Inflação: o meio ambiente agradece

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Engana-se quem diz que a inflação tem apenas lado negativo.

É o que indica pesquisa do Instituto Ipsos, em parceria com a Fecomércio-Rio de Janeiro, ao comparar dados deste ano com os de 2012.

O levantamento indica que o aumento dos preços dos alimentos fez as pessoas adotarem medidas menos agressivas ao meio ambiente.

Entre os avanços está o percentual de consumidores que passou a usar as sobras de refeições para fazer novos pratos. Subiu de 66% para 72%.

Também cresceu, de 65% para 70%, a quantidade de pessoas que verificou se as embalagens dos produtos estão danificadas.

Outro ponto positivo é a precaução em saber o que se está comprando. Em 2012, 51% das pessoas liam os rótulos dos produtos, agora são 56%.

A preocupação com o meio ambiente teve aumento de 56% para 60%.

Isso bate na teoria do bolso. Quando aperta-o, o consumidor sente.

O Instituto Ipsos ouviu mil pessoas em 70 cidades brasileiras.

Navegabilidade do Rio Capibaribe emperra nas estações

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press.

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press.

Se a dragagem do Capibaribe anda rápida, a contratatação da empresa para implantar as estações fluviais do projeto de navegalidade do rio deu um nó.

O único consórcio a concorrer, o Brasília – ETC Projeto Rios, foi considerado inabilitado pela Comissão Especial de Licitação da Secretaria Estadual das Cidades.

O resultado do processo de habilitação, que também inclui construir o galpão de manutenção e execução da sinalização náutica, está publicado no Diário Oficiao do Estado de Pernambuco desta sexta-feira.

Com a publicação, o consórcio tem cinco dias úteis para apresentar recursos.

O projeto de navegabilidade prevê a construção de sete estações fluviais entre a BR-101 e as proximidades do Shopping Tacaruna, devendo funcionar em 2014.

No momento, a dragagem, que já retirou 35 mil toneladas de resíduos do Capibaribe, está na segunda etapa. A primeira terminou em abril.

Papa defende a(s) ecologia(s)

Foto: Alberto Pizzole/ AFP.

Foto: Alberto Pizzole/ AFP.

O papa Francisco incluiu o tema ecologia no seu discurso.

E fez isso de maneira crítica e ampla.

Para ele, a ecologia ambiental deve andar junta com a ecologia humana.

Isso porque a “cultura da rejeição” não se aplica apenas à natureza, mas também as pessoas, especialmente as mais fracas.

Entre elas estariam os pobres, as crianças, os idosos e as com deficiência.

O que seria essa “cultura da rejeição”? A mesma “cultura do lixo”.

“Com a cultura do lixo, a vida humana não é mais vista como um valor fundamental a respeitar e proteger”, afirmou o papa.

Tudo porque, segundo Francisco, a pessoa humana vem sendo “sacrificada pelos ídolos do lucro e do consumo”.

Denúncia semelhante, relacionada à natureza, vem sendo feita por estudiosos de vários países e campos da ciência.

Eles alertam que a humanidade consome mais do que a Terra pode produzir

Daí, o risco de exaustão do planeta.

Sai lista dos vencedores do prêmio ambiental mais conhecido de Pernambuco

Um dos projetos vencedores trata do pagamento por serviços ambientais. Foto: Marcelo Soares/Esp DP/D.A Press

Um dos projetos vencedores do Vasconcelos Sobrinho trata do pagamento por serviços ambientais. Foto: Marcelo Soares/Esp DP/D.A Press

Saiu a lista dos ganhadores do Vasconcelos Sobrinho, o prêmio ambiental mais conhecido do estado e entregue pela CPRH.

A premiação deste ano envolve seis categorias.

Em Projetos e Práticas Educacionais, o vencedor foi o Colégio Pentágono, com o projeto “Desafio tecnológico em busca da sustentabilidade”.

A ONG Bagulhadores do Mió, com “Plantando futuros de cidadania”, vai receber a premiação na categoria Participação Comunitária.

Como Personalidade do Meio Ambiente, o reconhecimento será para biólogo e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ricardo Braga.

Já a produtora cultural Bianca Pimentel ganhou o Destaque Imprensa pelo projeto “Sustentare”.

Destaque Florestal ficou com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), que desenvolveu o projeto “Água do Parque”.

O”Água do Parque”, relacionado ao Parque Estadual de Dois Irmãos, foi pioneiro em Pernambuco na questão de pagamentos por serviços ambientais.

