Quase 30% das escolas públicas da Região Metropolitana do Recife não têm água potável

O acesso à água é um direito universal.

Mas as comemorações do Dia Mundial da Água, ontem, mostraram que o acesso à água de boa qualidade está longe de ser realidade no Brasil.

A comprovação veio das escolas públicas da Região Metropolitana do Recife.

De 130 unidades pesquisadas, 35 não tinham água potável nas torneiras entre 2009 e 2011.

Isso significa 27% do total. Entre 2002 e 2008 o percentual era de 38%.

Os dados estão na pesquisa do Departamenteo de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O estudo indicou a presença de coliformes fecais em 42,8% das escola em que se detectou a distribuição de água contaminada.

Uma das causas da contaminação pode ter sido fezes de animais.

E o problema maior reside nos reservatórios. Algumas caixas d’água, cisternas e poços não tinham condições adequadas de higiene.

Um núcleo, no Ministério Público, para defender os animais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tem um grande desafio.

Após a criação do Núcleo de Defesa Legal dos Animais, neste mês, vem o desafio de fazê-lo funcionar bem. O núcleo foi criado pela Portaria Nº 506/2012.

Nesse aspecto, a colunista do Diario de Pernambuco, Luce Pereira, foi precisa em um dos seus comentários:

“Embora contasse no rol de preocupação dos promotores mais sensíveis do MPPE, poucos se davam ao trabalho de agir com rigor para impedir ataques frenquentemente vistos em vias públicas, sobretudo de municípios do interior”.

O Recife também mostra essa face cruel contra os animais.

É corriqueiro ver no bairro de Joana Bezerra, por exemplo, cavalos e burros puxando carroças abarrotadas de material reciclado.

Os animais, magros e feridos em sua maioria, trabalham a chicotadas.

Com o núcleo, espera-se que ações contra os agressores desse tipo não se limitem aos promotores sensíveis ao assunto.

Acredito, assim como a colunista,  ser um bom começo envolver as prefeituras do inteior. E também da Região Metropolitana.

O envolvimento dos promotores e  dos procuradores também é importantel. São eles, afinal, que podem investigar e denunciar os casos à Justiça.

A portaria Nº 506/2012 subordina o núcleo ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caop Meio Ambiente).