bilheteria. Por outro lado, num olhar inicial, a articulação pode ser uma pressão indireta sobre a definição do futuro do Nordestão, com o supracitado G7 do Nordeste discutindo a formação de duas divisões a partir de 2018, cada uma com doze clubes, o que, a médio prazo, garantiria a participação à parte dos certames locais.

As primeiras dúvidas do blog e alguns pitacos:

A presença do Ceará na Primeira Liga pode ser vista como uma ameaça à Liga do Nordeste?
Em relação à imagem da liga nordestina, sim. E também na composição do Nordestão, pois os torneios ocorrem em datas semelhantes.

Algum clube pernambucano faria o mesmo caso não se classificasse à Copa do Nordeste?
Nos bastidores, convites já foram feitos, também em caso de ausência…

Tecnicamente, seria mais vantajoso disputar qual torneio?
Pelo calendário da CBF, o Nordestão deve ter 12 datas, contra apenas 7 da Primeira Liga, além de oferecer uma vaga na Sul-Americana. Para o próximo triênio, já em negociação na Primeira Liga, a questão financeira pode pesar.

Com o Ceará na Primeira Liga, abre a possibilidade de a Liga do Nordeste também aceitar clubes de outras regiões?
Com a Copa Verde em vigor, todas as regiões estão contempladas. Ou seja, neste momento parece surgir uma disputa de “mercado”. Cabe à Liga NE se proteger. Em 2014, na condição de única liga do país, vetou o Flamengo.

Essa interseção pode ser o embrião de uma fusão para a liga nacional?
Num viés positivista, sim. Porém, com a leitura anterior… dificilmente.

Outras dúvidas? Outros pontos de vista? Está aberto o necessário debate.

No papel, junto à CBF e à tevê, a Copa do Nordeste está garantida até 2022. É um sucesso, entre vários motivos, também pela presença do próprio Ceará.

Podcast – A análise das derrotas de Náutico, Sport e Santa no Brasileiro

O fim de semana que encerrou a Olimpíada foi lamentável para os torcedores pernambucanos, que começam a semana numa ressaca esportiva dobrada. No sábado, o Náutico perde na Arena, após 18 dias treinando. À noite, numa má atuação de Magrão, o Sport foi goleado pelo Botafogo. No domingo, foi a vez do Santa Cruz, superado pelo Fluminense, na sétima derrota em casa. O 45 minutos analisou todas as partidas, tanto os sistemas adotados quanto as atuações individuais, já projetando as rodadas seguintes.

Ao todo, somando as três gravações, 64 minutos de podcast… Ouça!

20/08 – Náutico 0 x 1 Criciúma (21 min)

20/08 – Botafogo 3 x 0 Sport (20 min)

21/08 – Santa Cruz 0 x 1 Fluminense (23 min)

Santa volta a decepcionar no Arruda, com 7 derrotas em 11 jogos. Desta vez, o Flu

Série A 2016, 21ª rodada: Santa Cruz 0x1 Fluminense. Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C.

Pela segunda vez seguida, o Santa Cruz foi derrotado em casa depois de arrancar um pontinho como visitante. Primeiro com Grêmio/São Paulo e agora com Vitória/Fluminense. Segue sem obter resultados no Arruda, onde tem um aproveitamento de apenas 36%. São sete derrotas em onze partidas como mandante, num rendimento que vai mantendo o campeão nordestino afundado na zona de rebaixamento do Brasileiro, em penúltimo lugar.

Encerrando o ciclo olímpico, que dividiu o foco do público por duas semanas, o Tricolor foi a campo tendo um novo comandante, Doriva. Além de implantar o seu sistema de jogo – acionar Lelê no decorrer não foi um bom indício -, o técnico passou a semana inteira trabalhando a autoestima, com foco em Grafite. O centroavante vem em branco há nove rodadas. Pela sua qualidade técnica, a baixa repercute diretamente no time, afobado e desorganizado, sem relação com aquela cirúrgica formação na reta final do estadual e do regional.

No revés por 1 x 0, contra o Flu, o time coral não fez por onde. Não teve volume de jogo ou chances reais. O próprio tricolor carioca, numa campanha ainda insossa, parecia só esperar uma brecha. Não necessariamente um contragolpe. Basta ver o gol do jogo, com Henrique Dourado, o Ceifador, escorando uma cobrança de escanteio após falha de Tiago Cardoso, que sequer saiu na bola, e de Luan, que atrapalhou a reação do goleiro. A derrota foi vista por 8.279 torcedores. Num domingo à tarde? Imagine às 21h45, na Arena Pernambuco, pela Sul-Americana. Essa desmobilização só piora a situação, já dramática.

