A linha editorial incrivelmente fora da linha

Capas do Olé e do Lance! em 24 de maio de 2012

Duas classificações agônicas, nos instantes finais.

Na Taça Libertadores da América, os populares Boca Juniors e Corinthians avançaram à semifinal de forma emocionante.

No Rio de Janeiro, o tanque Santiago Silva marcou aos 45 minutos do segundo tempo e arrancou a vaga do Fluminense, que levava a disputa para os pênaltis até ali.

No Pacaembu, o volante Paulinho subiu sozinho para cabecear e despachar o Vasco aos 44, colocando o Timão mais uma vez próximo à façanha inédita no continente.

A emoção das partidas acabou transportada para dois importantes jornais esportivos.

Em Buenos Aires e em São Paulo, Olé e Lance!.

Numa coincidência incrível, ambos estamparam sem pudor algum palavrões nas manchetes, incorporando o grito de milhares de torcedores, dos xeneizes à Fiel.

Qual é a sua opinião sobre essa exótica linha editorial?

Funciona em casos especiais, como os citados acima, ou passa do ponto? Comente.

Na opinião do blog, as duas capas desta quinta foram espetaculares. Que não vire uma rotina, mas de forma excepcional tornaram-se históricas.

Confira as capas acima em uma resolução maior aqui e aqui.

Os hermanos levaram olé várias vezes

Capas do Olé de 29/09/2011 e 30/06/2005

Perder um título para a Argentina, seja ele com o time principal ou não, é chato.

Do lado de lá, idem. O Olé, o periódico esportivo mais popular do país vizinho, praticamente ignorou o resultado final do Superclássico das Américas, após o vice.

O fato lembrou a histórica capa – naquele caso, num toque de genialidade jornalística – de 30 de junho de 2005, no dia seguinte à decisão da Copa das Confederações.

Na ocasião, o Brasil deu show e goleou por 4 x 1… Com direito a “olé”, como em Belém.

Neste caso de 2011 teria sido mesmo desinteresse pelo torneio ou bossa?

Confira as duas capas acima numa resolução maior clicando aqui.

Abaixo, outras duas capas após o clássico, nas quais os rivais acusaram o golpe…

Primeiro, em 3 de junho de 2004, sobre o 3 x 1 brasileiro nas Eliminatórias da Copa do Mundo, no mesmo dia em que o tenista Gustavo Kuerten foi eliminado pelo argentino David Nalbandian no grand slam de Roland Garros.

À direita, a capa pós-final da Copa América de 2007, em 16 de julho, com um categórico 3 x 0 da Canarinha, com a sigla QEPD: “Que en paz descanse“, como num túmulo.

Perceba que nas quatro edições não aparece sequer um jogador brasileiro.

Os argentinos perdem bastante, mas perdem com muito estilo…

Capas do Olé de 03/06/2004 e 16/07/2007

Parcialidade Press

Jornais Olé (13/06/2011), de Buenos Aires, e Mais (09/06/2011), do Rio de Janeiro

Jornalismo parcial, uma verdade no futebol? Para quase todos os torcedores, sim.

Quantas vezes você abriu o jornal e ficou indignado com alguma manchete sobre o seu clube ou sobre o rival? Quantas vezes não acusou o periódico de ser “tendencioso”?

Por mais que a editoria do Superesportes seja formada por 16 torcedores dos três grandes clubes do Recife, o telefone da redação sempre toca com alguma reclamação.

Há um verdadeiro revezamento nas ligações, com gente dizendo que o time A é o preferido, que o time B é sempre criticado e que o time C mal é citado no jornal!

Mas e o que dizer das duas capas acima?

À esquerda, o Olé de 13 de junho, edição seguinte ao domingo que consagrou o tradicional Vélez Sarsfield como campeão argentino do Torneio Clausura.

Porém, a despedida do atacante Palermo, maior artilheiro da história do Boca Juniors, com 235 gols, rendeu até um “pedido de desculpas” do popular diário dos hermanos.

