Projetando arenas país afora de acordo com os públicos

Estudo da Arenaplan sobre a projeção de futuros estádios no Brasil. Crédito: Arenaplan Consultoria

O projeto da nova arena do Sport ainda tramita na burocracia da prefeitura do Recife. No estágio atual, os rubro-negros estão buscando soluções para as exigências do poder público sobre a mobilidade urbana na Ilha do Retiro. Só depois da autorização o Leão poderá iniciar megaobra.

Vale lembrar o valor do projeto. No início, em 2011, apenas com o estádio, o orçamento era de R$ 400 milhões. No ano passado, já com empresariais e edifício-garagem, o custo disparou para R$ 750 milhões.

A capacidade de público seria a mesma, de 45 mil lugares. É para tanto? Esse é o questionamento levantado indiretamente pela consultoria Arenaplan, que produziu um relatório sobre futuras arenas de clubes sem contratos firmados com consórcios país afora. Entre os nove times está o Sport.

A previsão anual de faturamento do estádio, segundo o estudo, seria de R$ 32 milhões, incluindo eventos, naming rights e camarotes – e seriam 250, em vez dos atuais 147. Contudo, a capacidade traz uma discussão interessante.

O número “ideal” para o novo estádio seria de 35 mil lugares, numa previsão baseada nas médias de público do clube no Campeonato Brasileiro (veja aqui).

As projeções consideram apenas os valores dos estádios, sem anexos. No caso pernambucano – cujo custo por cada assento seria o segundo mais caro, devido aos camarotes -, o preço foi estimado em R$ 262 milhões.

Estudo da Arenaplan sobre a projeção de futuros estádios no Brasil. Crédito: Arenaplan Consultoria

A sorte na Copa do Brasil ainda paira sobre oito clubes

Sorteio na CBF. Foto: CBF/divulgação

Os clubes à parte do chamado “G12”, que reúne os mais tradicionais times do país, aproveitaram a última chance sem a presença das equipes que disputam a Libertadores e cravaram cinco vagas nas quartas de final da Copa do Brasil de 2012.

E olhe que três desses times fora da gama de maior mídia estão na Série B. Por sinal, eliminaram justamente os representantes do G12. Entre os oito finalistas, destaque para os estados da Bahia e do Paraná, que emplacaram dois times cada um.

Com apenas dois ex-campeões, a chance de um campeão inédito, o 15º, é enorme…

Grêmio (4 títulos, 19ª participação) x Bahia (4 quartas de final, 21ª part.)
Com seu exército estrangeiro, o Tricolor Gaúcho luta pelo pentacampeonato, o que seria um recorde. Com sete finais na bagagem, o Grêmio quer usar o Olímpico, em seu último ano, diante do Bahia, que jamais ficou entre o quatro melhores da competição. A final do campeonato baiano poderá ser um termômetro para o time.

Palmeiras (1 título, 17ª part.) x Atlético-PR (6 quartas de final, 16ª part.)
Com os estádios em reforma, ambos tiveram que optar por soluções menores, como a Arena Barueri e a Vila Capanema. Mesmo com a queda, o Furacão vem contando com os gols de Bruno Mineiro e a força do equatoriano Guerrón. Já Felipão tenta levar o Verdão à sua primeira final desde que voltou ao clube, em 2010. O elenco não colabora muito.

Goiás (1 vice, 20ª part.) x São Paulo (1 vice, 13ª part.)
Enquanto o Goiás surpreendeu o Atlético-MG em Belo Horizonte, o São Paulo passou um sufoco danado para chegar às quartas, com a última vaga. O 3 x 1 sobre a Ponte Preta deixou claro que o time, apesar do status de maior vencedor do país, não tem uma defesa confiável. O trabalho de Leão está sendo sustentado pelo meia Lucas.

Coritiba (1 vice, 18ª part.) x Vitória (1 vice, 23ª part.)
Confronto interessante, com os vice-campeões de 2011 e 2010. Paranaenses e baianos ganham mais uma chance de mirar a decisão. Vantagem para o Coxa-Branca, em boa fase há quase dois anos, com uma base consolidada. O Vitória, refeito com atletas experientes, mostrou contra o Botafogo um volume de jogo para impor respeito.

Qual é a sua expectativa sobre os semifinalistas da Copa do Brasil? Comente!

G4, um inimigo íntimo

Série B 2011: Sport 0 x 1 Goiás. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco

Na Ilha do Retiro, o filme parece se repetir a cada rodada.

