A pressão pelo veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto do Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, está aumentando.
Se os ruralistas têm voto no Congresso Nacional, os seus críticos são muitos.
O vocalista da Banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, é um deles.
Ao fazer show no Recife, segunda-feira, Dinho pediu para que a presidente impedisse “a derrubada de nossas florestas”.
Por trás da devastação, entende o vocalista, estariam empresários com seus interesses comerciais.
O cantor e compositor Gilberto Gil também defende o veto de Dilma.
Ao participar da reunião preparatória da Rio Clima, no Recife, no mês passado, Gil vê o projeto do novo Código como um retrocesso.
A campanha do veto tem crescido no meio político.
O secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, também integra a lista composta por Gil e Dinho.
Xavier sempre que pode lembra a necessidade do veto.
Ao discursar na cerimônia de lançamento do Programa Caatinga Sustentável, no Palácio do Campo das Princesas, na semana passada, o secretário classificou como equívovo a aprovação do novo projeto.
“Um equívovo que cria inseguranças para o futuro do país”, disse.
Bem perto do secretário, estava o governador Eduardo Campos (PSB), que, nos últimos meses, tem reforçado o discurso em favor da preservação ambiental.
