Aquecimento global pode extinguir 30% das espécies

Das espécies de plantas e animais do planeta, 20% a 30% correm o risco de desaparecer por conta do aquecimento global.

A perspectiva consta em A vida selvagem em um clima de mutação, estudo da  Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO).

Entre as espécies mais ameaçados estão os corais de águas quentes.

A pesquisa indica que 70,84% desses corais são vuneráveis ao aquecimento. Ou seja, 566 das 799 espécies catalogadas no mundo.

Muitos anfíbios e  aves também poderão sumir. Os anfíbos possuem 52% espécies em risco, enquanto as aves, 35%.

O impacto maior será sobre as espécies já severamente ameaçadas de extinção.

Se a ação humana é considerada a principal causa do aquecimento global, a mesma colaborou, segundo o estudo, para extinção de mais de 2/3 dos animais de grande porte do planeta. Isso nos últimos 40 mil anos.

Dilma ficará com a conta

A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram, mas não é sobre eles que recairá a maior pressão sobre o novo Código Florestal.

Quem pagará a conta será a presidente Dilma Rousseff.

A governante começou a ser cobrado no exterior, leia-se organizações ambientalistas e cientistas, pelo que os deputados e senadores votaram.

É certo que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, negociou com os parlamentares o texto aprovado do Código.

A negociação e discuros da ministra, entretanto, foram insuficientes até agora para convencer que o novo Código não provoca reprocessos ambientais.

Bom exemplo é o que foi batizado de anistia aos desmatadores.

E o que pesa para a descrença é a própria experiência brasileira.

A fiscalização ambiental dos governos inexiste ou é  frágil. Imagine, com leis que deixam brechas, como apontam os críticos do projeto do novo Código.

O projeto retornará para a Câmara, mas terminará nos braços de Dilma.