Os resultados beneficiam o time. Este, se autoflagela, sempre diante de sua massa.

O tempo vai passando, esgotando o número de partidas na competição, numa relação direta com a paciência e confiança de todos.

A torcida já não aguenta os tropeços da equipe, de uma irregularidade impressionante, que não condiz com o investimento desta temporada.

O time rubro-negro, com tantas mexidas no setor de criação e no ataque nas últimas apresentações, sempre no intervalo, no calor do protesto da arquibancada, parece desarticulado quanto ao papel do treinador.

O técnico, o terceiro em uma longa jornada nesta Segundona, também vislumbra a falta de dedicação de algumas peças, calibradas apenas de “raça”.

No topo dessa escala, a diretoria, praticamente omissa. A cada semana, apenas uma frase de incentivo e uma conversa de vestiário.

Palavras cada vez mais vazias diante do elenco e, sobretudo, da torcida, que move o clube. Uma pequena parte dela, além do limite democrático, provocou a imagem acima.

E assim segue o Sport numa caminhada estranha, como no sábado. Sempre com cara de fracasso, mas na cola do seu objetivo maior, o G4, ainda a dois pontos de distância.

Perder do Goiás por 1 x 0, sofrendo o gol aos 45 minutos da etapa complementar, no terceiro tropeço seguido como mandante… Esse Leão não quer voltar à elite.

Por mais absurda que seja, talvez essa seja a explicação mais plausível.

Série B 2011: Sport 0 x 1 Goiás. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco

Bote no ninho alheio

Série B 2011: Goiás 0 x 1 Salgueiro. Foto: Goiás/divulgação

O Carcará está voando longe, batendo nos galhos, mas está vivo…

Longe de uma forma literal, pois a equipe sertaneja joga uma competição longa como esta Série B a 500 quilômetros de seu ninho, circulando em estádios do Grande Recife.

Mas o pássaro que “pega, mata e come”, num chavão batido, está arriscando voos mais distantes. De forma surpreendente, o Salgueiro passou a somar pontos fora de casa.

Na noite desta sexta-feira, o time conquistou a sua terceira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro, diante de ninguém menos que o tradicional Goiás, em crise.

Os resultados na terça-feira – vitórias de Guarani e Vila Nova – haviam pressionado demais o Salgueiro, mas o time conseguiu manter a concentração para a partida.

Jogo acirradíssimo no Serra Dourada, com vitória por 1 x 0, num golaço de Josi.

No 2º tempo, o time sofreu muita pressão, mas segurou o resultado e quase ampliou. No finzinho, o time ainda teve um pênalti a favor, mas Paulo Santos desperdiçou.

Assim, o Carcará chegou a 25 pontos e embolou de vez o famigerado “Z4”.

Pode sonhar e voar…

Série B 2011: Goiás 0 x 1 Salgueiro. Foto: Goiás/divulgação

Bônus na cartilha alvirrubra

Série B 2011: Goiás 1 x 2 Náutico. Foto: Goiás/divulgação

Analisando a tabela como um todo, dificilmente o técnico Waldemar Lemos cravaria uma vitória no Serra Dourada, diante do Goiás.

Ir até Goiânia para enfrentar o clube esmeraldino, um dos mais ricos e tradicionais desta Série B, nunca foi bom negócio. Nem mesmo para os grandes clubes na Série A.

Na tabela, este jogo pode ser um daqueles “descartáveis”, tendo o empate como bônus.

Imagine, então, após uma atuação opca no primeiro tempo, tendo o goleiro Gideão como destaque, crescer na etapa final, encaixar a marcação e, sobretudo, os contragolpes, definindo uma vitória daquelas…

Na noite desta sexta-feira, o cirúrgico Náutico venceu o Goiás por 2 x 1 e subiu de vez no Campeonato Brasileiro, com raiz no G4.

Os gols alvirrubros saíram aos 13 e 22 minutos do segundo tempo.

Primeiro com o atacante Kieza, o 12º do artilheiro na competição, mandando para as redes após cruzamento rasteiro de Peter. Bateu forte, consciente. Desmanchou o Goiás.

Depois, com o meia Eduardo Ramos. De forma surpreendente, saindo de sua característica mais cadenciada, o camisa 10 roubou a bola ainda no campo de defesa e avançou mais de 40 metros em velocidade.

Cara a cara com Harlei, tocou com categoria, deslocando o goleirão. Iarley diminuiu de cabeça, nos descontos, mas não impediu a soma de três pontos para Rosa e Silva

Em sua 11ª partida como visitante, esta foi a 3ª vitória do Náutico e, beneficiado pelo tropeço da Ponte Preta, o Timbu ficou a um ponto do adversário, o vice-líder (39 x 38).

