Embalagens de mais, meio ambiente de menos

Faça um esforço. Você conseguiu observar na foto acima um boneco?

A peça plástica, medindo 10,5 cm de altura, faz parte de uma campanha publicitária que chegou hoje à redação do Diario de Pernambuco.

Nada de anormal até aí.

O curioso nisso tudo e que levanta questionamentos do ponto de vista ambiental foi a maneira como o produto chegou até aqui.

Para o envio do boneco, a empresa usou três caixas.

A menor das embalagens, em papelão, era praticamente do tamanho da peça, e  veio dentro de um pacote de presente.

O pacote, em papel branco, media cerca de 30 cm de altura e 40 cm de largura.

E a embalagem de presente, por sua vez, veio dentro de uma caixa gigante se comparada ao tamanho do boneco.

A caixa media 45,5 cm de largura, 35,5 de altura e 14 cm de espessura.

Somando tudo, o peso, como mostra o selo dos Correios, foi de 3 quilos.

Do ponto de vista do marketing, não posso negar: o tamanho da encomenda criou grande expectativa no destinário, ou melhor, no cliente.

Considerando-se o meio ambiente, um exagero.

Foi consumida uma soma expressiva de matéria-prima, embora reconheça quase tudo reciclável, desnecessária.

Diante do presente, que não foi o primeiro do tipo, ficamos a nos perguntar:  será possível equilibrar a relação marketing e meio ambiente?

Sem dúvida é. Os exemplos são muitos.

Esgotos de 549 mil domicílios da RMR poluem praias

São preocupantes os números divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e  o Instituto Trata Brasil.

O estudo mostra que 549 mil domicílios dos oito municípios da Região Metropolitana da Recife (RMR) banhados pelo Oceano Atlântico não dispõem da rede geral de esgoto.

Sem a rede, grande parte dos esgotos domésticos acaba jogada em canaletas, canais e rios. Daí, o aumento da poluição nas praias.

O problema pode ser verificado em pontos de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda, Paulista, Igarassu e Ilha de Itamaracá.

Os dados integram o estudo “Desafios do saneamento em metrópole da Copa 2014 – Estudo da Região Metropolitana de Recife”.