Com a natureza dando sinais de revide e a pressão cada vez maior da sociedade sobre empresas e governos, a lista de rankings associados ao meio ambiente cresce.
O último foi publicado pela revista norte-americana Newsweek, que listou as 500 maiores empresas mundiais no campo da sustentabilidade.
Dez empresas brasileiras aparecem na lista.
E o curioso é que as mais bem colocadas são do ramo financeiro. O Bradesco figura no quarto lugar geral. Depois surgem Santander (17), Banco do Brasil (50) e Itaú (54).
As brasileiras mais ligadas ao ramo produtivo ocupam posições intermediárias ou aparecem no fim do ranking.
A Eletrobrás está na posição 214; o Grupo Pão de Açúcar, 248; a Vale, 312; a Petrobras 364; a Ambev 412, enquanto a Gerdau, 463.
Um questionamento é inevitável: dá para comparar os impactos ambientais de um banco aos de empresas ligadas diretamente à produção?
Os organizadores do estudo dizem que sim.
Eles afirmam que, no caso dos bancos, também consideraram os investimentos feitos por essas instituições em outras empresas, a exemplo de madeireiras e mineradoras.
A lista das mais sustentáveis, vale lembrar, tem nas primeiras posições a Munich Re, a IBM e o Banco Nacional da Austrália.
O ranking considerou aspectos como meio ambiente e a transparência das informações disponibilizadas pelas empresas aos clientes.
