Produção de etanol exige muita terra

A produção de etanol a partir de cereais  é criticada por setores da sociedade.

Os críticos dizem que o etanol requer grandes áreas, quando essas deveriam estar voltadas à geração de alimentos.

Eles questionam fundamentados em números. Nesse quesito, o etanol da cana é o menos agressivo. Com um hectare produz-se 7.000 litros de combustível.

No ranking, a beterraba açucareira, muito usada na Europa, ocupa o segundo lugar. Um hectare gera 5.500 litros. O arroz vem em seguida, com 4.000 litros.

As últimas colocações ficam com o milho, 3.800 litros por hectare, e o trigo, 2.500 litros por hectare. De fato, muita terra para poucas bocas.

Depois da cana, podemos ter etanol feito de arroz

Se o governo federal aprovar, o Brasil deve contar com mais uma experiência de produção de combustível menos poluente.

Uma empresa do Rio Grande do Sul, a Multioleos Vegetais pretende produzir etanol, utilizado em grande parte dos carros nacionais.

Aspecto importante na proposta, do ponto de vista da sustentabilidade, é que o etanol seria produzido com os grãos considerados impróprios ao consumo humano. E assim não prejudicaria o mercado de alimentos.

Para o bolso dos motoristas, no entanto, o etanol do arroz pesaria. O processo de fabricação do etanol é 20% mais caro do que o da cana.

Em contrapartida, o etanol produzido com arroz tem um bom rendimento.

A vantagem do etanol em relação à gasolina e ao diesel é que emite menos gases do efeito estufa.  Na pior das situações, 20% a menos. Na melhor, 90%.

Com o aval da União, a primeira refinaria do etanol de arroz seria construída em 2014, na cidade gaúcha de Cristal.