Apontada pelos próprios alvirrubros como a sequência mais difícil nesta Segundona, com Ponte Preta (F), Portuguesa (C), Goiás (F) e Criciúma (C), o time pernambucano chegará na última partida com dois empates e uma vitória, em um bom desempenho.

Ainda no gramado, os jogadores ficaram de joelhos e agradeceram. Os comandados de Waldemar Lemos voltam ao Recife com a certeza de um bônus na bagagem…

Série B 2011: Goiás 1 x 2 Náutico. Foto: Goiás/divulgação

Desamparado longe da Ilha

Série B 2011: Goiás 2x1 Sport. Foto: Goiás/divulgação

Até o início da 13ª rodada, apenas quatro times ainda não haviam vencido fora de casa. Três deles listados entre os coadjuvantes da Série B: Duque de Caxias, Salgueiro e ASA.

O último integrante era justamente o Sport, com uma sina que vem impedindo que o time entre no G4. Invicto na Ilha, fora dela o Rubro-negro joga com o freio de mão puxado. Em cinco jogos eram três empates e duas derrotas.

Num Serra Dourada repleto, na noite desta terça, o Rubro-negro não teria vida fácil diante do tradicional Goiás, clube com grande potencial financeiro na Segundona.

E o time esmeraldino abriu o placar logo aos três minutos, numa cobrança de falta defensável de Douglas, diante do atônito goleiro estreante, Paulo Rafael, 19 anos.

Apesar do duro golpe, o Sport atuou melhor que o adversário durante boa parte da partida, jogando pelas laterais, tocando a bola, pressionando a saída de bola do Goiás.

Aos 37, Diego Torres chegou a cabecear para as redes, mas o árbitro anulou, em um impedimento mandrake. Àquela altura o Sport já merecia o empate.

Sabemos que o futebol não é feito de justiça. Nunca foi… Mas não é que o empate saiu? Em um gol contra de Carlos Alberto, com a dose de injustiça no lance, pois o setor ofensivo do rubro-negro trabalhou bastante para marcar um tento.

No 2º tempo, o Goiás não só equilibrou a peleja como passou a costurar o desempate, aproveitando o nervosismo pernambucano, cometendo muitas faltas. Paulo Rafael até salvou o time, mas Alan Bahia, em mais uma cobrança de falta, desempatou: 2 x 1.

A Ilha sozinha não vai empurrar o Sport para o acesso em 2012.

Série B 2011: Goiás x Sport. Foto: Goiás/divulgação

Complicado fora do campo, decisivo dentro dele

Série B 2011: Náutico 1x0 Goiás. Foto: Edvaldo Rodrigues/Diario de Pernambuco

Duelo equilibrado nos Aflitos, neste sábado. A tarde da reabilitação alvirrubra.

Na arquibancada, com clima de fim de festa, o assunto era o de “sempre”.

No primeiro tempo, um placar em branco, num duelo trucado, a cara da Série B. Logo no começo da etapa final, gol de quem? Do personagem timbu da semana, Eduardo Ramos.

Sim, ele mesmo. O fantasma de Rosa e Silva (veja AQUI).

Na segunda-feira, o meia havia pedido para sair. Depois, não acertou com o Vitória e voltou. Disse que recebeu um aumento no salário, o que o Timbu nega veementemente. E assim segue a conturbada passagem do camisa 10 de Caçu no Náutico.

Mas, com a bola rolando, municiando o time, ele é o jogador diferenciado no elenco timbu. No passe e até mesmo no chute, o suficiente para vencer o Goiás por 1 x 0.

Tudo bem que o cruzamento na área parecia o objetivo inicial. Mas valeu o efeito!

A Eduardo Ramos basta somente ter uma carreira melhor gerida…

A importante reabilitação, no entanto, não ocorreu “diante” do torcedor do Náutico, pois apenas 3.959 pessoas pagaram ingresso.

O público pequeno é reflexo da goleada sofrida na estreia ou do fim da campanha Todos com a Nota para os alvirrubros, numa decisão da diretoria do próprio clube?

Série B 2011: Náutico 1x0 Goiás. Foto: Sebastião Salgado/divulgação

Agora, só falta a campeã

Lucilene Caetano, musa do Brasileirão de 2009 (Goiás), faz ensaio para a revista Playboy. Foto: Playboy/divulgação

Uma das musas do Brasileirão de 2009, quando ficou em 4º lugar representando o Goiás, a modelo Lucilene Caetano está na edição de março da revista Playboy.

