Dez hectares são desmatados por minuto no planeta

O planeta perde, em média, 10 hectares de floresta por minuto.

O que se desmata por minuto é maior do que o Parque da Jaqueira ou o Parque 13 de Maio, ambos no Recife.

Se contabilizarmos por dia, o desmatamento mundial, estimado pela  Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), equivale a 2.057 áreas do Parque da Jaqueira e 2.400 tamanhos do Parque 13 de Maio.

Segundo a FAO, o desmatamento por ano foi calculado em 4,9 milhões de hectares.

A pesquisa indica que 14,5 milhões de hectares de florestas foram derrubados, entre 1990 e 2005, para dar espaço à agricultura.

Para chegar ao número, a FAO utilizou um novo sistema de pesquisa por satélite, fazendo análises durante quatro anos.

As imagens de satélite foram estudadas por técnicos do Centro Comum de Investigaão Europeia e de outros 102 países.

Preces para o meio ambiente

Até o dia 8 de dezembro, milhares de fiéis vão subir o Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife.

Os fiéis irão em busca de graças ou para agradecimenos a quem devotam, Maria.

E o que há em comum entre a festa católica e o propósito do nosso blog?

As respostas são muitas.

Da coleta de lixo das barracas ao reaproveitamento da cera da velas, derretidas em sinal de gratidão, podemos fazer um bom debate.

O que mais me chamou atenção ontem, no cortejo da bandeira, foram as referências dos pregadores e do locutor ofical da festa ao meio ambiente.

Falou-se de curas do corpo e da alma, mas evidenciou-se à necessidade da união dos cristãos e dos católicos para "salvar o planeta".

A tarefa da salvação, indicava o locutor, exigia "de cada um" tarefas simples.

Simples e muitas vezes desconsideradas por nós e pelo poder público.

Entre as tarefas, o trato correto dado ao lixo doméstico e a luta para não se desperdiçar os alimentos.

A mensagem de abertura da 107ª Festa do Morro da Conceição se encaixa na Campanha da Fraternidade, debatida nas paróquias católicas brasileiras.

Este ano, a Campanha da Fraternidade abordou o tema  "Fraternidade e a Vida no Planeta". E teve o lema "a criação geme em dores de parto".

A Chevron, a Pequena Sereia e o vazamento de petróleo

Recorro à velha máxima: “uma imagem vale por mil palavras”.

No caso, a imagem é a charge de Jarbas, publicada no Diario de Pernambuco.

A cena de Ariel, a Pequena Sereia, e Sebastião, o siri, encobertos por petróleo, está longe da mensagem do desenho animado da Walt Disney. Mas próxima dos danos provocados pelo vazamento na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.

Responsável pela perfuração onde ocorreu o acidente, a Chevron chegou a admitir o vazamento de 2,4 mil barris no Campo de Frade.

Ambientalistas desconfiam do número apresentado pela empresa.

Órgãos fiscalizadores sinalizaram para responsabilidade da Chevron, multada pelo Ibama em R$ 50 milhões. É possível que multas maiores venham.

Parques para despoluir os rios Ipojuca e Capibaribe

Se tudo correr como programado, o Ipojuca, um dos 10 rios mais poluídos do país, deverá ter quatro parques construídos em suas margens até o final do próximo ano.

A proposta dos parques, incluída no projeto Janelas para o rio, é despertar a população para importância ambiental do rio.

O primeiro será em Caruaru, onde o acordo dos governos municipal e estadual já foi fechado. O projeto deve ficar pronto em seis meses.

As obras na Capital do Agreste serão feitas nos bairros Cedro e Cidade Jardim, carentes de áreas de lazer e verde. O parque terá 6,2 hectares.

Os lugares dos outros três parques ainda não foram definidos, devendo a publicação dos editais  acontecer no início de 2012.

Pelas regras do Janelas para o rio, apenas municípios com mais de 20 mil habitantes poderão concorrer aos editais.

Em Caruaru, o estado investirá R$ 700 mil.

A prefeitura, por sua vez, doou o terreno e empregará mais R$ 100 mil.

As verbas para os futuros projetos poderão ser maiores.

Os investimentos, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), dependerão das propostas apresentadas pelos municípios.

O Capibaribe  será o segundo rio beneficiado pela iniciativa.

O que você acha do barulho das igrejas no Recife?

