Capibaribe, um rio à espera de saneamento

O Capibaribe entra hoje novamente em pauta.

Cartão postal do Recife, o rio é daqueles assuntos que muito se fala, exalta, mas pouco se tem feito por ele.

Há projetos para o rio, como quase tudo neste país. O Capibaribe Melhor ganhou visibilidade com o início das obras de melhoria dos parques do Caiara e Santana e a construção do Parque de Apipucos.

Dos projetos, o mais sonhado talvez seja o de navegabilidade. Por uma razão simples: poderia desafogar o trânsito do Recife.

Mas o grande desafio é sanear o Capibaribe, vendido como cartão postal e referência de grandes empreendimentos imobiliários.

Sem o saneamento, continuaremos a ver o rio assoreado e recebendo milhões de litros de descargas de esgotos.

“Será que sobrará um tempinho para revitalizar de fato o Capibaribe?”, pergunta-se Socorro Catanhede, da organização Recapibaribe e que há quase 20 anos na luta pela revitalização do rio.

E o Capibaribe não é um rio qualquer. Em seus 240 quilômetros de extensão corta 42 municípios e recebe 74 afluentes.

Por coisas assim, desperta o interesse de muita gente e instituições.

Agora pela manhã, baiteiras, com ambientalistas e estudantes, saíram de Casa Forte em direção ao centro do Recife.

O ponto final da barqueata será a Assembleia Legislativa, onde durante toda manhã haverá audiência pública para discutir o Capibaribe.

Na pauta, os projetos Navegabilidade do Rio Capibaribe e Capibaribe Melhor e os planos Hidroambiental da Bacia do Capibaribe e de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco.

A audiência, convocada pela Comissão de Meio Ambiente, reúne representes do poder público e da sociedade civil organizada. Que não seja mais uma.