Santa Cruz acerta com o técnico Marcelo Martelotte pela 3ª vez em 5 anos

Marcelo Martelotte comando o Santa Cruz na Série B de 2015. Foto: Ricardo Fernandes/DP

O técnico Marcelo Martelotte volta ao Santa Cruz mais uma vez. Nesta década, a sua presença tem sido recorrente, alternando bons e maus momentos. Na primeira vez, em 2013, assumiu o comando logo no início da temporada, conquistando o tricampeonato pernambucano com duas vitórias sobre o Sport na decisão. Por sinal, doze dias depois, o treinador acabou trocando o Arruda pela Ilha do Retiro, numa rusga só aparada em 2015.

Foi quando pegou o tricolor na zona de descenso da Série B. Rapidamente, armou o Santa de forma agressiva, com Grafite e João Paulo em grande fase. Terminou como vice-campeão, com o retorno à elite após uma década. Só seria demitido após as fracas atuações no Estadual e no Nordestão de 2016, com Milton Mendes tocando o barco e ganhando as duas competições. Agora em 2017, passados 17 meses desde a sua última saída e já com 73 partidas em seu histórico no Santa Cruz, o ex-goleiro assume novamente com o time no Z4, na mesma 18ª colocação. Entretanto, num estágio bem mais avançado. Em vez da 8ª rodada, assume na 23ª! Tanto que o acesso beira a utopia, sobretudo quando atrelado ao momento financeiro. Evitar o rebaixamento já seria grande passo para Martelotte, técnico coral pela 3ª vez em cinco anos.

2013 (27 jogos)
16 vitórias
5 empates
6 derrotas
65% de aproveitamento
1 título pernambucano

2015-2016 (46 jogos)
25 vitórias
9 empates
12 derrotas
60% de aproveitamento
1 acesso à Série A

Total (73 jogos)
41 vitórias
14 empates
18 derrotas
62% de aproveitamento

Confira o post sobre a demissão de Givanildo Oliveira clicando aqui.

Martelotte deixa o Santa com 48% de aproveitamento em 15 jogos em 2016

Marcelo Martelotte em sua última entrevista como técnico do Santa. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

O técnico Marcelo Martelotte foi um dos principais responsáveis pelo acesso do Santa Cruz à Série A. A sua chegada, no lugar de Ricardinho, deu uma nova cara ao time, reposicionando João Paulo como segundo volante, abrindo as pontas, com Luisinho e Lelê, e contando com o faro de gol de Grafite e Bruno Moraes, se revezando no ataque até o fim. Apesar da manutenção de quase todo o time para esta temporada – numa decisão em conjunto com a diretoria -, o futebol sumiu. Mesmo antes do Brasileirão, cujo nível técnico seria bem maior.

Na noite anterior à demissão, o meia João Paulo foi categórico ao comentar o desempenho do time, após a derrota em Salvador, na última rodada do grupo no Nordestão: “Não está nem correndo nem marcando”. Uma verdade dura. Pela manhã, Martelotte concederia a sua última entrevista como técnico tricolor, em declaração ao próprio site, ainda em Salvador: “Precisamos trabalhar, não tem muito o que fazer além disso. Tentar retomar nossas virtudes”.

Não daria tempo para a retomada. No Recife, a diretoria comunicou o desligamento do Martelotte, campeão estadual em 1993, como goleiro, e em 2013, como treinador. Se em 2015 o seu rendimento foi excelente (61,7%), agora ele deixa o Arruda com 48% nos 15 jogos oficiais em 2016…

Estadual (8 jogos)
2 vitórias
3 empates
3 derrotas
Aproveitamento: 37,5%

Nordestão (6 jogos)
3 vitórias
1 empate
2 derrotas
Aproveitamento: 55,5%

Copa do Brasil (1 jogo)
1 vitória
Aproveitamento: 100%

Total (15 jogos)
6 vitórias
4 empates
5 derrotas
Aproveitamento: 48,8%

Santa perde dos reservas do Bahia, mas sai de Salvador classificado na Lampions

Copa do Nordeste 2016, 6ª rodada: Bahia x Santa Cruz. Foto: Bahia/site oficial

O Bahia se classificou com 100% de aproveitamento, a melhor campanha na fase de grupos do Nordestão de 2016. Venceu os seis jogos, até quando atuou com os reservas, como nas duas últimas rodadas, já classificado. Encerrando a campanha na chave C, o time enfrentou um Santa que ainda não se encontrou nesta temporada, mas que mesmo assim tinha o empate a seu favor. Visando o mata-mata do campeonato estadual, já em andamento, o técnico Doriva escalou oito reservas no Baêa. A Fonte Nova vazia deixava claro o desinteresse sobre o jogo. E mesmo assim o tricolor baiano venceu o clássico regional.