Pelo segundo ano consecutivo, a Alusa Engenharia, instalada em Suape, aparece na lista dos vencedores e na mesma categoria.

A empresa venceu em Responsabilidade Ambiental em 2012. Agora, o prêmio será por “Energia sustentável, uma solução sustentável”.

Ao dar o nome Vasconcelos Sobrinho ao prêmio, a CPRH homenageia um dos fundadores da UFRPE e um dos maiores ecólogos do Brasil.

A data e o lugar de entrega do prêmio ainda não foram divulgados.

Lixo e lama retirados do Rio Beberibe encheriam 62,5 mil caçambas

Foto:  Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

Se o Capibaribe sofre com a poluição, o que dizer do Beberibe?

A situação é feia no rio que nasce em Camaragibe e banha Recife e Olinda.

Na primeira fase da dragagem, o projeto de renaturalização do rio retirou quase 500 mil metros cúbicos de lama e lixo.

O metro cúbico, só para lembrar, equivale a 1.000 litros.

Logo, a sujeira daria para encher cerca 62,5 mil caçambas com capacidade de oito metros cúbicos, um modelo bastante usado nesses serviços.

A primeira fase da obra foi executada entre a foz do Beberibe e a ponte da Avenida Olinda. Trecho esse que mede 2,2 quilômetros.

O rio mede 23 quilômetros de extensão, devendo-se limpar os 13 quilômetros que se encontram em estado mais crítico.

A segunda fase da dragagem do rio, entre as pontes da Avenida Olinda e Nova Esperança, já está em andamento.

Na última etapa do projeto de renaturalização, a dragagem começa na ponte Nova Esperança e termina na BR-101.

A previsão é que as obras orçadas em R$ 63 milhões, oriundas dos cofres federal e estadual, sejam concluídas no segunda semestre de 2014.

Estima-se que 1 milhão de metros cúbicos de resíduos sejam retirados do Beberibe. Ou seja, cerca de 125 mil caçambas de oito metros cúbicos.

Além da dragagem, para deixar o rio com 2,3 metros de profundidade, o Beberibe está sendo alargado. Em alguns pontos, ficará com 80 metros de largura

Ainda dá tempo participar, no Recife e em Olinda, da Semana do Meio Ambiente

Crédito: Fundação Altino Ventura/Divulgação

Crédito: Fundação Altino Ventura/Divulgação

Se você não participou ainda dá tempo de participar, nestes sábado (8) e domingo (9), da programação da Semana do Meio Ambiente, no Recife e em Olinda.

No Ipsep, a partir das 8h, começa o plantio de árvores na praça da Rua Raposo, onde haverá concursos de desenhos, poesias infantis e para se nomear a praça.

Duas exposições de produtos confeccionados com resíduos de materiais da construção civil, batizadas de “Vida Útil”, podem ser vistas nas lojas da Pernambuco Construtora nos shoppings Recife e RioMar.

A reciclagem também é o foco da exposição da Escolinha de Arte Sustentável para Deficientes da Fundação Altino Ventura. Na praça de alimentação do RioMar serão expostos de descansos de controle remoto a banco.

No Plaza, as pessoas podem ganhar, das 13h às 19h dos dias, um abraço do “planeta”. Fantasiado da Terra, o ator Joann Alves percorrerá o shopping dando dicas e orientando sobre o descarte correto do lixo.

O Nascedouro de Peixinhos, em Olinda, encerra seis dias de debates e apresentações culturais neste sábado. A Semana de Meio Ambiente,  promovida por 16 organizações, como a Diaconia,  discutiu “O desafio das águas nas grandes cidades”.

Capibaribe: rio ou lixão?

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press.

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press.

O nível de poluição do Capibaribe pode ser dimensionado por um número.

Somente na primeira etapa da dragagem do rio, retirou-se 35 mil toneladas de resíduos sólidos. Grande parte, contaminada.

O material retirado incluiu pneus, garrafas plásticas e lodo.

A dragagem faz parte do projeto de navegalidade do, que prevê duas rotas ao longo de 13,9 quilômetros e a inauguração antes da Copa do Mundo.

Para os barcos circularem, o serviço de dragagem está abrindo um canal de 36 metros de largura por três metros de profundidade.

Os resíduos estão sendo transportados para uma área do canteiro de obra.

Daí, os resíduos sólidos são levados para o aterro sanitário de Igarassu.

