Sebo bovino ocupa segundo lugar na produção de biodiesel

O ditado popular de que “do boi quase nada se perde”  está cada vez mais certa.

Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) indicam que o sebo bovino é a segunda fonte na produção de biocombustível.

No Brasil, o biodiesel é misturado ao diesel a um percentual de 5%. A meta para os próximos oito anos é alcançar 20%.

A soja ocupa o topo do ranking das fontes geradoras de biodesel no país, representando 71,1%. E o sebo bovino aparece com 18%.

O Sudeste, segundo a ANP, lidera o ranking das regiões que mais aproveitam o sebo.  O índice da região bate em 40,33%.

Por sua vez, o Nordeste  ocupa a pior posição, aproveitando os baixos 4,42% do sebo para fabricar o biodiel.

A região conta apenas com uma unidade de transformação, que fica no Ceará.

Mas o recado está dad: Do boi perde-se, por enquanto, somente o berro.

Quando o Parque da Tamarineira sairá do papel?

Embora aprovada em lei municipal, a Unidade de Conservação da Paisagem da Tamarineira deve demorar a sair do papel.

Quem diz isso é a própria prefeitura. Segundo o município não há prazo para a implantação do projeto.

Que o projeto, ao menos, seja concretizado mais rápido do que a sanção da lei 17.802/2012.

A lei foi sancionado pelo prefeito João da Costa (PT) no último sábado.

Portanto, quase dois anos após a polêmica em torno da área.

Em 2010, cogitou-se a construção de um shopping center no terreno, que pertence à Arquidiocese de Olinda e Recife.

A proposta recebeu críticas dos moradores dos bairros próximos. Eles defendiam a transformação do lugar em um parque.

Com o debate, a prefeitura decidiu fazer um plebiscito.

O resultado foi o esperado.

A população optou pelo parque em lugar de transformar a área, onde fica o Hospital Ulysses Pernambucano, em empreendimento comercial.

O prefeito João da Costa, baseando-se nisso, decidiu desapropriar o terreno e declarou a área de utilidade pública.

No ano passado, o município abriu concurso para o projeto do parque.

A lei 17.802/2012 resultou de projeto da vereadora Priscila Krause (DEM).

E reforçou legalmente a decisão governamental de somente permitir a construção de um parque na área de 97,6 mil metros quadrados.

Um KeepCup, por favor.

A proposta já “pegou” na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido e  tende a fazer o mesmo sucesso em outros países.

É o KeepCup.

Esse, um copo reutilizável que substitui os copos descartáveis, do tipo para viagem, para café.

Inventado pelos irmãos Abigail e Jamie Forsyth, o KeepCup traz ganhos.

Primeiro,  é produzido com material 100% reciclável.

Segundo, a fabricação consome de 64%  a 85% menos água do que a de copo de descartável normal.

Terceiro, o descarte dos copos reduziu em 91%.

Se os ganhos acima são para a natureza, o quarto é para os apreciadores do café. A nova tecnologia preserva o café quente por mais tempo.

Pela conta dos fabricantes, um KeepCup tamanho grande corresponde a 35 copos descartáveis. Os fabricantes chegaram ao número utilizando o estudo do Centro de Design da Austrália.

O copo sustentável se adapta à maioria dos porta-copos de carro e bicicleta, podendo ser usado em microondas e lava-louças.

Justiça obriga prefeitura a implantar programa de castração de animais

Bom seria se o exemplo de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, chegasse aos municípios pernambucanos.

O juiz Max Akira Senda de Brenda obrigou a prefeitura da cidade, com cerca de 55 mil habitantes, a informar os números de cães e gatos abandonados.

Ele exigiu também que o governo municipal informe a quantidade de animais castrados, recolhidos e atendidos nos últimos 12 meses.

E não parou por aí.

Ao atender o pedido do Ministério Público, ele determinou que  prefeitura informe, em 60 dias, se possui serviço vistoria zoossanitária e de prevenão de zoonoses urbanas.

Por aqui, a decisão judicial teria sentido. Afinal, são poucos os municípios que contam com setores organizados para cuidar de cães e gatos. Na maioria, limitam-se a fazer campanhas de vacinação.

O magistrado obrigou ainda que a prefeitura implante, em 90 dias, um canil/gatil para recolher os animais em situação de risco ou abandono.

E em 60 dias, completa liminar, a prefeitura deve montar o serviço médico-veterinário para atender os animais abandonados  e em situação de risco, incluindo programa de castrações.

Se descumprir, a prefeitura pagará multa de R$ 1 mil por dia.