Enquanto o time de Martelotte seguia apático, com a marcação frouxa no meio-campo e desperdiçando as poucas chances efetivas – como a cabeçada de Grafite aos 7 do segundo tempo -, o adversário foi fatal, numa cabeçada de Zé Roberto no finzinho. Curiosamente, o lateral Allan Vieira marcava o jogador e nem pulou, emulando a cena de domingo, no Clássico das Emoções, no tento de Daniel Morais. Repetição do erro? Recorrente no Arruda. Preocupante.

A derrota coral por 1 x 0 foi o desfecho de uma noite lamentável em Salvador. Na entrevista no intervalo, na beira do campo, Grafa já havia sido sincero: “Nossa, tá muito feio! A gente precisa melhorar.” Não melhorou. Graças aos outros resultados da “superquarta”, o Santa acabou classificado. Vai à fase eliminatória, o que também deve acontecer no Pernambucano, mesmo sem agradar. Sem tanta competitividade, até onde pode chegar? Hoje, parece no limite.

Copa do Nordeste 2016, 6ª rodada: Bahia x Santa Cruz. Foto: Bahia/site oficial

Santa e Náutico empatam em festival de chances perdidas. Melhor para o Timbu

Pernambucano 2016, 8ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

Foi um festival de chances desperdiçadas no Clássico das Emoções, talvez justificando as vaias de boa parte dos 12.010 espectadores no apito final. Pela frustração de não vencer, mesmo chegando com perigo inúmeras vezes à meta adversária. Vale tanto para Tiago Cardoso, salvando, quanto para o de Júlio César, que até pênalti defendeu. Animado, o jogo foi. Um dos melhores do ainda desinteressante Estadual de 2016. Uma maior qualidade técnica nas finalizações e teríamos um placar das antigas. Ficou no 1 x 1. Apesar de ter jogado melhor, o Náutico teve mais o que comemorar, pois manteve a liderança, com quatro clássicos disputados. Logo, deve encaminhar a melhor campanha do hexagonal. Quanto ao Santa, a vaga só virá com o 4º lugar.

No domingo, mesmo com vários desfalques, o Timbu conseguiu impor a sua estratégia. Curiosamente, através de uma peça improvável, Gil Mineiro. De volta, ele deu mobilidade ao meio-campo e ajudou Rodrigo Souza na marcação – seguraram João Paulo. Roubar a bola e sair em velocidade? Básico e funcional. Ainda melhor se o rival der espaço, o que o Santa cansou de fazer. Aos 32 o contragolpe foi impressionante, com apenas um defensor coral desde a linha do meio-campo. Rony fez tudo certinho, tocando para Gil na cara do gol, livre. O volante chutou em cima de Tiago Cardoso. Na sequência, Thiago Santana, um perdedor de gols nato, deu um chute horroroso.

Pernambucano 2016, 8ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

A partida dali o jogo ficou ainda mais intenso. O paredão coral fez outra ótima defesa. Depois, do outro lado, num lance sem perigo, Ronaldo Alves puxou Grafite, que valorizou. Pênalti, cobrado pelo próprio camisa 23. E Júlio César defendeu – como já havia feito contra o Salgueiro. Herói? O futebol é cruel. Dois minutos depois, numa falta cobrada na área, o goleiro saiu bisonhamente, com Alemão se aproveitando para marcar. Apesar da vantagem, Martelotte sabia que o seu time precisava melhorar. Se à frente Grafite era um trator, no meio, Léo Moura foi apagadíssimo – talvez uma estreia precipitada. Na segunda etapa, os corais até buscaram mais, pelas pontas, de maneira afobada.

O jogo ficou amarrado até os 22 minutos, quando Gil Mineiro foi à linha de fundo e cruzou um “balão” na área. Com a zaga coral plantada no lance, Daniel Morais – que entrara no lugar de Thiago Santana – cabeceou no contrapé de Tiago Cardoso. O gol de empate, para transformar a tarde no duelo franco, com chances sistemáticas. Raniel raspando a trave, Ronaldo Alves chutando por cima com gol vazio, Rafael Pereira batendo forte, bola na pequena área do Náutico. Foi 1 x 1, mas poderia ter sido 2 x 2, 3 x 3… Com o Náutico mantendo o tabu, com cinco jogos sem perder dos corais.