Série A 2016, 21ª rodada: Santa Cruz 0x1 Fluminense. Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C.

Classificação da Série A 2016 – 20ª rodada

A classificação da Série A 2016 após 20 rodadas. Crédito: Superesportes

Na ponta do Brasileirão, o Palmeiras quebrou a invencibilidade do Atlético-PR como mandante e abriu três pontos sobre o segundo colocado. Na próxima rodada, apenas o Santos terá a chance de tomar a liderança. Entre os pernambucanos, um fim de semana positivo nesta 19ª rodada. Ao menos desta vez, os rivais das multidões cumpriram bem a “cartilha da permanência”, com vitória em casa, Sport 1 x 0 Flamengo, e empate fora, Vitória 2 x 2 Santa Cruz.

Enquanto o Leão agora tem cinco pontos de vantagem sobre o Z4, subindo um posição (agora em 11º), o Tricolor segue na mesma, em penúltimo. No próximo fim de semana, adversários cariocas, invertendo os mandos de campo. Sobre a briga contra o descenso, vamos às contas. São duas projeções no blog, uma com 46 pontos, a margem mínima com 100% de segurança (até hoje).

O segundo cálculo deveria considerar a campanha do 16º lugar, mas a tabela tem dois jogos a menos, envolvendo justamente clubes na briga contra o descenso – Flu x Figueira (03/09) e Botafogo x Grêmio (04/09). Por isso, o blog utilizou o 16º aproveitamento, no caso, o do Figueirense (36,8%). Ao final de 38 rodadas. esse índice (arredondado para cima) resultaria em 42 pontos – baixou 1 ponto em relação à rodada passada. Veja o que é preciso no returno…

Sport – soma 26 pontos em 20 jogos (43,3%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 20 pontos em 18 rodadas
…ou 37,0% de aproveitamento
Simulações: 6v-2e-10d, 5v-5e-8d, 4v-8e-6d

Para chegar a 42 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 16 pontos em 18 rodadas
…ou 29,6% de aproveitamento
Simulações: 5v-1e-12d, 4v-4e-10d, 3v-7e-8d 

Santa Cruz – soma 19 pontos em 20 jogos (31,6%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 27 pontos em 18 rodadas
…ou 50,0% de aproveitamento
Simulações: 9v-0e-9d, 8v-3e-7d, 7v-6e-5d

Para chegar a 42 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 23 pontos em 18 rodadas
…ou 42,5% de aproveitamento
Simulações: 7v-2e-9d, 6v-5e-7d, 5v-8e-5d

A 21ª rodada dos representantes pernambucanos 

20/08 (21h00) – Botafogo x Sport (Mário Helênio, Juiz de Fora-MG)
Histórico com mando do Bota: 1 vitória leonina, 3 empates e 6 derrotas

21/08 (16h00) – Santa Cruz x Fluminense (Arruda)
Histórico no Recife pela elite: 1 vitória coral, 3 empate e 5 derrotas

O milionário ranking de dívidas fiscais dos clubes e o tempo de amortização

Ranking do Profut em julho de 2016. Crédito: Itaú BBA

O Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) foi sancionado pelo governo federal em 5 de agosto de 2015, com o objetivo de refinanciar as dívidas fiscais dos clubes em até vinte anos. O primeiro quadro após a MP 671 mostra o tamanho do buraco. Os 27 times presentes no relatório do banco Itaú BBA (Análise Econômico-Financeira dos Clubes de Futebol Brasileiros de 2016) devem R$ 3,2 bilhões. No estudo, a partir dos balanços divulgados em abril, há a projeção de amortização cada um. Até mesmo de quem não aderiu ao Profut, como Sport, Palmeiras e Chape.

Por decisão do presidente Humberto Martorelli, o Leão ficou de fora por já ter negociado o seu passivo – ou seja, poderia cumprir sem ser submetido à rígida regra do projeto, como utilizar no máximo 80% da receita com futebol. No estado, a maior dívida fiscal é a do Náutico, de R$ 115 mi. O aumento (de 56% no passivo geral) se deve à atualização feita na gestão de Glauber Vasconcelos (2014/2015) nas informações fiscais junto à receita federal e à normalização da declaração de débitos e créditos tributários federais de 2010 a 2013. Segundo a nota do alvirrubro, houve uma redução de 70% do valor das multas, 40% do valor dos juros e 100% dos encargos legais por débitos até agosto de 2015.

