O frio extremo na Europa, que já provocou a morte de cerca de 500 pessoas, não desmente o processo de aquecimento global.
Ao contrário, as nevascas seriam sintoma da mudança no clima.
A tese é de cientistas alemães, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Marinha e Polar.
Eles afirmam que as baixas temperaturas refletem o rápido degelo do Ártico.
O degelo estaria provocando o aquecimento no oceano, que, por sua vez, não conseguiria impedir que o calor retorne para a atmosfera.
Desse modo, o ar sobre o oceano se aquece provocando o aumento de pressão.
E quando essa pressão é capaz de gerar ventos úmidos, que sopram em direção ao continente europeu, as nevascas aparecem.
O fenômeno ocorre principalmente entre o outono e o inverno.
Nas últimas três décadas, segundo o centro de pesquisa alemão, o Mar do Norte perdeu 20% das geleiras.
