90% dos animais silvestres vendidos ilegalmente morrem antes de chegar ao destino final

O comércio ilegal de aves continua a fazer vítimas, como ficou demonstrado hoje na operação realizada pela Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipoma).

Entre 257 animais encontrados numa casa do bairro do Cordeiro, Recife, alguns não resistiram ao tratamento inadequado. Os bichos estavam em gaiolas pequenas e caixas de sapatos.

O que se viu é, infelizmente, mostra do retrato do país.

Os canários, curiós, papagaios, papa-capins, graúna, e galos de campina apreendidos  são parte de uma rede de negócios milionários.

A estimativa é que o comércio ilegal de animais silvestres  movimente entre US$ 500 milhões e US$ 3 bilhões, no Brasil, por ano. No mundo, a soma pode alcançar US$ 20 bilhões.

Por trás das altas cifras está a retirada de 12 a 38 milhões de animais das matas brasileiras.

Pernambuco  aparece entre os estados com maior número de crimes desse tipo, ficando ao lado da Bahia, Pará, Mato Grosso e Minas Gerais.

Parte dos animais, a exemplo de hoje, são negociados para compradores pernambucanos. Outra segue para Sul e Sudeste. E, em alguns casos, os bichos seguem para a América do Norte, Europa e Ásia.

Talvez o mais o cruel esteja representado na taxa de mortalidade dos animais. A estimativa é que 90% deles morrem antes de chegar ao destino final.