No dia seguinte, um mea culpa do Olé, com a reclamação do Vélez. Veja aqui.

À direita, o Mais Jornal de 9 de junho, exemplar na manhã seguinte ao título do Vasco na Copa do Brasil de 2011, após longo jejum de conquistas nacionais.

No embalo da alegria do Vasco, uma provocação sem citar nomes, mas obviamente a favor do Flamengo, com a diferença de glórias dos dois clubes cariocas.

Acho que os jornalistas dos dois diários tiraram todos os telefones do gancho nas redações quando as respectivas edições ganharam as ruas…

Qual foi a manchete esportiva mais parcial que você já leu? Comente!

El delantero Ronaldo

Olé, da Argentina: 16-04-11Em visita à Argentina, o agora aposentado Ronaldo Fenômeno foi um alvo letal dos periodistas.

Em entrevista exclusiva ao jornal Olé, o diário esportivo mais popular entre os hermanos, o brasileiro apontou Messi como o melhor, de “longe”.

Disse que gostaria de ser 10 anos mais novo para atuar junto ao craque/gênio argentino.

Assim, também jogaria ao lado dos conterrâneos Ganso e Neymar.

Na edição de sábado ele também se declarou hincha do Real Madrid no clássico contra o Barcelona.

Em relação à tapa do Olé, nenhum contexto de fato, somente a velha provocação da rivalidade…

Veja a entrevista completa, em espanhol, clicando AQUI.

Em plena Bombonera

Títulos argentinos dos visitantes na Bombonera

Uma volta olímpica é o sonho de qualquer clube.

Na casa do rival, melhor ainda…

E imagine quando isso acontece dentro de um dos maiores templos do futebol mundial?

Pois é. Na Argentina, um desses templos é a La Bombonera, o mítico caldeirão do Boca Juniors. Neste domingo, o local poderá ser palco de algo incomum.

O Boca vive uma péssima temporada. O time xeneize está fora da Taça Libertadores do ano que vem. Assim, o sonho do 7º título continental, que igualaria o recorde do Independiente, terá que ser adiado.

Como se isso já não bastasse, a fanática torcida do Boca Juniors poderá ver um rival erguer a taça de campeão argentino em seu estádio pela 8ª vez desde 1940, quando a Bombonera foi concluída. 8-O

E nem seria um grande rival, mas sim o pequeno Banfield, da cidade de Lomas de Zamora, no sul da região metropolitana de Buenos Aires.

Até hoje, orgulho pertence a River Plate (3 vezes), Racing, Newell’s Old Boys (nos pênaltis) e Lanús. Crédito da montagem acima: Olé.

Será a 19ª e última rodada do Torneio Apertura. Com 41 pontos (dois a mais que o vice-líder Newell’s), o Banfield precisa de uma vitória simples na Bombonera para se tornar o 16º clube a conquistar o nacional na era do profissionalismo. Até o hoje, o máximo foram dois vices, em 1951 e no Clausura de 2005.

Em caso de empate, é torcer para o Newell’s não vencer o San Lorenzo, em Rosário. Se perder e o Newell’s ganhar, adeus título.

E aí, Banfield? Chegou a hora de escrever a maior página da história do clube. Ou não…

Abaixo, o vídeo com o título do Lanús no Apertur de 2007, quando o time Granate segurou o empate por 1 x 1. Não é sempre que aparece uma chance assim.

Atualização (19h, 13/12): Banfield campeón! Após 113 anos, o time conseguiu o seu 1º título. Perdeu por 2 x 0 na Bombonera, mas o Newell´s “conseguiu” perder pelo mesmo placar em casa. Festa em Lomas!

Vale lembrar que o Santos conquistou a Libertadores de 1963 na Bombonera, diante de 50 mil argentinos. Pelé fez o gol do título, na vitória por 2 x 1.