Disputa pelo Código Florestal deve terminar na Justiça

Não era o que ambientalistas e ruralistas queriam, mas a presidente Dilma Rousseff procurou dar ao projeto do Código Florestal a cara do governo.

Ou melhor, dar uma forma que governistas chamam “equilibrada”.

Mas equilíbrio, tanto para ambientalistas quanto para ruralistas, não houve. Os dois lados criticam os vetos da presidente.

E como poucos se contentam com o tal equilíbrio no mundo da política, eis que os ruralistas já anunciam a intenção de recorrer à Justiça.

Querem os ruralistas saírem vitoriosos em tudo.

Sabendo da força política que têm, a maior parte dos parlamentares do agronegócio desconsideram  possibilidades apontados pela ciência para melhorar a produção no campo.

Exemplo disso é priorizarem em suas propostas o aumento da área produtiva em lugar de investirem mais em tecnologia.

Isso tem explicação. A princípio, tecnologia seria mais caro.

A peleja em torno do Código Florestal deve ser, então,  judicializada. E a decisão ficará com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Até lá, a presidente Dilma, que vetou 32 pontos do projeto do Código, vai editar Medidas Provisórias para evitar o que alguns chamam de”vácuo legal”.

Os vetos da presidente foram no projeto aprovado pelos deputados federais, que derrubaram um acordo firmado entre governo e senadores.

Ipojuca produz 52,71% mais lixo, por habitante, do que o Recife

Um dado chama atenção no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2011.

A quantidade de lixo urbano por habitante em Ipojuca é 52,71% maior do que  o gerado, diariamente, no Recife.

Enquanto a média recifense é de 1,290 quilo,  a de Ipojuca alcança 1,970 quilo.

A diferença diária é de 680 gramas a mais por habitante.

Nessa conta, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entrou apenas os chamados resíduos urbanos.

Entenda-se por resíduos urbanos o lixo domiciliar e o que é recolhido nas ruas, praças e parques públicos.

Ipojuca supera até Boa Vista (Roraima), que lidera o ranking nacional das cidades com mais de 500 mil habitantes.  A média de Boa Vista é 1,882 quilo.

Além do Recife e de  Ipojuca, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil pesquisou a produção de lixo de outros dez municípios pernambucanos.

Ipojuca aparece no topo da lista, seguido pela capital. Garanhuns e Petrolina, ambos com a média de 1,120 quilo por habitante/dia.

O ranking  continua  com Tacaratu (1,070), Igarassu (1,050), Jaboatão dos Guararapes (1,030), Camaragibe e Escada (0,960),  Caruaru (0,900), Pesqueira (0,700) e São José do Egito (0,230).

Recife gera 119 toneladas de lixo acima da média nacional

O recifense gera, por dia, mais lixo do que a média nacional.

No Brasil, cada pessoa produz 1,213 quilo. No Recife, 1,290 quilo.

A diferença parece pequena, mas vamos a uma conta simples para mostrar que, ao final, as 77 gramas por pessoa importa.

Se multiplicarmos as 77 gramas pelos 1. 546.516 habitantes (população informada pelo IBGE no ano passado) chegaremos a 119.081.732 gramas.

Isso significa que se tivesse dentro da média nacional, a cidade produziria 119.081,7 quilos de lixo a menos diariamente. Ou seja, 119 toneladas.

E aí, é pouco?

No ano passado, a Emlurb recolheu por dia 1.995 toneladas de resíduos domésticos e da varrição de ruas, praças e parques.

“Se a média do município estiver acima da brasileira e hora de iniciar um processo de conscientização da população”, alerta Adriana Ferreira.

Adriana é coordenadora técnica da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Os dados do lixo sobre o Recife e o país estão no estudo, apresentado pela Abrelpe, Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (2011).

Calor insuportável e fome

Ciro A. Rosolem, professor titutar da FCA/Unesp/Botacutu (SP).

O que temas aparentemente tão diferentes como aquecimento global e produção de alimentos podem ter em comum? Há algo que possa ser feito que resulte em melhorias nesses dois aspectos?

Sugiro pensarmos em como a agricultura – uma das atividades econômicas mais importantes no Brasil – pode e deve contribuir para a solução desses dois problemas.

Segurança alimentar, mais do que socorro emergencial às populações com deficiência nutricional, implica em se praticar uma agricultura que seja, ao mesmo tempo, econômica, competitiva e sustentável.

Econômica porque é necessário assegurar renda aos que a praticam.

Competitiva porque há que se produzir alimentos cada vez mais baratos, mais acessíveis às camadas mais carentes da população e, além disso, produzir os dólares imprescindíveis à economia brasileira.