As fotos da bela estão na seção Happy Hour, de nudez parcial.

Dotes: 1,68m, 58 quilos, 95 cm de busto, 108 cm de quadril e 60 cm de coxa.

Vale lembrar que o prêmio de 2009, oferecido pelo programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, foi conquistado pela pernambucana Wanessa Mattos, do Sport.

Será que existe a chance de um ensaio semelhante com a leonina em breve?

Vale conferir novamente as fotos das musas na disputa de dois anos atrás.

Para ver o ensaio de Wanessa Mattos, a musa do Sport, clique AQUI.

Para ver o ensaio de Lucilene Caetano, a musa do Goiás, clique AQUI.

Goiás não foi Brasil

Rede GloboO Goiás não foi Brasil na noite desta quarta-feira.

Isso não aconteceu porque o time perdeu o título da Copa Sul-americana nos pênaltis. Longe disso.

Num estádio repleto em Avellaneda, na Argentina, o time goiano caiu diante do copeiro Independiente, conhecido como “Rey de Copas”. Com a bola rolando, 3 x 1.

Foi o 16º título internacional oficial do Rojo.

Na raça e na catimba. O Independiente ganhou com o pacote completo de um time argentino numa decisão…

Você viu esta final na TV aberta? Caso tenha sintonizado na Band, sim.

Na Rede Globo, você não assistiu, no Recife. Foi uma atitude surpreendente da emissora, a maior do país, criadora do bordão “Fulano é Brasil na Libertadores”.

O tal Fulano já foi Flamengo, Corinthians, São Paulo, Fluminense, Palmeiras…

Mas não foi o Goiás. O Brasil foi muito restrito desta vez.

A emissora só passou o jogo em alguns estados do país, envolvidos na disputa, como Goiás e o Rio Grande do Sul, já que o Grêmio dependia de um vice-campeonato do Alviverde para ficar com a 6ª vaga brasileira na Taça Libertadores de 2011.

Uma sugestão para evitar algo bizarro assim novamente:

Que a Conmebol faça como a Uefa, que obriga a emissora detentora dos direitos de transmissão de seus torneios, via contrato, a exibir as decisões de forma integral.

Parece simples, né? De fato, é. Porém, numa mesa, com doses de uísque, executivos acharam que não seria o caso para o Goiás. Criaram um precedente muito impopular.

Audiência durante a final, segundo o Ibope: Band, 14.3 pontos; Record e Globo empatadas com 11.4. E olhe que isso foi em São Paulo!

Plim-plim.

História fora do Eixo

Jogo de ida da final da Copa Sul-americana: Goiás 2x0 Independiente/ARG. Foto: Conmebol/divulgação

Uma observação um pouco além da Copa Sul-americana.

Na noite de quarta-feira, o Goiás venceu o Independiente, da Argentina, no jogo de ida da Copa Sul-americana e se aproximou do seu primeiro título internacional.

Mais. Este triunfo por 2 x 0 no Serra Dourada – na foto, Rafael Moura comemora o primeiro gol – deixou o Alviverde do Centro-Oeste com uma enorme chance de se tornar o primeiro clube fora do eixo Rio-SP-RS-MG (o chamado “G-12” do futebol brasileiro, veja abaixo) a conquistar um título oficial além das fronteiras do país.

Daí, o questionamento do post…

Qual foi o feito mais importante considerando apenas clubes de fora do G-12?

Caso o Goiás seja o campeão, o título da Copa Sul-americana seria o principal?

Abaixo, os títulos nacionais e as principais campanhas internacionais fora do G-12.

  • Campeonato Brasileiro – 1978 (Guarani), 1985 (Coritiba), 1987 (Sport), 1988 (Bahia) e 2001 (Atlético-PR)
  • Copa do Brasil – 1991 (Criciúma), 1999 (Juventude), 2004 (Santo André), 2005 (Paulista) e 2008 (Sport)
  • Taça Brasil – 1959 (Bahia)
  • Taça Libertadores (vice) – 2002 (São Caetano) e 2005 (Atlético-PR)
  • Copa Conmebol (vice) – 1999 (CSA)
  • Copa Sul-americana (campeão ou vice) – 2010 (Goiás)

G-12: São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos (SP); Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo (RJ); Grêmio e Internacional (RS); Cruzeiro e Atlético (MG).