Pelo planeta, cidades brasileiras apagaram as luzes

E você aderiu hoje à campanha “A hora do planeta”?

 O ideal seria uma resposta positiva.

Cinco mil cidades de 147 países e centenas de empresas de todo o mundo apagaram as luzes em defesa da sustentabilidade.

A campanha aconteceu em 24 estados brasileiros, sendo a proposta desligar as luzes entre 20h30 e 21h30;

Um dos gestos significativos do país, onde 500 monumento e pontos turísticos ficaram às esculturas, foi o apagar das luzes do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

 No Recife, a prefeitura apagou as luzes do prédio-sede e do Parque da Jaqueira.

 “A hora do planeta”, iniciativa da organização ambiental WWF, tem o objetivo de despertar a população para o problema do aquecimento global.

A produção de energia elétrica aparece entre os grandes produtores de gases de efeito estufa, principalmente a energia produzida pelas termelétricas.

Vale lembrar a proposta, anunciada pelo governo do estado, de se implantar a maior termelétrica do mundo no Complexo de Suape.

Apesar de experiências como essa, o Brasil é um dos líderes na produção de energias renováveis, a exemplo do biocombustível e de hidrelétrica.

As renováveis representam 45% da energia produzido no Brasil, enquanto a média dos países ricos é de somente 8%.

Pernambuco fez feio em prêmio de Meio Ambiente

O resultado do prêmio concedido pelo Ministério do Meio Ambiente, nesta semana, às boas práticas de sustentabilidade foi desolador para Pernambuco.

Ou melhor, para o Nordeste.

Nenhum município da região ficou entre os 16 projetos premiados. Os projetos foram distribuídos em seis categorias.

De duas uma, ou as prefeituras nordestinas fazem poucos projetos ou eles, em sua maioria, são de qualidade sofrível.

As regiões campeãs foram o Sudeste e o Sul. Cada uma com sete projetos.

Norte e o Centro-Oeste também tiveram práticas selecionadas, embora cada região contou apenas um projeto escolhido.

O projeto do Centro-Oeste foi apresentado pelo município de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) na área de manejo das águas.

A boa experiência da região Norte veio de Manaus (Amazonas), com o programa de arborização urbana da cidade.

No Sudeste, os municípios de São Paulo tiveram cinco dos sete projetos premiados. Foi o maior índice do país. O Rio de Janeiro recebeu dois prêmios.

Santa Catarina se destacou no Sul. Dos sete prêmios, quatro ficaram no estado. O Rio Grande do Sul aparece com dois e o Paraná, um.

A relação completa dos ganhadores pode ser vista em http://migre.me/8uB7X.

Se nada ganhamos que ao menos o resultado sirva de estímulo para os municípios de Pernambuco.

Será que as nossas prefeituras se preocupam com o meio ambiente? Dê a sua opinião em nossa enquete ao lado.

Área do Parque Dois Irmãos deve ser triplicada

O Parque Dois Irmãos, no Recife, deve ter o tamanho triplicado.

Dos atuais 384 hectares, a unidade passaria para 1.244.

Os 860 hectares a serem acrescentados ao parque foram solicitados pelo governador Eduardo Campos à presidente Dilma Rousseff.

Essa área, no bairro da Guabiraba, pertencia ao extinto Banco Econômico.

“A liberação, contudo, depende de aspectos jurídicos que estão sendo avaliados”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.

Presidente do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), o secretário anunciou o possível aumento da área do parque, hoje, na reunião do conselho.

O encontro foi transmitido ao vivo, pela primeira vez, para a internet.

Nele, os conselheiros aprovaram por unanimidade a mudança de personalidade jurídica do Parque Dois Irmãos.

A unidade deixará de ser instituição estadual para se tornar organização social (OS).

O novo arranjo institucional, no entender do Consema, vai permitir maior flexibilidade e agilidade na gestão dos recuros para modernizar o parque.

A ampliação da área se encaixaria nesse item, assim como o aumento do número de animais em cativeiro.

Existem hoje 669 animais, devendo passar para 1,2 mil.

Retirada do piche de Boa Viagem e do Pina vai demorar

A retirada de todo o piche lançado sobre as praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, pode demorar vários dias.

Embora a limpeza tenha sido iniciada ontem, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) trabalha com a possibilidade de que novas placas do produto cheguem à faixa de areia trazidos pelas ondas.

O piche começou a aparecer na tarde da terça-feira nas praias da capital e em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Na quarta-feira, as três praias amanheceram marcadas por manchas do produto.

Para a retirada do piche, a Emlurb está empregando a estrutura usada diariamente – cinco garis – para limpar as praias do Pina e de Boa Viagem.

O material recolhido até agora foi encaminhado para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Igarassu.

Navio pode ter lançado em alto-mar o piche que atingiu praias do Recife e de Jaboatão dos Guararapes

Quem derramou o  piche que atingiu as praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, e de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes?

Os órgãos fiscalizadores trabalham com três possibilidades.

Duas delas podem ter ocorrido nos Portos do Recife e de Suape.

Em um desses portos, um navio poderia ter lançado acidentalmente o produto no mar. Ou, o mais impovável, jogado de maneira proposital.

A terceira possibilidade é que o piche tenha sido lançado em alto-mar de maneira consciente pela tripulação.

“Isso, infelizmente, é uma prática de muitos comandantes de navio”, disse Waldecy Farias, diretor de Controle de Fontes Poluidores da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

Descobrir a autoria ficará mais difícil se o crime tiver ocorrido em alto-mar.

Afinal, dezenas de embarcações transitam na faixa litorânea do estado.

E o derramamento pode ter ocorrido a quilômetros de distância da costa e há dias e semanas da chegada do piche nas praias.

