Artistas pedem veto ao Código Florestal

A pressão pelo veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto do Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, está aumentando.

Se os ruralistas têm voto no Congresso Nacional, os seus críticos são muitos.

O vocalista da Banda Capital Inicial,  Dinho Ouro Preto,  é um deles.

Ao fazer show no Recife, segunda-feira, Dinho pediu para que a presidente impedisse “a derrubada de nossas florestas”.

Por trás da devastação, entende o vocalista, estariam empresários com seus interesses comerciais.

O cantor e compositor Gilberto Gil também defende o veto de Dilma.

Ao participar da reunião preparatória da Rio Clima, no Recife, no mês passado, Gil vê o projeto do novo Código como um retrocesso.

A campanha do veto tem crescido no meio político.

O secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, também integra a lista composta por Gil e Dinho.

Xavier sempre que pode lembra a necessidade do veto.

Ao discursar na cerimônia de lançamento do Programa Caatinga Sustentável, no Palácio do Campo das Princesas, na semana passada, o secretário classificou como equívovo a aprovação do novo projeto.

“Um equívovo que cria inseguranças para o futuro do país”, disse.

Bem perto do secretário, estava o governador Eduardo Campos (PSB), que, nos últimos meses, tem reforçado o discurso em favor da preservação ambiental.

Que sirva de exemplo: Petrobras desembolsará mais de R$ 100 milhões por crime ambiental

A compensação ambiental demora ser feita e, às vezes, nunca sai do papel, mas costuma ser cara para os infratores quando devidamente cobrada.

Vejamos o caso da Petrobras.

Antes mesmo da condenação, a empresa petrolífera fechou um acordo para recuperar uma área que poluiu no Paraná.

O crime ambiental aconteceu em março de 2001, no município de Morretes.

Na época, óleo diesel vazou do poliduto Olapa.

O poliduto liga a Refinaria Presidente Getúlio Vargas ao Terminal de Paranaguá, na Serra do Mar.

O acordo para recuperação ambiental assinado pela Petrobras resultou de duas ações civis públicas interpostas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Eis o que diz o acordo:

A empresa deve recuperar integralmente a área atingida.

E o custo estimado para isso é de R$ 12 milhões.

Caso o valor da obra, a ser coordenada e supervisionada pelo Instituto Ambiental do Paraná, ultrapasse os R$ 12 milhões, a Petrobras assumirá o excedente.

Além de recuperar a área atingida pelo óleo, ela repassará R$ 90 milhões para projetos ambientais e socioambientais no litoral do Paraná.

Os R$ 90 milhões serão divididos para projetos como a criação de uma unidade de conservação do mangue e de enfrentamento ao uso do crack.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Paraná.