Perigo iminente

Dóris Maria Lima dos Santos, advogada

A Revolução Industrial iniciou-se no século XVIII, na Europa, mas especificamente na  Inglaterra, país pioneiro onde as fábricas começaram a se difundir, espalhando-se e operando várias mudanças, inclusive influenciando na imigração de diversos camponeses que moravam no campo e que foram trabalhar nas cidades.

Partindo de uma análise não muito profunda dos fatos, vamos concluir que a partir daquela época o ser humano já começava a pagar um preço muito alto pelo progresso.

Observando de uma maneira clara os fenômenos nefastos que vieram a surgir mais tarde, como por exemplo, o efeito estufa que trouxe grandes desastres ambientais ao nosso planeta, influenciando de maneira negativa ao nosso ecosistema, posto que, até as condições climáticas foram alteradas e aos poucos causando vários males à nossa mãe natureza, é preciso coragem e determinação para evitar que o que está ruim fique pior.

É preciso indagar e ouvir das autoridades constituídas respostas sensatas e objetivas  sobre quando vão parar para pensar  acerca da saúde da população do nosso país.

É com profunda preocupação que os estudiosos do assunto estão se posicionando sobre a construção das usinas termelétricas no nosso estado, porque sabem o efeito negativo que as mesmas trarão para a saúde do nosso povo.

É justo citar o pronunciamento  do professor do curso de Engenharia Elétrica da UFPE, Heitor Scalambrini Costa, o qual argumentou: “O empreendimento não trará vantagens econômicas e ambientais”, principalmente quando fica claro e sem sombra de dúvidas que a emissão de gases perigosos, cancerígenos, invadirão a atmosfera.

A saúde em larga escala no nosso país sobrevive de maneira sofrida, as classes menos favorecidas sofrem e na maioria das vezes ficam escravas de um sistema de assistência médica altamente precário, basta que visitemos diversas emergências da rede pública para que fiquemos estarrecidos com o que encontramos. Pessoas à espera de atendimento, deitadas no chão ou em macas espalhadas pelos corredores, o que infelizmente nos dá a impressão de que estamos num hospital de atendimento à vítimas de uma guerra.

Concordo com o professor Heitor Scalambrini Costa:”A sociedade precisa reagir”. O progresso deve existir a fim de proporcionar qualidade de vida ao indivíduo, e não colocar o mesmo na linha de frente, candidato a doenças que talvez a saúde pública não tenha condições de tratar.

Como cidadã, acredito que o mal deve ser extirpado pela raiz. Sempre é mais aconselhável prevenir do que remediar.

Fica aqui o alerta!