Os números justificam a necessidade de se agir rápido para preservar a caatinga.
Ela recobre 52% da área da região Nordeste, enquanto em Pernambuco ultrapassa cerca de 2/3 do território.
Mas a devastação tem se acentuada nas últimas décadas. As perdas do bioma representam metade do que existia originalmente.
“Espécies podem desaparecer sem nunca se conhecer o seu potencial para curas de doenças”, exemplificou Elcio Alves de Barros e Silva, coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – Pernambuco.
A caatinga é o segundo maior bioma do Brasil e a mais diversificada região semi-árida do planeta em quantidade de espécies.
Uma dos objetivos do governo pernambucano, assim como já se propuseram outros estados, é proteger ao menos 10% da área da caatinga.
Esse percentual é tido como o ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) para as políticas de preservação dos biomas.
Em Pernambuco, a caatinga tem, com a criação do Parque Estadual Mata da Pimenteira (Serra Talhada) e da Estação Ecológica Serra da Canoa (Floresta), menos de 1% de área protegida.