A polêmica em torno do Projeto de Lei 023/2011 está apenas começando.

O projeto foi encaminhado pelo prefeito João da Costa à Câmara de Vereadores do Recife na semana passada. E promete bons debates.

Há mais de uma razão para a temperatura das discussões subir.

Entre elas, a exigência de relatórios do nível de ruido apenas para os templos religiosos com mais de 300 metros quadrados.

O ponto mais polêmico, no entanto, é o aumento do nível de ruído das igrejas.

Pelo novo projeto, o barulho permitido pode ser de 70 decibéis. A regra em vigor prevê entre 50 e 65 decibéis.

E você o que acha disso? Dê sua opinião em nossa nova enquete.

“O aumento de decibéis está dentro da lei”

A secretária municipal de Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras, Maria José de Biase, falou sobre o polêmico Projeto de Lei (PL) 023/2011. O projeto estabelece requisitos para a regularização, edificação de templos religiosos de qualquer culto. A entrevista foi concedida ao repórter do Diario Kleber Nunes:

Como surgiu esse projeto de lei?
Esse assunto já foi pauta de muitas discussões, inclusive de uma audiência pública realizada em maio deste ano. Diante da demanda dos grupos religiosos resolvemos propor uma lei que permitisse o livre culto respeitando a Constituição Federal, mas dentro da realidade do Recife.

O que mudará com essa proposta da prefeitura?
Basicamente os parâmetros de edificação, ou seja, muda a lei com relação ao afastamento, ao uso do solo natural, às vagas de estacionamento e à lei de publicidade com a utilização de placas indicativas. Essa alterações foram feitas para flexibilizar a regularização de templos já existentes e garantir o ordenamento de novos. Além disso, o projeto institui uma legislação que procure adequar a realidade da cidade. Além disso tirar mais de 500 templos da ilegalidade e dá segurança para que seus frequentadores possam praticar sua religião.

Aumentar o limite de decibéis não fere a lei que prevê o sossego?
O aumento de decibéis está dentro da lei de meio ambiente do Recife e ela limita a variação de 65 a 70 decibéis dentro dos limites do templo. A lei de Ocupação de Solo é de 1996. De acordo com ela, um som de um liquidificador incomoda porque excede o limite. Há uma diferença entre a cidade ideal e a real.

Barulho em nome de Deus

Um projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores do Recife, pelo prefeito João da Costa, altera o número de decibéis permitido aos templos religiosos.

A legislação municipal em vigor determina que o barulho das igrejas deve ficar entre 50 e 65 decibéis. Pela nova proposta será de 70 decibéis.

A diferença parece pequena quando se fala em números, mas para quem reside perto de templos barulhentos deve ter ficado preocupado.

Morei perto de uma igreja e não conseguia assistir televisão ou conversar tranquilamente em determinadas horas. Principalmente nos fins de semana.

O problema de alguns templos, ressalta-se, nem sempre é a altura do som,  porém a frequência com que os equipamentos são ligados.

Pelo projeto, na tentativa de controlar a poluição sonora, os templos devem apresentar relatórios semestrais de de emissão sonora.

A exigência do relatório  será para os imovéis com mais 300 metros quadrados.

E os templos menores, que surgem a cada dia em diversos bairros do Recife, por que serão dispensados de apresentar o estudo?

O projeto de lei, número 023/2011, não se limita à questão ruído e, reconheço, sinaliza para avanços.Um deles, a obrigatoriedade de estacionamento.

Se o projeto for aprovado como está, os templos com mais de 300 metros quadrados devem disponibilizar uma vaga para cada 50 metros quadrados.

É um avanço,  mas “peca” novamente por excluir os templos menores.

Exposição sobre tragédia nuclear pode ser vista no Recife

Quem deseja compreender a história do maior acidente nuclear do Brasil pode ver até esta sexta-feira, no Recife, a exposição Mãos de Césio.

São mais de 30 painéis com relatos e fotografias do caso Césio 137. A exposição está no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), na Cidade Universitária.

O episódio registrado em 1987, em Goiânia (Goiás), começou quando dois catadores de lixo retiraram 20 gramas de césio de um aparelho para tratamento de câncer.

Estima-se que cerca de 65 pessoas faleceram em consequência do contato direto com o produto químico, que, por brilhar, chamava a atenção das vítimas.

