Chile, o 8º país campeão da Copa América

Chile, o campeão da Copa América 2015. Foto: Conmebol/Twitter

Inicialmente, a Copa América de 2015 deveria ter sido organizada pelo Brasil, que trocou de vez com o Chile por causa da quantidade de eventos esportivos já agendados para o país. Aos chilenos, entretanto, a oportunidade era excelente. Uma chance de levantar a autoestima do país, que sofreu catástrofes recentes, além de colocar em campo a sua melhor geração, com chances reais de título. Algo que jamais havia sido alcançado por La Roja.

Jogando seis vezes no Estádio Nacional, em Santiago, sempre com uma pressão incrível de sua torcida, o Chile chegou lá. Superou a Argentina de Messi nos pênaltis, após 120 minutos em branco numa tensa final. A penalidade decisiva foi assinalada pelo craque da seleção, Alexis Sánchez. Um cavadinha para a história do país, o 8º membro da Conmebol a ganhar a Copa América.

Ano do 1º título sul-americano
1916 – Uruguai (15 no total)
1919 – Brasil (8)
1921 – Argentina (14)
1939 – Peru (2)
1953 – Paraguai (2)
1963 – Bolívia (1)
2001 – Colômbia (1)
2015 – Chile (1)

Eis o gol mais importante da história do futebol chileno…

 

Parece que foi ontem

Libertadores-2010: Colo Colo 1 x 0 Deportivo Itália

Santiago, Chile.

16 de favereiro de 2010.

Ruas tranquilas. Tarde agradável, com uma temperatura que não passou dos 26 graus.

No Mercado Central, tradicional ponto de encontro da capital chilena, turistas circularam nos quiosques e pararam para tomar uma cerveza em um ambiente pra lá de aprazível. Ou, quem sabe, para saborear uma centolla.

No fim daquela tarde (bem mais fria), o programa já estava agendado: estreia do Colo Colo na Taça Libertadores, no estádio Monumental David Arellano.

Seria a 200ª partida do “Cacique” na maior competição das Américas. Um jogo histórico, dando início à 28ª participação colo-colina na competição. Uma delas com o troféu de campeão, em 1991.

O visitante foi o frágil Deportivo Italia, que, naturalmente, não era do país da bota, mas da Venezuela. No fim, vitória apertada do tradicional time chileno por 1 x 0.

O jogo acabou no início da noite chilena (horário local: 21h!). Quem ainda tinha gás seguiu para os bairros de Bellavista e Providencia, para comemorar o resultado.

Mas nada de euforia entre os hinchas do “Eterno Campeón”, mesmo com a vitória na estreia, a 1ª após um jejum de 11 participações.

Nenhum furacão passou em Santiago.

A cidade não foi “invadida” pelas cores vermelha e preta.

As cervezas do tal Mercado Central não acabaram às 16h. Os garçons não precisaram aprender um pouco da língua portuguesa para dar conta da demanda.

O Monumental não viu uma torcida visitante com 1.800 pessoas, que sabe-se lá como arrumaram dinheiro para atravessar uma distância de 5.767 quilômetros… A maior invasão estrangeira da história do estádio.

No dia seguinte, os jornais do centro da cidade andina não acabaram logo nas primeiras horas, como na última abertura de Libertadores, por causa dos “gringos”, ensandecidos com a histórica vitória por 2 x 1.

Horas depois, o Aeroporto de Santiago não registrou filas enormes com centenas de integrantes da turma da fuzarca.

Não houve cazá-cazá.

Como em 18 de fevereiro de 2009.