O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tem um grande desafio.
Após a criação do Núcleo de Defesa Legal dos Animais, neste mês, vem o desafio de fazê-lo funcionar bem. O núcleo foi criado pela Portaria Nº 506/2012.
Nesse aspecto, a colunista do Diario de Pernambuco, Luce Pereira, foi precisa em um dos seus comentários:
“Embora contasse no rol de preocupação dos promotores mais sensíveis do MPPE, poucos se davam ao trabalho de agir com rigor para impedir ataques frenquentemente vistos em vias públicas, sobretudo de municípios do interior”.
O Recife também mostra essa face cruel contra os animais.
É corriqueiro ver no bairro de Joana Bezerra, por exemplo, cavalos e burros puxando carroças abarrotadas de material reciclado.
Os animais, magros e feridos em sua maioria, trabalham a chicotadas.
Com o núcleo, espera-se que ações contra os agressores desse tipo não se limitem aos promotores sensíveis ao assunto.
Acredito, assim como a colunista, ser um bom começo envolver as prefeituras do inteior. E também da Região Metropolitana.
O envolvimento dos promotores e dos procuradores também é importantel. São eles, afinal, que podem investigar e denunciar os casos à Justiça.
A portaria Nº 506/2012 subordina o núcleo ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caop Meio Ambiente).


