Plástico mata dezenas de tartarugas marinhas em Ipojuca

As sacolas plásticas têm se tornado um grande inimigo dos animais.  Sem ações que tratem de maneira eficiente do destino final desse tipo de lixo, o número de vítimas cresce ano após ano. Entre as vítimas, as tartarugas marinhas.

Nas praias de Ipojuca, por exemplo, mais da metade das 68 tartarugas encontradas mortas este ano haviam ingerido plástico. As sacolas costumam ficar presas no intestino e no estômago dos animais, que se debilitam por deixarem de comer.

“O plástico passa a sensação de saciedade aos animais”, explicou o biológo Túlio Ribeiro. Ele integra a ONG Ecoassociados, cuja equipe socorreu hoje uma tartaruga na praia de Porto de Galinhas.  Havia sinais de o bicho, da espécie verde, ter engolido plástico.

A tartaruga verde  foi o quinto animal resgatado com vida, desde janeiro deste ano, nos 32 quilômetros das praias de Ipojuca. Ela permanece viva, devendo ser transferida amanhã para o Centro de Mamíferos Aquáticos, em Itamaracá.

As sacolas plásticas costumam chegar ao mar de duas formas. Ou são levadas pelas correntezas dos rios e dos riachos ou são jogadas pelos banhistas nas praias.  Sinais de que faltam educação ambiental e políticas públicas nas cidades ribeirinhas.

Debate sobre Código Florestal deve esquentar no Senado

Ao contrário do que alguns senadores tentam passar, o clima em torno do projeto do novo Código Florestal não é tão amistoso.

E a temperatura deve subir esta semana no Senado, com a análise do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e  Cidadania (CCJ).

A retomada das discussões na CCJ está marcada oficialmente para quarta-feira, mas as negociações, como ocorrem na política, começaram bem antes.

No Senado, a exemplo da Câmara, há grupos com posições e interesses claros .

De um lado, o grupo próximo aos ruralistas ou mesmo ruralistas. Do outro, o pessoal identificado com os movimentos sociais, ambientalistas e cientistas.

Há um terceiro grupo. É a turma mais independente, que ainda analisa  questões para se posicionar no jogo.

O que está em disputa são concepções diferentes de lidar com a natureza.

O grupo comandado pelos ruralistas briga para manter a ampliação das fronteiras agrícolas, o que conseguiram na Câmara dos Deputados.

Ambientalistas e cientistas alertam para possíveis estragos se permanecerem as mudanças aprovadas pelos deputados, em maio deste ano.

A presidente Dilma Rousseff mandou recados aos senadores. Para ela, alguns pontos são inegociáveis, a exemplo da chamada anistia aos desmatadores ilegais e a transferência de poderes da União para os estados.

O governo sabe que a  aprovação de pontos como a anistia aos desmatadores  pesariam negativamente no cenário internacional contra o Brasil.

Do mesmo modo, o governo está de olho na opinião pública. Pesquisa do Datafolha indicou, em junho, que cerca de 80% dos entrevistados eram contrárias às mudanças aprovadas pelos deputados. O instituto ouviu 1.286 de todo o país.

Mas o jogo recomeçou. Tudo ou nada pode mudar no projeto que passou  meses  na Câmara dos Deputados, sendo aprovado em maio.

Ao fim do processo no Senado, você acha que o projeto para o novo Código Florestal  mudará? Opine em nossa enquete.