O projeto de navegabilidade, tocado pela Secretaria Estadual das Cidades e com recursos do PAC, está orçado em R$ 289 milhões.

Menos de 20% do Recife é de solo natural. O restante foi impermeabilizado

Chuvas alagaram hoje a Avenida Conde da Boa Vista. Foto: Arthur de Souza/Esp.DP/D.A Press.

Chuvas alagaram a Avenida Conde da Boa Vista hoje à tarde. Foto: Arthur de Souza/Esp.DP/D.A Press.

O Recife é uma cidade com mais de 80% do solo impermebializado.

Tal número consta no levantamento da AGB Engenharia, empresa à frente da elaboração do Plano Diretor de Drenagem do Recife (PDDR).

Com percetual tão alto de espaços cobertos por asfalto e cimento, o resultado dificilmente seria outro se não os alagamentos vistos nos últimos dias.

Afinal, os menos de 20% de solo natural são infucientes para absorver as águas das chuvas. E impedir a formação de “lagoas”.

As áreas alagáveis estão de Boa Viagem à Várzea. Do Jordão a Santo Amaro.

Uma das razões para o percentual de solo natural é o desrespeito às leis municipais. Elas obrigam que as áreas verdes dos imóveis sejam de 20% no mínimo.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon), Gustavo de Miranda, diz que as construtoras respeitam as leis..

O problema estaria nos condomínios que transformam os jardins em garagens.

Por que isso acontece?

Há duas razões: falta fiscalização do município e de consciêcia da população da importância de se preservar o solo natural.

Com informações de Ana Cláudia Dolores, repórter do Diario de Pernambuco.

Prédios barram ventos e ajudam a formar ilhas de calor na Dantas Barreto

Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

Termômetro registrou 36,2° C no cruzamento da Rua São João com a Dantas Barreto. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

A disposição geométrica das ruas e dos bairros têm influência na formação das ilhas de calor no Recife.

Prova disso é a Avenida Dantas Barreto, em São José e Santo Antônio, como aponta o estudo do mestre em geografia pela UFPE Luís Augusto Bakker Vital.

O pesquisador, ao analisar três pontos da via, identificou variações de temperatura de quase 7°C. Ele também avaliou a umidade da avenida.

A razão das variações, explicou Luís Bakker, é a forma como os prédios foram dispostos, tendo reflexo direto na circulação dos ventos na avenida.

O pesquisador fez análises durante 24 dias, sendo metade em dezembro e o restante em  julho e agosto do ano passado, em três pontos da Dantas Barreto.

Três medições diárias eram feitas em cada lugar .

Os pontos de medição foram a calçada do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Pátio do Carmo e a calçada da avenida próximo à Rua São João.

A maior diferença aconteceu em 3 de dezembro, às 9h. Registrou-se 36,2°C próximo à Rua São João e 29,4°C ao lado do TJPE.

Nessa época, detalhou ele, os ventos alísios do Nordeste circulam com facilidade próximo ao tribunal por não encontrar grandes barreiras arquitetônicas.

Considerando os pontos Rua São João e a calçada do TJPE, o estudo notou a inversão das temperaturas altas e baixas no inverno.

Isso porque os ventos circulam no sentido contrário ao dos alísios de Nordeste.

Vale lembrar que a Dantas Barreto é um dos mais antigos núcleos urbanos do Recife, onde prevalece a pavimentação ao solo natural.

E os prédios, diga-se, formam uma barreira para a circulação dos ventos.

A Avenida Nossa Senhora do Carmo, perpendicular à Dantas Barreto, funciona como um corredor para os ventos e ameniza a temperatura no Pátio do Carmo.

Luís Bakker foi orientado em sua dissertação pelo professor Ranyére Silva.

Cartão de crédito vencido não é lixo

Foto: RS de Paula/Divulgação

Foto: RS de Paula/Divulgação

A primeira máquina que tritura cartões de plástico vencidos, como os de crédito e débito, foi instalada hoje no Shopping RioMar, no Recife.

Ao cortar os cartões, a máquina destrói as tarjas magnéticas, os chips e os dados pessoais dos proprietários das peças.

No segundo momento, o material cortado segue para uma máquina recicladora.

O material triturado servirá de base para a  produção de capas de cadernos, porta-copos, marcadores de páginas, pisos e porta-retratos.

O papa-cartão, criado por um brasileiro, vem sendo empregado desde 2011 em São Paulo, que teve a primeira máquina colocada no metrô.

Por mês, desde 2011, recicla-se cerca de 12 mil cartões de plástico.