Responsáveis por alguns dos 54 ataques a banhistas e surfistas em Pernambuco, nos últimos 20 anos, o tubarão tigre não costuma retornar aos locais onde esteve. E se deslocam do Sul para o Norte, nadando em zigue-zague.
A descoberta foi de estudiosos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que pesquisaram a trajetória desses animais para o Comitê Estadual de Monitoramente de Incidentes com Tubarão (Cemit).
Para se chegar aos resultados, os pesquisadore monitoraram 22 tubarões tigres. Capturados em áreas próximas às regiões dos ataques, os animais vinham sendo marcados eletronicamente desde 2004.
Os marcos acústicos possibilitaram comprovar que os tigres não voltam aos lugares em que estiveram. Cinco mil bipes foram registrados. E nenhum desses sinais vieram de equipamentos presos aos tubarões tigres.
“Todos os bipes sonoros foram de marcos instalados em tubarões lixas”, revelou o professor da UFRPE e presidente do Cemit, Fábio Hazin. Além dos 22 tubarões tigres, os estudiosos marcaram 112 lixas.
Os registros sonoros ocorreram porque 25 receptores foram instalados entre as praias do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, e a do Pina, no Recife.
O marco eletrônico que permite o monitoramento via satélite comprovou que os tigres nadam do Sul para o Norte e em zigue-zague. Eles se proximam da praia com a maré alta e se afastam com a maré baixa.
