Obras contra o avanço do mar serão licenciadas neste mês

A licença prévia das obras de recuperação da orla marítima deve ser concedida até o fim deste mês pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

A autorização é  exigência legal para se licitar o projeto executivo.

Com ele, os técnicos vão detalhar as obras nas 19 praias de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda e Paulista.

O projeto executivo para Jaboatão foi licitado pela prefeitura, que pretende iniciar os serviços em Piedade, Candeias e Barra de Jangada neste semestre.

As obras em Recife, Olinda e Paulista devem começar em 2013. E a meta do governo do estado é conclui-las até meados de 2014.

Engorda de praias tem prazo de validade

Alguns trechos das praias do Recife, mesmo após recuperados, poderão perder em cinco anos até 40% da areia posta na faixa de engorda.

O número é apontado pelo estudo técnico da Coastal Planning & Engineering do Brasil, empresa contratada pelo governo do estado para elaborar o projeto de recuperação da orla marítima no Recife, Jaboatão, Olinda e Paulista.

A possibilidade de perda foi apresentada ontem na audiência pública sobre o projeto, cujas obras estão previstas para começar neste semestre em Jaboatão e terminar em meados de 2014.

Há possibilidade de perdas também em Olinda, Paulista e Jaboatão.Nesses municípios, a estimativa é de que a retirada da areia pela água seja de até 10% em cinco anos.

As estimativas fundamentam-se em cálculos matemáticos.

Para se chegar aos percentuais, explicou o gerente de projetos da Coastal Planning, Rodrigo Barletta, a empresa teve como referência a granulagem da areia das praias dos quatros municípios.

“Dependendo da areia a ser usada, as perdas podem ser maiores ou menores”, acrescentou. Perdas maiores podem acontecer com areia mais fina do que a existente nas praias. Menores, com areia mais grossa.

A jazida para engorda das praias fica na costa do Cabo de Santo Agostinho.

O sucesso do projeto depende, segundo Rodrigo Barletta, da fiscalização da execucação do projeto e do monitamento contínuo.

Tais itens, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, estão incorporados ao planejamento do projeto, orçado em R$ 336,1 milhões.

Os recursos são destinados a recuperar 48,1 quilômetros de 19 praias, que ficam entre as fozes dos rios Jaboatão e Timbó.