Pernambucano 2016, 8ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

Salgueiro domina o Santa Cruz do começo ao fim e goleia no Sertão

Pernambucano 2016, 7ª rodada: Salgueiro x Santa Cruz. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz (divulgação)

O Santa não viu a cor da bola no Sertão. O atual campeão estadual foi goleado pelo Carcará, que vai mostrando as garras para fisgar a inédita taça. O domínio foi tamanho que a primeira finalização tricolor, sem perigo, só aconteceu aos 16 do segundo tempo. Àquela altura, com o sol ainda incomodando, o Salgueiro já vencia por 3 x 0, abusando das jogadas pela direita, com a velocidade de Tamandaré, na beira dos 35 anos. O fato de Martelotte ter poupado alguns jogadores nem serve como desculpa, pois Sérgio China fez o mesmo.

O primeiro gol foi a única polêmica da tarde. Aos 30, o árbitro José Woshington, o mesmo do último clássico, marcou mão na bola do zagueiro Leonardo, que estava de costas, com a bola indo em direção oposta ao gol. Até então, a impressão era de que a “recomendação da CBF” não estava valendo no Estadual, mas a falta de critério deixa jogadores, torcedores e jornalistas sem saber ao certo o que vale. Sobre a cobrança, o meia Rodolfo Potiguar, que faz mais uma bom ano no Cornélio, mandou uma bomba no meio e abriu o placar.

Melhor em campo, o mandante ampliou no último lance antes do intervalo. Desta vez, a queixa da torcida coral foi sobre a postura do time, completamente envolvido. Tamandaré avançou na lateral – foram cinco vezes somente no primeiro tempo – e tabelou com Cássio, que bateu firme. Recomeçou o jogo e o Carcará seguiu usando os lados. Por lá, chegou ao terceiro gol, com uma jogada de linha de fundo para Jhon, embaixo da barra, empurrar para as redes. O centroavante assumiu a artilharia, com quatro tentos. Vai longe esse Carcará?

Pernambucano 2016, 7ª rodada: Salgueiro x Santa Cruz. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz (divulgação)

Santa Cruz vence o Confiança e se aproxima das quartas do Nordestão

Nordestão 2016, 5ª rodada: Santa Cruz 3x1 Confiança. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

O Santa Cruz bem que tentou se complicar, cedendo o empate ao time reserva do já eliminado Confiança, aos oito minutos do segundo tempo, mas os gols de Keno (outra vez decisivo) e Bruno Moraes redefiniram a superioridade técnica e garantiram a vitória por 3 x 1 no Arruda. Com o resultado, os corais chegaram a dez pontos, alcançando uma margem segura para obter a vaga às quartas de final da Lampions como um dos melhores segundos colocados.

Possivelmente, sequer precisará pontuar na última rodada, em Salvador, diante do Bahia, já desfalcado de Hernane Brocador, o artilheiro do regional,com cinco gols. Caso precise, um empate deve bastar, o que tranquiliza o ambiente para a fase decisiva da competição. O curioso é que esta análise também vale para o torneio local, onde o Tricolor aparece até numa classificação pior, mas encaminhado ao mata-mata – também por demérito de Central e América.

No jogo contra os sergipanos, o técnico Martelotte deu sequência às mudanças na equipe, por questão física e, também, por opção tática. Voltou a recuar João Paulo, testou uma nova dupla de ataque e bancou Tiago Costa na esquerda, após fadiga de Allan Vieira. Tudo em busca de uma formação mais competitiva (e interessada) para o período do calendário sem direito a erros: a partir de 30 de março, nas quartas do Nordestão, e 20 de abril na semifinal do Estadual.