Mãos de Césio integra o programa do Workshop de Segurança do Trabalho.

A exposição passou, dentro da programação da Caravana Antinuclear, pelas cidades sertanejas de Floresta, Jatobá, Itacuruba e Belém de São Francisco.

Os painéis reúnem fotografias da Associação do Césio 137 de Goiânia, do Programa Memória Roberto Pires e do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.

Apenas Recife e Cabo, na RMR, têm leis ambientais

O estudo Oeste Metropolitano: Realidades e desafios para o desenvolvimento regional sustentável, lançado pela Agência Condepe/Fidem, traz dados ambientais preocupantes e serve de alerta para os gestores públicos.

Cinco dos 11 municípios do Oeste da Região Metropolitana do Recife não atualizaram a Lei de Uso e Ocupação do Solo, fundamental para disciplinar as construções. E assim proteger nascentes e margens de  rios, por exemplo.

Estão com essa pendência Araçoiaba, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Paudalho e São Lourenço da Mata.

Estão atualizadas as cidades de Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Paulista e Recife.

A pesquisa da Condepe/Fidem mostra que apenas Recife e Cabo de Santo Agostinho possuem legislações específicas sobre meio ambiente.

Os demais municípios terão que correr contra o ritmo acelerado da economia se pretendem, de fato, adotar o desenvolvimento sustentável como padrão.

A região, com grande potencial de crescimento e impulsionada pelo projeto da Cidade da Copa, em São Lourenço, possui 31 reservas ecológicas.

Dessas reservas, duas são parques estaduais, oito são florestas urbanas e 21, refúgios da vida silvestre.

O mercado pode ter a solução para a sustentabilidade?

Um colega me enviou o artigo abaixo, de Henrique Andrade Camargo, do site Mercado Ético. E o título do artigo, concordo, é uma boa provocação. Você já pensou nisso? Caso seja negativa sua resposta, fique de olho na “mão invisível” do mercado:

“Perco meu sono sempre que alguém me vem com essa conversa de soluções de mercado para o problema da sustentabilidade”, atacou uma companheira de estrada depois de ler uma notícia do Instituto CarbonoBrasil replicada no próprio Mercado Ético. O título era o seguinte: WWF divulga inovações comerciais em prol do ambiente. Fala do novo relatório da ONG sobre a implantação de ações verdes em certas companhias com o objetivo de incentivar uma economia mais sustentável.

Eu tendo a concordar com minha amiga, que diz que o foco dessa conversa deve ser nas pessoas. Mas inevitavelmente as soluções para um mundo mais sustentável vão passar sim por questões financeiras. Aliás, já estão passando.

Estive na FIMAI (Feira e Seminário Internacional do Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade), em São Paulo, e percebi que muitas empresas estão apresentando novos negócios diante das crises que enfrentamos hoje. São soluções em energia limpa, saneamento, transporte, reciclagem etc.

As oportunidades certamente são tão grandes quanto os problemas. Nos Estados Unidos, por exemplo, os negócios verdes já empregam mais do que a indústria do combustível fóssil e do que grandes corporações tradicionais, segundo estudo da Brooking Institute, uma organização sem fins lucrativos focada em políticas públicas.

Para os negócios mais tradicionais e ainda pouco sensíveis a essa questão, o primeiro passo é mostrar como a degradação do meio ambiente ameaça a perenidade das suas operações.

A conta é muito simples. Se os recursos que são utilizados no produto não são renováveis ou não se renovam na velocidade em que são retirados da natureza, obviamente vai chegar um dia em que não estarão mais disponíveis, o que fará o sistema colapsar. Ou então, que tal colocar na conta os prejuízos com impactos socioambientais? Se por exemplo uma comunidade em algum canto da Argentina registra maior número de casos de câncer por conta do uso de agrotóxico nas culturas da redondeza (baseado em fatos reais), quanto isso custaria ao produtor em termos de tratamentos médicos e perda de mão de obra? Por que além dos recursos que utiliza, não cobrar dele também o prejuízo social que sua atividade causa?

É claro que não dá para deixar tudo na mão do mercado. No papel, tudo funciona muito bem! Mas quando essas coisas entram no mundo real, ninguém melhor do que os cowboys de Wall Street para mostrar que apesar da “rapadura ser doce, ela não é mole não”. E isso sim, vem tirando o sono de muita gente.