A eliminação da garças-vaqueiras no Arquipélago de Fernando de Noronha vai entrar em uma nova etapa a partir de junho.
Desde janeiro deste ano, 300 aves foram capturadas por gaviões e, posteriormente, mortas e incineradas.
Além da captura das aves, considerada uma espécie invasora, planeja-se a substituição dos ovos.
A técnica está sendo discutida, podendo os ovos verdadeiros virem a ser trocados, por exemplo, por ovos de isopor.
Outra possibilidade é cozinhar os ovos das garças e recolocá-los nos ninhos.
“Não se pode é quebrar os ovos, pois aa garças, ao se fazer isso, tendem a pôr mais ovos”, explicou o veterinário Carlos Diógenes Ferreira de Lima Filho, da Coordenação de Meio Ambiente do arquipélago.
Segundo o biólogo e coordenador da Hayabusa Falcoaria e Consultorias Ambiental, Gustavo Trainini, a substituição deve acontecer em setembro e outubro deste ano. Esse é o período de reprodução das garças.
Desde janeiro, a Hayabusa, empresa do Rio Grande do Sul, tem empregado três gaviões-de-asa-telha para capturar as aves invasoras.
Além dos gaviões, oito biólogos, veterniários e falcoeiros gaúchos- nome dado a quem trabalha com falcões, gaviões e corujas – se revezam nesse trabalho.