Nordestão 2016, 5ª rodada: Santa Cruz 3x1 Confiança. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

Resumo da 6ª rodada do Pernambucano

Pernambucano 2016, 6ª rodada: Náutico 1x1 Sport, Santa Cruz 3x0 Central e Salgueiro 3x0 América. Fotos: Paulo Paiva/DP (Arena), Antônio Melcop/Santa Cruz e Pedro Leandro/CarcaráNet (Cornélio)

Os 3.345 torcedores que foram ao Cornélio de Barros, no ensolarado domingo no Sertão, viram o Salgueiro golear o Mequinha e assumir a liderança do hexagonal, virtualmente classificado a mais uma semifinal do Pernambucano. Ultrapassou o Náutico pelo saldo (6 x 4), beneficiado pelo empate no Clássico dos Clássicos, com apenas 7.041 espectadores. Aliás, um público decepcionante na arena, mesmo com transmissão na tevê aberta. O borderô foi inferior, inclusive, ao insosso empate entre Santa e Central, com 9.116 torcedores no Arruda. O fim de semana também marcou o desfecho do hexagonal da permanência, com o rebaixamento do Porto, vice-campeão em 1997 e 1998, e do Pesqueira, que cai sem receber jogos de Santa e Sport.

Hoje, as semifinais seriam Salgueiro x Santa Cruz e Náutico x Sport. 

Em 18 jogos nesta fase do #PE2016 saíram 38 gols, com média de 2,11. Em relação à artilharia, que a FPF considera apenas os dados do hexagonal e o mata-mata, Ronaldo Alves (Náutico) e Jhon (Salgueiro) lideram com 3 gols.

Santa Cruz 0 x 0 CentralSe no fim da Série B o Tricolor jogava “decisões”, o (mesmo) time agora atuar em “amistosos”. Sem pressa, sem objetividade. 

Náutico 1 x 1 Sport – O resultado foi justo, com os dois times mostrando muita vontade. Tecnicamente, o clássico ficou devendo um pouco.

Salgueiro 3 x 0 América – Atual vice-campeão, o time sertanejo segue mostrando força no torneio local, liderando após 60% do hexagonal.

Destaque – Jhon. O centroavante revelado no Náutico marcou duas vezes, assumiu a artilharia e ajudou o Salgueiro a chegar na liderança.

Carcaça – José Woshington. Entrou na arena com a pressão natural de uma estreia em clássicos. Disciplinarmente, comprometeu a partida.

Próxima rodada
12/03 (17h00) – Sport x Central, Arena Pernambuco
13/03 (16h00) – Salgueiro x Santa Cruz, Cornélio de Barros
14/03 (20h30) – Náutico x América, Arena Pernambuco

A classificação atualizada do hexagonal do título após a 6ª rodada.

A classificação do hexagonal do título do Pernambucano 2016 após 6 rodadas. Crédito: Superesportes

A classificação final do hexagonal da permanência após 10 rodadas.

A classificação do hexagonal da permanência do Pernambucano 2016 após 10 rodadas. Crédito: Superesportes

Santa Cruz e Central empatam sem gols, com vaias merecidas no Arruda

Pernambucano 2016, 6ª rodada: Central x Santa Cruz. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

Diante de uma adversário quase sem aspirações, com cinco derrotas seguidas, o Santa fez um primeiro tempo fraquíssimo no Arruda. Na verdade, o tricolores vinham de duas vitórias seguidas sem um futebol convincente. Essa desorganização tática, somada a uma certa apatia, acabou equilibrando um jogo sem perigo algum. Pior. Em alguns momentos a defesa coral se viu pressionada pelo trio de atacantes do Central, com mais de 100 anos somados. Após 45 minutos em branco, uma merecida vaia dos nove mil torcedores presentes.

O jogo, sofrível até então, melhorou um pouquinho na volta, mas os corais continuaram errando bastante. Um passo a mais, uma canelada, um posicionamento distante. Na beira do campo, a voz de Martelotte se perdia diante de tanta irritação na arquibancada. Ainda que o time tenha criado duas chances, ambas com Grafite, com uma boa defesa do goleiro e uma cabeçada na trave, nos descontos a espinha gelou, com o camisa 9 do patativa recebendo um ótimo passe de Araújo. Lourival ficou livre para marcar, mas furou.

Com o 0 x 0 mantido, mais vaias. Ok, foi o terceiro jogo seguido sem sofrer gols, mas a competitividade passa pelo balanço, com a criação agora opaca. Essa regularidade será necessária já na terça, pelo Nordestão, contra o Confiança.