Já o Santa acertou o parcelamento de R$ 15,3 milhões, apesar de o relatório apontar uma dívida fiscal de R$ 26 mi. Para manter o tricolor no Profut, o mandatário Alírio Moraes, que assinou a adesão, busca a regularização das certidões negativas de tributos federais, FGTS, INSS e de demandas com a Justiça do Trabalho e com a Prefeitura do Recife. Até porque não basta “pagar”, é preciso estar de acordo com todos os trâmites burocráticos.

As maiores dívidas fiscais do futebol brasileiro
1º) R$ 535 milhões – Botafogo
2º) R$ 347 milhões – Flamengo
3º) R$ 268 milhões – Vasco
4º) R$ 258 milhões – Atlético-MG
5º) R$ 237 milhões – Fluminense
6º) R$ 190 milhões – Corinthians
7º) R$ 167 milhões – Cruzeiro
8º) R$ 166 milhões – Santos
9º) R$ 146 milhões – Bahia
10º) R$ 124 milhões – Coritiba

As dívidas fiscais do Trio de Ferro
1º) R$ 115 milhões – Náutico
2º) R$ 47 milhões – Sport
3º) R$ 26 milhões – Santa Cruz 

Como o Itaú calculou a amortização
Para fins de avaliação, utilizou todas as dívidas fiscais registradas no passivo exigível a longo prazo, que em tese abarcam todos os tributos renegociados. Considerou para fins de análise que todos os clubes optaram pelo padrão de 240 meses, dentro das regras de correção pela Selic e escalonamento de pagamento, sendo: 50% da parcela em 2016 e 2017; 75% da parcela em 2018 e 2019; 90% da parcela em 2020; 100% da parcela a partir de 2021.

À parte dos balanços financeiros produzidos e divulgados pelos clubes, a ESPN divulgou em 23 de março de 2015 uma lista com as dívidas dos clubes com a União, através do relatório obtido junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional , com dados entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015.

As maiores dívidas com a União
1º) R$ 284,2 milhões – Atlético-MG
2º) R$ 235,0 milhões – Flamengo
3º) R$ 215,4 milhões – Botafogo
4º) R$ 186,5 milhões – Corinthians
5º) R$ 173,9 milhões – Fluminense
6º) R$ 148,8 milhões – Vasco
7º) R$ 129,6 milhões – Internacional
8º) R$ 101,9 milhões – Guarani
9º) R$ 73,8 milhões – Palmeiras
10º) R$ 68,6 milhóes – Portuguesa

As dívidas do Trio de Ferro com a União
1º) R$ 59,1 milhões – Sport
2º) R$ 45,6 milhões – Náutico
3º) R$ 42,4 milhões – Santa Cruz

No Sport, Diego Souza emplaca o golaço da rodada do Brasileiro pela segunda vez

O gol de voleio de Diego Souza, o quarto da goleada do Sport sobre a Chape por 5 x 1, foi eleito pela CBF como o mais bonito da 11ª rodada da Série A. Foi a segunda vez que o camisa 87 venceu a votação, repetindo o resultado da 9ª rodada, quando arrancou do meio-campo para decidir o jogo contra o Flu.

O gol de DS87 teve 69% dos votos no FaceGol, a enquete promovida na página oficial da confederação no facebook. Superou Lucas Lima (28%), do Santos, e Camilo (3%), do Botafogo. Em onze rodadas, esta foi a 4ª vez que um jogador atuando em Pernambuco ganhou a enquete, com dois golaços do meia rubro-negro e dois de Grafite. O tricolor levou a melhor na 1ª e 3ª rodadas.

Diego Souza emplaca o primeiro golaço da rodada do Sport no Brasileiro

A arrancada do meio-campo, ganhando de dois marcadores e passando por Cavalieri, rendeu ao meia Diego Souza o “gol da rodada” da Série A. Através do Facegol, a CBF elegeu o lance, que definiu a vitória do Sport sobre o Fluminense, como o mais bonito da 9ª rodada.

O gol de DS87 teve 51% dos votos, segundo a enque promovida na página oficial da confederação no facebook, numa disputa com Marquinhos Gabriel (35%), do Corinthians, e Vitinho (14%), do Internacional. 

Essa é a terceira vez, em 2016, que um clube pernambucano emplaca o golaço da rodada. Grafite já havia sido eleito duas vezes (veja aqui).