Sustentável porque é fundamental que se pratique agricultura indefinidamente na mesma área, evitando o desmatamento desnecessário. E somente se consegue isso praticando uma agricultura que não cause danos permanentes ao ambiente.

De acordo com estimativas da FAO, nos próximos 20 anos será necessário dobrar a atual produção de alimentos, além da necessidade de se produzir agroenergia.

Essa meta somente pode ser atingida por dois caminhos: aumentar a área cultivada ou aumentar a produtividade das terras já em cultivo.

O aumento da área cultivada é praticamente impossível na maior parte do mundo, principalmente na Ásia, área mais populosa do planeta, pois todas as regiões agricultáveis já estão em uso. Pior, boa parte delas se encontra em risco de degradação.

O Brasil é um dos poucos países do mundo onde existe área a ser ocupada, com regime de chuvas e temperaturas adequadas à agricultura. Mas o aumento da área cultivada implicaria em desmatamento, uma vez que a agricultura ocuparia terras atualmente sob vegetação natural, o que, certamente, encontra restrições nos anseios dos ambientalistas.

O segundo caminho é o aumento da produtividade, através do uso de variedades geneticamente melhoradas, mais produtivas e através do melhor manejo do solo e dos cultivos, o que tornaria a agricultura competitiva, sustentável e econômica, ajudando a se satisfazer a crescente demanda por alimentos, tanto em quantidade como em qualidade, a demanda por matérias primas e por agroenergia.

O aquecimento global tem como uma de suas causas a emissão atmosférica de gases, entre eles o CO2. A principal emissão desse gás vem da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, nos países mais desenvolvidos, mas a queima de vegetação e a agricultura tradicional também contribuem para o problema.

Entretanto, o manejo do solo sem aração, sem revolvimento, ou seja, o sistema de manejo conhecido como semeadura direta fixa o carbono atmosférico na matéria orgânica do solo, pelo menos temporariamente.

Estima-se que um hectare (área correspondente a um campo de futebol) pode fixar em torno de uma tonelada de carbono por ano na região sul do Brasil, se o solo for bem manejado, se for praticada uma agricultura moderna, econômica, competitiva e sustentável. Sim, porque o aumento da matéria orgânica do solo melhora suas propriedades, conservando melhor a água e os nutrientes.

Não é uma boa idéia transformar o carbono, que aqueceria o ambiente, em alimentos, matérias-primas e energia, contribuindo para a segurança alimentar, para a resolução do problema da fome e de energia do planeta Terra?

 

Recife, a sétima capital brasileira que mais produz lixo

O recifense produz diariamente 1,290 quilo de lixo.

Em um ano, a conta se aproxima de meia tonelada.

Tais números conferem ao Recife a sétima colocação no ranking das cidades com mais de 500 mil habitantes que mais geram resíduos urbanos.

Por coincidência, as sete cidades são todas capitais.

A média da capital pernambucana supera São Paulo e Belo Horizonte.

O governo municipal coleta diariamente 1.995 toneladas de lixo.

Para recolher e tratar isso, a prefeitura gasta por dia cerca de R$ 261,2 mil.

O custo médio por tonelada, segundo o diretor municipal de Limpeza Urbana Rodrigo Brayner, é de R$ 130,93.

O ranking das cidades brasileiras que mais coletam lixo consta na pesquisa Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2011.

Esse estudo foi elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Pelo estudo, Boa Vista (Roraima) ocupa a primeira posição da lista. Cada morador da cidade gera em média, por dia, 1,882 quilo.

O ranking segue com Brasília(1,559 quilo), Fortaleza (1,474 quilo), Manaus (1,338 quilo), Salvador (1,366 quilo) e Rio de Janeiro (1,3 quilo).

Por armazenamento ilegal de madeira, agricultor terá que replantar mudas da Mata Atlântica

Ou replanta árvores ou é multado.

O Ministério Público (MPPE) usou essa lógica contra Gerson dos Santos, no município de Lagoa do Ouro, no Agreste.

Gerson armazenava ilegalmente 30 toras de três espécies da Mata Atlântica. No caso, sucupira, murici e cupiúba.

A legislação ambiental determina que o armazenamento desse tipo somente é permitido com autorização do Ibama.

Para reparar o crime, Gerson firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), documento de autoria da promotora Elisa Cadore Foletto.

O infrator, pelo TAC, deve plantar 60 mudas das espécies armazenadas de maneira ilegal. O plantio deve ocorrer em até 90 dias.

Os locais  para o plantio serão indicados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Caso não cumpra os termos do TAC, Gerson está sujeito à multa diária de R$ 50.

Essa foi a segunda ação do MPPE, em Lagoa do Ouro, desse tipo.