Piche derramado nas praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, começou a ser retirado

Garis limpam hoje, desde cedo, o piche lançado nas praias de Boa Viagem e do Pina. Cinco garis estão envolvidos no serviço.

O produto começou aparecer na faixa de areia no fim da tarde de terça-feira.

Na manhã de ontem, havia borra do piche ao longo das praias recifenses e em trechos de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Em Piedade, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente,  não havia mais piche hoje na faixa de areia.

O material recolhido em Boa Viagem e no Pina deve ser encaminhado pela Emlurb ao Centro de Tratamento de Resíduos de Igarassu.

A presença do piche nas praias surpreendeu até pescadores experientes.

“Isso já aconteceu oturas vezes por aqui, mas nunca vi uma coisa desse tamanho”, afirmou Luiz Sales, que vive da pesca há quase 30 anos.

Para pescadores, ambulantes e banhistas,  o piche disperso nas praias pode ser o indicativo de algo mais grave.

De onde esse piche veio, acredita o vendedor de sorvetes, Marcelo Alves da Silva, deve ter muito mais.

Marcelo não conseguiu se livrar das manchas escuras, Depois de um dia de trabalho, na quarta-feira, estava com os pés  “pichados”.

Solo do Sertão será recuperado com lodo da Barragem de Itaparica e de tanques de piscicultura

O lodo da Barragem de Itaparica e de tanques de piscicultura em Itacuruba, na região do  Submédio do São Francisco, deve ser empregado para recuperar solos degradados do Sertão.

As primeiras amostras do material foram coletadas por pesquisadores do Projeto Innovate, que reuniu ontem, no Recife, estudiosos do Brasil e Alemanha. O projeto é financiado pelos dois países.

A perspectiva é que os primeiros experimentos no Sertão sejam feitos até junho.

“O lodo dos tanques de piscicultura é rico em fósforo e tem potencial de recuperar o solo”, exemplificou a professora do curso de Gestão Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Teconologia de Pernambuco (Ifpe), Marilía Lyra, uma das responsáveis por essa linha de pesquisa do projeto.

A preocupação do Innovate com o solo vai além do reuso do lodo.

Ao tempo em que farão as experiências com sedimentos da barragem e dos tanques de peixes, pesquisadores também vão analisar aspectos como a erosão, salinização do solo e emprego de agrotóxicos.

Isso vale tanto para atividades econômicas já existentes na região, como a produção irrigada, ou que estejam previstas.

“Os estudos devem considerar a questão das mudanças climáticas no semiárido”, esclareceu a coordenadora brasileira do Innovate, Maria do Carmo Sobral. Ela da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

A UFPE é uma das 21 instituições envolvidas no projeto.

Dentro da preocupação com alterações do clima, o Innovate fará estudos voltados ao uso da água e à conservação da caatinga.

A princípio, a parceria entre o Brasil e a Alemanha deve durar três anos, período que deve ser ampliado para cinco anos. Mais de 50 profissionais atuarão no projeto.

Recife, o maior poluidor da Bacia do Beberibe

De rio de águas limpas, o Beberibe, que deve ser revitalizado até 2014, foi transformado em um canal de dejetos.

E quem mais o polui?

Sem dúvida, Olinda e Recife.

Por duas razões. Ficam nos dois municípios a maioria das ocupações irregulares das margens e são elas que despejam esgotos no rio e em seus afluentes.

Isso é fácil de se perceber ao se denominar os afluentes. Entre eles, os canais da Malária e do Vasco da Gama e o Córrego do Euclides.

A contribuição do Recife para a poluição do rio fica mais clara quando analisamos a distribuição, por números, da Bacia do Beberibe.

Dos 81 quilômetros quadrados da bacia, 65% estão na capital pernambucana. Olinda corresponde a 21%, enquanto Camaragibe por apenas 14%.

O rio nasce entre os municípios de São Lourenço da Mata e Olinda, em um pequeno olho d’água, nas matas dos antigos engenhos Massiape e Timbó.

Dragragem do estuário do Beberibe custará R$ 16,4 milhões


A degradação do Beberibe, um dos rios mais poluídos do estado, entrou definitivamente na agenda das ações ambientais.

Hoje a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Energéticos começou a elaborar o projeto para dragagem de 3,3 km do estuário do rio.

A dragagem, orçada em R$ 16,4 milhões, é uma das seis etapas do projeto de recuperação do Beberibe, que deve custar R$ 63 milhões.

Se tudo caminhar como o previsto, a limpeza do estuário começará até julho deste ano. O estuário fica perto do Porto do Recife.

O término das obras deve ocorrer em 2014, ano da Copa do Mundo.

Pelas contas do estado, 260 imóveis deverão ser desapropriados.

Pagaremos um preço em desapropriações por falhas dos governos municipais e estaduais no passado.

Dessa vez, promete-se ainda a preservação dos manguezais e o replantio de árvores nas margens do rio de 23,7 km de extensão.

Quase 30% das escolas públicas da Região Metropolitana do Recife não têm água potável

O acesso à água é um direito universal.

Mas as comemorações do Dia Mundial da Água, ontem, mostraram que o acesso à água de boa qualidade está longe de ser realidade no Brasil.

A comprovação veio das escolas públicas da Região Metropolitana do Recife.

De 130 unidades pesquisadas, 35 não tinham água potável nas torneiras entre 2009 e 2011.

Isso significa 27% do total. Entre 2002 e 2008 o percentual era de 38%.

Os dados estão na pesquisa do Departamenteo de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O estudo indicou a presença de coliformes fecais em 42,8% das escola em que se detectou a distribuição de água contaminada.

Uma das causas da contaminação pode ter sido fezes de animais.

E o problema maior reside nos reservatórios. Algumas caixas d’água, cisternas e poços não tinham condições adequadas de higiene.