Pernambucano 2016, 6ª rodada: Central x Santa Cruz. Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz

Santa Cruz vence o Juazeirense na Bahia e segue na briga pela classificação

Nordestão 2016, 4ª rodada: Juazeirense-BA x Santa Cruz. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz

Foi uma vitória magrinha em Senhor do Bonfim, por 1 x 0, mas essencial para manter a busca pela classificação no Nordestão. Com o Bahia goleando o Confiança em Aracaju, os corais começavam a se preocupar não só em ficar em segundo lugar, mas com a pontuação geral, uma vez que apenas três vice-líderes disputarão as quartas. Daí, a cara de decisão num campo tomado por insetos, contra o Juazeirense que há uma semana segurou o Santa no Arruda.

No primeiro tempo, o time de Martelotte até entrou com a vontade esperada pela torcida. Marcando forte e tentando ter a posse de bola para criar jogadas para Bruno Moraes (no lugar de Grafite), diante de um rival com sérias limitações técnicas. Porém, o jogo travou pela quantidade de passes errados. Após 45 minutos em branco, com apenas uma chance clara pra cada lado, o Tricolor definiu a noite logo na retomada. Lelê foi lançado na direita, dominou e cruzou para Keno finalizar. Novamente, pois havia marcado contra o Central, domingo.

Apesar da vantagem, o futebol coral piorou, com a bola perto da meta de Tiago Cardoso na maior parte do tempo. Os baianos bem que tentaram, sobretudo em cruzamentos, mas a bola queimava nos pés dos jogadores. Via contragolpes, o visitante teve uma chance, com a falha resultando numa pressão desnecessária no fim. O resultado acabou mantido, para a festa dos tricolores espalhados entre os 1.150 espectadores no estádio Pedro Amorim, a 125 quilômetros de Juazeiro, a verdadeira casa do adversário. E a luta pelas quartas segue, no limite.

Nordestão 2016, 4ª rodada: Juazeirense-BA x Santa Cruz. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz

Resumo da 5ª rodada do Pernambucano

Pernambucano 2016, 5ª rodada: Sport 2x0 Náutico, América 1x3 Salgueiro e Central 0x1 Santa Cruz. Fotos: Rafael Martins/Esp DP (Ilha), Ricardo Fernandes/DP (Arruda) e Marlon Costa/Esp DP (Lacerdão)

O Sport ganhou o segundo clássico seguido no Estadual, de novo mostrando superioridade na Ilha, desta vez com 14.504 torcedores. Com o resultado, o time se aproxima da liderança, ainda nas mãos dos alvirrubros, apesar do primeiro revés na competição – caiu o último invicto. Em Caruaru, com 2.177 pessoas (maioria coral), o Santa voltou a vencer, mas sem convencer. Ao menos entrou no G4. Encerrando a rodada, o andarilho América mandou o seu jogo no Arruda, com apenas 262 torcedores. No Mundão vazio, o Salgueiro venceu.

Hoje, as semifinais seriam Náutico x Santa Cruz e Salgueiro x Sport. 

Em 15 jogos nesta fase do #PE2016 saíram 33 gols, com média de 2,2. Em relação à artilharia, que a FPF considera apenas os dados do hexagonal e o mata-mata, Cássio (Salgueiro), Ronaldo Alves e Bergson (Náutico), Gaibu (América), Grafite (Santa), Túlio de Melo e Lenis (Sport) lideram com 2 gols.

Sport 2 x 0 Náutico – O Náutico estava invicto, sem sofrer gols. As duas marcas caíram, com o rival de longa data mandando na partida.

Central 0 x 1 Santa Cruz – Pegando um rebote de Grafite, Keno marcou o gol solitário em Caruaru, numa tarde de pouco futebol. Retomada?.

América 1 x 3 Salgueiro – Com quinze minutos o Carcará já vencia por dois gols, encaminhando a terceira classificação seguida à semifinal.

Destaque: Lenis. O colombiano custou mais de R$ 3 milhões ao Sport, mas já foi decisivo nos dois clássicos que disputou na temporada

Carcaça: Central. Uma campanha vexatória, com cinco derrotas em cinco jogos, sendo três em casa. Hoje, é um moribundo no hexagonal.

Próxima rodada
05/03 (17h00) – Santa Cruz x Central, Arruda
06/03 (16h00) – Salgueiro x América, Cornélio de Barros
06/03 (16h00) – Náutico x Sport, Arena Pernambuco

A classificação atualizada do hexagonal do título após a 5ª rodada.

A classificação do hexagonal do título do Pernambucano 2016 após 5 rodadas. Crédito: Superesportes